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Há 40 anos

por jonasnuts, em 29.10.09

Como anda tudo a celebrar o nascimento da Internet há precisamente 40 anos (embora haja mais datas de celebração, como manda a tradição de qualquer bom projecto tecnológico), e anda tudo a copiar descaradamente o mesmo artigo, eu abstenho-me de traduções, e linko para os conteúdos originais.

 

Pela parte que me toca, há precisamente 40 anos, eu tinha mais em que pensar, sem saber que havia alguém, naquele momento, a viabilizar o meu futuro profissional.

 

Com a minha avó Zita, em Dezembro de 1969, no cinema Roma.

 

Cara Internet, parabéns, e bem-vinda aos 40. É uma idade do caraças :)

 

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Antigamente é que era bom

por jonasnuts, em 28.10.09

Ainda por causa do meu post sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

 

Há um argumento que é usado amiúde neste e noutros contextos, em que dizem, ah, mas na Grécia Antiga não sei o quê, ou ah, mas já no tempo dos nossos avós não sei que mais.

 

E eu, respeitadora das culturas populares, do empirismo, da sabedoria dos mais velhos, penso que isso é tudo muito bonito e há, certamente, muitas coisas que devem ser respeitadas, mas também há outra coisa chamada evolução.

 

O que os senhores na Grécia Antiga faziam ou deixavam de fazer é muito importante, do ponto de vista histórico, e do ponto de vista da evolução da Humanidade e do pensamento e deve ser considerado nessa perspectiva. Porque há 2.500 anos, os mesmo senhores não tinham casa-de-banho, e eu não vejo ninguém a mandar tirar a retrete de casa, só porque na Grécia antiga não havia autoclismos.

 

Eu, pessoalmente, gosto de pensar que, desde o tempo do Sócrates (ou outro, não é esse) e do Aristóteles, nós já aprendemos mais qualquer coisinha, enfim, que já evoluímos.

 

Em alguns casos, parece que não, que há gente que continua a pensar como há 2500 anos. E, se pensar dessa forma era muito à frente naquela época, pensar da mesma forma 2.500 anos depois, enfim, já não é à frente, é atrás. E atrás é precisamente o que estes senhores não gostam.

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Fadas

por jonasnuts, em 28.10.09

Então não é que eu sou uma fada e não sabia?

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Há quem defenda que não deve existir o direito ao casamento para pessoas do mesmo sexo. Casamento é entre pessoas de sexo diferente. Se duas pessoas do mesmo sexo querem casar, que se invente um novo modelo, que não se lhe chame casamento, que se chame outra coisa qualquer. Já ouvi até dizer que a lei não discrimina, apenas impõe limites (duh? discriminar é isso mesmo, impor limites).

 

Seja como for, para essas pessoas, se por acaso aqui vierem, e porque às vezes uma uma imagem vale mais do que mil palavras, na minha opinião a vossa proposta é esta:

 


 

 

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Halloween

por jonasnuts, em 27.10.09

O halloween é uma tradição americana, levada pelos Irlandeses mas com origens celtas (há quem defenda outras), e tem-se transformado ao longo dos anos.

 

Não é, definitivamente, uma tradição portuguesa. O nosso equivalente será o Pão por Deus, que é comum fora de Lisboa, mas de que nunca ouvi falar até ter vivido na província.

 

Ora....Halloween tem muito mais glamour que pão por Deus. Há as abóboras, há os monstros, as coisas nojentas, os doces, as máscaras....é todo um imaginário infantil habitualmente associado ao carnaval, em repetição. Para quem, como eu, detesta o carnaval, a hipótese de repetição é um suplício.

 

Tenho resistido, ao longo dos anos, às várias investidas da miudagem, e sou categórica. Máscaras é no carnaval, e não vai ninguém pedir doces à casa de ninguém que isso é perigoso e o vizinho do 9º é uma besta.

 

Até que este ano, fruto de várias convergências extra-familiares, mas familiares, a festa de anos de um dos putos, calha a ser no dia 31. E o que é que ele escolheu fazer? Uma festa de Halloween, pois claro. Pronto....nada a fazer, tenho mesmo de entrar no espírito e organizar a coisa.

 

Alguém sabe onde é que se encontram ferramentas para esculpir abóboras à maneira? Nos Estados Unidos há disso ao pontapé, mas já não vou a tempo de encomendar isso da Amazon.

 

Mais dicas Halloweenescas são bem-vindas.

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Isabel Alçada e o lapso dos professores

por jonasnuts, em 26.10.09

Já vi diversas reacções, na comunicação social tradicional, de professores à nova ministra da educação, Isabel Alçada.

 

A grande maioria das reacções é favorável, e que é uma ministra conhecedora dos problemas dos professores, e que é uma pessoa sensível, e que é dialogante, e que vai ouvir o professores.

