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Nos dias que correm.....

por jonasnuts, em 31.01.12

....uma imagem, continua a valer por mil palavras.

 

 

Tirado daqui.

 

Assinem a petição - Anti PL118

 

E, já agora, aproveitem a boleia, e assinem também a petição Anti ACTA

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Tenho andado a ler umas coisas, sobre cópia privada. Manias.

 

Vejo que os dos sectores que mais se queixa, é o dos livros técnicos e científicos, porque as pessoas necessitadas de consultar esses manuais, mais facilmente fazem fotocópias, do que compram os livros, queixam-se os livreiros.

 

Não sei o que é que os faz ter essa leitura, e tenho, obviamente, como referência, as minhas experiênciais pessoais.

 

Esta, que passo a relatar, teve o seu desfecho hoje, à hora do almoço.

 

Há cerca de um mês, um familiar, a frequentar o ensino superior, referiu que, de acordo com o professor, precisava de ler e ter disponível para consulta, o livro, Zbroing, de Fulano da Silva, Editora Assírio e Alvim.

 

Começa-se pelos sítios óbvios, as Fnacs e a Wook, e a resposta é unânime, ahhhhh, o Zbroing, pois, isso está esgotadíssimo há imenso tempo.

 

Segue-se para as livrarias locais, mais pequenas, eventualmente mais especializadas. A resposta é idêntica. Está esgotado, estamos à espera duma nova edição há muito tempo.

 

Recorre-se a amigos e familiares que tenham frequentado o mesmo curso, e a resposta é generalizada, epá, isso já no meu tempo era difícil de arranjar. Vai à biblioteca da escola e tira fotocópias.

 

Mas a malta é teimosa, e depois de telefonemas para esta livraria e para aquela e para a editora, lá conseguimos descobrir, e comprar, o Zbroing, de Fulano da Silva.

 

Se a malta não tem sido teimosa, tinha feito as fotocópias. Mas apenas e só porque a porcaria do livro não existe para compra.

 

Se calhar, a forma mais eficaz de prevenir o uso eventualmente abusivo do conceito de cópia privada, passa pela facilidade de aquisição legal dos conteúdos. E-books, PDFs, online, à distância de um clique, que se partilha online, olha, vai aqui, pagas um valor x, e fazes de imediato o download, ou mandam-te o livro para casa, ou seja lá o que for, dão-te acesso ao conteúdo de que precisas/queres.

 

Enquanto continuarem a dificultar o acesso aos conteúdos, não podem querer que as pessoas não usem o conceito de cópia privada de forma aparentemente abusiva. E digo aparentemente porque, em muitos casos, não há alternativa.

 

Qual é a alternativa que a indústria está a proporcionar?

 

Neste caso, nenhuma.

 

Trabalhem. Já toda a gente percebeu que vocês têm conteúdos que nos interessam, falta encontrarem uma forma de nos darem acesso legal, fácil e cómodo a esse conteúdo. Quando conseguirem perceber este ovo de Colombo, estarão no bom caminho.

 

Não tem de quê.

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#pl118 - O que realmente interessa - take 3

por jonasnuts, em 30.01.12

 

Catarina Martins

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Hoje é dia de petições #pl118 #ACTA

por jonasnuts, em 30.01.12

Hoje temos no menu de degustação 2 petições. Uma é caseira, outra é cozinha internacional, mas europeia.

 

Penso que até mesmo os mais distraídos terão reparado que tenho andado vagamente interessada no Projecto de Lei 118, que está a ser debatido na especialidade na Assembleia da República, e que muita tinta tem feito correr, na Blogosfera Portuguesa, e no Twitter e no Facebook.

Estes movimentos expontâneos têm as suas vantagens e as suas desvantagens. Uma das desvantagens é o facto das coisas serem feitas por muitas pessoas diferentes, e às vezes, as coisas não saem bem à primeira. A primeira petição lançada sobre o PL118 continha vários erros técnicos, quer na descrição, quer na quantidade de dados pedidos, o que impedia que fosse oficialmente usada quer na Assembleia da República, quer na Presidência da República. Assim, foi criada uma nova petição, com um texto sem erros técnicos, e com os dados que já permitem que a coisa, atingindo o número certo de pessoas (4000) , possa ser usada oficialmente.

 

É ir aqui, e assinar, quem quiser, evidentemente.

 

Já no departamento de culinária internacional temos esse mimo que é a ACTA.

 

A petição para travar esta afronta aos direitos de todos, e à liberdade de expressão, pode ser assinada aqui. Assinem e divulguem, partilhem, espalhem a palavra.

 

Se consultarem o mapa de assinaturas por país, verificarão que Portugal está muito atrás de países mais pequenos. Somos pouco activistas. Deixamo-nos ir andando, e quando damos por ela, já não há nada a fazer.

