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É oficial

por jonasnuts, em 31.08.07
Depois de preencher um formulário imenso, com questões amplamente estudadas cientificamente, está provado:
You Belong in Barcelona
When it comes to Europe, you don't want to decide between culture and fun. You want art by day and a big party by night. Barcelona is ideal for you. You can check out some Picasso, eat some tapas, take a siesta, and then dance all night!



Verdade seja dita que o que me atrai em Barcelona não tem nada a ver com o que eles ali dizem, as siestas, e o Picasso, e o dance all night e a big party, mas o que interessa é a ideia geral.

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De novo o café

por jonasnuts, em 30.08.07
Tem-se falado aqui de café.
Que em Espanha o café é uma porcaria já é do conhecimento geral, e referi há uns posts que a Nespresso é o iPhone do mundo da cafeína.

Agora algo de relativamente positivo.

Penúltimo dia em Barcelona. Eu e ele a distinguirmos os cafés entre "verdadeiramente mau" e "não é tão mau como os outros", portanto, a ressacarmos por uma chávena de bom café.

Andámos toda a santa manhã por Montjuïc, com a leve sensação de que não era bem ali que queríamos estar. De leve, no entanto, só a sensação, porque o canhão e seus acessórios pesavam-nos no lombo.

Cansados, decidimos comer qualquer coisa num bar que, à primeira vista, nada mais tinha do que isso mesmo, vista.

Comemos já nem me lembro o quê, não era nem bom nem mau. No final, força do hábito, pedimos os cafés do costume. O empregado, que tinha perguntado antes qual era a nossa nacionalidade, riu-se quando lhe pedimos o café. Não percebemos, só quando chegaram os cafés, os únicos dignos desse nome que bebemos em terras espanholas:


 

Delta, verdadeiro, em chávenas Delta. É que soube mesmo bem.
Ainda por cima Delta, que patrocina ali a chafarica do Markl, o que fez com que o café tivesse um feeling de dois em um. Por falar em dois, soube-nos tão bem, que pedimos mais dois (em Portugal é frequente cada um beber dois cafés no final de uma refeição).


Venham mais dois cafés. Souberam igualmente bem.







O único senão veio no fim, com a conta. Mas que se lixe, prefiro pagar mais de 2€ por um bom café, do que pouco menos por uma porcaria


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Planetas, conteúdos e outros palavrões

por jonasnuts, em 30.08.07
Ou, a minha pila é maior que a tua.

Este Blog está agregado a um Planeta. Um planeta é uma engenhoquice que faz com que num determinado local (endereço) apareçam os posts dos Blogs agregados. Normalmente, um planeta tem um tema, e todos os Blogs agregados publicam conteúdos relacionados com essa temática, que pode ser mais ou menos abrangente. A centralização de vários produtores de conteúdos num só sítio tem por objectivo dar a conhecer novos autores às pessoas que acompanham um determinado planeta. É útil para quem consome os conteúdos (que fica com acesso a mais conteúdos sem ter de andar à procura) e é útil para o produtor de conteúdos, porque, também sem ter de se mexer, fica com audiência para o que escreve.

Há poucos planetas de Blogs portugueses, este blog esteve no Planeta Asterisco, que depois mudou de nome para PrintScreen, mais tarde este Blog mudou-se para o Planeta Geek.
Há mais planetas e agregadores, mas pouco mais.

A Blogosfera portuguesa é pequenina, e depois, também somos penalizados por vivermos nos subúrbios da acção, na periferia da informação, na trafaria dos happenings. Ora isto faz com que, muitas das vezes, aquilo de que se fala nos Blogs (planetados ou não), seja em 2ª, 3ª, ou mesmo 4ª mão, e é muitíssimo frequente aparecerem 20 ou 30 Blogs a dizer exactamente a mesma coisa (se for sobre qualquer coisa da Apple, especialmente se for o iPhone multipliquem por 50). Não seria mau, se cada autor lhe acrescentasse a sua perspectiva pessoal, a sua experiência, a sua opinião. Mas, fruto da distância, muitas vezes essa experiência não existe, e o conhecimento é por ouvir dizer. Então, são meros copy/paste (ou maçã/v) com uma tradução pelo meio, de conteúdos que já foram publicados por outros. Somos, salvo raras excepções, pobrezinhos mora longe.

