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Bem sei, nem sei, já toda a gente escreveu sobre isto, sob todos os pontos de vista, e já faz parte das notícias do passado. Convenhamos, é uma notícia de pré-silly season, a "professora primária", que está ali a formar as jovens mentes das crianças de Mirandela, e que nas horas livres se despe e posa nua para a fotografia da revista que os homens compram exclusivamente para ler os artigos que lá são escritos.

 

Vou evitar escrever o nome da publicação, porque muita gente vem aqui ter quando pesquisa por esse nome, e eu não quero defraudar expectativas. Mas, se veio aqui parar à procura de senhoras menos vestidas, siga este link, que fica mais bem servido.

 

Eu estou dividida. Se por um lado concordo com o que está escrito aqui (que é uma opinião belissimamente fundamentada, contra a professora), também li algumas coisas a favor. E debati em família.

 

E continuo dividida.

 

À partida, parece-me que o que a professora faz nas horas vagas não diz respeito a ninguém, a não ser a ela própria. E as vozes que se levantam, estão a tecer juízos de valor, como se fossem donos da moral e dos bons costumes. E coitadinhas das crianças, cuja personalidade está em formação, serem assim, expostas à nudez da professora. Vai traumatizá-las para sempre. Porque, como se sabe, quem se despe, são as putas (ou as artistas, mas nesse caso só se ganharem óscares). Porque são as professoras, especialmente as de das actividades extracurriculares, que formam as mentes das crianças. Os pais, coitaditos, impotentes (provavelmente de forma literal, na maioria dos casos), viram-se assim de repente confrontados com a sexualidade da professora, esse ser, que se quer assexuado, apolítico, atudo, porque, lá está, vai formar as mentes das criancinhas. Os pais não têm qualquer responsabilidade nessa formação. Desresponsabilizam-se também dessa última competência, e descarregam mais uma carga de trabalhos nos professores. Eu não abdico do meu papel de mãe. Cabe-me a mim, em primeiro lugar, não aos professores. Não ouvi ninguém perguntar como é que as crianças tiveram acesso às fotos. Na casa de banho dos pais, está-se mesmo a ver.

 

Mas continuo divivida.

 

Sei que o que faço fora das horas de "expediente" pode afectar e influenciar o meu trabalho e o meu empregador, e tenho algum cuidado e discernimento. Por exemplo, há coisas acerca das quais não falo, neste Blog. Mas não falo porque EU não quero, a empresa que me emprega não é minha dona. Mas espera de mim algum discernimento (pelo menos espero que espere). Há algumas questões em que a minha opinião e a da empresa em que trabalho divergem. Vou um bocadinho mais longe. Há algumas questões em que a minha opinião e a opinião vigente divergem. E, nesses casos, o que fazer? Há 3 hipóteses. Amochar. Go with the flow. Seguir a carneirada. Não fazer ondas. A 2ª opção é a contrária, ser disruptiva, ser intransigente, nadar contra a maré, afrontar. E há a terceira via (estou muito Tony Blair, não estou?) que é aquela que eu acho que escolho. Ir pelo meio, dar uma no cravo uma na ferradura, persistir quando acho que posso fazer valer a minha opinião.

 

É mais ou menos isto que eu faço (embora a minha tendência seja sempre a 2ª via). Há coisas de que não abdico. Ir vestida duma determinada forma, mesmo que esperem que eu me vista de outra. É um pequeno exemplo, mas significativo. Também é preciso estar-se preparada para pagar o preço. Fosse eu mais disponível para fazer certas concessões, a mim própria, e sei que já estaria noutro cargo, com outras responsabilidade, sobretudo, com outro ordenado. Pago o preço.

 

Quanto à professora? Continuo dividida.

 

Remeto-me ao mal menor.

 

No fundo, prefiro uma professora que se despe para uma revista, do que uma professora que leva sistematicamente no trombil, do marido.

Suspeito que há muitos mais destes casos, de professoras que sofrem de violência doméstica, do que professoras que se despem para revistas.

Mas não vejo ninguém a gritar por estas professoras.

 

Provavelmente, as pessoas gostam mais de ver nódoas negras do que de ver maminhas.

 

Pessoalmente, prefiro maminhas.