 

Para quem quiser saber um pouco mais sobre a ACTA, recomendo este link, e o vídeo que explica a coisa de forma muito sucinta.

 

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Está já marcada para o próximo dia 1 de Fevereiro, no final do plenário, a 2ª reunião do grupo de trabalho criado, no âmbito da Comissão de Educação, Ciência e Cultura, que debate o PL118.

 

Para a ordem do dia estão agendadas as seguintes audições:

 

GESTAUTOR - Associação Gestão Coletiva Direito de Autor - 18H30

 

AEL - Associação Ensino Livre - 19H00

 

APRITEL -19H30

 

As reuniões do Grupo de Trabalho são de acesso público (reservado ao número de lugares disponíveis na sala onde se efectuar a reunião, sala essa que ainda não está identificada). Recomenda-se quem queira assistir, envie um mail à comissão, manifestando essa vontade.

 

O ficheiro do áudio relativo à última reunião ainda não está disponível, mas colocarei o link, assim que esteja.

 

No entanto, a documentação entregue aos deputados pelas entidades ouvidas já foi divulgada.

 

O documento entregue pela AGECOP pode ser consultado aqui, e o documento entregue pela AGEFE pode ser consultado aqui.

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#pl118 - O que realmente interessa- take 2

por jonasnuts, em 28.01.12

 

João Galamba

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#pl118 - O que realmente interessa

por jonasnuts, em 28.01.12

 

 

 

 

 

 

 


Luis Menezes

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Prefiro-vos corrompidos, a amorfos

por jonasnuts, em 26.01.12

E finalmente, a lista.

 

Percorre-se a lista de nomes que a SPA disponibilizou, de onde constam, alegadamente, pessoas que apoiam o PL118. Alegadamente porque há ali nomes de pessoas com quem nem sequer falaram sobre o tema, adiante, não é disso que se trata aqui.

 

Alguns nomes, exclui-se os nomes do pessoal que faz parte da Direcção da SPA, evidentemente, e a seguir excluem-se os desconhecidos, muitos, e depois excluem-se os artistas que conhecemos, mas cujo trabalho não nos diz nada, e vamos reduzindo a lista, até chegar ao nosso coração.

 

Pessoas que são da casa. Há muitos anos. Que nos acompanharam e a quem nós acompanhámos, sempre. E esses, por mais que saibamos que a lista é falaciosa, tendenciosa, manipuladora, mentirosa, e por mais que saibamos que o texto que a encima é genialmente obscuro, há nomes, dizia eu, que dói, ver associados a semelhante coisa.

 

Cada um escolhe os nomes que lhe doem mais, a minha selecção, é a minha memória, da minha vida.

 

E começo pelo Tordo, o pai, não o filho. Sabes, Fernando, assim, pelo primeiro nome, e por tu, será que posso? Não estou a dizer Menino Fernando, ainda te estás marimbando? Parece que sim, que te estás marimbando, para o facto de teres o teu nome associado a um comunicado que defende um projecto de lei que visa penalizar muitos, para benefício, injusto, de poucos. Nada tenho contra quem quer ser remunerado pelo seu trabalho, antes pelo contrário, mas este projecto de lei defende que tu recebas pelo MEU trabalho, por aquilo que EU produzo. Adeus tristeza? Nope, não posso dizer adeus à tristeza, e ainda bem, que a minha mãe, aos primeiros acordes dessa música, lava-se em lágrimas. Sim, eu sou filha dessa. Sabias que foi contigo que aprendi aquilo que a escola insistia à força para me meter na cabeça, sem sucesso? Sim, é verdade. Muito antes de as conhecer, aprendi-lhes o nome, contigo. As ilhas. Custa-me, ver-te associado a esta corja manipuladora que desinforma, que desprotege, mas custa-me muito mais ver-te calado. Resignado. Tornaste-te num menino Vá-Vá?

 

Estou a seguir a ordem alfabética. Segue-se o Gil. Motivos diferentes me levam ao Gil, mais adolescentes. O Trovante foi a primeira banda de que era só eu a gostar, sem heranças familiares. Foram a minha saída de casa. As meninas gostavam do Represas, eu gostava do Gil. Não era pela melena, nem pelo balanço do ombro. Para mim, Gil, tu eras o artista. Se calhar estava enganada, é possível, mas era por isso. E agora (e noutras alturas, para ser sincera) vejo-te a defenderes, nem que seja pelo silêncio, uma coisa em que não quero acreditar que acreditas. E os silêncios, Gil, são, como qualquer músico sabe, muito importantes e esclarecedores. Silêncio sim, mas inocente?

