Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




subscrever feeds


Arquivo



As minhas aventuras com o IRS (Take 5)

por jonasnuts, em 23.08.16

Na sequência da novela que me atormenta, relacionada com o meu IRS deste ano, ver aqui o take 1, aqui o take 2, aqui o take 3 e aqui o take 4, (tudo auto-links) escrevi para uma série de gente.

 

Resumindo. O meu filho, quando chegou ao 10º ano, escolheu o curso de artes. 

Este ano (lectivo) como habitualmente, no primeiro dia de aulas, chegou a casa com uma lista de material necessário, pedido pela professora de desenho. O pedido foi reforçado ao longo do ano, para a aquisição de mais material. E não é barato. Só no 12º gastei mais de €600 em material de desenho (dos quais €556,55 têm iva com mais de 6%).

 

Material que não existindo, teria duas consequências. A primeira era uma falta de material (e duas faltas de material correspondem a uma falta não justificada, e as faltas não justificadas dão chumbo), e a segunda era o puto não conseguir aprender aquilo que era suposto que aprendesse.

 

Comprei sempre todo o material escolar pedido por todos os professores. Desenho não foi excepção apesar de, no caso, eu não fazer a mínima ideia do que é que estava a comprar. Os esfuminhos e a sanguínea continuam a encantar-me.

 

Qual não foi o meu espanto quando a minha declaração de IRS é devolvida, com a indicação de que tinha declarado como despesas de educação facturas que não correspondiam a despesas de educação. E eu com a porra das facturas todas guardadinhas que, diligentemente digitalizei e enviei. Pois que não. Quem decide se as coisas são despesas de educação ou não, não são os professores, não são os alunos, não são os encarregados de educação, não. É a taxa do IVA. Se o IVA é de 6% são despesas de educação. Se o IVA não for de 6%, pode vir o papa, que a coisa não é despesa de educação, mas despesas gerais e familiares. Oh senhores, eu na minha família não tenho precisão nenhuma de esfuminhos nem de sanguíneas.

 

Pissed, toca de escrever para o Ministro da Educação, o Ministro das Finanças e o Ministro da Cultura (porque o curso é de artes, e os materiais relacionados com as artes são absurdamente caros, e trata-se duma discriminação para quem quer seguir esta área).

Escrevi também para todos os grupos parlamentares. 

 

Isto foi no início de Julho. Estamos em final de Agosto.

 

A única pessoa que me respondeu, enfim, através da entidade a que aparentemente competia responder, foi o Ministro da Educação (e mesmo assim, fora do prazo legal de 30 dias que este tipo de entidades têm para responder a contactos). Disse-me o senhor da DGE que quem tinha essa competência era o Ministério das Finanças, e que eles nada tinham a ver com o assunto, o que é absurdo, porque as finanças não têm competência para distinguir esfuminhos de sanguíneas e, espera-se, o Ministério da Educação tem. 

 

Quanto aos outros? Silêncio absoluto.

 

Ministro da Cultura? Nada. Ministro das Finanças? Nada. Todo e qualquer grupo parlamentar? Nada. Por acaso, noutras circunstâncias, houve um grupo parlamentar que não teve pejo nenhum em contactar-me, a pedir cenas e colaboração. E por acaso, eu até colaborei. Deve ter ficado entupida, a via.

 

O Ricardo_A avisou-me que saiu hoje uma notícia, no Observador que diz "O Ministério das Finanças admite que as alterações às deduções das despesas com educação em IRS criaram "desigualdades" e, por isso, o Governo vai alterar o regime já no próximo orçamento.". Diz ainda que "o Governo tem a intenção de propor a revisão do regime no Orçamento do Estado para 2017”, uma vez que este regime “só pode ser alterado por Lei da Assembleia da República"

 

Observador.png

 

 

A tal Assembleia da República onde estão os grupos parlamentares que têm mais que fazer do que responder aos contactos de quem representam, enfim, quando não lhes dá jeito.