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43 comentários

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De Arzebiu a 26.05.2010 às 15:43

Eu também podia estar dividido, mas sinceramente desta história só me interessou ver as imagens. Há-de haver muitas professoras despedidas injustamente por causas mais "dignas" e ninguém se queixa. Ela coitadinha agora deve estar a tirar montes de dividendos desta  situação, não tenho pena nenhuma.


Por outro lado se fosse eu a ir para a Paygirl todo peladão e desse aulas, não ia gostar que as minhas alunas tivessem as minhas fotos todo peladão entre o caderno. Mas isso sou eu que sou arzebiuzado. :)
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De I. a 26.05.2010 às 15:59

Pois a mim o que me incomoda não são as mamas, é mesmo a falta de discernimento e deslumbramento da senhora. Se fizesse as fotos de máscara, até conseguia um elevado nível erótico e evitava-se esta trampa toda. Ser livre não é andar nu na rua e vestido no meco, é ter noção do que se deve ou não fazer. Ela não a teve, e pagará por isso.

Imagina se fosse uma polícia, uma professora (mas universitária, por exemplo), uma juíza, continuariam a ter condições para dar a cara pela sua instituição empregadora? Não. Não por terem mamas, mas por não saberem quando e onde é adequado mostrá-las.

Quanto aos putos, estou-me marimbando. Já quando eu andava na escola os meninos sabiam muito bem o que era uma mulher nua. Na altura havia coisas bem piores (a Gina!) e não havia muita preocupação com a integridade moral dos petizes. Que essa tem que ser dada pelos pais, antes de mais. E se os pais lhes facultam estas publicações, adiante, eu não me meto nisso. A moral é de cada um, e cada um gere-a como quer.

Agora entre mamas ao léu ou nódoas negras, nenhuma. Até já me contaram uma história bem exemplificativa, de um catequista que batia à mulher e bebia de mais (acho que não ia para a catequese bêbado, mas não afianço). Foi dispensado. Simplesmente não era adequado às funções que desempenhava. Mas nesse caso a pessoa é vítima de agressão exterior e não de uma cabecita tonta e deslumbrada, a querer ser famosa.

E pronto, é isto, tem pouco a ver com moral e bosn costumes, só com bom senso e noção.
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De pedrocs a 26.05.2010 às 16:09

Gosto como as pessoas que têm uma formação de moral e bons costumes à qual querem fugir mas não conseguem, justificam sempre a sua opinião com "isto não é moral e bons costumes, é só bom senso".

O facto de a nossa sociedade ainda achar que andar nu é não ter bom senso é que me entristece.

E ainda não vi ninguém com os tomates para dizer: eu acho mal que a professora se tenha despido porque foi assim que me educaram, estou formatado e por muito que tente, não consigo fugir aos meus próprios preconceitos.

Quando era puto também tive muitos amigos na escola que nunca viram os pais nus. Eu vi os meus, muitas vezes e muitas revistas de gente nua desde muito cedo.

E isso não banalizou a nudez para mim, não me fez perder o respeito por ninguém e não vejo qualquer espécie de interferência em qualquer actividade que se possa ter.

Zero.

Se existe interferência é porque as mentes são pequenas e acham mais normal e aceitável perder-se o respeito por uma pessoa que se despe do que... estar nu.
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De I. a 26.05.2010 às 16:44

(suspiro)
Então aqui a pessoa com moral e bons costumes aos quais quer fugir e não consegue (porque, no fundo, sou uma púdica, eu sei), vai explicar.

Se viesse num jornaleco qualquer uma notícia sobre uma professora que é swinger e faz orgias todas as sextas à noite, e essa professora fosse despedida, eu achava que era muito mal feito, que tinha havido uma intrusão intolerável na sua esfera privada e íntima, e que ninguém tinha o direito de questionar a sua competência profissional por causa das suas preferências e actividades sexuais.

Se uma professora fosse vista a apanhar banhos de sol no meco com o seu birthday suit e fosse alvo de uma notícia e despedimento por causa disso, idem.

Se uma professora sai à rua, para comprar o jornal, nua como veio ao mundo, acho que é tantan, não tem discernimento e não é, decerto, pessoa capaz de tomar decisões, impor respeito ou educar adolescentes/crianças, porque não tem senso nem noção.
E quem diz professora diz professor, ou muitas e tantas outras profissões.

