Tenham em conta que este post vai descrever uma série de material que eu não sei para que é que serve, apesar de partilharmos a mesma casa, e só posso dizer que é equipamento muitíssimo estimado e cuidado e que está em excelentes condições de funcionamento, como novo. Mas não sei se tiram cafés ou se fazem pizzas. É ele que quer vender, e será ele a responder às questões que eventualmente possam colocar.
Gravador digital de 16 pistas (8 simultâneas com XLR input e 256 pistas VTrack)
Efeitos COSM do Boss GT-6B, Midi Sync, Mastering Toolkit
Gravação directa para CD
Interface USB para ligação a PC/Mac
Custa novo ~1100 euros na Musifex
Vendo por ~700
Processador de efeitos de 24 bits (guitarra, baixo, voz, etc)
Vendo por ~150 euros
Bons cafés.
Tron é um filme de 1982. Tem quase 30 anos. Vi-o quando estreou e adorei. Passou relativamente despercebido. Aliás, era pouco fashion dizer-se que se tinha ido ver e, pior, que se tinha gostado.
Mas eu gostei, mesmo apesar de, na altura, ainda não ser cool gostar do Jeff Bridges, porque, lá está, na altura ele ainda não era o "Dude" nem o Baker Boy . Há pessoas para quem os actores só se tornam bons depois de fazerem filmes com realizadores intelectualóides. Eu, que não sou dessas frescuras, já gostava do Jeff Bridges (e sim, também adorei o Starman).
Comprei a edição especial do DVD comemorativa do 20º aniversário, e não alimento muita expectativa em relação ao remake que estão a fazer neste momento. Lá está. Só tem um cheirinho de Jeff Bridges, e tem tudo para se tornar num festival de CGI. Não gosto de festivais de CGI, prefiro, de longe, boas histórias (por isso é que o Avatar, viu-se, mas não entusiasmou).
Seja como for, para as novas gerações, é preciso elevar a fasquia, não os obrigar a pensar muito, encher-lhes os olhos com efeitos especiais que desafiam as leis da física e não só, e gastar mais milhões, porque os filmes também vendem pelo dinheiro que custaram.
Fiquem com o trailer mais recente.
Uma das primeiras palavras de ordem de que me lembro, de miúda, é "os ricos que paguem a crise". Nos últimos dias tenho ouvido com mais frequência "a classe média que pague a crise". E está mal. Quem tem de pagar a crise são os chico-espertos, sejam eles ricos, classe média, remediados ou pobres.
Eu explico. Quem tem de pagar a crise é o caramelo que em vez de se pré-reformar negoceia com a empresa uma saída (com indemnização), e depois vai receber o subsídio de desemprego, enquanto espera pelo prazo da reforma. Este gajo vai a entrevistas de emprego (que não quer), porque a isso é obrigado pelo centro de emprego. Não só anda a chular o estado (portanto, nós todos), como anda a fazer perder o tempo a recursos que deveriam estar ocupados com coisas mais produtivas e construtivas.
Quem tem de pagar a crise é a cabra que tem o exacto número de filhos que lhe garanta a subsistência com base no abono de família e de outros incentivos à natalidade, enquanto o marido (marido não, que se forem casados o esquema não funciona), o "pai dos filhos" usufrui do rendimento mínimo. E não fazem um boi, porque não querem.
Quem tem de pagar a crise é a senhora que é fraca dos nervos, e que está de baixa há 10 anos (enquanto vai fazendo a sua vidinha de reformada), e que no dia em que se pode reformar, deixa o trabalho (onde não ia há 10 anos e onde provavelmente já não a conhecem nem se lembram dela) e reforma-se e continua a fazer a mesma vidinha.
Quem tem de pagar a crise é o gajo que manda fechar a varanda e que paga em dinheiro, sem recibo, para ser mais barato, sem IVA.
Quem tem de pagar a crise é a besta que recebe dinheiro através de manigâncias e engenharias financeiras, para que os rendimentos não sejam apanhados no "radar".
Quem tem de pagar a crise é o gajo que recebe uma pipa de massa, mas como é dono da empresa, declara o salário mínimo.
E os exemplos podiam continuar, o português é um povo de chico-espertos, cheio de recursos, desenrascados, e eu tenho para mim que deviam ser estes a pagar a crise.
Não deviam ser os tansos que fazem a coisa não só de acordo com as regras, mas de acordo com a sua consciência.
E não me venham com as tretas das generalizações. Há-de haver muita gente a receber o rendimento mínimo que precisa de facto dele, e por cada exemplo negativo que dei, hão-de existir muitos no sentido inverso, mas a verdade é que toda a gente conhece casos deste tipo, que estão tão generalizados que já nem se estranham.
