Tenho uma memória desgraçada. Lembro-me de coisas passadas há MUITOS anos. Lembro-me do meu bisavô Ernesto. Contava-me a história dos 3 porquinhos vezes sem conta, e era um homem muito alto. Não é através das fotos, nem das memórias da minha mãe que me lembro dele, porque, de acordo com a realidade, o meu bisavô Ernesto não era um homem alto, pelo contrário. Mas lá de baixo da altura dos meus 2 anos, parecia-me enorme. Não é uma memória fotográfica, é uma memória real. Todos os outros adultos adultos diminuíram de altura, à medida que eu fui crescendo, o meu bisavô Ernesto conservou-se gigante, na minha memória. O meu bisavô Ernesto morreu poucas semanas depois de eu ter feito 2 anos.
Isto tudo para explicar que tenho uma memória, mais do que desgraçada, filha da puta. Com tudo o que isso tem de bom, e com tudo o que isso tem de mau (que me seja conservada, é o que peço).
O meu puto tem 10 anos (curioso, lembro-me exactamente do que é que me atravessou o espírito no momento em que estava a soprar as velas do meu 10º aniversário, palavra por palavra). Anda no 5º ano (antigo primeiro ano do ciclo, o ano em que começava a ser a sério). Chegou ontem a avaliação do 1º período.
Ora, com uma memória como a minha, com que moral é que lhe repreendo a falta de atenção, a distracção, o ódio figadal à matemática, o desinteresse generalizado por tudo o que tenha a ver com a escola? Percebo agora os meus pais, tanto potencial, tão mal investido. Não é mau aluno (eu também não era má aluna), mas anda ali nos mínimos.
Não quero um filho só de 5, não é dele ser de 5, mas também não estava muito a fim de ter um puto a rondar os 3. Muitos 4, um ou outro 3, um ou outro 5, isso é que era. Mas acima de tudo, que gostasse daquela porra. Que se divertisse ou, pelo menos, que não fosse um frete tão grande.
Mas com que raio de moral lhe digo eu que a matemática é o máximo, que a escola é 5 estrelas, e que esta é uma das partes divertidas e fáceis, se eu me lembro demasiado bem de me sentir exactamente da mesma forma?
Sacana da memória. Esteve sempre a gritar-me "mentirosa, aldrabona", enquanto eu pregava ao meu filho acerca das vantagens, do divertimento e dos méritos da escola, dos professores da aprendizagem e da importância de ter boas notas.
(este corrector ortográfico é muito careta, puta e porra são considerados erros ortográficos).


Foto daqui.
Na realidade é apenas uma, mas é muito premente.
Com a merda do novo acordo ortográfico, teremos de passar a escrever camera, ou são os do lado de lá do Atlântico que corrigem a coisa para câmara?
É que se há coisa que me colida com o sistema nervoso, é pegar num manual duma máquina fotográfica e ter aquela porcaria pejada de cameras.
Sugestão para as estações de televisão, para daqui a sensivelmente um ano.
Para aquele grupo de pessoas que não está nem aí para festejos, fins de anos, panelas a bater e demais parafernália, e que quer despachar a coisa logo depois do jantar, um fim de ano aí por volta das 10 da noite.
Assim, depois disso, a malta punha os putos na cama e seguia a sua vidinha.
Ontem eu puxava pela cabeça a tentar descobrir qual era a estação de televisão que dava sempre as coisas em primeiro lugar, até me terem explicado que isso só se aplicava aos resultados das eleições, e não ao fim de ano.
É pena. Nisto é que eles se haviam de adiantar.
Fica a sugestão.
Chegou-me à cabeça um post daqueles simpáticos, de dar coices numa franja (não tão curta como isso) da população com acesso à Internet e ao mail, mas, com a minha mania dos simbolismos, não queria que o primeiro post de 2009 fosse de mau-feitio. Não é que eu não goste dessa minha faceta, mas prefiro iniciar o ano de uma forma mais harmoniosa.
Lembrei-me então dum outro que ando para escrever há imenso tempo (imenso tempo, para mim, é 1 semana, uma eternidade).
Através do Horizonte Artificial cheguei a uma série (demasiado curta) de posts de um escritor, professor na Universidade do Illinois, que veio viver para Lisboa durante um ano com a mulher e a filha mais nova.