Get the point? Hum?
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De pedrocs a 26.05.2010 às 17:35

I., obrigado pelo tom condescendente.
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De I. a 26.05.2010 às 17:47


De nada, ora essa. Pareceu-me adequado ao seu não menos condescendente tom. Leia lá a sua interpelação, onde deixa bem patente a sua superioridade (moral?) face a púdicos de serviço.

Já agora: dispenso ataques ad hominem. Se tem argumentos, contraponha-os, que eu aguento. Agora atacar o "tom", quando o seu próprio texto não é menos que isso, parece-me coisinho. Conteúdo sobre a forma, não é isso que afinal pretende defender?
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De jonasnuts a 26.05.2010 às 16:53

Mas ela tinha que ter noção dos preconceitos dos outros, não é?  Ela tem que ter a noção do que os outros acham que ela deve ou não deve fazer.

Pragmaticamente falando, a actividade a que se dedicava com as crianças, não foi afectada, se era boa professora, não é por ser ter despido para a foto que deixa de ser boa professora. Perde a confiança dos pais porque ESTES acham que despir-se não é de bom tom.

Não perde a confiança por ter deixado de ser boa professora, mas porque se despiu, que nada tem a ver com o que ela faz. Tem de ajustar-se à bitola preconceituosa de terceiros, e é isso que eu acho mal...... porque a bitola daqueles pais pode não ser muito diferente da tua, neste caso, mas, e se fosse?
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De I. a 26.05.2010 às 17:15

Todos temos preconceitos. Negar isso é que me parece mal. E os piores nem são os sexuais, mas adiante. Os pais lá terão os seus, mas neste caso ponho apenas em causa a) a inteligência dela, ao tomar a opção que tomou e ao não prever os efeitos da mesma b) a falta de noção ao se fotografar de cara á vista c) e sim, a decisão de ser uma poster girl, opção de carreira que não me parece compatível com a de professora.

Imagina agora a senhora numa sala de aula. A mandar calar os alunos, a impor disciplina. A ouvir bocas, e das boas. E porquê? Por causa de uma decisão dela. Tem condições para continuar a ensinar, por muito boa professora que seja? Não.
Imagina uma polícia na mesma situação. Ou qualquer pessoa que lide com o público.
E agora dou outro exemplo. Quando andava no secundário tive um professor que não era casado, nem nunca foi visto com mulheres. Já estava eu na faculdade quando ouvi esta história de terror: espalhou-se entre os alunos que ele era homossexual e vivia com outro homem. Estávamos no início da década de 90. O preconceito era enorme, mas vingou o que era certo: o professor continuou no seu posto, denunciou-se a situação e alunos ao conselho directivo (era no tempo em que podiam ser castigados, lol). Porque aquele boato (nem interessa se era verdade, ninguém tem nada a ver com isso) e a chacota subsequente eram intoleráveis e colidiam com a esfera íntima de uma pessoa.
(por acaso quem espalhou o boato foi uma professora - sim, contou na sala de aula, aos seus alunos. linda senhora.).

Neste caso, como se castiga um aluno que diga a esta professora " a stora tem umas mamas muita boas" se foi a própria que renunciou à sua intimidade e as expôs numa revista? O aluno faltou-lhe ao respeito, ou limitou-se a verbalizar uma realidade que o próprio aluno constatou?

Há regras. Tem de haver regras. Podemos ir lutando para as mudar (principalmente as iníquas), mas não me parece que a regra que diz que não é adequado expor a nudez , se uma pessoa exerce um cargo público, seja particularmente preconceituosa ou sequer parva.
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De jonasnuts a 26.05.2010 às 17:20

Por isso é que eu digo que estou dividida :)

Eu sou preconceituosa, e sei disso, tento combater. Há regras, mas quem é que inventou as regras? E porque é que são regras? E porquê estas e não outras?

(Sim, sempre tive dificuldades com autoridade :)
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De I. a 26.05.2010 às 17:36


Eu também tenho algumas dificuldades com a autoridade. Mas vivo-a à minha maneira. E também tento mudar as regras, mas isso também passa por não impor as minhas aos outros.
Outro exemplo: dress code , ou farda. Atentado á liberdade? Quem entra para uma empresa com dress code , tenta mudar as regras ou vai-se embora? E se for trabalhar de jeans , quando já conhecia as regras, é a pessoa que está mal ou quem fez as regras?
É a vida. E há que saber vivê-la e escolher as nossas batalhas.
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De jonasnuts a 26.05.2010 às 17:44

Certo, há que escolher as nossas batalhas, mas não podemos escolher as batalhas dos outros.

