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Recomendações

por jonasnuts, em 31.03.10

Recomendo vivamente que tenham sobrinhos.

 

A seguir a ter filhos (ou filho, no meu caso), é o melhor do mundo.

 

Principalmente se, como eu, tiverem a sorte de ter os 3 mais fantásticos sobrinhos do mundo.

 

Adoro ser tia.

 

E não me venham com a treta dos filhos dos amigos, que as tratam por tias e por tios, que isso só desvaloriza a verdadeira Tia. Tia é a irmã da mãe, ou do pai, vá, mais nada. Claro que isto da irmandade, não é exclusivo do sangue, entenda-se. Mas nestas coisas das tias, sou um bocadinho fundamentalista. Os meus sobrinhos têm 2 tias, eu, e a irmã do pai, mainada. As outras são falsas tias, tias de segunda :P

 

E só não meto aqui as fotos dos putos, porque se não meto do meu, muito menos meto os da minha irmã.

 

ADENDA: Entretanto lembrei-me de mais casos de tios verdadeiros. O Artur Anjos lembrou-me dos tios-avôs, sim senhor, meu rico Tio Arnaldo. E os maridos e mulheres dos tios e das tias. O marido da minha irmã é tio do meu filho, e a ex-mulher do meu tio será sempre a minha tia Adelaide. Também são tios verdadeiros :)

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Negócio de nicho

por jonasnuts, em 27.03.10

Vi na Ervilha que há mais quem tenha um problema semelhante ao meu, embora menos grave.

 

O que fazer quando um filho faz anos em período de férias? O meu faz anos em Agosto. Não preciso de dizer mais nada, pois não?

Nunca está NINGUÉM para a festa. O desgraçado passa a vida em festas dos colegas, leva presente a todos e quando chega a vez dele festejar, népia, está tudo de vacaciones.

 

Já tentei antecipar, já lhe fiz a proposta de festejar 6 meses depois, mas não cola.

 

Assim, um nicho de mercado para um negócio porreiro, era aquelas agências de casting alugarem miudagem para serem figurantes em festas. Melhor ainda. Aqueles estabelecimentos onde se organizam festas de aniversário das criancinhas podiam fazer um dinheirão se, além das instalações, e dos insufláveis, e dos lanchinhos, tivessem a opção de acrescentar convidados.

 

Vocês podem achar que eu estou maluca, mas a verdade é que já pensei nisso, num ano em que, desoladíssimo, viu que ninguém respondia ao convite.

 

Fica a ideia. Se alguém aproveitar, depois que faça um desconto, muito agradecida.

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Em Portugal este gajo não sobreviveria

por jonasnuts, em 27.03.10

Por isso, ainda bem que o Bill Maher é americano.

 

"A Vatican official was asked that this week if allowing priests to marry would solve the problem. He said, “That’s ridiculous, you can’t marry an eight-year-old.”
- Bill Maher in his opening monologue"

 

Em Portugal, se ele dissesse isto e fosse português, caía o Carmo e a Trindade.

 

Vão ler tudo de fio a pavio, que vale a pena.

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Ir à bola

por jonasnuts, em 25.03.10

Sou Benfiquista. Sempre fui. Antes de nascer já era sócia, depois tiveram de trocar o nome, porque estavam à espera de um João Maria e saí eu, uma Maria João. Portanto, era inevitável.

 

E isto é uma coisa que se passa aos filhos. Não baptizei o meu filho, ele que escolha a religião que quiser, quando tiver idade para o fazer, enfim, as escolhas, em todos os campos, são dele, mas não no campo desportivo, aí só tem uma opção, e é inapelável e irrevogável, ser Benfiquista não é uma opção, é assim que somos, obrigatoriamente. É de família (embora nem toda a minha família fosse do Benfica, tive uma avó lagarta, mas era a excepção).

 

Para consolidar o espírito Benfiquista do puto é preciso trabalhar. Fartei-me de lhe dizer que o Benfica tinha sido campeão, mesmo e anos em que isso não aconteceu, quando ele não tinha idade para obter a informação doutra forma :) Neste tema não faço prisioneiros, e uso todos os argumentos. Enfim, sou uma política, desportivamente falando.

 

Mas, no meio de tanto trabalho, ainda não fiz algo que considerava imprescindível para esta consolidação ou confirmação. O puto ainda não foi à Luz ver um jogo do Glorioso. Não é por falta de tempo, nem de dinheiro, eu até sou sócia, pelo que os preços são mais em conta. O problema é que eu sou Benfiquista mas também sou mãe. E eu sou maluca, mas não sou estúpida.

 

Não levo o meu filho a ver um jogo de football no estádio. O risco da coisa dar para o torto é cada vez maior, e mesmo que não nos acontecesse nada a nós, a perspectiva de ter uma cena de pancadaria ali ao pé, ao vivo e a cores, não me agrada.

 

Ah, porque és super protectora, ah porque mais tarde ou mais cedo ele vai ver essas coisas, ah, porque quanto mais cedo ele for confrontado com a realidade melhor.