Adorei ler todos os "dispacthes" que escreveu. É muito engraçado vermo-nos retratados pelos olhos de alguém de fora. Coisas a que não ligamos nenhuma de repente adquirem estatuto de identidade nacional.
Adorei "conhecer" a Alma e a Hannah, apeteceu-me torcer o gasganete daquela bully que proporcionou um mau bocado à família, adorei as peripécias com o Zink, descobri pelo autor que Lisboa tem mais animação do que o que eu julgava, e mais tascas, detestei o vendedor de bilhetes de comboios (ai, se fosse comigo), adorei a contagem de pedras da calçada, e perdoei-lhe a simpatia pelos Whatchamacalits! (Go Benfica!). Adoro a comoção e o espanto com que nota a presença de escritores, actores e artistas a darem nomes às nossas ruas (suspeito que não saiba que isso apenas acontece depois destes morrerem, numa espécie de homenagem que nunca chega a tempo).
Mas a minha crónica preferida foi sobre a nossa língua. Tenho pena que não fique por mais tempo, para conseguir percebê-la melhor, para começar a detectar as nuances de sotaque entre as várias regiões. Adoraria ler uma crónica sobre os sotaques.
Saímos bem vistos desta análise. Não só porque somos boa gente, mas porque o autor também é boa gente e apesar de dizer que acha que o perdão é algo difícil, suspeito que mesmo assim já terá percorrido mais caminho que eu, nessa estrada.
Tenho pena que não fiquem mais tempo.
Por isso fica aqui o post da praxe.
Bom 2009, e aquela coisada toda típica da época.
Devo desde já confessar que sou uma fanzoca do Starbucks. Sempre que vou a Londres, não dispenso os meus cafe latte a ferver, para compensar o frio, mesmo apesar de, em Portugal, pedir sempre os meus galões mornos e claros.
Em Londres, entro mais vezes num Starbucks do que em qualquer outra rede de lojas. Faz-se uma pausa, bebe-se uma bebida quente, descansam-se os pés. 5 estrelas.
Sei que já há Starbucks em Portugal. Abriu naquele centro comercial em Alfragide de cujo nome não me recordo agora. Não compreendo o conceito de um Starbucks num centro comercial. Mas devo ser eu.
Ontem ao fim do dia, soube, por dar de caras com um, que há um outro Starbucks em Portugal, num sítio ainda mais improvável (e palerma).
Então não é que foram abrir um Starbucks mesmo ao lado dos Pastéis de Belém?
Quem é que, na posse de todas as suas faculdades, entra num Starbucks, tendo mesmo ali ao lado os Pastéis de Belém?
O pergunta do título do post é descaradamente roubada ao Enrique Dans, que há bem pouco tempo a colocou no seu Blog (que recomendo).
Ia comentar por lá, e até perguntei se o deveria fazer em português ou em inglês (já que o Blog é escrito e comentado, maioritariamente em castelhano), mas depois achei que dava um comentário demasiado grande (apesar de ter recebido resposta, simpática e em tempo recorde, de que os meus comentários seriam bem-vindos em português, deitando por terra o mito de que os espanhóis não entendem o português :).
Eu sou uma céptica dos serviços sociais. Parece ser contraditório, o facto de, profissionalmente, estar ligada a alguns serviços que têm uma forte componente social, mas se calhar é mesmo por causa disso. Ou então é porque não gosto de embarcar em rebanhos, e gosto de pensar pela minha cabeça.
As redes sociais, "profissionais" como o LinkedIn permitem-me identificar uma série de contactos profissionais, mais algumas características das minhas competências. Tudo muito fácil, clica-se num botão para adicionar alguém à nossa lista de contactos, clica-se noutro botão para autorizar que alguém nos adicione, escrevem-se recomendações mais rapidamente que um mail, e em menos de três tempos temos um perfil sumarento, cheio de nomes de pessoas que nos conhecem profissionalmente, mesmo que apenas nos conheçam vagamente, por termos, em tempos, partilhado o mesmo espaço de trabalho. À semelhança de muitos serviços sociais, os números são importantes, quantos amigos é que tem? Quantos contactos é que tem? A quantos grupos pertence? Quantas recomendações positivas? Este tipo de serviços, se forem bons, até nos indicam perfis com os quais podemos ter algum tipo de ligação (tipo, trabalham na mesma empresa), e normalmente não se enganam, embora trabalhar no mesmo edifício não seja, em alguns casos, grande ligação profissional. Eu trabalho num edifício onde estão mais 2.000 pessoas. Partilhamos geografia, mais nada.
