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No lixo, que é de onde ela nunca devia ter saído.

 

Não gosto de quotas. Aquela coisa do "vamos lá contratar mulheres por decreto porque elas, coitadinhas, sem decreto não vão lá" colide-me com o sistema nervoso. Discriminação positiva é algo com que embirro, seja com mulheres seja com quem for.

 

Parece que há mais quem concorde comigo. Na Madeira (onde é que havia de ser?), parece que a recomendação do Sr. Jardim ficava num lugar não elegível. Não há problema nenhum, falamos com as senhoras das quotas, e dizemos que aquilo é só para a fotografia. Só precisamos delas para a campanha e pôr o povinho a pensar que acreditamos nessas merdas da paridade, porque depois, quando for trabalho a sério, claro que só pode ser levado a cabo por um homem, elas demitem-se e entram os cérebros.

 

A notícia pode ser vista aqui, mas quem ma deu em primeira mão foi o blog do Miguel Vale de Almeida.

 

 

 

 

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13 comentários

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De Saяa a 20.04.2009 às 16:50

Está em todo lado, ainda no outro dia passei-me quando um amigo me convidou para ir participar num torneio de voley e quando lhe perguntei a constituição das equipas ele respondeu que são 3 rapazes e 1 rapariga, porque tinham de ter no mínimo (obrigatório) uma rapariga em campo...
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De brecke a 21.04.2009 às 08:14

Opa, FINALMENTE!!! finalmente encontro alguém que tb embirra com aquilo a que se chama discriminação positiva... desde quando é que uma discriminação é positiva!?

E porque é que ng percebe que estas leis só rotulam as mulheres de 'pobrezinhas'??
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De Ognito Inc a 21.04.2009 às 11:29

Abaixo as Quotas!!! É injusto uma pessoa ter mérito e não ser eleita porque acima de si na lista está uma que apenas preenche uma quota (independentemente do género). Já bastava o serviço militar obrigatório só para homens...
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De Bino a 21.04.2009 às 13:16

No... Lixo ?
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De António Manuel Dias a 22.04.2009 às 00:03

Voltamos às quotas. Tirando a palhaçada da notícia referida, sobre este assunto concordo, na base, com Ognito Inc, quando diz "É injusto uma pessoa ter mérito e não ser eleita". É por isso que me vejo na obrigação de apoiar o sistema de quotas -- é que, normalmente, é necessário que uma mulher tenha muito mais mérito do que um homem necessitaria para ter acesso à mesma posição de poder, seja na política seja na vida profissional.
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De JP a 23.04.2009 às 07:52



O problema da discriminação positiva (Affirmative action) é que funciona.

Já agora, no caso do parlamento, se é uma representação da nação e votamos em partidos e não em pessoas, porque é que não são uma representação estatisticamente válida dos vários grupos que compoem a sociedade portuguesa?

http://www.apa.org/pubinfo/affirmaction.html

Affirmative action policies have resulted in increases in the representation of women and minorities across all levels of employment in the United States and within organizations that were once exclusively male.


Affirmative action has led to higher employment participation rates, increased earnings, and gains in educational attainment for women and minorities.
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De jonasnuts a 23.04.2009 às 08:59

Eu quero é pessoas competentes. Nã quero saber se são brancas, pretas, azuis ou cor de rosa. E interessa-me pouco saber se têm uma pilinha ou um pipi. A não ser que seja o omeupipi.blogspot.co :)
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De JP a 23.04.2009 às 09:04

Eu também quero pessoas competentes. É precisamente esse o problema.

Se apenas 10% dos deputados são mulheres e 50% da população é feminina, isto quer dizer que há menos mulheres competentes que homens? Eu não concordo com isso.

Há mais mulheres em licenciaturas do que homens, mas isto não se está a reflectir no sistema político.

O que é grave, e se nos primeiros anos parece "forçado" - mas seria forçado *junto* dos partidos políticos.

Em poucos anos deixaria de ser necessário.
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De jonasnuts a 23.04.2009 às 09:13

Para já acho que confundes inteligência com licenciatura.

