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Jonasnuts

Os Chico-espertos do RGPD

Estando particularmente atenta aos temas do RGPD, por via do que faço na vida e por via do interesse que tenho, desde há muito, sobre dados pessoais, tenho encontrado, nos últimos tempos, algumas pérolas de pessoas, entidades e organizações que olharam para o regulamento e tiveram, vá, uma leitura criativa da coisa.

 

Aproximando-se o dia 25, começam a ser cada vez mais, os exemplos de como não fazer. Mas, confesso, como este exemplo da imagem, não vi mais nenhum. Pode ser que haja, mas com esta lata, não vi.

danone.jpg

 

Isto é um passatempo, que é como se chamam os concursos que não passam pelo Governo Civil. Tem prémio garantido. O botão diz "Jogar". Já as letrinhas pequeninas, o que dizem é "Fazendo clique confirma que aceita continuar a receber as nossas comunicações para desfrutar de todas as vantagens que temos para si."

 

Clicando no botão, vamos ter a um site, onde nos é apresentado um pop-up com um texto muito apelativo:

"Quer ganhar mais prémios?

É muito fácil: divirta-se jogando com os seus pontos
Danone e os prémios podem ser seus.

Para continuarmos a falar consigo e a informá-lo sobre as
nossas vantagens necessitamos da sua confirmação.
Aceita receber as nossas comunicações?"

Duas checkbox, uma sim e outra não, e um botão "entendido".

 

danone2.jpg

 

Ainda não vi campanha de recolha de autorizações que contrariasse de forma tão violenta o espírito do RGPD.

 

Não entendo, muito sinceramente, como é que uma multinacional que tem, presumo, gabinete jurídico, se põe a jeito desta forma. Nenhuma das autorizações angariada desta forma será válida.

 

Este será um processo muito interessante de acompanhar.

Spam

Enquanto aguardo que me atendam da Venca, que não faço ideia do que seja, só sei que me spamaram, aproveito para escrever um post.

 

Há mais alguém que telefone aos remetentes de spam e os descomponha? Ou sou só eu?

 

Fiquei curiosa, porque à minha volta a reacção é de "suspiro, revira olhos, lá está esta a reclamar".

 

A CNPD vai ter de criar um departamento só para as minhas queixas à conta do RGPD.

25 de Abril a par e passo

 @25Abril1974 Twitter.jpg

Há uma conta no Twitter que só funciona uma vez por ano, desde 2009.

 

Começam por volta das 22h00 de 24 de Abril. 

 

O Posto de Comando esta estabelecido Regimento de Engenharia 1, na Pontinha.jpg

Acabam às 20h00 de 25.

 

Entre um momento e outro, vão fazendo "live tweets", como se a revolução de 1974 estivesse a decorrer no momento.

 

No sub-título do Blog lê-se:

 

"Se em 25 de Abril de 1974 o MFA tivesse uma conta de Twitter provavelmente era assim que reportava o dia da Revolução"

 

É uma conta como deve ser. Automática, mas gerida por pessoas. Respondem a perguntas sem atropelar a evolução da revolução.

 

De ano para ano vão melhorando detalhes.

 

Serviço Público, portanto.

 

É segui-los, no Twitter.

 

Formação em redes sociais

apps-blur-button-267350 (1).jpg

Workshop/Oficina de formação

 

Introdução à gestão profissional de redes sociais.

 

E em que é que consistirá a formação?

 

Para já, consistirá numa turma pequena. 8 pessoas é o número máximo. É um número suficientemente pequeno para que cada um possa sentir as suas necessidades específicas endereçadas. Por outro lado, é gente suficiente para que haja debate. E o debate é sempre importante.

 

Começamos às 14h00, terminamos às 18h00. Mais coisa menos coisa. A meio lanchamos. 

 

Em Lisboa, no Chiado.

 

Inclui uma introdução onde apuramos o que é uma rede social.
Passamos pelas principais redes sociais.
Pensamos de que forma é que cada entidade deve estar (ou não) em cada uma delas.
Pensamos em objectivos, estratégia, targets e, muito importante, aferição de sucesso. 
É inevitável passarmos por números, KPIs, insights.
Blogs, Facebook, Twitter, Instagram, Linkedin e Youtube.
Afloramos o Pinterest e o Vero e outras que tais.
 