Quando preciso de contratar alguém para a minha equipa, peço um CV, que me dá o percurso profissional e a experiência (e as habilitações académicas que normalmente desvalorizo), e peço o endereço do Blog. O Blog diz-me mais sobre a pessoa do que um perfil no LinkedIn. Claro que dá muito mais trabalho, e demora muito mais tempo, mas conhece-se melhor a pessoa.
Na equipa dos Blogs do SAPO há 6 pessoas. 3 estão lá desde o início (eu, o Hugo e a Claudia), os restantes foram chegando. A todos foi pedido o endereço do Blog, no momento do primeiro contacto. Fiquei a saber mais sobre essas pessoas através do seus Blogs (ou da ausência de Blog, não é Tó? :) do que através dos seus CVs.
Digam-me sinceramente, se alguém ler o meu CV (que eu não estendo, e reduzo ao essencial e pertinente), fica a saber alguma coisa sobre mim? Muito pouco. Se tiver a pachorra de ler este Blog, ficará a conhecer-me muito melhor (momento em que abandona a ideia de me contratar, é um facto, quase ninguém gosta de contratar pessoas com mau-feitio :).
Não são apenas as competências técnicas que contribuem para a decisão de contratar um novo elemento para uma equipa. Quando ando à procura de alguém quero saber mais coisas. Quero saber se se integrará bem na nova equipa, sem desestabilizar. Quero saber se é boa pessoa. Quero sumo, não quero cascas.
As redes sociais dão-me cascas disfarçadas de sumo, os Blogs dão-me sumo do bom. Dão mais trabalho, mas, até hoje, tem corrido bem, e já contratei pessoas exclusivamente por causa do Blog. Foi na mouche.
Tenho uma relação difícil com o Twitter. Não lhe entendo completamente a utilidade. Um misto entre micro posts e irc. Conversas entre seguidos e seguidores. Conversas difíceis de acompanhar, precisamos de ser uma bola de ping-pong se quisermos acompanhar uma conversa. Se calhar ainda não percebi bem a coisa, é o mais certo.
Apesar disso, acompanho alguns Twitters mas, na sua maioria, faço-o via RSS. Isto é, não uso a funcionalidade do Twitter, que me permite ser "seguidora" de um determinado autor. Vejo os "posts" via leitor de feeds, subscrevendo-o no meu leitor.
Percebi, no entanto, que o número de "seguidores" é algo importante para quem Twitta, mais a mais que agora, a pedido do Loic, os senhores até permitem filtrar pelo número de seguidores. Assim sendo, para alguns Twitters, passei a usar a ferramenta de "seguidora", juntei-me assim ao rebanho identificável. Vou passar a ver os Twitts de forma diferente? Não. Continuarei a saborear os "conteúdos" através do conforto do meu NetNews Wire, mas sei que os números são importantes, e assim, contribui numericamente para a satisfação de algumas pessoas que, por motivos diferentes, são pessoas de quem gosto.
Não sei se o Twitter tem essa ferramenta, mas se não tem, deveria ter, aquela que permite aos autores, saberem, para além de que os segue oficialmente, quantas pessoas é que lhes consomem os "posts" via leitor de feeds. Sempre era mais um indicador.
Aproveito a boleia para reforçar o pedido de participação no ShortyAwards, de preferência com a nomeação do José Afonso Furtado, sendo que a única coisinha que é preciso fazer é transcrever a seguinte frase no vosso Twitter:
@shortyawards I nominate @jafurtado for a Shorty Award in #news because he's the best twitterer I know.
Fónix..... com tanto seguidor, ainda "só" tem 34 nomeações (ainda por cima em 2 categorias diferentes). Serão seguidores que o seguem só para terem lá o nome? Debruçar-me-ei sobre este tema mais tarde. A importância de aparecermos nas listas de amigos e de seguidores de determinadas pessoas. O status virtual. A web-cunha.
Sabemos que os mails de Natal estão a perder o significado e a importância quando são mais as mensagens de Boas Festas na pasta de Spam do que as que chegam à Inbox.
Não há um SpamSieve que filtre os SMS?