 

E a minha pergunta é: E não viram essas desigualdades antes? É que não é coisa pequena. É, para quem perceba um bocadinho do assunto, absurdamente óbvio que não pode ser a taxa do IVA a decidir o que são despesas de educação e o que não são despesas de educação. Estavam grossos quando fizeram a lei?

 

E, se vão mudar no próximo orçamento, o que é que acontece a quem ficou a arder este ano? Lixa-se com f de cama?

 

Esta lei entrou em vigor durante a legislatura anterior. Passou com votos do PSD e do PP. O PS, BE, PCP e PEV votaram contra. Tendo sido tão ligeiros a desfazer merdas da anterior legislatura, podia dar-lhes a ligeireza para esta também. Mas não. 

 

Devem estar ocupados a responder a mails atrasados.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Parabéns, Kim Catrall

por jonasnuts, em 23.08.16

Já venho atrasada uns dias, mas mais vale tarde que nunca.

 

A Kim Catrall fez 60 anos há dois dias.

 

E porquê os parabéns à Kim Catrall? Por causa do Sex and the City? Não.

 

Porque, durante uns anos valentes, eu achei que quem ia mostrar ao mundo como é que se envelhece como deve ser, seria a Madonna.

 

E afinal enganei-me. Tem sido a Kim Catrall e a Susan Sarandon.

 

Quando chegar aos 50, quero ter este aspecto :)

 

kim_cattrall.jpg (992×558).jpg

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Não é novidade já aqui falei disso (auto-link), embora para mim tenha chegado demasiado tarde.

 

Mas vem a propósito do filho que fez um vídeo com o pai e que se tornou, obviamente, viral.

 

O filho, Simon 'Mac' McDermott, vendo o pai a fugir, sem sair do sítio, encontrou a música. 

E nos momentos em que canta, o pai, Ted McDermott, regressa.

 

Quem tem (ou teve) familiares com Alzheimer, sabe que estes regressos são raros (e vão rareando cada vez mais, com a progressão da doença), pelo que qualquer ferramenta ou estratégia que proporcione esses momentos é de usar e abusar. Fica toda a gente a ganhar.

 

Podem saber mais sobre este pai e sobre este filho, aqui.

 

A música é uma ferramenta extraordinária, para a memória, e não é preciso que se tenha sido cantor, ou que se tenha trabalhado na indústria. Basta apenas que se tenha ouvido música. 

 

 

Gostava de ter sabido disto a tempo de ajudar a minha avó e, consequentemente, a minha mãe. 

 

Fica para a próxima.

Autoria e outros dados (tags, etc)

PSP de proximidade

por jonasnuts, em 17.08.16

Tinha ficado agendada uma conversa, na sequência daquele episódio (auto-link) entre o meu filho e alguns agentes da PSP, no Alive, por iniciativa do Comandante José Carlos Neto (Comando Metropolitano de Lisboa, Divisão Policial de Oeiras), que foi a pessoa com quem falei ao telefone quando aconteceu a coisa.

 

O Comandante já estava de férias (que interrompeu para tratar do "meu" caso), e tinha dito que gostaria de falar pessoalmente comigo quando regressasse e que alguém me contactaria para agendar a coisa.

 

Três dias depois estava a ser contactada, e a conversa ficou agendada para esta manhã.

 

Uma pessoa às vezes tem ideias pré-concebidas, e nada como o contacto com a realidade para desempoeirar as ideias.

 

Aguardava-me uma pessoa substancialmente mais nova do que o que tinha imaginado. Substancialmente mais moderna do que eu tinha pensado e muito mais informal do que eu tinha antecipado. E sem farda, abençoado.

 

Confirmou-se, isso sim, a ideia que eu tinha de que há, indubitavelmente, algo a mudar, para melhor, na PSP.

