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Carro de senhora

por jonasnuts, em 27.09.13

Ando à procura de um carro. Em segunda mão, claro, que o orçamento não dá para muito. Quero dar o meu smart e gastar pouco ou nada mais.

 

Adoro o meu Smart, carro espectacular, do qual gosto muito mas, para ser sincera....... tenho muitas saudades duma caixa manual. Odeio mudanças automáticas. Enquanto ele teve um carro com mudanças manuais onde eu podia matar as saudades de vez em quando, a coisa levava-se. Mas ele tem agora (há já algum tempo) um carro com mudanças automáticas, e eu deixei de ter onde matar as saudades.

 

Ando portanto em sites de venda de veículos usados.

 

E é aí que me deparo com o que me parece ser uma incongruência.

 

Muitos anunciantes, sobretudo de stands (mas não só), parecem achar que o argumento "carro sempre conduzido por uma senhora", é um bom argumento de venda e promoção do veículo em causa. A coisa melhora um bocadinho, na perspectiva deles, se a senhora for idosa. A sério..... eles dizem isto nos anúncios.

 

Ora.... na minha perspectiva, um carro que pertenceu a uma senhora, sobretudo se for idosa, mas não só,  é um carro onde funciona a primeira e a segunda. Com um bocadinho de sorte, a terceira. Quarta, quinta, sexta e por aí fora, nunca foram usadas. As pastilhas de travão já devem estar todas comidas, e os discos, ou já foram substituídos ou estão em vias de necessitar de substituição. Disco de embraiagem, a mesma coisa. É um carro cheio de esfoladelas. É um carro que vai à revisão quando se acendem luzes (nunca antes) ou, em casos mais extremos, depois da luz acender E começar a fazer barulhos estridentes (pequenos ruídos não contam). É um carro que muda o óleo quando, lá está, acende a luz.

 

Genericamente falando, as mulheres são substancialmente menos cuidadosas com os seus carros do que os homens, e continuando a generalizar, são também piores condutoras. Ou melhor..... os disparates típicos que fazem, irritam-me mais do que os disparates típicos dos homens.

 

As mulheres estão envolvidas em menos acidentes que os homens (e até têm seguros mais baratos por causa disso), mas a estatística que falta (e acho que já escrevi sobre isso antes, mas não tenho pachorra para ir procurar), a estatística que falta, dizia eu, é saber quantas mulheres continuam na sua vidinha de condutoras sem acidentes, tendo provocado acidentes por causa dos seus disparates.

 

Assumindo que qualquer pessoa com dois dedos de testa sabe disto (é fácil, basta andar na estrada), como é que alguém que é profissional da área (vendedor de carros) acha que dizer que o carro pertenceu a uma senhora é um bom argumento de venda?

 

Já vi vários carros, da marca e modelo de que ando à procura, uns particulares, uns em stand. Pergunto sempre, se o condutor anterior era uma mulher ou se era uma homem. Se era uma mulher, o valor que estou disposta a dar por ele cai drasticamente.

 

Sou só eu? Não posso ser só eu.

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Bilhete de identidade

por jonasnuts, em 20.09.13

No (saudoso) tempo em que ainda havia bilhete de identidade, nos idos de 2003, decidimos levar os putos à Disney. O meu ia fazer 5 anos. Era preciso bilhete de identidade. Lá fomos tirar o bilhete de identidade, ao arquivo de identificação de Lisboa.

 

Ele já sabia escrever o nome embora, como qualquer criança de 4 anos, escrevesse com letra maiúscula e ENORME (que como se sabe, é maior que enorme).

 

Mas eu sabia que se me mantivesse ao lado dele a dizer "pequenino, pequenino", a coisa fazia-se, e lá lhe dei o papelucho para ele assinar.

 

Mantenho-me atenta, a dizer-lhe ao ouvido "pequenino, pequenino, pequenino", como um disco riscado, até que a senhora do guichet se lembrou de me fazer uma pergunta qualquer, e eu parei de dizer "pequenino, pequenino", para responder já não sei o quê, à senhora.

 

Estas circunstâncias todas reunidas no mesmo local, à mesma hora, com estes intervenientes, resultaram no mais belo bilhete de identidade que alguma vez vi, e que foi aceite, e que o levou à Disney.

 

 

E sim, pedi autorização (e recebi-a) para publicar aqui isto, com foto incluída.

