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Jonasnuts

Stranglers

Há concertos a que vamos por gostarmos de quem vai tocar, há concertos a que vamos por gostarmos de quem gosta de quem vai tocar. Tenho ido a alguns concertos, quer da primeira quer da segunda categoria. O fã de Stranglers é ele, não eu. Eu sou fã dele.

 

Gosto de ambientes recatados, pavilhão Atlântico só mesmo se ressuscitarem o Freddie Mercury e os Queen passarem por lá. Coliseu é nas cadeiras de orquestra, aula magna é nos doutorais. Não gosto de confusões. Nunca gostei, não tem a ver com a idade.

 

Desta vez não encontrámos doutorais à venda (o que é estranho, porque o que mais havia era lugares vazios nos doutorais). Fomos para o anfiteatro inferior.

 

Estava composta a casa (como se dizia antigamente). Chegam os senhores e a coisa parece prometer, o som não estava nada mau. Claro que Stranglers e Aula Magna não se conciliam muito bem. Percebo a escolha em termos de número de lugares, mas não em termos de ambiente. Sei agora que há mais quem partilhe desta minha opinião. Despachada a primeira música o Baz Warne reage às cadeiras de cabedal, diz que parece que está a tocar na sala de alguém, e diz ao pessoal que está nos lugares mais baratuchos para irem lá para baixo.

 

Obviamente, parecia a marabunta. Em menos de um fósforo, as doutorais da Aula Magna transformaram-se, passaram a ser algo mais parecido com a zona de moshe da sala de concertos do salão da Voz do Operário em dia de concerto dos The Temple.

 

Eu agradeço a quem quer que tenha organizado a coisa de forma a que eu não conseguisse comprar lugares nos doutorais. Ninguém me aturaria a neura de pagar algum sossego e ver-me, de repente, no meio do moshe.

 

Foi um concerto contra corrente. Os êxitos mais reconhecíveis dos Stranglers (portanto, os que eu conheço) pertencem ao que ele chama a fase azeiteira, mas era nessa altura que a sala mais vibrava. Quando ficava tudo mais calmo, por eles estarem a tocar coisas mais antigas menos reconhecíveis, ele vibrava ao meu lado (enquanto tocava bateria, e o meu braço era um dos elementos da dita).

 

À saída conheci pessoalmente alguém cuja escrita muito aprecio, e cujo Blog consumo com avidez. O Marques Lopes. O Sebastião, claro, embora o Pedro também conste dos meus favoritos.

 

Gostei muito.

Ao almoço

A conversa soube-me bem, mas os enchidos caíram-me mal.

 

Mais, sobre este almoço, um dia destes :)

 

(Há apenas 7 pessoas para quem este post faz sentido, e a maioria nem aqui vem, mas eu adoro estas coisas enigmáticas :)

Como atrair o olhar dos homens

Vou aqui descrever o método infalível para atrair o olhar de qualquer homem entre os 16 e os 70 anos. Este método foi comprovado (pouco) cientificamente por mim, enquanto observadora externa do fenómeno.

 

Esqueçam as mini saias, as mamas insufladas, os longos cabelos loiros arranjados e a maquilhagem. Estes métodos não são infalíveis.

 

Eu vi, com os meus próprios olhos, o método infalível a funcionar, desde o elevador do primeiro andar do Saldanha Residence até ao edifício da PT (portanto, mais de um quarteirão inteiro da Fontes Pereira de Melo).

 

Têm de ser um par (como se fossem à casa de banho), e têm ambas de levar vestido um camuflado do exército (ou de qualquer outra tropa, eu só percebi que eram camuflados). Uma de vocês tem de ser mais do que soldado raso. Não liguem nenhuma a quem fixa em vós o olhar, e avancem entretidas na conversa.

 

O trigo é limpo, a farinha é amparo.

 

Não houve UM ÚNICO homem que não tenha virado a cabeça para trás, e ao pé das escadas do Saldanha Residence até se juntaram em mais do que um grupinho a comentar a graduação de uma delas (furriel diz-vos alguma coisa? Foi uma das coisas que eu ouvi das conversas que a passagem das meninas gerou nos vários grupos).

 

Somos todos modernaços, e prafrentex, e igualdade e coiso e tal, mas nas coisas mais básicas é que se vê que o português ainda é um complexado e um básico do caraças.

