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Quando o universo fala, ouve

por jonasnuts, em 21.08.15

Banksy Officially Unveils Dismaland Theme Park  Highsnobiety.jpg

 

 

Até há uma semana, eu era uma ignorante acerca da existência de Weston-super-Mare.

 

Numa semaninha, assim de rajada, Weston-super-Mare entrou de forma veemente, na minha vida. E há que saber ouvir os recadinhos que o universo nos vai dando aqui e ali.

 

Primeiro foi na biografia do John Cleese, So, Anyway... Pois que foi onde o homem nasceu embora, do que li, não tenha ficado propriamente afeiçoado à região.

 

Ainda não tinha acabado de ler o Cleese, e já a Sónia Fernandes me suscitava a curiosidade com um tal de Bill Bryson, de que eu nunca tinha ouvido falar. Comprei na hora, o Notes from a small island, que ficou ali no Kindle, à espera que eu despachasse o Cleese.

 

Terminei o Cleese e fui logo de seguida para o Bryson. No princípio do livro, eis que leio outra vez Weston-super-Mare.... até fui ver se não me tinha enganado, que o Cleese mudou tantas vezes de casa que decorar todos os sítios por onde ele passou é absolutamente impossível. Confirmado. 

 

Que curiosa coincidência, como diria o outro, noutro contexto.

 

E quando parece estar encerrado o capítulo Weston-super-Mare da minha vida, incrivelmente, releio o nome daquela localidade.

 

Parece que o Banksy abriu/vai abrir um "parque temático", em que colabora com outros gajos maluqinhos como ele, para uma instalação gigante do que parece ser uma sátira aos grandes parques temáticos. Onde? Obviamente em Weston-super-Mare.

 

O universo está a dizer-me qual o próximo destino da viagem de família. E eu estou a ouvir.

 

A foto lá de cima é deste senhor.

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Como arrumar a casa rapidamente

por jonasnuts, em 20.08.15

Não são habituais, as dicas domésticas aqui na chafarica, e não se habituem.

 

Descobrimos há uns tempos um excelente método de ter a casa arrumada. 

 

Com 3 dias de antecedência, desatar a convidar gente para um lanche ajantarado. Assim, sem pensar muito e sem grandes planos. Enviar  sms (não tem importância para a eficácia da coisa, mas foi o método utilizado).

Entrar em stress assim que começamos a receber as confirmações.

 

Perceber que não sabemos muito bem o que fazer, quando as pessoas perguntam "doces ou salgados?".

 

Entrar em stress na véspera (que é só amanhã), e arrumar a casa toda.

 

O método também é bom para repor coisas em falta, como chávenas de café todos da mesma nação, copos para beber vinho (que foi uma coisa que a minha irmã me ensinou........ não é um copo qualquer, porque um copo de vinho dá logo outro sabor ao vinho, não podes servir isso em copos de galão), etc.....

 

 

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União Ibérica

por jonasnuts, em 18.08.15

União Ibérica é um termo que aprendíamos na escola e que servia para identificar o período (felizmente terminado) durante o qual os Felipes governaram Portugal.

 

É nesses tempos que nasce o ainda hoje muito utilizado, "de Espanha, nem bom vento nem bom casamento."

 

Pode ser verdade, mas é estúpido, e nem sequer creio que seja verdade. É ridículo que 2 países com tanto em comum (é mais o que nos une do que o que nos separa) não colabore mais. E, se há uma área onde podemos (e devemos) colaborar, essa área é o online. Porque é vantajoso, com o benefício de não termos nós que ir lá, nem eles que vir cá.

 

Isto tudo por via duma lei que foi recentemente aprovada em Espanha, país que parece estar num ciclo de franco retrocesso civilizacional (e o franco não é inocente), essa lei, dizia eu, impede uma série de coisas que não deviam ser proibidas. 

 

Coisas básicas como, fotografar agentes da autoridade, independentemente do que esses agentes estejam a fazer, os espanhóis não podem. Manifestarem-se junto ao Congresso ou junto ao Senado. Pois que, não podem. Impedir um despejo. Nada, têm de assistir impávidos e serenos. Montar-se num mastro ou numa estátua, ou em qualquer local mais elevado, por periclitante que seja, népias. Não podem sequer, os desgraçados, protestar silenciosamente, sentados. Tudo isto (e, presumo, mais umas quantas coisas) passaram a ser proibidas desde o dia 1 de Julho.

 

Ora, se não podemos fazer porra nenhuma acerca das manifestações, ou dos despejos, ou do resto, já podemos fazer alguma coisa no que diz respeito às fotografias dos polícias. 