 

Uma merda. Sou super protectora sim e até acho que tenho feito nesse campo um trabalho razoável, porque se eu achasse que ver porrada lhe fazia bem deixava-o ver rodos os programas de televisão que ele quer, ou começava a dar-lhe porrada desde cedo, para o ajudar a perceber que a vida é mesmo assim, e que passamos a vida a levar porrada.

 

Tenho pena, mas enquanto não achar que estão asseguradas as condições de segurança que eu considero mínimas para o meu filho e para mim, não vou à bola.

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Saúde mental

por jonasnuts, em 24.03.10

Parece que foi feito um estudo sobre a saúde mental em Portugal. Acho muito bem, mas ainda não lhe consegui deitar a mão, pelo que apenas sei o que vem nas notícias, por exemplo, aqui.

 

Por isso, e porque conheço o tratamento que os órgãos de comunicação social costumam dar aos estudos, e porque conheço muitos estudos que são meras extrapolações de extrapolações de adivinhações de entrevistas feitas a meia dúzia de gatos, reservo a minha opinião para depois de ler o estudo, e de, sobretudo, olhar para a ficha técnica do dito cujo.

 

E gostava, sobretudo, de saber se o estudo se debruçou sobre o preconceito e a ignorância em relação às doenças mentais. Ter uma doença mental é uma vergonha (a não ser que seja uma doença da moda), uma pessoa não diz "a minha filha é esquizofrénica", diz "a minha filha é fraca dos nervos", nunca ninguém diz que tem uma avó com Alzheimer (bom, quase nunca), diz que tem uma avó esquecida, por causa da idade. Ninguém tem depressões, são fases. E é esta ignorância, e este preconceito que têm de ser combatidos. Quando uma doença mental for encarada com a mesma naturalidade que qualquer outra doença, a coisa corre melhor para todos. Doentes, familiares, e o resto da malta.

 

Até lá, está tudo bem, muito obrigada.

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Smile or die

por jonasnuts, em 22.03.10

Esta mania de que conseguimos resolver tudo à força de termos um sorriso na cara, sermos politicamente correctos, e esperarmos que algo ou alguém resolva as coisas por nós, sempre me irritou. Porque, às vezes, sermos simpáticos, tolerantes, comedidos, alegritos, contemporizadores e diplomatas, não nos leva mesmo a lado nenhum.

 

Para além do que é dito neste vídeo, a forma como está ilustrado, é fantástica.

 

Para todos, mas em especial para o meu filho, porque explica muitíssimo bem quais as vantagens de se escrever bem a nossa língua, mesmo que não queiramos ser escritores, e queiramos ser artistas doutra arte.

 

 

Via Postais de Inglaterra.

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Uma nova faceta de Jaime Gama

por jonasnuts, em 21.03.10

 

O Henrique Monteiro a acertar na mouche (again).

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Computadores públicos, vícios privados

por jonasnuts, em 19.03.10

O título do post pode ser enganador.

 

Isto por causa da cena hoje, na Assembleia da República, em que alguns deputados se chatearam com os fotógrafos que invadem a sua privacidade (conseguindo fotografar o ecrã do computador que ali têm disponível) e o presidente da Assembleia da República a explicar-lhes que a AR é um espaço público e que os computadores não são privados. A notícia, aqui.

 

 

Cá para mim o Jaime Gama é um infoexcluído. A questão não é o instrumento, é o que se faz com ele (sim, também se aplica aqui, esta máxima). Se o deputado estiver a consultar a sua conta bancária, são dados privados. Se estiver a ver o mail, são dados privados, se estiver a inserir passwords, são dados privados. O computador pode ser um bem público, mas o que se faz com ele pode (e muitas vezes deve) ser privado.

 

E não me venham com a treta do "se está no hemiciclo só pode fazer coisas relacionadas com o que está a ser debatido, quer consultar a conta bancária, que consulte a partir de casa", vivemos nuns tempos em que cada vez mais o horário de expediente deixa de existir, e o social, o profissional, o familiar se entrecruzam. Já não há horas marcadas para as coisas, os telemóveis e a internet trouxeram-nos, também, isso.

 

Aquela coisa de ter um emprego toda a vida, entrar à mesma hora, ir almoçar a casa, regressar e sair a horas certas, já não existe. Com o telemóvel e a internet (e agora, com ambos) estamos disponíveis sempre que tenhamos o telemóvel ligado. Ou achariam bem que um jornalista ligasse a um deputado para lhe fazer uma pergunta e deputado respondesse, lamento imenso mas são 18h05 e já não estou a ser deputado a esta hora. Cairia o Carmo e a Trindade. E com razão.

 

Decidam-se. Não podem ter sol na eira e chuva no nabal.

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</p>

 

Estão a ver alguém a baldar-se a um jogo do Glorioso, mesmo que a pedido do patrão, da namorada, do Papa ou do Presidente da República, ainda por cima para ir ver música clássica e poesia? Os Italianos são uns panisgas é o que é.

 

Mas, uma coisa semelhante, tem todo o potencial de viralidade por que tantos anseiam.

 

Via Pedro F.

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Meus senhores e minhas senhoras, podem começar, a malta agradece, que KPIs altos sabem sempre bem.

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