Para além desta pobreza, acresce ainda que somos belicosos (daí o subtítulo deste post), e andamos sempre a marrar uns com os outros. Atenção, estou a usar o plural porque é mais politicamente correcto, que eu cá não marro com quase ninguém. Marramos uns com os outros dizia eu. Seja por causa de questões pessoais que contaminam um determinado ambiente, seja por causa de divergências que não se conseguem resolver com um debate construtivo, seja porque este meio ainda é maioritariamente masculino, e a maior parte dos homens que eu conheço são mais competitivos e agressivos do que a maior parte das mulheres que eu conheço. Anda-se sempre numa de "a minha pila é maior que a tua, ou é melhor que a tua".

Ora isto é um sinal de absoluta burrice, obviamente.

Porquê? Porque a única coisa que se consegue com este tipo de postura é alienar conteúdos (pessoas que se fartam desta competição e que abandonam os seus planetas) e afastar leitores (com falta de pachorra para criancices).

Hoje à tarde, em conversa com um dos Obvious, ele falava-me do espírito dos Blogs do Brasil que, mantendo uma saudável competitividade, conseguiam encontrar uma plataforma de debate e de entre-ajuda que era benéfica para todos. Não percebo porque é que por cá, não se consegue chegar a essa plataforma de entendimento. Toda a gente teria a ganhar. Uns planetas linkavam para os outros, os outros linkavam para uns, debatia-se saudavelmente as questões através dos posts e toda a gente tinha a ganhar.

Isto já vai longo, mas falta-me um acrescento. Uma nota comum na maioria dos planetas portugueses que acompanho. Quase todos falam do futuro, da grandiosidade do projecto, da estratégia para revolucionar o mercado dos conteúdos. Tenho sobre isto uma visão muito pessoal (e muito cáustica). Conheço poucos Blogs que tenham conteúdo de jeito, de forma sistemática. Um post jeitoso de vez em quando toda a gente consegue, fazer posts jeitosos de forma sistemática não é para todos. Ao nível da geekaria light, não há material para revolucionar seja o que for. Enquanto a maioria se limitar a copiar o que é feito lá fora (muitas vezes sem sequer traduzir) , sem qualquer input pessoal de jeito, e enquanto andarmos às turras uns com os outros, revoluções só mais tarde....lamentavelmente, só muito mais tarde.

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Burros há muitos

por jonasnuts, em 29.08.07
Chegou-me através de um Blog americano que leio de vez em quando, na semana passada, um vídeo que mostra uma candidata a Miss Teen USA a espalhar-se ao comprido, na resposta a uma pergunta. Mas espalhar-se mesmo. Tem sempre a desculpa de ser loira, e estava nervosa, e confundiu-se, mas é um espalhanço enorme.


Caiu-lhe tudo em cima. O vídeo foi um dos mais vistos no Youtube, os muitos Blogs referiram o caso, e a conclusão foi, mais coisa menos coisa, a mesma; os americanos são burros.

Há bocado vi no Dias Úteis um post que falava sobre o campeonato de ping pong a decorrer entre americanos e franceses, que aparentemente disputam entre si o troféu da burrice.
Os americanos marcaram muitos pontos, quando responderam ao vídeo da Miss com um vídeo de um concorrente (e público) de um concurso francês. Também é um senhor espalhanço. Quer do concorrente quer do público.



(E vale a pena ver até ao fim).

Não tenho particular estima nem por uns nem por outros. Não me sinto próxima dos franceses por partilharmos o mesmo continente. Por mim, até podiam ficar ambos com o troféu mas, a verdade é que há algo que admiro nos americanos, uma qualidade que eles definitivamente têm, e que não encontro (pelo menos até agora) em quase nenhum país europeu: a capacidade de se rirem deles próprios. 90% dos talk shows de humor americanos fazem-se com base em material interno. De tal forma que por vezes há piadas que me passam ao lado por não conhecer os intervenientes. Se não soubessem rir-se deles próprios, ou se fossem mais circunspectos ou agarrados a formalismos idiotas não haveria material para o Jay Leno, Conan O'Brien, Jon Stewart, Steven Colbert e muitos outros que não tendo programas de televisão, têm espectáculos de stand-up.

Essa é uma qualidade rara e, por isso tiro o chapéu aos americanos. Por mim, podem ficar em segundo lugar no campeonato, e que fiquem os franceses com a vitória, mas gostava que o jogo continuasse por mais um bocado :)

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Meu filho, meu tesouro.

por jonasnuts, em 29.08.07
Parece que era o que dizia o Benjamin Spock.
E eu subscrevo.

Passo a explicar.

Estamos em Agosto, escolas fechadas, pelo que hoje, excepcionalmente, o meu filho foi comigo para o trabalho.