 

Há poucos dias surgiu a notícia de que uma mulher foi multada por publicar no Facebook uma foto de um carro da polícia, estacionado num local de estacionamento exclusivo para deficientes. Não me interessa muito saber o que é que os agentes estavam a fazer, se foram fazer xixi, se foram beber uma jola ou se foram salvar o pai da forca. Interessa-me saber que a mulher devia poder publicar aquela fotografia sem ter qualquer problema, sobretudo sem ter de pagar 800 euros de multa.

E é aí que entra a União Ibérica. Os espanhóis não podem, mas nós podemos. Não é proibido por lei, em Portugal, publicar fotos de polícias nas redes sociais. Pelo menos, ainda.

 

Fica o convite. Malta espanhola, fotografem os vossos polícias à vontade, mandem as fotografias para o lado de cá da fronteira. Nós publicamos. Vocês partilham.

 

What say you?

 

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Happy birthday, Mr. Orwell

por jonasnuts, em 18.08.15

Orwells Birthday Party FRONT404.jpg

 

A notícia é antiga, e eu atrasei-me nos parabéns. Mas vale sempre a pena.

 

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Cumprindo a tradição

por jonasnuts, em 04.08.15

Há 17 anos. 
Mas este ano com um amargo de boca.

Parabéns, puto.

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Lentamente

por jonasnuts, em 04.07.15

Devagarinho, regressa-se. O que foi não volta a ser, essa é que é essa.

 

Avancemos ou, como diria o outro, fogo à peça.

 

Hoje fui à Feira Internacional do Artesanato, arrastada por ele, que me garantiu a pés juntos que não havia nada que desejasse fazer mais, do que passar a tarde na FIA, comigo. Era mentira, evidentemente (afinal de contas, estamos em época de F1). Mas lá fomos.

 

Uma vergonha. 3 pavilhões. O primeiro, o português, com coisas bonitas, sim senhora, e com coisas realmente artesanato, sim senhora, mas com muita quinquilharia. E quase não vi artesãos a demonstrar o seu trabalho, que por acaso, é o que mais gosto de ver, e o que me leva a estas coisas. Um senhor a fazer umas cestas em vime, um senhor oleiro, um senhor que estava a fazer uma cena bué complicada que resultava nuns móveis cheios de fosquinhices trabalhadas em madeira, muito fixe, mas não a minha praia, além de que deve ser caríssimo, um ou dois teares, escondidos e sem ninguém a trabalhar.......e pouco mais.

O ponto alto das minhas visitas a (verdadeiras) feiras de artesanato, é a cena das colheres de pau. É uma coisa minha..... já aqui falei dela (auto-link). 

Pois nesta feira internacional do artesanato, nem um artesão a fazer colheres de pau e, gravíssimo, nem uma colher de pau. A sério, não consegui encontrar uma colher de pau, em toda a feira (enfim, no pavilhão 1, que era o que me interessava).

 

Passei muito tempo no pavilhão 2. Na bicha da ÚNICA caixa multibanco que havia no recinto, uma festa. Parecia que estava na Grécia.

 

Comprei uns sapatos nos Açores, que de açorianos nada têm, mas são giros. Também não são feitos por um açoriano, o gajo só vive lá há 10 anos. Pronto, foram feitos nos Açores. É este.

 

Mas, na ausência de colheres de pau, fiz uma compra absolutamente espectacular. Um isqueiro. Um isqueiro de pastor. Nunca tinha visto, mas é genial. Algarvio. Mete iscas, o que não anuncia nada de bom, mas é extraordinário. Uma lamela de vidro, um bocado de madeira que se roça no vidro e faz faísca, que pega de imediato fogo à isca (previamente queimada). Sopra-se, e já está. A sério, é simples que mete medo. E fácil. Sim, já consegui acender a porra da isca. Duas vezes. A isca é uma parte dum planta, cujo nome não apanhei, e que é mato, no Algarve. Era impossível de resistir. 16 euros, por um estojo com uma lamela, uma madeira com metal cravado, e duas iscas previamente queimadas, mais um saco cheio de iscas (por queimar). Não tenho grandes dúvidas de que, de facto, se trata de um "isqueiro" utilizado por quem não tem isqueiros à mão, e eu adoro estas merdas artesanais. Nunca mais fico sem lume em casa.

 

iPhone - Photo 2015-07-04 19_05_09.jpeg

Agora estou a ressacar de colheres de pau. Alguém sabe duma feira de artesanato onde haja senhores a fazer e a vender colheres de pau? Mutagradecida.

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Much ado about nothing #pl118

por jonasnuts, em 11.05.15

O secretário de estado da cultura assina hoje um artigo de opinião, no Público, onde usa quase 2.500 palavras.

 

Tanto palavreado, e mesmo assim, não conseguiu responder a UMA das cinco questões que estão por responder (auto-link), quer por parte da Assembleia da República, quer por parte de quem tenta aprovar e justificar a lei da Cópia Privada.

