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Barbra Streisand

por jonasnuts, em 26.05.12

Gosto muito de Barbra Streisand. Não é a primeira vez que o digo aqui. (exemplo 1, exemplo 2, exemplo 3).

 

Curiosamente, tenho uma ligação à artista. Vá, tenham paciência (e imaginação, já agora :) Se me tivessem dado a escolher, esta não teria sido a minha primeira opção, de relação com a Barbra (já sou íntima, percebem?), mas a cavalo dado não se olha o dente.

 

Em 2003, a minha amiga Barbra decidiu processar um fotógrafo, bem como o site onde este alojava as fotos, em USD 50 Milhões (trocos), tentando obrigá-lo a retirar do tal site uma série de fotos do pequeno chalé de Barbra, dizendo a cantora (que é conhecida por proteger a sua privacidade e por se borrar de medo dos stalkers) que não lhe agradava e considerava perigosa a exposição pública daquelas imagens, para além de sentir a sua intimidade devassada.

 

O processo tornou-se conhecido, e a reacção das pessoas foi imediata. Mais de meio milhão de pessoas decidiu colocar-se do lado do fotógrafo, e colocaram as imagens nos seus sites, homepages (as avós dos Blogs), etc.... fazendo com que aquilo que a Barbra pretendia do fotógrafo deixasse de fazer sentido. Teria de ir atrás de todos os donos de todos os sites onde as fotos estavam alojadas. Tanto quanto sei, terá mudado de casa, mais tarde.

 

Este tipo de reacção em cadeia ficou portanto conhecido como o Efeito Streisand.

 

E o que é que isto tem a ver comigo? Se seguirem o link anterior, verificarão que na secção "Exemplos" está uma referência, ainda que velada e sem link, à minha humilde pessoa: "Em dezembro de 2010, a retalhista de telemóveis Ensitel tentou, por via judicial, que fossem removidas de um blog pessoal a descrição de um litígio entre a autora do blog e a empresa. O acção ricocheteou contra os interesses da empresa, gerando milhares de comentários negativos nas redes sociais twitter e facebook, tendo o episódio chegado à atenção dos media tradicionais."

 

É verdade, quando em 2010 a empresa supra referida apresentou no tribunal uma providência cautelar para que os posts escritos sobre uma compra que terá, alegadamente, corrido menos bem, a coisa amplificou-se, e eu tive direito ao "meu" mini Efeito Streisand. Alguém decidiu colocar aquela referência na Wikipédia, e é assim que o meu nome e o da Barbra estão eternamente, ligados.

 

Como disse, preferia outro tipo de relacionamento com a cantora, sei lá, ir ver um espectáculo ao vivo, mas é que o há.

 

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A sentença (1)

por jonasnuts, em 26.05.12

Para memória futura, e porque é pública, aqui fica a transcrição da sentença, que pode ser vista no link disponibilizado pelos Precários Inflexíveis. O PDF disponível neste link parece ter, na parte final, a ordem das folhas alterada, pelo que tentei colocá-las na ordem correcta (não garanto, porque o vocabulário que a malta dos tribunais usa, carece de tradução por parte de técnicos especializados, e eu não tenho formação na área).

 

Por ser um texto muito longo, vai ficar escondido, podendo ser visto

aqui )


A segunda parte da sentença, a terceira parte da sentença.

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A sentença (2)

por jonasnuts, em 26.05.12

A segunda parte da da transcrição da sentença.

Aqui )



A primeira parte da sentença, a terceira parte da sentença.

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A sentença (3)

por jonasnuts, em 26.05.12

A terceira parte da sentença.

 

Aqui )


A primeira parte da sentença, a segunda parte da sentença.

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Comunicação materno filial

por jonasnuts, em 25.05.12

 

Quando se começa a comunicar com a prole via 9GAG quer dizer que estamos no bom caminho ou que é melhor perder a esperança?

Daqui.

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Boas notícias

por jonasnuts, em 24.05.12

Em Junho de 2009, organizámos aqui, no sítio onde trabalho, uma acção de recolha de potenciais dadores de medula.

 

Esta coisa dos transplantes de medula é uma merda, porque encontrar um dador compatível é como encontrar uma agulha, em 10.000 palheiros.

 

Parece que este "palheiro" onde trabalho tinha brinde, e até hoje, que eu saiba, foram encontradas duas agulhas.

 

Há 2 anos soube da primeira agulha.

 

Ontem à noite soube de mais uma agulha. Mais uma pessoa que se registou naquele dia, e que me mandou um mail maravilhoso, e que pôde hoje ter o privilégio de salvar uma vida.

 

Não sei se já alguma vez salvei uma vida, ou ajudei (fui dadora de sangue durante muitos anos, e inscrevi-me como dadora de medula há uns anos valentes, mas nunca fui chamada), mas vontade não me falta.

 

Às vezes não é "só" doando que se pode ajudar. Se calhar, organizando estas acções de recolha, é outra forma de contribuir.

 

Fiquei com vontade de organizar mais uma sessão de recolha de dadores, aqui :)

 

Para os que trabalham comigo e lêem isto, preparem-se. Mais coisa menos coisa, vou dedicar um dia a passear pelas secretárias, a agarrar as pessoas e a levá-las à equipa que faz a selecção dos candidatos :)

 

Já que não me chamam para doar, contribuo de outras formas :)

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Sempre que vejo as palavras "providência cautelar" e "blogs"  na mesma frase, os meus alarmes disparam. É raro, felizmente.

