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Quando a vida te dá limões

por jonasnuts, em 13.01.15

recipe for disaster_ Preserved lemons.jpg

Uma das minhas resoluções durante 2014, foi passar a comer melhor, mais responsavelmente e sem fundamentalismos.

 

Gosto de carne, como carne, e tenciono continuar a comer carne, vermelha incluída. Mas quanto maior for a diversidade do que comemos lá por casa, melhor e, sobretudo, a qualidade dos ingredientes.

 

Sim, fui atrás de livros de culinária e de nutrição e de alimentação, tendo descoberto que há livros para todos os gostos, mais científicos, mais básicos, mais etéreos, mais criativos...... o interesse à volta da culinária aumentou de forma substancial nos últimos anos. 

 

Mas....em todos os que li, havia algo em comum. No meio de tanta discordância e teorias contraditórias, numa coisa estão todos de acordo: a primeira preocupação deve ser a qualidade dos ingredientes. Isto é mais ou menos consensual.

 

Não me serve de nada adicionais mais vegetais à minha alimentação, se os vegetais forem uma merda, carregados de porcaria, e onde os nutrientes (e, consequentemente, o sabor) se esbatem e desaparecem.

 

Portanto, mais importante do que os acessórios e os gadgets, é a qualidade dos ingredientes.

 

Onde é que uma caramela que mora em Lisboa, não tem horta nem tem terra, arranja ingredientes de qualidade?

 

Com dificuldade, vou já avisando.

 

Vou receber amanhã, se tudo correr bem, uma cesta de vegetais, mais ovos, de uma "horta" que tem a pachorra de vir entregar as coisas a Lisboa. É a primeira vez, mas conheço pessoas em quem confio que me juram pelas alminhas que aquilo é à séria e de confiança, e ainda estou a ver se convenço a minha malta a ir lá, conhecer as galinhas e ver as verduras. Depois conto como correu a cesta, e como correu a visita, embora, esta última, ainda não esteja assegurada (por falta de capacidade de motivar 2 adolescentes e um adulto a fazer uma viagem para ir ver ervas - palavras deles).

 

E onde é que entram os limões do título do post?

 

Ontem, a Catarina (sem link, que o blog não merece, por falta de actualização), trouxe-me um saco de limões do quintal de casa.

 

Eu adoro limões, tenho o grave defeito de tentar meter limões em tudo o que cozinho (é isso e alhos), e tenho sempre limões em casa. Enfim, quase sempre, que não sou do tipo organizado.

 

Chego a casa com os limões (cada um de seu tamanho), e ponho-os ao lado dos limões que já lá tinha, comprados avulso no Corte Inglês. Os do Corte Inglês têm um ar mais homogéneo, são todos mais ou menos do mesmo tamanho. E são mais brilhantes. Os limões da Catarina são cada um de sua nação.

 

Pego num exemplar de cada amostra e levo ao nariz. E é aí que a diferença é substancial. Os do Corte Inglês, pura e simplesmente, não cheiram a nada. Nem bem, nem mal. Não há cheiro.

 

Os da Catarina têm um cheiro intenso a limão, aquele cheiro de que se gosta e que os perfumes tentam, debalde, reproduzir.

 

Diz a Catarina que tem as árvores carregadas de limões, e que não tem vagar para os apanhar, e eu digo que, para além de limões, ela tem nozes, e não tem dentes.

 

A imagem é daqui, onde podem também ver uma receita original na qual podem usar limões.

 

Para quem quiser uma receita mais tradicional, pode ver aqui.

 

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