A tal da senhora, que não conheço de lado nenhum, quando tirou as fotos tinha acabado de não ser colocada como professora, estava desempregada, para todos os efeitos. Foi "contratada" a recibos verdes, mais tarde.

Achas que devo pensar nas regras dum hipotético futuro empregador, quando decido fazer alguma coisa? Principalmente se se tratar duma coisa que não viola a lei, e que não prejudica terceiros?
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De I. a 26.05.2010 às 17:52


Não viola a lei: de acordo.
Não prejudica terceiros: certíssimo.
Mas se ela pretendia voltar a concorrer à carreira docente, prejudicava-a a ela, certo? Acho que isto já responde...

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De jonasnuts a 26.05.2010 às 17:57

Só a prejudica na medida em que as pessoas têm um preconceito em relação à nudez.

Se há uns anos, se descobrisse que a professora era sufragista, caía o carmo e a trindade......era um preconceito.

Resta saber se este preconceito em relação à nudez é mais ou menos válido que outros preconceitos.

Eu não sou moderna, sou algo liberal, mas não sou libertária, mas como sou preconceituosa (e sei disso) esforço-me por ver para além dos meus próprios preconceitos, é isso que estou a tentar fazer, neste caso.

E estou dividida precisamente por causa disso :)
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De Miguel a 26.05.2010 às 17:31

"
Neste caso, como se castiga um aluno que diga a esta professora " a stora tem umas mamas muita boas" se foi a própria que renunciou à sua intimidade e as expôs numa revista? O aluno faltou-lhe ao respeito, ou limitou-se a verbalizar uma realidade que o próprio aluno constatou?"

Então uma pessoa que apareça numa revista já tem direito a ser vítima de bocas?! Já deixa de ser falta de respeito?! E se for careca (ou mirolho, ou perneta) também pode ser gozado?! Afinal de contas é só constatar um facto que toda a gente pode ver.

E a não ser que a mulher andasse de burka na sala de aula os alunos já deviam ter reparado há muito tempo que ela tem «umas mamas muito boas» (i.e., se miúdos da escola primária já reparam nessas coisas, no meu tempo não reparavam seguramente).
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De I. a 26.05.2010 às 17:40


Se uma criança diz a um um coxo "o senhor é coxo" está a faltar ao respeito? Ou depende da forma como é dito? Pois.
Já todos ouvimos crianças a fazer constatações dessas. Pode ser em tom perfeitamente normal. "A stora tem umas belas maminhas" é falta de respeito se dito de forma jocosa. Mas, numa sociedade livre de preconceitos, como alguns pretendem ver implantada, e na qual é normal uma stora aparecer nua em páginas de revista, não será preconceituoso castigar a criança que diga que a stora tem umas belas maminhas? Afinal qual é o mal de ter umas belas maminhas? Não foi por isso que ela as fotografou?
Ou esse tal preconceito só é bom para um dos lados?

(e sim, as crianças reparam. não vou puxar freud ao barulho, mas reparam e muito e em tudo. ou o Miguel é mais antigo que eu ou anda distraído)
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De Joaquim a 27.05.2010 às 13:25

Lá está. Se a frase "A stora tem umas belas maminhas" for dito numa sala de aula pode muito bem ser considerado por muitos como falta de respeito. Imagine lá que a senhora professora ia para o Meco e lá encontrava alguns alunos ou pais de alunos ou como queira, logo já ficavam a conhecer as maminhas da senhora. Agora poderiam ou não dizer à senhora que ela tem umas belas maminhas? Seria ou não seria falta de respeito?
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De Miguel a 27.05.2010 às 14:03

Era mais ou menos onde eu queria chegar com a história do coxo e do careca. Só porque lhe viram as mamas agora já não é falta de respeito fazer um comentário desses (seja ou não numa sala de aula)?!
Numa faculdade de arquitectura (ou de belas artes) quando estão naquelas aulas de desenhar nús os alunos também podem mandar bocas aos modelos que como lhe vimos as mamas, a pila ou o raio-que-o-parta já não é falta de respeito?!
Além do mais um aluno de 6 ou 7 anos que mande uma boca dessas só o faz porque alguém lhe ensinou a fazê-lo e nunca ninguém lhe disse que isso era má-educação, porque Freud pode explicar muita coisa, mas de certeza que os putos não aprendem a ser mal-educados por geração espontânea.
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De Miguel a 27.05.2010 às 14:06