 

Ainda temos tanto que andar....

Causa própria

Não é frequente eu falar aqui de Blogs. Isto é, falo muito de Blogs na generalidade, mas não especifico. Enfim, dado o que eu faço na vida, não só se espera (pelo menos eu) algum recato, como também sou demasiado suspeita. Tenho os meus favoritos (os que leria independentemente da minha profissão), tenho os que leio por obrigação, e tenho os que leio porque me interessam profissionalmente.

 

Portanto, contrariando tudo o que disse ali em cima, falo hoje de um Blog em particular. Por ser fabuloso. Não esperem grafismos xpto, widgets e gadgets, bicharocos que brilham e demais parafernália. Vale (muito) pelo conteúdo. É disto que eu gosto. Blogs que me fazem rir, de forma inteligente. Acompanho-o há imenso tempo, agora nos Blogs do SAPO, mas independentemente disso.

 

Recomendo vivamente O Incontinental.

Faltou dizer que não conheço pessoalmente os autores (que eu saiba).

Robert Downey Jr

 

"I don't read the script. The script reads me"

 

Sempre gostei deste caramelo. Sempre o achei um grande actor. Salvou vários filmes, provavelmente porque sou suspeita, e deixo que o filme se salve pelo simples facto dele lá estar metido.

 

Acho que tenho todos os filmes dele. Nos tempos em que a minha irmã morava nos Estados Unidos, eu encomendava na Amazon e mandava entregar em casa dela, que depois me enviava caixotes onde escrevia do lado de fora "contrabando de DVDs do Robert Downey Jr.". Chegaram todos.

 

Descubro agora (tarde, bem sei) que está nomeado para um óscar na categoria de melhor actor secundário. Espero que ganhe. Devia ter ganho quando estava nomeado para melhor actor, com Chaplin. Mas mesmo que não ganhe desta, é apenas uma questão de tempo.

Os multibancos dos tribunais

Eu não percebo nada de leis, nem dos meandros da política, nem de jornalismo ou comunicação social. Raramente vejo notícias na televisão (rádio e internet são as minhas principais fontes). Fica feito o aviso.

 

A notícia era simples. Alguém no Ministério da Justiça mandou tirar dos tribunais todas as caixas multibanco que não estavam encastradas. O cidadão não fica prejudicado na medida em que existem terminais multibanco aos balcões, caso seja necessário proceder a um pagamento.

 

TODAS as notícias e posts que li sobre o assunto, cascaram na medida. Aliás, uma "notícia" num dos canais de televisão terminava com a isenta sugestão de "mandar tirar as portas, para se poupar em fechaduras".

 

Ora eu, que não percebo nada destas coisas, ponho-me a pensar. E penso que, nas actuais circunstâncias de crise, em que vai haver um acréscimo da criminalidade, e em que devemos poupar o que pudermos, não discordo da medida. Porque é que raio haveriam de ser mantidas as caixas multibanco, com um agente da autoridade pago para a guardar (dia e noite, já agora)?

 

Num mundo ideal não seria preciso um polícia a guardar as caixas multibanco, nem seria preciso mandar retirá-las, mas ainda há alguém que ache que vivemos num mundo ideal?

 

Entre ter um polícia a guardar uma caixa multibanco dispensável, dentro do edifício de um tribunal, eu prefiro um polícia nas ruas, a assegurar (nem que seja de forma preventiva) a ordem.

 

Mas pronto, isto sou eu, que sou esquisita.

E por falar em publicidade da boa...

... daquela que faz com que os consumidores se transformem eles próprios num veículo de divulgação, deixo-vos aqui uma campanha muito recente da T-Mobile. Recente, com 10 dias.

 

Em 10 dias, tiveram, só no Youtube, mais de 1 milhão e meio de visualizações. Tomara muito spot de 20 segundos conseguir sequer metade, na televisão. E isto não foram pessoas à espera que o intervalo passasse, foram pessoas que activamente clicaram no botão de play e quiseram ver o vídeo que, por sinal, tem 2 minutos e 41 segundos. Quanto é que custaria uma campanha deste tipo na televisão, e que audiência real atingiria? Menos, muito menos, estou convencida. Já para não falar do vídeo do Making of, e do vídeo dos ensaios, e do vídeo das reacções.

 

 

 

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