Mas, como sempre. quem vai pagar a crise, são os tansos. Os da mama, vão continuar a mamar.
Já está à venda o 3º volume da colecção Diário de um Banana.
Se já conhecem a coisa, sabem que é ir comprar a correr.
Se não conhecem, e se (como eu) desesperam porque o vosso filho não lê, comprem já.
O meu larga PSP, PS2, PS3, Nintendo DS, Xbox 360, televisão, seja o que for, para ler estes livros. Este 3º volume tem 223 páginas que marcharão em 2 ou 3 dias, quando os livros pequeninos da leitura obrigatória demoram semanas.
Foi ele que descobriu que ia sair porque procurou online, foi ele que quis ir à livraria (pela segunda vez) ver se já havia.
E mais boas notícias, o 4º já está agendado. As más notícias é que só sai em Outubro.
Seja como for, em português chama-se "A última gota" e é editado pela Vogais e Companhia.
Comparada com o comum dos mortais, eu sou geek. Gosto de engenhocas. Comparada com a maioria das pessoas com quem trabalho, sou uma totó, mas pronto, é tudo uma questão de perspectiva. Gosto de engenhocas, coisas que nos facilitam a vida, carregamos num botão e vamos à nossa vida, e aquela coisa faz o que tem a fazer. Sempre que compro alguma coisa para a cozinha (e não só), tento sempre encontrar o coiso mais moderno e de última geração. A balança é digital, a batedeira já nem se chama batedeira, é um robot todo xpto, três vezes nove vinte e sete, a bimby, o descascador de alhos, o ralador, enfim..... é tudo geek.
Depois desta descrição, supor-se-ia que, no momento de comprar uma chaleira, eu optasse por aquelas todas zbroing, que a única coisa que é preciso fazer é encher de água, carregar no botão e está a andar, aquilo em 3 minutos ferve a água, apita e, suspeito que os modelos mais avançados já tenham uma câmara onde deitamos as folhas de chá, que se espalha sobre a água assim que esta ferve, e apita 5 minutos depois quando o chá já está próprio para consumo.
Pois, mas não. Comprei uma daquelas antigas, das que apita, mas apenas porque o vapor da água a ferver passa pela válvula que assobia.
E explicar o prazer idiota e infantil que me proporciona o ritual de fazer chá? Meter a chaleira ao lume, esperar imenso tempo, ouvi-la a chamar-me, ir lá tirá-la do lume e ouvir o assobio a extinguir-se, e depois fazer o chá (verde, dos Açores, evidentemente).
É tão analógico, que não percebo a pancada, mas é um desejo antigo, ter uma chaleira que apite. Já tenho uma, é igual à da foto, mas em azul claro.
Mais coisa menos coisa e começo a ter desejos por um fogão a lenha :)
Adoro o Jon Stewart. Porque me faz rir, e acerta sempre na mouche e é inteligente. Este vídeo, sobre um serviço online chamado Chatroulette é de antologia, especialmente porque onde se lê/ouve "chatroulette" podia ler-se/ouvir-se qualquer outro serviço, Twitter, Facebook, chats, blogs, messenger, etc. Extraordinário e absolutamente realista.
| The Daily Show With Jon Stewart | Mon - Thurs 11p / 10c | |||
| Tech-Talch - Chatroulette | ||||
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Via ele.
Sou primeira filha. Até aos 3 anos, os meus pais, que trabalhavam ambos fora de casa, deixavam-me de manhã em casa dos meus avós e iam-me buscar ao fim do dia. Nada de infantários, creches ou contacto com outras crianças.
De repente, tinha eu 3 anos, nasce-me uma irmã, e vai tudo para o infantário, por razões que agora não vêm ao caso.
Ora eu, era uma flor de estufa, como poderão calcular. A menina, a princesinha que punha e dispunha em casa dos avós, de repente, viu-se atirada aos lobos, os gandulos que já sabiam da poda porque estavam no infantário desde que tinham 1 mês (na altura era o que havia de baixa de parto). Em casa dos meus avós, faziam-me as vontadinhas todas, não gosta desta comidinha? A avó faz outra (e fazia), enfim.....aturavam-me as manias todas, próprias de quem tem 3 anos e percebe que faz daqueles adultos os que quiser, Em casa fiava mais fino, mas mesmo assim, era eu o centro das atenções.