 

 

 

 

 

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O grupo de cidadãos que representou os mais de 8000 subscritores da petição "Impedir a aprovação da proposta de lei n° 246/XII, da Cópia Privada" [1] junto do Parlamento [2], vem manifestar publicamente o seu repúdio em relação ao inaceitável desrespeito pela democracia demonstrado neste processo pelos partidos da maioria. Foi agendada a discussão da supracitada petição para o mesmo dia da reapreciação do projecto de Lei, tendo sido destinado a ambas as actividades um tempo total de 18 minutos, 3 por grupo parlamentar. A discussão, se é que a tal chegará a curta conversa que a agenda prevê, terá lugar no dia 8 de Maio, durante a sessão plenária que se inicia às 10h.

 

Por outras palavras, os partidos da maioria preparam-se para forçar a aprovação da Lei, remetida de volta ao Parlamento após justificado veto presidencial, fazendo da discussão da petição um mero expediente administrativo.

 

A Lei vetada pelo Sr. Presidente da República aparece como resultado da negligência em cadeia de diversas instituições envolvidas: Conselho de Ministros, Comissão de Assuntos Constitucionais Direitos Liberdades e Garantias (CACDLG), Grupos Parlamentares e Presidência da Assembleia de República. Mas uma reapreciação forçada pós-veto presidencial será com grande probabilidade acção directa do líder do Governo.

 

Num momento em que se discute a harmonização de políticas digitais a nível europeu, o Parlamento prepara-se para aprovar uma lei duvidosa no objectivos, arbitrária nos pressupostos, obsoleta no contexto e danosa nos resultados [3]. Os portugueses ficarão mais longe de uma economia competitiva ao terem de suportar este novo imposto que tornará os dispositivos digitais muito mais caros em Portugal.

 

Assim, repetimos a questão apresentada por várias associações nos últimos dias: a quem serve esta Lei? E porque razão se sente a maioria PSD / CDS-PP, contra o bom senso,a razão e um veto presidencial, na obrigação de aprová-la?

 

[1] - http://www.peticaopublica.com/pview.aspx?pi=impedir-pl246

[2] - https://www.youtube.com/watch?v=UN3hT2bIUOs

[3] - http://jonasnuts.com/5-perguntas-dos-peticionarios-0-507278

 

 

O texto supra é da autoria dos representantes do peticionários, em reacção à votação da lei da cópia privada agendada para amanhã. Usem e abusem. Divulguem. E não se esqueçam de escrever aos deputados.

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25 de Abril sempre, fascismo nunca mais

por jonasnuts, em 25.04.15

cravos.jpg

 

Daqui.

 

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Lei da cópia privada take 50.525 #pl118

por jonasnuts, em 23.04.15

Quando o Presidente da República vetou a Lei da Cópia privada, surpreendendo agradavelmente tudo e todos (enfim, quase todos, na parte do agradavelmente), em conversa com um amigo, tentei refrear o entusiasmo, e disse-lhe:

 

"Tem calma, um dos maiores defeitos do Passos Coelho é ser teimoso que nem uma mula, mesmo quando sabe que tem a perder com a coisa, e, em cima disso, não é conhecido por morrer de amores pelo Cavaco (e vice-versa). Tem lá calma, que se o Passos Coelho embica para aqui, isto ainda não acabou."

 

Ele disse que não, quer era o álibi perfeito para o PSD engavetar a lei, e que tão perto das eleições não iam fazer um braço de ferro com o Presidente da República, por causa de algo que vai onerar os portugueses e ter um impacto negativo na economia.

 

Não é que este meu amigo não tenha razão, que a tem, mas acho que subestimou o feitio de mula do Passos Coelho.

 

Ao que tudo indica, a coisa esteve em cima da mesa do primeiro ministro, para ele decidir se no regresso à Assembleia da República a lei voltava a ser votada, ou se era engavetada. Contra expectativas mais optimistas, vai a votos, no dia 8 de Maio, no meio duma catrefada de outros debates e votações (petição contra a lei da cópia privada incluída).

 

Se houve momentos ideais para contactar com os deputados do PSD e do PS (que os houve, no passado), esta não deixa de ser uma boa altura para repetir a dose.

 

Aproveito o belíssimo trabalho do David Crisóstomo, do 365 Forte, e deixo-vos um link para o post onde estão registadas as votações de cada deputado, quando a lei da cópia foi a votos e passou. O nome de cada deputado está linkado para a respectiva página que o identifica, no site da Assembleia da República, e que, mais importante, permite enviar um mail.

 

Vejam quem votou a favor desta lei, e façam-lhes chegar a vossa opinião acerca do tema.

 

 

 

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