Soltámos a libelinha de que falei no post anterior, no open space onde trabalho. Os meus colegas já não estranham estas coisas, habituam-se com o tempo aos meus vaipes. Limitam-se a explicar a quem é de fora "Ela é diferente" ;)

Então o bicho à solta comporta-se de maneira diferente da que vi no vídeo. Voa baixinho, e vai  parar ao chão com uma rapidez assinalável.

Ainda sem ter treinado e sem ter "agarrado" o funcionamento daquilo, e em pleno open space, eu digo:

"Deve ser falta de bateria"

No mesmo open space, ouve-se a voz do meu filho, que é um puto tímido e reservado, mas que desta vez esqueceu-se da timidez, alto e bom som:

"Deve ser é falta de jeito"

Pronto, foi a gargalhada geral (sim, eu também me ri).

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Pancadas, libelinhas e outras esquisitices

por jonasnuts, em 29.08.07
Não costumo falar de coisas pessoais, neste Blog. É Crocs e mau-feitio e Smart e coisas assim, mas de realmente pessoal, é muito raro. Sou tímida por natureza, mesmo que muita gente não acredite nisso.

Mas há excepções. Poucas, mas existem. Este post é uma delas.
Nada de importante, claro. Além disso é um dois em um. Para além de pessoal, também é meio geek.

No meio das muitas pancadas que tenho por várias coisas, há uma que me acompanha desde que me lembro. Libelinhas. Adoro libelinhas. Não sei porquê, mas é das poucas coisas a que quase não consigo resistir. Se vejo algo que tenha um libelinha bonita, compro. Sim, também há libelinhas feias, não na Natureza, mas é admirável o que o mau gosto humano consegue fazer de formas tão belas. Avancemos.

Os meus olhos são naturalmente atraídos pelas formas das libelinhas. Numa montra cheia de coisas, dou uma vista de olhos, e se houver uma libelinha, descubro-a rapidamente.

Tenho libelinhas de todas as formas e feitios, em anéis (que não uso), em brincos, em pregadeiras (que é o nome fino que se dá aos broches) e que também não uso, em bibelots (que é coisa pela qual tenho especial aversão), t-shirts, pisa-papéis, sei lá. O que encontrei fui comprando, ou foram-me oferecendo. Haverá certamente ainda muita libelinha que está à espera de entrar na minha vida, e tenho a certeza que muitas entrarão mas hoje, ele, conhecedor profundo desta minha pancada, fez-me uma surpresa. Ofereceu-me uma libelinha, que voa. Algo de que já tinha ouvido falar e que já tinha visto, e que já tinha "cobiçado" mas que não tinha comprado, porque o meu orçamento é muito limitado. É espectacular, é comandada remotamente e é, de acordo com os fabricantes o primeiro robot que voa exclusivamente à base de asas que batem. É também um bicho espaçoso, não em tamanho, mas em espaço necessário para voar. Amanhã, vamos ver se o open space onde trabalho é digno desse nome, open space :)


Nota: A única forma de libelinhas que não possuo, nem possuirei, são verdadeiras libelinhas, mortas para poderem estar num qualquer escaparate, expostas, como se fossem objectos. A essas, mortas e presas, lamento-as, e odeio as pessoas que fazem este tipo de colecções.

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Nespresso, o iPod do café

por jonasnuts, em 28.08.07
É verdade, é uma constatação.

Em todo o lado (virtual e real) oiço falar dos méritos das máquinas e dos cafés Nespresso. Há um esgar de deleite na face dos evangelizadores Nespresso, quando falam do aroma, e do sabor, e do sistema, e da espuma, e etc. Se se tratar de uma evangelizadora, o esgar é mais aberto, mas isso é porque estão a pensar no George Clooney.

Sendo uma consumidora razoável de café, e de há longos anos, decidi na primeira oportunidade que se me apresentou, experimentar. Até experimentei vários cafés diferentes.

Sim senhor, o sabor de alguns dos cafés é agradável, tem espuma, e o sistema até produz pouca porcaria, mas. (o ponto final é propositado).

E este "mas" não existiria se eu não tivesse encontrado, há quase 10 anos, uma máquina de café que ultrapassa largamente as do sistema Nespresso. Mas assim por kilómetros, estão a ver?

Obviamente que não tem o George Clooney a promover-lhe o nome, nem um site todo escarrapichado (que é um termo técnico que eu inventei agora), nem um design todo xpto, tudo coisas importantes sim senhor, mas em última análise, não é isso que interessa.