 

Não ponho em causa o que está a ser dito, o problema, é que se ser ministra da educação passasse em exclusivo por ouvir os professores, qualquer atrasado mental podia ser ministro da educação.

 

O problema, é que qualquer ministro da educação tem de ouvir os professores, os alunos, os pais, os outros intervenientes no processo educativo, e tem de olhar para a evolução dos estudantes, e para os programas e para mais uma série de coisas que farão sentido.

 

De toda a polémica sobre a avaliação o que saiu foi que os professores não querem ser avaliados. Querem que a coisa se mantenha como está. Pode ser que seja diferente, mas isto foi a ideia com que fiquei do que vi e ouvi.

 

E sim senhor, os professores têm uma enorme capacidade de se organizarem e mobilizarem (ou alguém por eles, não interessa), mas do que não se podem esquecer é que há um grupo grande, maior que o deles, que quer que eles sejam avaliados.

 

São os alunos e os pais. Têm menos capacidade de organização e mobilização, mas querem ver os professores avaliados pelo que, o que eu acho que os pais devem esperar desta nova ministra (e do governo, e da oposição, já agora), é que oiçam todas as partes, escolham um modelo de avaliação justo e eficaz, e o ponham em prática.

 

O actual modelo de avaliação, que já estava em vigor antes da anterior ministra*, é uma palhaçada e uma fantochada, não avalia nada e quem quer a sua continuidade são os que se estão borrifando para a classe de professores mas que se importam muito com a classe dos funcionários públicos.

 

E já repararam como o termo "funcionário público" que há uns anos era sinónimo de prestígio e importância, hoje tem uma conotação pejorativa? Está ali, quase ao nível dos advogados, dos jornalistas e dos publicitários. Todos dizem às mães que são pianistas num bordel. Quase.

 

 

ACTUALIZADO: * afinal, mentes mais esclarecidas que a minha, informam que o modelo de avaliação que está em vigor, é o que foi proposto pela ministra Maria de Lurdes Rodrigues. Corrijo a informação anteriromente prestada, mas não altero em nada a minha opinião.

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Descobertas

por jonasnuts, em 25.10.09

Descobri na 6ª feira que um processo de investigação ficou parado 4 meses, porque a senhora magistrada não percebeu os elementos enviados, e quis que a técnica explicasse porque que é que não tinham sido enviados os elementos solicitados (foram, ela é que não percebeu).

 

Entre notificações entregues depois da data e novas convocatórias para 3 meses mais tarde, foram 4 meses de paragem, com uma merda que se tinha resolvido em 30 segundos, pelo telefone.

 

Ainda querem que o povinho tenha fé na justiça portuguesa? Só mesmo aos muito crentes é que ainda resta fé.

 

Eu? Eu tenho pena.

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Virgens castas e ofendidas

por jonasnuts, em 24.10.09

Está tudo com a dita aos saltos porque acham que a Isabel Alçada mentiu, quando lhe perguntaram se tinha sido convidada para fazer parte do governo.

 

Não percebo esta gente.

 

Ponto número um, se o meu patrão me pedir para mentir (e isso não passe por cometer uma ilegalidade), eu mentirei com quantos dentes tenho na boca e com um sorriso na cara (ou venho-me embora).

 

Ponto número dois, mentir faz parte das boas competências de qualquer pessoa em geral, e de qualquer político em particular, portanto, acho muito bem que essa seja uma das características positivas da ministra e espero que os outros tenham, no mínimo, a mesma capacidade.

 

Ponto número 3, as pessoas cujas vozes agora se levantam, não mentem? Nunca mentiram? Mesmo no âmbito das suas competências(?)? A sério.... eu espero que o meu filho não venha aqui ler isto tão cedo, mas a verdade, é que eu não conheço ninguém que não minta.

 

Ah mas são mentiras sem importância, oh mas são mentiras piedosas, o tanas. Toda a gente mente em benefício maioritariamente próprio e, em última análise, em benefício do seu trabalho.

 

Cada vez me cansa mais, estes polícias da moral e dos bons costumes, muito olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço.

 

Seca.

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É raro, mas acontece.

Hoje é um desses dias.

 

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Não é um Blog secreto, mas é discreto, pelo menos a julgar pela (falta de) referências por essa Blogosfera fora. Não sei porquê, mas se calhar é porque faz poucos links.

 

Não sei, não me interessa, gosto muito.

 

Sobre a polémica Saramago disse-me aquilo que eu pensava sem saber que pensava :) É o Blog do Júlio Machado Vaz, sim, esse, o do sexo. O Blog chama-se Murcon, mas o seu autor é benfiquista (pelo que é desde logo elevado à esfera que guardo para as pessoas extremamente inteligentes). Não transcrevo posts completos, e este é tão pequenino que não vale a pena transcrever apenas uma parte, além de que perderia a piada. Vão ler.

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