O parágrafo do meio saiu um bocado mal, aqui fica a versão melhorada:

Numa faculdade de arquitectura (ou de belas artes), quando estão naquelas aulas de desenhar nús os alunos também podem mandar bocas aos modelos?! Como lhe viram as mamas, a pila ou o raio-que-o-parta já não é falta de respeito?!
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De I. a 27.05.2010 às 15:49

A pergunta do Miguel e Joaquim é uma boa pergunta.
A minha resposta é que sim, é má educação. Para mim, é sempre má educação. Mas eu sou uma pessoa que já foi etiquetada como uma faxista relativamente a assuntos sobre o que é boa e má educação (sim, na minha família! sou uma pária e ninguém me atura! lol). Para mim, não se faz comentários sobre o aspecto alheio (mamas incluídas) e muito menos se tem a ver com assuntos íntimos que implicam algum pudor (esse conceito tão démodé).

O que me faz espéce é defender-se a nudez como um valor super natural, sem conotações morais, e depois achar que é má educação elogiar uma maminha com a mesma inocência com que se elogia uma mala ou uns sapatos. Só apontei o que me parece uma discrepância. Que filho meu (que não tenho), se fizesse um comentário desses, tivesse ou não aparecido a stora nua na revista, ficava de castigo até ao fim do liceu (lá está, super fáxista).
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De pedrocs a 26.05.2010 às 17:46

Repara, eu sei que a minha posição é difícil de clarificar.

Eu sei que isto lhe correu mal e que ia sempre correr mal e que se ela achava que ia correr bem... é parva (honestamente, só aqui entre nós, ela tem ar de ser um nadinha parva).

O que eu digo e tenho dito é que acho que é pena que assim seja, é pena que isto cause "impressão" às pessoas, é pena que uma mulher aparecer nua numa revista tenha impacto na sua vida profissional... mas mais: o que é mesmo pena é que nudez seja ainda - e vá continuar a ser durante muito tempo, sem dúvida - uma coisa suja.

Porque no fundo é isso, na minha opinião.

Ou seja é um problema de bom senso, como diz a I e muita gente, mas porque existe uma preocupação com os bons costumes por trás. (com força)
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De Jorge Soares a 26.05.2010 às 16:01

As pessoas preocupam-se com o que os professores fazem no seu tempo livre fora da escola, quando se deviam preocupar com o que fazem dentro da sala, deviam-se perguntar se são ou não bons professores, se conseguem ou não formar os seus filhos.


Há tanto professor por aí que não tem a mínima vocação, que todos os anos mete atestados médicos em Dezembro, que não sabe lidar com as crianças... mas disso não ouvimos falar.


Ainda que concordo que em quanto profissionais devemos ter algum cuidado com o que fazemos de modo a não prejudicar quem nos paga, por isso nos meus blogs há um único assunto de que não falo, que é a minha vida profissional.. mas se pensarmos bem, em que é que ela prejudicou os alunos ou a escola?


Jorge Soares
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De Miguel a 26.05.2010 às 16:01

Eu a mim o que me choca nesta situação toda é haver tanta gente escandalizada por ela aparecer nua na revista «cujo nome não se pode dizer para não atrair tarados ao blogue da Jonas» :) mas quase ninguém ficar escandalizado por ela estar «contratada» a recibos verdes ilegalmente pela Câmara Municipal de Mirandela.
Isso é que a mim me choca.
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De M a 26.05.2010 às 16:04

Eu acho sempre importante referir que a professora fez a sessão de fotos quando não ficou colocada e, portanto, era professora em teoria e não na prática... a playboy é que só publicou as fotos agora, que a rapariga já estava a dar aulas...

Pagaram-lhe tanto quanto um mês de trabalho numa altura em que estava desempregada... na altura não tinha alunos nem entidade empregadora... percebo porque é que o fez...