E depois....a escolha de carreira não deve pertencer às mulheres?
Se as mulheres não querem seguir a carreira política, porque é que hão-de ser criadas quotas?

Acho muito bem que haja igualdade no acesso às profissões, mas não acho bem que haja mínimos obrigatórios.

Vamos deixar de falar em política, e vamos transferir o debate para outra profissão, estivadores, taxistas, polícias, militares...
Aí choca-te que existam menos mulheres que homens?
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De JP a 23.04.2009 às 09:25

No caso do parlamento - nota que é o *único* cenário em que acho as cotas essenciais - é a representação da nação e aí as mulheres estão claramente sub-representadas.

Estudei ciência política e conheci bastantes mulheres inteligentes que adorariam chegar a deputadas. A barreira é claramente na carreira partidária nos Partidos Políticos.


No caso das empresas, depende destas, promoverem ou não mulheres.

Negligenciar metade da população com o argumento "isto não as interessa" é altamente redutor.

Mais, uma das formas de reduzir a corrupção num sistema (político, empresarial, institucional), é aumentar a participação das mulheres.


Discussão sobre este assunto.
http://www.u4.no/helpdesk/helpdesk/queries/query98.cfm

Já agora, um argumento oposto. Há a teoria de que o aparecimento de mercados de bolsa onde actuam elementos masculinos e femininos resultou no aumento do risco - homens com níveis de testosterona elevado a tentar acasalar :)

Não encontro o artigo sobre o papel das mulheres, mas cá está um sobre a testosterona:
http://casualcausality.wordpress.com/2008/04/19/breaking-news-testosterone-caused-the-housing-market-to-crash/

PS: Não, não sou paternalista neste assunto, apenas pragmático. Se os partidos não fossem a merda que são não estaríamos a ter esta discussão :)
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De jonasnuts a 23.04.2009 às 13:12

Mas estão sub-representadas porquê?
Porque é que um homem não pode representar uma mulher e vice-versa? Eu quero ser representada por alguém competente, e não por alguém que, independntemente da sua competência, foi lá posta por causa do sexo, que nem sequer é uma escolha própria.

E explica-me lá porque é que se combate a corrupção havendo mais mulheres envolvidas? Acreditas verdadeiramente em defeitos morais e éticos associados ao género?

Eu não acho que haja iguladade de direitos e a mesma facilidade no acesso às coisas, o que acho é que essa igualdade e essa "facilidade" não pode ser imposta por decreto. O partido X não promove e dificulta o acesso baseado em critérios exclusivamente de sexo? Divulgue-se, boicote-se, não se vote nesse partido.
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De Ed a 13.10.2010 às 08:20

Sei que a discussão é antiga e provavelmente já nem te apetece responder, mas se eu vim cá parar, outros virão depois de mim e por isso ainda faz sentido postar.

Sou homem e não posso com esse sistema. Nas últimas eleições estive envolvido num projecto a nivel de freguesia que até era liderado por uma mulher, só que havia mais homens que mulheres no geral. Tivemos de andar a pedir por favor a alguma mulheres para constarem na lista "só para preenhcer quotas". É uma estupidez! E depois vi na televisão, que algures no país havia uma lista em que havia apenas mulheres! Sem qualquer homem! Isto é normal? É uma lista que apela ao género sexual e desvirtua a componente política. Se o objectivo é a igualdade, não deveria haver quotas minimas também para homens?

E sempre que digo isto, as mulheres caem-me em cima e dizem que sou machista. Se calhar sou, não sei. Mas então tu também és lolol
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De jonasnuts a 13.10.2010 às 08:55

Sim, somos ambos machistas, nessa perspectiva :)

Quando as mulheres te chamarem machista por causa deste tema, dá-lhes o link deste post e diz que foi uma mulher que inspirou a tua opinião, e pronto, resolves o assunto.

Provavelmente arranjas-me uns trolls pelo caminho, mas não faz mal, que eu estou habituada :)

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