Ora, de repente, não só deixo de ser o centro das atenções em casa (a mais nova, evidentemente precisava de mais atenção) como me atiram para um meio agressivo, cheio de adultos para quem eu era apenas mais uma, e, sobretudo, para o meio de uns selvagens que não percebiam que eu era mais importante, e que me batiam, e que me roubavam os brinquedos.
Não sei quanto tempo durou, sei que me lembro de odiar ir para a escola. Lembro-me de chorar baba e ranho, lembro-me de odiar os professores, lembro-me de ser muito boa aluna, especialmente a português e de perceber que nem assim me safaria.
Lembro-me de me queixar em casa que os outros meninos me batiam, mas não sei se fizeram alguma coisa.
Lembro-me, sobretudo, da primeira estalada que dei na escola. Um dia farta de levar biqueiros, e puxões de cabelo, e beliscões, e empurrões, virei-me aos maus.
Foi remédio santo. Assim que percebi que afinal não era tão impotente como isso, e que quem vai à guerra dá e leva e que a melhor defesa é o ataque (vestígios da tropa do meu pai) e, principalmente, porque era corajosa, e nunca fui de andar à luta como as meninas (se era para bater era de mão fechada e os pontapés iam direitinhos ao sítio certo), a coisa resolveu-se.
Fui vítima de bullying? Fui. Não tinha era um nome tão fino. Como é que resolvi? Olhem, desenrasquei-me. Os meus pais deixaram de ouvir queixas minhas em casa, passaram a ouvir queixas de mim, na escola. Do mal o menos, terão pensado.
É difícil o equilíbrio entre a protecção que queremos dar aos nossos filhos (e se eu sou mãe-galinha) e a autonomia que temos de lhes dar, para se desenmerdarem, para fazerem pela vida, para se desenrascarem, para aprenderem a resolver problemas.
É sempre um dilema. Protejo-o e transformo-o numa flor de estufa, vou à luta por ele, vou à luta com ele, deixo-o da mão para ele resolver?
Penso que optaria por um misto. Ia à luta diplomática com ele, e se fosse preciso, nas costas dele, dar um enxerto de porrada nos pais das criancinhas bullies, acho que também se arranjava.
A TVI tem uma oportunidade por ano para me agarrar enquanto consumidora de conteúdos. É na noite dos Oscars. Assisto em directo desde que existem transmissões em directo. Honra lhes seja feita, têm o bom senso de se calarem quando começa a coisa, e só falam nos intervalos, que é mais do que posso dizer acerca da estação que fazia anteriormente a cobertura da coisa, que não se calavam nunca.
Este ano, preparei-me para mais uma noitada e, a verdade verdadinha, é que não cheguei ao primeiro Oscar. Ah pois, é, ainda o Cristoph Waltz não tinha arrecadado o Oscar e já eu dormia. Não faz mal, pensei eu na minha santa ingenuidade. Vejo o compacto logo à noite. Este horário de transmissão é assim porque é directo e isto passa-se do outro lado do Atlântico, mas o compacto é a horas mais próprias para consumo nacional.
Fui ver.
Então. Os senhores da TVI, tendo este ano não uma, mas duas oportunidades para me agarrarem enquanto consumidora dos seus conteúdos, foram espertos e passam a merda do compacto quase à 1 da manhã. A diferença horária entre o início da transmissão em directo e o início do compacto dos Oscars praticamente não existe.
Pronto....ainda não é desta que me apanham. Vou recorrer a formas alternativas de consumir o conteúdo que me interessa (que as há), mas depois não se queixem que o vosso modelo de negócio não funciona. Não me venham com o mesmo choradinho dos gajos dos CDs e dos DVDs.
São vocês que têm de se adaptar a nós, não o contrário. Definitivamente o meu "nós" não interessa à TVI.
Um trailer que representa todos os filmes. One trailer to rule them all.
Muito Bom. Via Incontinental
Para quem tem filhos a estudar entre o 5º e o 6º ano, para ver junto com os pais. É divertido e pedagógico. E rápido :)
Anda para aí tudo meio maluco com a Nigella na blogosfera portuguesa.
E não é para menos.
Consegue apelar aos homens e às mulheres e o que é mais engraçado é que, em algumas coisas, apela a ambos pelas mesmas razões :)
Tem ar de quem come aquilo que faz, e gosta. E cozinha com sex appeal, Cozinhar passa a ser uma fonte de prazer e não aquele tédio de quem tem de fazer comida por obrigação. É gira, sem parecer esforçar-se demasiado para que isso aconteça. Nunca aparece demasiado produzida. É desenrascada e lambe os dedos enquanto cozinha. As mulheres que cozinham percebem, os homens (mesmo os que não cozinham) também percebem. Coisas diferentes, mas percebem todos.