 

Conversas privadas mantêm-se privadas, e é o que vai acontecer com esta, mas estou convicta de que se todos os comandantes fossem assim, e tivessem esta postura, as coisas andariam ainda mais rapidamente.

 

PSP de proximidade com a comunidade (e vice-versa). É o caminho.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Há 40 anos, eu não era muito diferente

por jonasnuts, em 07.08.16

E tenho documentos que o comprovam.

 

fichafrente.jpeg.png

(O que é que eu faço imediatamente quando as coisas não me agradam? Não consigo decifrar a letra da minha professora Gabriela)

 

 

fichaverso.jpeg.png

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Há 18 anos

por jonasnuts, em 04.08.16

vestido.png

 

Há 18 anos por esta altura, já tinha parido.

 

Faltavam umas horas, para que elas chegassem e o vissem pela primeira vez.

 

Hoje, faço sozinha uma viagem que devia fazer acompanhada.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

As minhas aventuras com o IRS - Take 4

por jonasnuts, em 27.07.16

As minhas aventuras são, obviamente, uma novela.

 

Por causa deste post (auto-link), decidi contactar uma série de entidades. Umas por me ter lembrado delas, outras porque muita gente me fez sugestões.

 

Tudo porque acho inadmissível que despesas feitas com a educação do meu filho (aquisição de material escolar, pedido pelos professores), não possa contar como despesas de educação, e entrem na categoria das "despesas gerais". Penso que os cursos que têm a ver com artes serão mais prejudicados que os restantes, mas isto já é a minha intuição feminina.

 

Então escrevi a todos os grupos parlamentares, escrevi ao ministro das finanças, ao ministro da educação e ao ministro da cultura (porque o meu tema é com a aquisição de material escolar relacionado com curso de artes).

 

Isto foi no início do mês.

 

Até agora recebi uma resposta. A do ministério da educação, por via da DGE que, não endereçaram todos os temas do meu mail, e me recambiaram para o Ministério das Finanças (já estava, muito obrigada), porque se a questão é fiscal, terá de ser com as finanças. Não era nestes termos, mas era mais ou menos isto.

 

 

Pois que já respondi, e discordo. Será competência das finanças identificar as taxas e taxinhas. É competência do ministério da educação ajudar as finanças, tecnicamente, no sentido de identificar quais são os materiais que os alunos são OBRIGADOS a comprar.

Não endereçaram de todo a questão das artes e da sua desvalorização e penalização. 

Deixa ver se respondem à minha resposta (e que agora, ao menos, me tratem pelo nome certo).

 

 

Quanto aos outros senhores todos, devem estar de férias, que isto está calor e nós temos mais que fazer que responder às tonterias dos cidadãos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Anti-Pokemon Go

por jonasnuts, em 17.07.16

The Psychology of Pokémon Go Haters - The Crux.png

Como em qualquer fenómeno de mais impacto, há sempre os haters. Eu sei, faço parte da equipa dos haters, em alguns casos.

 

Este artigo, com o qual não estou totalmente de acordo, vem mesmo a propósito de muito que por aí tenho lido.

 

“People want to post, be seen and be heard, it’s very important for some,” says Marius Luedicke, senior lecturer in marketing at City University in London, who wasn’t involved in the study. “The more critical an opinion, the more likely other friends will find you clever or interesting if you’re one of the first to voice it.”

 

Pode ser lido, em todo o seu espendor, aqui.

 

Haters gona hate.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Millennial entrepreneurship

por jonasnuts, em 16.07.16

empreendedorismo.png

Espero que o meu filho não veja isto, ou muda de ideias quanto à faculdade.

 

Via Benjamim Silva

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pokemon Go

por jonasnuts, em 16.07.16

don_t pokemon and drive.jpg

 

 

Já toda a gente ouviu falar do Pokemon Go.

 

Há 3 dias, comentei que, ainda a missa ia no adro e já eu estava farta da coisa.

 

Deixem-me dar contexto pessoal, para explicar.

