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Jonasnuts

Jonasnuts

A menina dança?

Jonasnuts, 16.10.20

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Danço? Sim, adoro dançar. Desde sempre. Nem sempre o fiz com a frequência que teria gostado.

Mas, agora, danço todas as manhãs, enquanto passeio a minha mais velha e oiço música pelo caminho. Sim, esta é uma dança discreta, porque não é a principal atividade que me leva ao Jamor e porque, mesmo sendo a uma hora onde há muito pouca gente, seria estranho, ver uma maluca ali a dançar, enquanto a cadela cheira os arbustos. Mas danço (e canto - don't ask) ao som da minha playlist matinal, com musicas escolhidas a dedo para instalar o mood do dia. Começo o meu dia fora de casa, a dançar.

Danço em casa, enquanto faço o jantar. Adoro dançar na cozinha. Outra hora do dia, outra playlist, o volume quase no máximo, é preciso não encanitar a vizinhança, mas o puto queixa-se e fecha a porta do quarto . Aqui já não precisa a dança de ser discreta e é um dos momentos do dia de que mais gosto. Como a minha cozinha não tem cortinas, presumo que possa ser um momento lúdico para os vizinhos também. Nunca dei por eles.

Danço, danço muito. 

Muita música, muito  diferente; não estou numa de Sting, por estes dias. Tenho investido em Billy Idol. Talvez siga para Bowie.

 

Sim, a menina dança.

Música nova

Jonasnuts, 09.10.20

Ando a ouvir música nova. Decidi explorar cenas, saindo da minha zona de conforto absolutamente redutora que, salvo raras exceções, começa ali nos anos 40 e termina em finais dos 80.

Não é frequente, mas acontece às vezes, ouvir uma música pela primeira vez e ficar de imediato apaixonada por ela. Há alguns exemplos, o "between the bars" do Elliot Smith, enquanto via o Good Will Hunting. Foi conhecê-lo e ter logo o desgosto quando descobri que já tinha batido a bota. Mais recentemente, cortesia do spotify, o "I'm gonna be (500 miles)" dos The Proclaimers que, pertencendo até à minha época de eleição, e conhecendo-lhes bem outros títulos, me tinha passado completamente ao lado. 

E é tão bom, descobrir música nova que, à primeira audição, nos arrebata.

 

Hoje aconteceu-me. 

 

Tudo começou há umas semanas com as playlists do AFN1982 que é um moço que leva jeito com as playlists e que nos tem dado música. No meio destas playlists, açambarquei-me a uma que não me foi tweetada diretamente, temos pena, o espaço é público. Trata-se duma playlist do Pedro Mendes; Covers!Covers!Covers! (assim, com estes pontos de exclamação todos e tudo) e que versa, muito obviamente, sobre covers.

Houve uma cover do "God only knows" que me chamou a atenção. Porque era...... diferente. Diferente daquilo a que estou habituada. Diferente daquilo de que costumava gostar. Diferente.

Em conversa com o Pedro, esta tarde, descubro que se trata de uma versão de um senhor chamado Daniel Johnston, já falecido - que eu tenho pontaria - e que não conhecia, e então deixa lá ver que mais fez este gajo.

E é assim que eu chego ao "True love will find you in the end" que, há muito pouco tempo eu teria descartado de imediato, mas que, neste momento, à primeira, entrou e ficou e me deixou de quatro.

É perfeita. 

Claro que isto é conhecidíssimo e já está toda a gente farta de ouvir, mas eu só me libertei das palas há pouco tempo, pelo que só agora cheguei ao "True love will find you in the end".

 

Muito a tempo.

Freddie

Jonasnuts, 07.07.17

 

Quando cá vieram os "Queen"+Adam Lambert fui ver. A contragosto. 

Não é que o Lambert não seja um grande vocalista (que é diferente de ser um grande cantor, atenção). Não é que o Adam não tenha um vozeirão, que tem.