E é calma. Não é aquele stress do Jamie Oliver, que é divertido ao princípio, mas cansa. Uma pessoa chega ao fim dos programas cansada com a correria. Com a Nigella não, pelo menos eu, chego ao fim dos programas a pensar em ir comprar não sei o quê para fazer aquele molho que ela acabou de fazer e de comer.
Grande cabra :)
Os novos abutres somos nós.
Somos todos os que se colam à televisão para ver um tsunami em directo, enquanto têm no colo o computador para ver as imagens do Chile, e pelo caminho vai-se dando uma espreitadela pela timeline do Twitter para ver como se está a aguentar a Madeira, mas mantemos as os estores recolhidos, para ver se o vendaval afinal chega ou não chega.
Mas, acima de tudo, os novos abutres, os mais modernos, os especialistas, são os jornalistas que não conseguem esconder uma nota de desilusão na voz, porque, afinal, o Tsunami pariu um rato.
A CNN começou com o Chile, mas aos primeiros avisos de tornado virou as baterias para a linha do horizonte no Hawai, e durante horas, o que se viu foi isso mesmo, a linha do horizonte, enquanto havia relatos, ao centímetro, das águas que recolhiam. Quando se aperceberam que afinal não iam conseguir transmitir em directo o desastre, a destruição, a miséria que esperavam (e que tinham empolado ao máximo), mudaram o discurso para um "felizmente" e regressaram ao Chile.
E nós, a papar aquilo tudo.
Às vezes, gostava de ser ignorante, e de viver numa terrinha perdida, sem computadores, sem televisão, sem rádio, sem porra nenhuma a não ser os meus.
Era, de certeza absoluta, mais feliz.
Esta história das veemência de opinião dos que dizem defender a família tem-me feito alguma confusão. Eu percebo que haja formas diferentes de pensar e de sentir as coisas, mas não compreendia a veemência e até o desespero com que muitas pessoas defendiam a exclusividade de direitos a uma certa casta, a deles, claro.
A resposta não me bateu de repente, foi uma coisa que foi crescendo, e que se passou comigo há uns anos. Eu explico.
Grávida de muitos meses mudei-me para a província. Fica a 40Km de Lisboa, mas é Portugal profundo na mesma. Ora, aquela malta, estava fartinha de conhecer mães solteiras (que era o meu caso). Não lhes fazia confusão nenhuma que eu estivesse grávida, sendo solteira, o que lhes fazia muita confusão, era eu não ser coitadinha. Mãe solteira sim, mãe solteira por opção já não percebiam. A minha opção tirava-lhes a oportunidade de poderem ter pena de mim, na sua superioridade moral. Não era a gravidez que lhes colidia com o sistema, era a opção.
Nesta história das "famílias a sério", eu acho que é isso que se passa. Foi retirada a esta gente a possibilidade de se sentirem superiormente morais, porque os outros, que antigamente eram coitadinhos, agora já não são e, heresia, até querem os mesmos direitos e deveres. Então, se querem os mesmos direitos e deveres, nós já não podemos ser superiores. Vai-se-nos o último reduto de superioridade, o moral (que o financeiro e o social já foram há muito tempo).
E é isto que lhes estamos a tirar, ao não sermos coitadinhos, ao não pedirmos desculpa por sermos mães solteiras, pais solteiros, com orientação sexual a, b ou c, estamos a tirar-lhes a possibilidade de se sentirem superiores, moralmente superiores. É o último bastião.
Daí a veemência. Coitaditos.
Descobri via Twitter de alguém, há uns dias, as minhas desculpas por já não me lembrar de quem foi.
Gosto muito da minha Bimby, mas trocava-a por isto, de caras.
Ver a notícia completa, aqui.
Há mais ou menos um ano escrevi aqui sobre as fabulosas crónicas que um professor americano, Philip Graham escrevia sobre Portugal, os portugueses, as nossas idiossincrasias, manias e maneirismos.
Na altura disse-o, as crónicas souberam-me a pouco e já não sei porquê, fui ver se por acaso, neste entretanto, não lhe teria passado pela cabeça escrever mais qualquer coisinha sobre a sua estadia em Lisboa.
Passou. Não escreveu mais crónicas, mas escreveu um livro sobre a coisa.

As crónicas foram todas muito boas. Tanto, que faz todo o sentido, para mim, comprar o livro.
Recomendo-vos o mesmo.
E de caminho podem ler o Blog do Philip Graham.