 

Next. O menos conhecido. Não interessa. Faz parte da MINHA lista. João Monge. Muitos poderão não reconhecer o nome, mas eu conheci-o, com o Trovante. Vem-me o fel à boca, as tripas ao coração ver o João Monge associado a esta movimento, calado. A primeira pessoa que me fez pegar na porcaria dum livrinho do CD para ver quem é que era o dono daquelas palavras. Vi o nome. Vejo-o agora, mas no sítio errado. Assim o quis a desdita, mas desta vez, sem abraço.

 

José Mário Branco. Porventura o mais doloroso. Habituei-me a ouvi-lo, de pequenina. As outras miúdas cantavam José Cid e a rosa que eu te dei, eu cantava José Mário Branco, porque obviamente, a cantiga é uma arma. E naquelas idades, gosta-se de armas. Nesta idade em que me encontro agora, também se gosta de armas, mas de outras. Quando eu chegar à idade do José Mário Branco, talvez já tenha desistido das armas. Tu, José Mário, parece que desististe. Ou fartaste-te de apontar à burguesia e transferiste-te para o lado de lá? É o que parece dar a entender, o teu silêncio. E se os teus silêncios são poderosos! Sempre foram. Há uns anos, tive um programa de rádio. Nada de extraordinário mas, lá está, era meu. Não que eu fosse grande radialista, mas a rádio gostava de mim. Eu tinha muitos CDs, percebes? Um dos programas foi sobre ti, e eu queria muito, passar o FMI. Mas na capa do CD dizia, alto e bom som, que tu não querias que passasse na rádio. Cheguei a levar o CD para o programa, que era em directo, ainda por cima. Mas não passei o FMI. As canções eram tuas, e se tu não querias que as passassem na rádio, eu não desobedeceria. E mesmo longe da ribalta, ver-te e pegar no Camané e a transformá-lo num cantor maior, ele, que estava habituado a fados menores, foi surpreendentemente bom. E agora, o teu silêncio sabe-me a demasiado, calçaste as pantufas para não perder o lugar?

 

Damos um salto. Passamos ao Sérgio. Sabes, Godinho, cruzámo-nos há pouco tempo, e a interacção não foi propriamente brilhante. Deixa, de certeza que não te lembras, nem sequer é importante. Foi a primeira vez em mais de 40 anos que nos encontrámos. Minto. A primeira vez, sem contar com concertos, evidentemente, foi num concerto sui generis, que deste a convite da comissão de trabalhadores da Lever. Também não te deves lembrar, que em 75, o que não faltava eram festarolas de comissões de trabalhadores. Mas a tua filha estava em palco, contigo, não tinhas tido onde a deixar, e ela cantava o maré alta como se estivesse a cantar o giroflé giroflá. E eu com ela. E agora isto. Um silêncio ensurdecedor. Não me digas que nunca sentiste uma força a crescer-te nos dedos e uma raiva a nascer-te nos dentes, não me digas que não me compreendes. Porque eu dá-me ideia que sim, que compreendes.Compreendes como me sinto, neste preciso momento.

 

Não tenho mais ninguém naquela lista. Aprendo que até na morte pode haver felicidade. Nunca saberei se o Adriano e o Zeca ali teriam o seu nome. Sou livre de pensar que não. Sonhar já paga imposto?

 

O que me chateia, mais profundamente que tudo, não é que não digam que estão contra. É que não falem. Venham. Saiam à rua, digam de vossa justiça, seja ela qual for.

 

Porque, verdadeiramente fan, prefiro saber-vos corrompidos, a saber-vos amorfos.

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Cara SPA,

 

Felicito-te pela ligeireza com que respondeste ao meu pedido.

 

Assim, com uma lista de subscritores, fica mais fácil contactá-los, para ver se eles de facto sabem o que é que estão a propor e a assinar e, com base nisso, eu decidir o que devo fazer :)

 

Muito, muito agradecida.

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Cara SPA,

 

Não espero que me façam a vontade. Mais para mais, não sendo eu vossa associada, não me devem qualquer tipo de resposta. Não a espero. Mas mesmo assim, não queria deixar de vos fazer o pedido.

 

Arranjem-me uma lista (não precisam de enviar, basta torná-la pública no vosso site) dos vossos associados em geral, e dos apoiantes do #pl118 em particular.

 

Tenho curiosidade em saber quem é quem e, na eventualidade de haver alguém a apoiar o #PL118, gostava de saber quem são, para lhes fazer perguntas mais directamente. Sem intermediários.

 

Bem sei, bem sei, vocês estão no negócio dos intermediários, mas eu prefiro um contacto mais directo. Também nisto estamos em campos opostos :)

 

Muito agradecida.

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