 

O problema é que, obviamente, não é a mesma coisa. Nem eles dizem que é, claro. Mas é muito estranho, ouvir a parte instrumental da música muito semelhante ao original, e, de repente, músicas que já ouvimos centenas (milhares?) de vezes, e que são daquela maneira, naquele sítio entra aquela voz, e de repente entra outra coisa. Foi impossível não me sentir desiludida, a cada música.

 

Foi uma desilusão palerma, claro. Porque foi uma desilusão emocional. Racionalmente eu sabia que não iria ser a mesma coisa. Portanto, nem sequer me iludi. 

Eu sabia que não ia gostar. 

 

Não regressarei a um concerto de "Queen" a não ser que....... todos os Queen que sobraram se voltem a juntar (o John Deacon não alinhou nesta fantochada) e em vez de um vocalista de substituição, seja o público a cantar. Nesse eu alinho :)

 

Este vídeo foi captado no início deste mês, em Londres, num concerto dos Green Day.

 

 

A música como auxiliar de memória (Alzheimer)

Jonasnuts, 18.08.16

Não é novidade já aqui falei disso (auto-link), embora para mim tenha chegado demasiado tarde.

 

Mas vem a propósito do filho que fez um vídeo com o pai e que se tornou, obviamente, viral.

 

O filho, Simon 'Mac' McDermott, vendo o pai a fugir, sem sair do sítio, encontrou a música. 

E nos momentos em que canta, o pai, Ted McDermott, regressa.

 

Quem tem (ou teve) familiares com Alzheimer, sabe que estes regressos são raros (e vão rareando cada vez mais, com a progressão da doença), pelo que qualquer ferramenta ou estratégia que proporcione esses momentos é de usar e abusar. Fica toda a gente a ganhar.

 

Podem saber mais sobre este pai e sobre este filho, aqui.

 

A música é uma ferramenta extraordinária, para a memória, e não é preciso que se tenha sido cantor, ou que se tenha trabalhado na indústria. Basta apenas que se tenha ouvido música. 

 

 

Gostava de ter sabido disto a tempo de ajudar a minha avó e, consequentemente, a minha mãe. 

 

Fica para a próxima.

Hello darkness

Jonasnuts, 03.03.16

Raramente gosto de covers. Ou melhor, raramente gosto de covers de músicas de que gosto. 

 

Até hoje, salvo raras excepções, os originais são sempre as melhores versões. Seja pela qualidade artística da coisa, seja pelo valor emocional que representa para mim. Não mais do que uma mão cheia de versões conseguem, da minha parte, uma comentário do tipo "ok, está ao mesmo nível". Assim de repente (eu nunca penso muito nos posts que escrevo, isto é sempre coisa do momento), só há uma versão que prefiro à versão original. É o Because, dos Beatles, interpretado pelo Elliot Smith. E olhem lá que o Because é a minha música favorita dos Beatles. Fiquem aqui com o link para a versão do Elliot Smith.

 

Simon & Garfunkel ao vivo no Central Park foi o primeiro LP que comprei na vida. Ao contrário do que se poderia esperar, não foi um gosto herdado em casa. Podia ter sido, mas não foi. Vi o concerto na televisão e foi amor à primeira vista. É certamente um dos álbuns da minha vida, e dos que mais ouvi, em loop. Na eleição de músicas favoritas não sou muito original, e o Sound of Silence está, claramente, no top 3.

 

Chegou-me hoje aos ouvidos (e aos olhos) uma versão do Sound of Silence. Na realidade, já há 3 ou 4 dias que esta versão me tenta chegar aos ouvidos, mas tinha andado a resistir porque, lá está, não gosto de covers. Habitualmente.

 

E pronto, a partir de hoje, há mais uma versão que eu considero estar, pelo menos, ao nível do original. Passam portanto a meia dúzia.

 

Não conheço os senhores Disturbed, e não ouvi (ainda) mais nada que tenham feito. Pode ser que seja bom, pode ser que seja mau. 

 

Mas a versão que fizeram do Sound of Silence, é muito boa.