O que interessa é que faz uns cafés do caraças, é robusta, tira cafés com pó E com pastilha, tem um serviço de apoio a clientes que funciona (só usei para fazer uma pergunta que foi respondida no próprio dia, por mail, com toda a netiquete cumprida) e é das mais baratas do mercado.

Meus senhores e minhas senhoras, apresento-vos a minha Briel, Estoril (é uma imagem do catálogo, as chávenas não são minhas, cruzes credo).



A primeira que comprei ainda funciona como no primeiro dia. Já comprei várias, quer para oferecer quer para outros poisos que frequento. Ah, e a primeira que vi na vida, lá continua a funcionar, há mais de 10 anos numa casa onde se consome, necessariamente, muita cafeína.

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Red Bull Air Race - Race Club

por jonasnuts, em 28.08.07
É onde esta vossa amiga estará, no próximo Sábado, a partir da 1 da tarde.
No Race Club, que, para quem não sabe, é o sítio dos Vips.
"Ah pois, o SAPO patrocina o evento e deu-te um convite", poderão vocês dizer.
Ao que eu responderei: O tanas, tenho é uma mana à maneira, que me arranjou não 1, mas dois convites, um para mim, outro para ele.

Só não vou à After Party, que eu não sou lá muito de festas.



Mais informações acerca do evento, aqui.

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Grande tourada

por jonasnuts, em 23.08.07
Primeiro o disclaimer do costume, ou pelo menos a contextualização. Odeio touradas, desde sempre, e não apenas agora que se tornou politicamente correcto odiar touradas. Tinha grandes pegas com o meu avô (que adorava touradas e ia às praças), e nenhum entendia o ponto de vista do outro. Eu tinha 6 ou 7 anos.

Sempre pensei que os espanhóis fossem todos uns fanzocas de tourada, pelo menos mais do que os portugueses e descobri agora que não, que não são todos os espanhóis que gostam de tourada (na Catalunha não são apreciadores e Barcelona já se declarou como uma cidade anti-touradas.

Mas, mesmo os espanhóis mais amantíssimos amantes de touradas não chegam aos calcanhares dos portugueses. Isto a julgar pelo posicionamento das estações de televisão do estado dos dois países.

Enquanto a RTP tem uma corrida própria, que organiza, patrocina e transmite em directo e, na RTP Memória há tourada todas as segundas, na TVE acabam de comunicar que não voltarão a transmitir touradas (Notícia da Time).

Mais um bocadinho e os espanhóis começam a vir cá para conseguirem  ver tourada na televisão. Com jeitinho até se volta a permitir a morte dos touros.

Andamos ao contrário do progresso.

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Sou fanzoca do Gaudí. Já estive na Batlló e na Milà mais do que uma vez, mas desta última vez optei por usar uns aparelhómetros disponibilizados ao público que visita as casas. Basicamente são uns dispositivos que nos explicam o que estamos a ver. Se estamos numa parte da casa em que há explicações disponíveis no tal dispositivo, existe um número pregado na parede. Inserimos esse número no teclado (visualmente é muito parecido com um telemóvel), e ouvimos a explicação ou a contextualização do sítio onde nos encontramos. É porreiríssimo, se usado da melhor forma. Primeiro olhamos com os nossos olhos, e depois ouvimos o que eles têm a dizer, para ver se os nossos olhos viram as coisas de forma diferente, ou para descobrirmos mais coisa.

Na Casa Batlló podíamos escolher várias linguas, mas o português não era uma delas. Optei pelo inglês. Pacífico.

Na casa Milà, pasme-se, havia a língua portuguesa disponível. Ainda desconfiei e perguntei se era português de Portugal e, pasme-se mais ainda, não só a senhora sabia responder como era, de facto, português de Portugal. Muito bem, passe-me para cá o aparelhómetro.

Confirmado, o português era de Portugal, mas quer a senhora quer o senhor foram escolhidos para a locução por causa da sua participação nas dobragens dos filmes do Shrek. Era português de Portugal, mais precisamente da região ali de Trás-os-Montes.

Presumo que os restantes visitantes não percebessem porque raio é que estava uma pessoa a rir-se à gargalhada enquanto ouvia as descrições históricas da casa Milà. No fim, não me arrependi de ter escolhido a língua portuguesa porque sempre animou um bocadinho a vista, já que a Milà, por dentro, não é espectacular como a Batllò.

"Bamos agoira ao terracho, ber as velas chaminés que simvolizam choldados, e que são conhechidas pelo cheu ashpecto fantasmagórico"

:)

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