Para quem é esta formação?
 
É para quem quer gerir uma marca, online. Seja uma marca própria (um blog, por exemplo) seja a marca da empresa.
É para quem já assegura a gestão das redes sociais da empresa, porque tem jeito, mas sente que precisa de saber mais.
É para o sobrinho com jeito para os computadores, que criou o facebook da empresa e agora não sabe o que fazer.
 
É para a empresa que colocou a responsabilidade de comunicação nas redes sociais na mão da desgraçada da estagiária, que tem formação em gestão e não pesca nada de redes sociais. 
 
É para quem quer as bases.


Quem quiser mais informações, é usar o jonas@jonasnuts.com

Formação

Este é o primeiro de dois posts.

 

O segundo vem já a seguir (auto-link).

 

Há muitos anos que dou formação. De diferentes maneiras, todas informais.

 

Dei formação quando no princípio das internets era preciso explicar o conceito, era preciso explicar às pessoas o que significava o caracol do mail, era preciso explicar o que era uma homepage e para que é que servia o Terràvista.

 

Dei formação a todos os trainees que me passaram pelas mãos, e ainda foram alguns.

 

Dei formação a muitos bloggers que chegaram até mim só com vontade de ter um blog.

 

Sempre fui boa formadora - não sou gaja de falsas modéstias - por dois motivos; porque gosto genuinamente de ajudar e porque sinto empatia com as dúvidas das pessoas. Na grande maioria dos casos, são dúvidas que já foram minhas e que já tive de esclarecer para mim, ou já foram perguntas para as quais andei à procura de respostas.

 

Já fui desafiada para dar formação sobre inúmeros temas (até sobre RGPD), mas só dou formação sobre temas que, de facto, domino e com que me sinto à vontade. Porque as minhas formações ou workshops não são estáticos, eu não chego, debito a apresentação e já está. As minhas formações têm debate, e perguntas e respostas e mãos na massa. Não se resumem à keynote (ou ao powerpoint, como quiserem). Aliás, até prefiro que saiam do sítio e que fujam e que sejam dinâmicas e que sirvam os propósitos de quem lá está. E gosto de aprender.

 

Há uns anos comecei a investir mais nesta área da formação. Organizei 3 acções de formação, que adapto conforme o cliente e tenho andado pelo país, contente e alegre a dar formação em empresas, escolas, instituições, etc...

 

Comunicação e estratégia digitais.

Prevenção, antecipação e gestão de crises no digital.

Criação e gestão de comunidades.

 

E gosto. Muito. É gratificante. Realiza-me.

 

Tenho sido desafiada a criar acções de formação, workshops, whatever dedicados a particulares. Tenho andado a adiar, a adiar, a adiar, mas há pouco tempo os astros alinharam-se, surgiu uma encomenda e vai ser já no próximo fim-de-semana (falo disso mais detalhadamente no post que se segue auto-link). Vamos ver como corre.

 

Gosto de partilhar conhecimento. Sempre gostei. Sempre o fiz, informalmente. Fazê-lo de forma estruturada e formal é só mais uma forma de partilha.

 

Mas, por mais estruturadas e formais que sejam, agora, as minhas acções de formação terão sempre, sempre, sempre, uma ponta de rasgo, de fora do sítio, de interacção, de batatada e de caos. 

 

Porque sem caos não se vai a lado nenhum.

Olá Samsung, adeus Samsung

Para concluir o tema que tinha pendente com a Samsung (auto-link) vamos lá ao desfecho da coisa.

 

Depois de muita troca de mensagem, por 3 vias diferentes, em que me trataram ora por tu, ora por Jonas ora por D. Maria Nogueira, finalmente a Samsung decidiu que tinha uma resposta definitiva para me dar.

 

E a resposta é clara:

 

Minha senhora.....nunca ouviu falar de obsolescência programada? É que nós somos adeptos ferrenhos, pelo que, se se estragaram as borrachinhas do nosso equipamento ao fim de uns meros 10 anos, a única opção que lhe resta, é comprar um equipamento novo.

 

Não foi bem assim que disseram a coisa, não usaram estas palavras, mas foi o que me chegou.

 

A mensagem que recebi foi esta:

 

samsung.jpg

Repare-se, "frigoríficos tão antigos" refere-se a um frigorífico com 10 anos. 