...adorou este poema. E logo eu, que nem gosto de poesia :)
A Silicon Valley Christmas Tale
Every geek
Down in Geek-ville
Liked searching a lot …
But Bill Gates,
Who lived just north of Geek-ville,
Did NOT!
Bill Gates hated searching and search advertising!
Now, please don’t ask why. It’s not that surprising.
It could be his brain had slowed up with age.
It could be, perhaps, that he loathed Brin and Page.
But I think that the most likely reason of all,
Was his wallet was feeling 2 sizes too small.
But,
Whatever the reason,
His wallet or brain,
By Jan of ’08 he was feeling the pain.
Looking down on the web with a Gatesian stare,
At the billions of people just becoming aware,
That web search NOT windows was the new way to think.
That it’s really more fun to surf popular links!
For,
Tomorrow, he knew …
That some Google shareholder
Would make many more billions
Than him or Steve Ballmer.
They’d start BIGGER foundations
To improve world health
And they might even give away
MORE of their wealth!
And THEN
They’d do something
He liked least of all.
Every googling fool, the tall and the small,
Would sit at their laptops like Sergey and Larry
They’d open their browsers and type in a query!
They’d search! And they’d search!
AND they’d SEARCH! SEARCH! SEARCH! SEARCH!
“They’ll be clicking those ads”, he snarled with a sneer.
“I smell a monopoly! It’s practically here.”
The he growled, with his fingers nervously drumming,
“I must somehow stop that monopoly from coming!”
Then he got an idea!
An awful idea!
Bill Gates
Got a wonderful, awful idea!
“I know just what to do!” Gates said with a laugh.
Then he called his pal Ballmer, to plan an attack.
And he chuckled, and clucked, “What a great business trick”.
I’ll buy up Yahoo and I’ll buy them up quick.
All I need is a deal
To get their web stuff
31 dollars per share seems enough!
So Ballmer sent Yahoo his generous offer,
But was told by Yang to return to the coffer.
Did that stop Bill Gates …?
No! He simply said,
“If I can’t buy Yahoo, I’ll sink them instead!”
So while Yahoo’s board was asleep at the wheel,
He asked Steve Ballmer to walk from the deal.
“Now, that is a lesson in playing hardball!”
Said Gates, as he watched Yahoo’s stock in free fall.
Well, it looked like Yahoo was certainly done.
It seemed like Bill Gates and Steve Ballmer had won.
But, let’s not forget, that in Silicon Valley,
You’re one hack away from printing more money.
So Yang and his gang started coding from scratch.
They made up a product that no one could match!
“Part open, part social,” Yang said with a grin.
“We’ll rewire Yahoo from outside to in.
And open up search, the home page, and then
We’ll double our profit by 2010.”
And Gates, in ‘08, who’d lost half of his dough.
Stood puzzling and puzzling: “How can it be so?
Is there any way Yahoo can help MS Windows to sell.
Or keep Office sales from going to hell.”
And he puzzled for hours, till his puzzler was sore.
Then Bill Gates thought of something he hadn’t before.
“Maybe Yahoo,” he thought, “is more than just search.”
“Maybe Yahoo … perhaps … HAS significant worth!”
And what happened then …?
Well … in Geek-ville they say
That Bill Gate’s small wallet
Magically grew 3 sizes that day!
And the minute his wallet didn’t feel quite so bare,
He made a cash offer of 30 per share.
Then he opened HIS browser and did something new.
And he
… HE HIMSELF …!
Tried a search on Yahoo!
Via TechCrunch
Este ano o primeiro Natal é em casa da minha irmã. Não conseguiremos estar todos juntos, e o núcleo duro apenas estará junto amanhã ao jantar. Consoada na minha irmã, dia de Natal cá em casa. Hoje vai funcionar como ensaio geral. São assim os Natais dos dias que correm. A correr, desirmanados. Perfeitos ainda, mais perfeitos ainda, mas menos simples do que eram há uns anos.
Tenho poucas prendas para despachar. Tenho reduzido as prendas às pessoas de que realmente gosto. Só despacho aquelas de que socialmente não consigo fugir. Os presentes que comprei com gosto e a saber que iam fazer tchan já foram comprados, na maior parte dos casos, há imenso tempo. Os outros despachei-os ontem à tarde, num raide rápido no Oeiras Parque que nesta altura do ano ´está impróprio para consumo. Demoro 2 minutos a chegar ao Oeiras Parque. Ontem era mais rápido chegar lá de transportes púbicos.