 

Conheço os Pokemons há quase 20 anos. E quando digo "conheço" refiro-me ao facto de conhecer muito bem alguns jogadores. Há cerca de 10 anos o meu contacto tornou-se mais assíduo, porque...... filho. Não só, mas sobretudo. Ainda gastei uns trocos valentes, em jogos, porcarias de plástico que se lançavam e se abriam e depois ficavam ali paradas, e em pokedex e numa parafernália de inutilidades que foram lançadas para que os putos tentassem transferir a sensação do jogo para a vida real. 

 

Caramba, uma das festas de aniversário teve como temática a porra dos Pokemons (convites, bolo, pratos, guardanapos, decoração, essas cenas, em que as pessoas se metem).

 

Eram horas, passadas agarrado à porcaria da Nintendo, a caçar bicharada. As conversas, quando as havia cá por casa, andavam sempre à roda dos bichos, e das evoluções, e das pokebolas, e do pokedex e o raio que os parta que eu nunca pescava nada daquilo. Tenho, em casa, quem conheça todos os nomes dos bichos, das suas primeiras e segundas evoluções (quando as há), e de que tipo são, de pedra, de água, de fogo, venenosos e cenas do género.

 

Quando há umas semanas a coisa começou a ser falada, nos states, claro, percebi na hora que ia ser uma coisa em grande. Ainda não foi, mas vai ser.

 

A geração que nasceu nos anos 90, e respectivos pais, vai viajar na maionaise.

 

Isto apanha a miudagem que há quase 20 anos apanhou a febre Pokemon. Na altura miúdos e miúdas, agora recém-licenciados, com algum tempo em mãos, que podem, finalmente, realizar o sonho de andar à caça de Pokemons, irl.

 

Apanha também a miudagem que tem agora 16,17 e 18. Apanha os pais dessa miudagem, que, por obrigação paternal aprendeu tudo de cor, e que agora relembra a matéria dada.

 

É o primeiro fenómeno nostálgico a que esta geração é exposta, neste tempo em que tudo é rápido, volátil, descartável.

 

Apanha, por fim, aqueles e aquelas que, fartos de se sentirem excluídos das conversas, adoptam o mote "se não consegues combatê-los, junta-te a eles".

 

Não é necessariamente mau. Estou farta de ver gente a ridicularizar a coisa. Claro que há excessos, mas, a bem dizer, eu acho muito bom que a miudagem (e respectivos pais, onde isso se aplique) possa sair de casa. Sair da frente do computador. Andar. Conhecer as coisas à sua volta. Contactar com a natureza (há mais bichos junto de vegetação, água, etc.). Combate o sedentarismo e o isolamento.

 

Isto ainda agora começou, e não me cheira que seja uma coisa tamagochi, que dura um Verão e se reduz a meia dúzia de malucos. Estou convencida de que vai ser grande, e que veio para ficar e para durar, e que vai ser verdadeiramente global.

 

Na semana passada fomos jantar fora, eu fui de carro, eles foram a pé, para caçar Pokemons. Durante o jantar, fiquei o tempo todo calada, a reviver o passado em Brideshead, enquanto eles falavam dos bichos, e dos ginásios, e dos combates, e dos ataques. 

 

Regressei temporariamente a 2005, excluída. Não pretendo reviver a sensação.

 

Instalei a app e criei conta no dia 14, na véspera do lançamento oficial em Portugal. Prevejo um Verão cheio de passeios, o que só vem ajudar à minha dieta e à minha decisão de fazer mais exercício físico. 

 

Já tenho o meu Pikachu (não faço a menor ideia da sua utilidade, mas já o tenho).

 

pikachu.png

 

Gostava, por fim, de chamar a atenção para um tema grave, de que ninguém ainda falou. Portugal está assolado por uma praga nefasta de Zubats, e ainda não vi ninguém a tomar medidas para a combater. Essa é que é essa.

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)





subscrever feeds


Arquivo