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Geeks and Freaks

por jonasnuts, em 19.09.13

Para os geeks e para os freaks, este vídeo tem piada. Para os geeks e freaks, tem muita piada. Para mim, que nunca pesquei (ou gostei) de física, é brilhante. Bohemian Rapsody, cantada acapela, por um só gajo, que estava a fazer o doutoramento em não sei o quê (relacionado com física), e deu-lhe para ali. Está muito bem feito.

 

 

 

A notícia aqui, e cheguei a isto via Facebook da Helena.

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Poo-Pourri

por jonasnuts, em 12.09.13

Opá.... gosto do spot, gosto do produto..... e da campanha. É tudo bom.

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18 anos

por jonasnuts, em 04.09.13

O SAPO faz hoje 18 anos.

 

Conheço-o há 18 anos, lembro-me do nascimento, lembro-me dos primeiros passos e, desde há 13 anos, é onde eu trabalho.

 

Já fiz muita coisa, no SAPO. Comecei por estar ligada às Homepages, passei pelo mail, pelo apoio a cliente, pelos Blogs, pela Homepage, pelo Radar e por mil e uma coisas. Agora na CloudPT. Já tive ofertas para sair, daquelas tentadoras. Não saio. Adoro trabalhar no SAPO. O ambiente é fabuloso. Informal. Cheio de coisas novas. Todos os dias.

 

Não é todos os dias que se faz 18 anos.

 

O Celso, o pai do aniversariante, explica a coisa, e emociona-se. O pai da criança ainda está no seu primeiro emprego.

 

 

 

Parabéns SAPO.

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"Finge que não ouves"

por jonasnuts, em 03.09.13

Eram estas, as recomendações da minha mãe, e da minha avó, quando eu, miúda miúda miúda, lhes fazia queixas dos homens que me diziam coisas quando eu passava.

 

A minha avó ia mesmo mais longe. Não passas por esse caminho. Dás a volta.

 

Mas eu, já na altura com pelo na venta, encanitava-me que EU, não estando a fazer nada de mal, tivesse de mudar os meus passos, por causa duns gajos, muitos com idade para serem meus pais e até mesmo meus avôs, que abancavam à porta da oficina da Neolux, na rua da cidade da Horta, quando eu passava para ir almoçar a casa da minha avó, à Rebelo da Silva.

 

Quando eu digo que era miúda, miúda, miúda, estou a referir-me à idade em que me foi autorizada a ida a pé, do colégio até casa da minha avó. 7º ano, portanto, 11/12 anos.

 

E não me refiro a "oh, és tão linda", mas sim a palavras e frases bem mais explícitas. Diziam o que gostariam de fazer, com que parte do seu corpo, com que parte do meu corpo. E sem lirismos.

 

Finge que não ouves, diziam-me. E eu, miúda, roía-me por dentro, e não dizia nada. Mas ficava a pensar.

 

Foi um caminho que fiz muitas vezes.

 

Resolvi o tema, anos mais tarde, mas ainda menor, quando farta de me fingir de surda, parei, enfrentei o mais ordinário e lhe respondi à letra " e tu tens lá equipamento para fazer isso tudo...... com essa idade, já nem consegues levantá-lo. Da próxima vez que eu passar aqui, se ouvir um ai, entro pela fábrica adentro e faço queixa ao vosso patrão. Porcos de merda. Vão falar assim às vossas filhas, que devem estar mais habituadas".

 

Com 14 anos. E foi remédio santo. Nunca contei à minha mãe, nem à minha avó. Mas resolvi o problema, à minha maneira.

 

Anos mais tarde, já a trabalhar, voltei a resolver o problema. Num trabalho grande que tinha para adjudicar, onde um dos fornecedores a concurso era a Neolux, expliquei que não seriam eles a fazer o trabalho, e expliquei porquê. O senhor não percebeu. Aposto que se fosse uma gaja, percebia.

 

Ficou tudo resolvido.

 

Mas não me esqueci.

 

Não quero que se criem leis para criminalizar o assédio verbal (que às vezes até ultrapassa o verbo e vai ao físico), mas quero que se torne socialmente inaceitável este tipo de comportamentos.

 

Não tenho uma filha, mas se tivesse, não lhe diria para fingir que não ouvia.

 

A Helena explicou melhor isto tudo que eu tentei dizer. Aqui.

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Mr. Kevin Spacey...

por jonasnuts, em 01.09.13

... you, sir, are a gentleman. And a smart one.

 

Se todas as pessoas da indústria percebessem isto (ou quisessem perceber, já agora), tudo seria mais fácil. Para todos.

 

 

 

 

 

Via Miguel Albano

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