A playboy é que foi esperta no timing em que publicou as fotos...
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De Miguel a 26.05.2010 às 16:19

E depois de já estar a dar aulas rejeitou um convite para participar numa nova sessão porque implicava faltar às aulas e não queria prejudicar os alunos (a maldita! pôr os interesses dos alunos à frente dos dela!).
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De I. a 26.05.2010 às 16:48


Eu estive dois anos sem ganhar tusto, aos papéis, e preferia ir lavar escadas a aparecer de pipi à mostra numa revista. Porque sou púdica, uma moralista? Talvez, mas também porque sabia que, na minha área de actividade, não dava, não senhor. Ficava num mato sem cachorro, com a perene ameaça de ser descoberta e desacreditada.

(quem diz lavar escadas, diz call center. ou servir mesas. tinha era que trabalhar muitos mais dias para ganhar o que ela ganhou. este argumento da desgraçada que é obrigada a despir-se para comer não é tão válido quanto isso, hein. )
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De pedrocs a 26.05.2010 às 17:48

Mas a Playboy paga assim tão bem?
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De jonasnuts a 26.05.2010 às 17:50

Não escrevas aqui o nome da revista, senão caem-me aqui os tarados todos, e eu prefiro que não cheguem mais do que os habituais :)
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De pedrocs a 26.05.2010 às 18:03

OK, mas tanto quanto sei a Penthouse paga melhor, mas a Hustler aceita gajas mesmo que não sejam boas.

(win)
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De jonasnuts a 26.05.2010 às 18:06

Engraçadinho, só faltou referires a revista Gina :)
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De Miguel a 27.05.2010 às 11:18

Segundo consta pagou-lhe 700€
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De I. a 27.05.2010 às 15:49


Ena, ainda é mais que eu pensava. É que para ganhar isso, tenho que trabalhar umas horitas. Vestida.
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De jonasnuts a 27.05.2010 às 15:52

Bem sei que não especificaste o número de horitas........ mas eu para ganhar €700 tenho de trabalhar uns dias valentes :)

Vestida, também, embora possa ser de pijama, que às vezes trabalho de casa :)
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De I. a 27.05.2010 às 16:13

LOL!
São bastantes horitas, distribuidas por vários dias. Era bom, era, ser só meio dia de trabalho (suspiro!)
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De jonasnuts a 27.05.2010 às 16:16

Vá.....um dia. Já não me importava mesmo nada que fosse por dia :).

Olha, para ser sincera, já nem me chateava nada que fosse por semana :)
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De Miguel a 26.05.2010 às 17:04

"nem entidade empregadora..."

E agora também não tem: é «trabalhadora independente». Ilegalmente é certo, mas isso é que tem que declarar ao fisco e à Segurança Social.


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De zé a 26.05.2010 às 19:59

a mim só interessa saber uma coisa:
é boa professora? competente? os colegas e alunos dizem que sim. sendo assim, nada contra.


e mais: ela fez a tal sessão para a revista. suponho que tenha recebido dinheiro e pago os impostos. logo, nada contra.


não entendo qual o problema.
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De Ricardo a 27.05.2010 às 12:15

Só para se ver a diferença de mentalidades em alguns países:

- Assistente de voo era actriz pornográfica "nos tempos livres"

http://www.thesun.co.uk/sol/homepage/news/article2323138.ece


A resposta da empresa empregadora:

"What people do before or after they work for us is their business."


Não estaremos nós a virar a cara para mal menores e vez de coisas que realmente temos que nos preocupar?
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De Pedro Aniceto a 27.05.2010 às 17:15

Quantos papás conscenciosos terão proibido as crianças de ver o "Preço certo" depois da Lenka ter posado nua? Terá tido influência no share? ;)
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De Marco a 27.05.2010 às 18:36

Se o Fernando Mendes posasse nu é que influenciava o share... negativamente! :p
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De Pedro Aniceto a 27.05.2010 às 18:39

Eu cá já tive mais certezas nessas matérias...
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De jonasnuts a 27.05.2010 às 20:23

Pois, também eu :) Por isso é que estou dividida :)
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De António Bento a 28.05.2010 às 16:39

Será a oportuninade para criar um manual que hierarquize os diferentes graus de nudez pública permitida, de acordo com o grau de honorabilidade da profissão exercida?
Quero dizer, uma advogada ou uma executiva são, claramente, material honorávelmente distinto duma actriz ou varredora de ruas.
A coisa mais nua neste caso - e ainda não vi as fotos - parece ser a hipocrisia.
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De Inês Meneses a 03.06.2010 às 00:21

Lá está. Li isto e senti logo um grande ataque de amiguismo. Vou já exercê-lo para o facebook.

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