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Jonasnuts

Nescafé em damage control mode

E por fim, um pouco mais tarde do que seria desejável, mas, mesmo assim, a tempo, a Nescafé a gerir a coisa como deve ser, logo confirmado pelo puto que deu origem à catástrofe.

 

Mas mantenho o que disse inicialmente; um bom gestor de comunidade, nem se dá por ele. Mas quando se lhe sente a falta, é mau sinal.

 

 

Não me vou pôr com grandes apreciações, ou opiniões, deixo isso para os gurus e para os consultores de social media que vivem debaixo das pedras, e só aparecem a mandar postas de pescada quando andam à cata de clientes, e há algum sururu no ar. Há uns que nem sequer voltaram a aparecer desde aquela coisa com aquela empresa e este Blog, aqui quase há 1 ano :)

 

Tiro no pé - Ou como só dão pela falta de um gestor de comunidades tarde demais

A história é fácil e simples de contar.

 

Na 5ª feira 15 de Dezembro, um puto húngaro coloca no 9Gag um pedido de ajuda. O pedido é simples, diz que precisa de 3.000 likes a um vídeo, para ganhar um concurso da Nescafé que lhe permitiria ganhar um prémio de $5.000 a fim de poder proporcionar ao irmão de 11 anos (deficiente) um Natal inesquecível.

 

Para quem não sabe, o 9Gag é uma comunidade grande, muito grande, constituída essencialmente por pessoas muitíssimo activas, online, e com um espírito de comunidade que nasce de empatia geracional, e de uma série de expressões e simbologia próprias. Passem por lá, naveguem e depois de verem uns posts, perceberão.

 

Ora, a comunidade trespondeu em força. O rapaz precisava de 3.000 likes, recebeu mais de 49.000. O que é que os senhores iluminados da Nescafé devem ter pensado? 49.000? Isto é muita fruta, isto é batotice de certeza, vamos desclassificá-lo e bani-lo. Presumo que nem sequer se tenham preocupado em aprofundar da legalidade e legitimidade dos votos.

 

Pois que o rapaz, ontem, informa a comunidade sobre o que se passou, e neste momento, a Nescafé tem em mãos um pesadelo de comunicação, na pior altura do ano, e que não está a conseguir travar, não está sequer a conseguir reagir a tempo.

 

E é por estas (e por outras) que nunca é demais investir num bom gestor de comunidades. Quando lá estão, nem se dá pelo seu trabalho, mas quando não estão, nota-se forte e feio.

E as mulheres, senhores?

Antes de mais, os disclaimers. Nunca serei cliente da Zon, pelo que a campanha publicitária que os senhores da Zon têm neste momento no ar não me é dirigida, mas há evidências que não me passam ao lado, pelo não me contenho, e vou comentar aquilo que me parece ser a mensagem da campanha da operadora.

 

 

 

Toda a campanha anda à volta do trocadilho, boazona (e contratam um modelo/actiz que encarna o epíteto) com o nome da marca, associa-se a boazona à boa zon. Ok, apelam aos homens, Uma gaja descascada, ou com um decote a que muitos homens gostam de chamar de generoso, cai no goto do target masculino.

 

 

Mas, tendo em conta o crescente poder de compra e de decisão das mulheres, pergunto-me se os senhores da operadora terão pensado seriamente neste segmento do target.

 

Senão vejamos. Aos homens, apelam com uma gaja toda boazona, e de mamas à mostra. Já para apelar a elas, escolhem o Nicolau. Um senhor, sem dúvida. Mas já entradote e, sem pôr em causa todos os (certamente muitos) atributos do Nicolau, digamos que a beleza física não estará no topo da lista. Portanto, em vez de usarem um equivalente masculino, optam pelo Nicolau.

 

Mais, não nos podemos esquecer que, o Nicolau, emprestou a sua mediática imagem, à (meritória) campanha de sensibilização para o problema da disfunção eréctil.

 

 

 

 

 

 

 

 

E eu pergunto-me....... que imagem estará a operadora a transmitir a potencias clientes femininas?

 

:)

Afinal onde anda a crise?

Leio muita blogosfera a perguntar-se onde anda a crise, que os centros comerciais continuam cheios, e as lojas a abarrotar, e os restaurantes à pinha.

 

Devem andar por sítios diferentes dos meus.

 

Moro perto de um centro comercial. Todos os anos, a partir do 1º dia de Dezembro, o tal centro comercial era zona proibida, porque nunca havia estacionamento e as bichas (no meu blog não há filas, nem videoclips, já agora) eram mais que muitas. Mesmo fora do parque de estacionamento, os carros estacionavam selvaticamente. Já sabíamos, em Dezembro, não passamos ali, nem para fazer compras.

 

Este ano, já vamos no dia 12, e continua a haver lugar, muito lugar, pertinho da entrada. Mesmo ao fim-de-semana. Nota-se bem, a ausência.

 

No centro comercial ao lado do meu local de trabalho, os lugares disponíveis para nos sentarmos a comer, em hora de ponta, não existiam. Era frequente, ver pessoas de tabuleiro na mão, à procura de lugar. No more. É fácil encontrar lugar para estacionar os tabuleiros. Aumentaram os lugares vagos na proporção inversa dos lugares na sala/bar do sítio onde trabalho. São cada vez mais as pessoas que levam comida de casa. Lancheira na mão, logo de manhã arrumam as coisas no frigorífico, à hora do almoço aquecem no micro-ondas, e comem por ali.

 

As lojas continuam a abarrotar, claro, mas a procissão de mulherio que aproveita a hora do almoço para ir ver montras (é ir à Zara da Fontes Pereira de Melo, entre as 12h30 e as 14h00) manteve-se, Saem de lá sem sacos (ou com sacos pequeninos).

 

Pode ser que não a vejam, cara Blogosfera, mas a crise está, de facto, aí.

 

 

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