 

Sei, por experiência própria, o que é receber uma providência cautelar, no âmbito do que se escreveu, embora no caso dos Precários Inflexíveis não seja bem o caso, na medida em que a providência cautelar incide sobre o que foi escrito nos comentários do Blog, e não no Blog.

 

A história conta-se duma penada. Em Maio de 2011 (portanto, há mais de 1 ano), no Blog Precários Inflexíveis, foi escrito um post sobre uma empresa. Os comentários ao post sucederam-se. A empresa descobriu, não gostou do que leu, e intentou uma providência cautelar, para que os comentários fossem suspensos ou ocultados, e o tribunal deu razão ao queixoso.

 

Há aqui 2 questões importantes que eu aprendi à minha custa.

 

Porque é que o tribunal não mandou apagar os comentários? Porque se trata duma providência cautelar. O objectivo destas acções é, pura e simplesmente impedir a continuidade do dano. Garantir que até à conclusão da acção principal (já lá vamos) o dano não continua a ser cometido. Isto porque uma providência cautelar implica, obrigatoriamente, a existência duma acção principal, subsequente, em que o queixoso explica que leis é que acha que estão a ser violadas. É na sequência desta acção principal que, dependendo do resultado, os tais comentários são removidos (se o tribunal der razão ao queixoso), sendo também identificadas outras penas (multas, indemnizações, etc....), ou são de novo expostos (caso o tribunal, na sequência dessa acção principal venha a dar razão aos donos do Blog).

 

Outra questão importante é o direito ao bom nome. Eu estava convencida (e errada), de que o facto de eu dizer a verdade (que era o que acontecia nos posts da minha novela) me protegia contra processos por difamação. Se é verdade, não é difamação, certo? Errado. Pode ser verdade e, em simultâneo, difamatório. É algo que continuo a achar muito estranho, mas a verdade é que é o que a lei diz.

 

Outra questão que, não sendo importante, é interessante, é saber contra quem vai ser interposta a acção principal. Ao dono do Blog? Ou aos autores dos comentários que agora mandaram suspender? Porque, o autor do Blog não pode ser responsabilizado pelo que é escrito por terceiros. Pode suspender? Pode sim senhor, tecnicamente falando. Se o tribunal mandou suspender, na minha opinião, deve suspender (não sei se tem essa possibilidade técnica, mas pode apagá-los), mas apenas porque o pode fazer, e porque os comentários estão feitos num site de que é gestor e porque o tribunal mandou.

 

Mas pode ser responsabilizado? Não. A tal da empresa agora, na obrigação de dar andamento a uma acção principal (está obrigada, por via da providência cautelar), tem de pôr um processo a cada um dos autores dos comentários considerados difamatórios, pois são esses autores os responsáveis pelo que lá está escrito, e não o autor do Blog. O autor do Blog só pode ser responsabilizado por aquilo que escreveu, não por aquilo que escreveram terceiros.

 

Mas, e eu não sou jurista, nem andei em direito, nem percebo nada do assunto a não ser aquilo que aprendi e estudei a título pessoa (a necessidade aguça o engenho), a acção principal não tem de ser contra a mesma pessoa contra quem foi interposta a providência cautelar? Não sei (mas cheira-me que vou saber).

 

Este tema é tão interessante que, para além de me manter atenta, vou publicar aqui a sentença da providência cautelar (assim que saiba se é pública ou não), para memória futura.

 

Boa sorte para o autor (ou autores) do Blog. Independentemente do resultado, sei que não é fácil estar no lugar deles. Nem fácil nem barato.

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Prazos modernos

por jonasnuts, em 22.05.12

Este post é só uma constatação. Uma conclusão a que cheguei, não só de âmbito profissional mas também de âmbito pessoal e social.

 

Para mim, um prazo, é uma data, ou uma hora. Por vago que seja (por semana, mês, trimestre ou semestre), há sempre uma data associada. Se uma coisa está prevista para o 2º semestre, há-de ser ali entre 01/07 e 31/12. É uma data. Vaga. Mas é.

 

No entanto, nos dias que correm, deparo-me com frequência com prazos alternativos. E encanita-me porque, um prazo sem data, não é um prazo, é uma intenção, e mesmo isso, nem sempre. E, como sabemos, de boas intenções está o inferno cheio.

 

Portanto, para futura referência e conhecimento de pessoas mais jovens que por aqui possam passar, desenganem-se, se acham que um prazo é uma data. Nem sempre. Aliás, quase nunca.

 

Um prazo pode vir travestido de pseudo sinónimos, tais como; brevemente, asap, rapidamente, por estes dias, futuramente, em processamento, daqui a uns dias, em agendamento, num futuro próximo, assim que possível, assim que consigamos, está a ser tratado, estou em cima disso, mal arranje um bocadinho. E estes são apenas os que me ocorrem de rajada.

 

Deve ser isto a crise de meia idade, achar que sou de outra criação, ou que sou da velha guarda.

 

Para mim, um prazo, é uma data.

 

E não me venham com merdas de pseudo sinónimos, que a gramática nunca foi o meu forte.

 

 

UPDATE: Mais um pseudo sinónimo, contribuição do Macaco, "só sei quando estiver feito".

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Eu não tenho mau-feitio

por jonasnuts, em 15.05.12

 

Vá.... isso, e mau-feitio.


Daqui.

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Não misturem desporto com política

por jonasnuts, em 15.05.12

Há misturas de que eu gosto.

 

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