Agora, acabo de escrever este post depois de ter organizado o meu dia de acordo com as disponibilidades do resto do pessoal. Olho para o sítio da árvore de Natal e suspiro. Se não fossem os putos (e a minha mãe, amanhã) este ano não havia árvore de Natal para ninguém. Mas pronto, vou desocupar aquele canto (onde é que raio vou meter as guitarras?), e vou à arrecadação buscar o caixote que contém a parafernália natalícia. Vamos mascarar a casa.
Com licença. Tenham um bom Natal, que eu vou começar a despachar o meu, agora.
Acho que um dos meus últimos posts, mais exactamente aquele do "supônhamos" foi apelidado de "insulto brejeiro e soez". Confesso que tive de ir ver o que é que soez queria dizer. Os Blogs como espaço de cultura e educação, neste caso a minha. Soez quer dizer vil, torpe ou ordinário.
Acho que nunca tinham tentado insultar-me de uma maneira tão fina. Adoro gente educada. Ainda por cima, quem o fez, não escreveu aqui, provavelmente com medo de ser conspurcado pela minha "soezidade", o que se compreende, de resto. Provavelmente não pretendeu dignificar o meu post com uma resposta. É natural.
Foi sobre o post do estudo das meninas "investigadoras", e foi num comentário aqui. Mais exactamente, aqui. Aliás, para quem seguiu o tema, recomendo a visita. Para quem não seguiu o tema, recomendo a visita na mesma, ao blog em geral.
Aparentemente o tom do meu post não foi bem recebido:
"sinto uma grande tristeza por ver este espaço usado para dar expressão a vozes que não sabem merecer ser ouvidas (quem tem - ou acha que tem - argumentos válidos não precisa de fazer o que a senhora que o Pedro achou por bem referenciar faz)."
(a senhora, acho que sou eu).
Por acaso, a senhora (juntamente com outros dos presentes), no encontro de Blogs da Católica apresentou os seus argumentos que foram, na altura, aparentemente, anotados pelas "investigadoras" presentes. A senhora colocou todos os dados estatísticos da plataforma de Blogs do SAPO à disposição de qualquer investigador que quisesse trabalhá-los. À senhora (e restantes presentes) foi dito, pelas "investigadoras", que aquela apresentação era transitória, e que os comentários, por terem sido considerados relevantes, iriam ser dignos de debate e eventual introdução na apresentação final no Congresso de Ciberjornalismo.
Aparentemente a forma incomodou. Não estranho, a forma era, de facto, altamente irónica e, concedo, jocosa. O que estranho é que haja tal reacção à forma, e nenhuma reacção ao conteúdo.
No essencial, e de forma pouco jocosa: as "investigadoras" anunciaram uma montanha, e pariram um rato. Mais, passado tanto tempo, e depois de tantas (e mais relevantes que a minha) vozes se terem levantado a contestar a metodologia, o tratamento dos dados, as extrapolações, insistem em que está tudo bem, e que se trata de um estudo científico e não mudam, absolutamente nada. O que fica são as parangonas da montanha.
Gostava de ver uma crítica de jeito feita ao conteúdo do meu post, já que tanto zelo foi colocado em criticar a forma.
Os Blogs são fantásticos. Graças a um deles, recuo no tempo, 30 anos, mais coisa menos coisa.
Esta foi a banda sonora de muitos dos meus Natais, quando os Natais ainda eram simples e perfeitos. Agora são mais perfeitos ainda, mas não são tão simples.

Operários do Natal. Textos de Ary dos Santos e Joaquim Pessoa. Interpretado por Carlos Mendes, Fernando Tordo e Paulo de Carvalho. A narração é de Maria Helena D'Eça Leal (não descansei, anos mais tarde, enquanto não consegui trabalhar com a Maria Helena, a nossa melhor voz feminina de todo o sempre).
Alguns textos não sobrevivem ao tempo, pelo menos ao meu tempo. Mas por uns momentos transportou-me para o passado. Não é saudosismo, não é nostalgia do passado É apenas reviver um período feliz. Felizmente não foram os únicos :)
Oiçam os Operários de Natal aqui. (E eu com isto nas Homepages sem saber)