 

Quando a minha avó morreu, o meu pai mandou para o lixo o frigorífico de casa da minha avó (se a memória não me falha, um Telefunken). Frigorífico esse que chegou era o meu pai miúdo. Portanto, um frigorífico com mais de 50 anos. Em pleno e eficaz funcionamento.

 

Se o meu frigorífico que precisa de borrachas tivesse 50 anos, eu percebia a resposta da Samsung. Se tivesse 40 ou até mesmo 30 anos, eu também percebia a mensagem da Samsung.

 

10 anos? Um frigorífico com 10 anos é muito antigo?

 

Não é. O que pagamos por um frigorífico não é pouco e é um investimento que estamos preparados para fazer precisamente porque presumimos que o equipamento vai durar uns anos valentes.

 

A Samsung sabe disso, única razão pela qual demorou tanto tempo a responder. Não queria uma crise. Não queria assumir que é ambientalmente inconsciente. Não queria escrever preto no branco que se está borrifando para a satisfação dos clientes a médio e longo prazo. Têm, pelo menos, noção do erro que cometem. Tanto têm que demoraram 15 dias para me dizerem exactamente a mesma coisa que me disseram ao telefone, no centro de assistência da marca. Ao menos no centro de assistência não me fizeram perder tempo.

 

Um amigo com o mesmo problema, por acaso também com um Samsung, tinha comprado borrachas a mais. Ofereceu-me as borrachas e a colocação das ditas cujas. Demorou meia hora. Paguei o almoço.

 

Meia hora e €20 em borrachas é o que Samsung entende por "impossível de substituir, compre um frigorífico novo". 

 

Uma marca que não consegue construir equipamento que dure e, em cima disso, que não consegue ter uma resposta económica e ambientalmente responsável é uma marca que não merece ter clientes.

 

Pela parte que me toca, adeus Samsung.

Mudar de Vida

cnf.jpg

 



Primeiro os disclaimers.

Sou fanzoca da Cocó há anos. Fui ver. Há uma década. Vi os dois mais velhos a crescer. Os mais novos vi nascer e crescer. Como dizia noutro dia, num comentário a um post da Cocó no Facebook, os filhos dela fazem-me velha e são, ainda que de forma microscópica, um bocadinho meus. 

 

Posto isto, vamos ao que interessa.

 

A Cocó tem no Blog uma rubrica, há uns tempos valentes. A vantagem destas coisas dos Blogs é que dá para encontrar as datas certas. Desde Setembro de 2016.

 

O approach não é novo. Pega em pessoas que investiram numa determinada carreira e que, passados uns tempos, decidem mudar completamente, daí o nome da coisa; "mudar de vida".

 

O conceito não é novo, o nome também não mas, onde a Cocó inova e leva o seu cunho pessoal é nos entrevistados que apresenta (encontrar esta malta implica um trabalho de networking, de pesquisa, de selecção) e depois na forma como escreve, claro.

 

Se uma estação de televisão tivesse uma rubrica com o mesmo conceito e com o mesmo nome, não se estranharia, pois não?

 

E se, além do mesmo conceito e do mesmo nome tivesse também, os mesmos convidados e as mesmas histórias?

 

Aí já cheirava a esturro, não era?

 

É.

 

A SIC Notícias anunciou na semana passada que a partir de hoje terá uma rubrica com esse conceito e com esse nome. E a Cocó descobriu que para além do mesmo conceito e do mesmo nome, também tem muitos dos mesmos convidados.

 

O vídeo divulgado no Facebook da Sic Notícias é um DDW (Digital Done Wrong), cheio de comentários, TODOS sem excepção a creditar a Cocó e a cascar na SIC Notícias. Está tudo sem resposta.

 

É absolutamente vergonhoso que a SIC, cuja casa mãe anda a pedir mais direitos ao legislador para nos impedir de partilhar links para notícias e outros conteúdos, roube o trabalho de outra pessoa sem qualquer esforço para o remunerar ou creditar.

 

Depois venham falar nos Tonys Carreiras e nos Diogos Piçarras. Esses só pecam por se deixarem apanhar. 

 

Já a SIC é "too big to prossecute".

 

E quem se lixa com f de cama, é a Cocó.

 

Ou talvez não.

 

 

 

 

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