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Casamento entre pessoas que querem casar

por jonasnuts, em 16.09.08

Chega a notícia de que está agendado o debate sobre o casamento entre homossexuais, na Assembleia da República.

 

Assim de repente parece-me boa ideia, agendarem esta questão para debate. E parece-me boa ideia por uma razão muito simples. A blogosfera vai digladiar-se, e trocar argumentos, e contra-argumentos e demais ventos. E isso é bom, para os KPIs. É uma razão egoísta, bem sei, mas pelo menos sou honesta.

 

Vá, para não dizerem que não contribuo, aqui fica a minha opinião sobre o casamento entre homossexuais:

 

Não concordo. Acho que a homossexualidade não tem nada a ver com o assunto.

 

Deve poder casar quem quer casar, independentemente da sua sexualidade, do seu sexo, e do sexo da pessoa com quem casa. Desde que ambos os nubentes estejam de acordo, que se casem.

 

 

E para antecipar um debate que, mais dia menos dia (mais ano menos ano) virá por aí, aviso desde já que também sou a favor da adopção de crianças, por parte de casais homossexuais e não, não é com aquele argumento idiota de "as criancinhas estão melhores numa casa de homossexuais do que num orfanato". Pronto.

 

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25 comentários

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De Shrike a 16.09.2008 às 16:11

Subscrevo. Acho que devemos distinguir as pessoas pela sua preferência sexual ao mesmo nível como as distinguimos pelas suas preferências em cores/comida/música.

Poderá ser um pouco redutor, mas *realmente* acho que não deveria ter a mínima importância, garantidamente não uma importância legal...
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De jonasnuts a 16.09.2008 às 16:17

Eu vou um bocadinho mais longe. Se eu quiser reunir um grupo de amigos para beber uns copos lá em casa, vou convidar pessoas que gostem do mesmo tipo de música que eu. Nessa perspectiva os gostos musicais são uma forma de selecção. O mesmo para a comida. Se vou dar umn jantar de cozido à portuguesa, não convido vegetarianos.

Para qualquer um destes eventos os gostos que descreveste são fundamentais e dão direito a exclusão.

A orientação sexual de cada um é absolutamente indiferente.

Eu sei os gostos musicais dos meus amigos (são todos uns esquizitóides), e se não sei pergunto, já quanto à sua sexualidade, não estou nem aí.
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De pedrocs a 16.09.2008 às 23:31

Já tinha postado isto, mas desapareceu (?)

Eu gosto de convidar os meus amigos, porque... são meus amigos. Comida arranja-se e se alguém for vegetariano não é isso que o impedirá de se sentar à mesa comigo. Certamente que não vai ser a música que vai estragar a festa, a menos que seja uma reunião de amigos para estar sentado, em silêncio, a ouvir um disco... :-P
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De brunomiguel a 16.09.2008 às 16:20

Também defendo que quem ser quer casar se deve casar, independentemente da orientação sexual. Bastava o Estado perder toda e qualquer ligação ao casamento religioso para isso acontecer.

ps: não simpatizo nada com casamentos.
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De pedrocs a 16.09.2008 às 16:47

Outra coisa que não compreendo: porque antipatizas tu com casamentos?

Eu sou casado há dez anos, queres-me explicar o que é que, no meu estado civil, te incomoda?
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De jonasnuts a 16.09.2008 às 16:52

Essa era comigo ou com o Bruno?
Se era comigo, estás equivocado.

Não tenho absolutamente nada contra o casamento, sou, até, madrinha de casamento da minha irmã.

Nunca fez parte da minha lista de prioridades, ou de coisas que eu não queria deixar de fazer na vida, mas não tenho nada contra :)
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De pedrocs a 16.09.2008 às 17:42

Com o Bruno, evidentemente, ele é que diz que o casamento o incomoda.

É curioso porque hoje em dia ouves muita gente dizer que não tem nada contra ou a favor da sexualidade de x ou y, mas que são contra o casamento.

Quer dizer, depende do que está na moda discriminar...
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De brunomiguel a 16.09.2008 às 18:25

No teu estado civil: nada. No casamento em si: a ligação à religião.
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De jonasnuts a 16.09.2008 às 20:30

Óptimo. Quando te casares, não te cases pela igreja.

Casamento só é um sacramento religioso para quem quer. Ninguém é obrigado a casar, nem pela igreja nem sem ser pela igreja.
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De brunomiguel a 16.09.2008 às 21:37

Eu sei. Mas não é por isso que vou dizer que a ideia de casamento me agrada, quando, na sua actual forma, não agrada. Concordo plenamente que quem se quer casar se deve casar, sem qualquer discriminação - má hora que não o pudessem fazê-lo -, mas o casamento devia cingir-se apenas a uma cerimónia religiosa e não ter nada a ver com o Estado, que teoricamente é laico. A minha "implicância", salvo seja, com o casamento passa apenas por isso e não, como diz o Pedro sem saber qual é a minha opinião sobre este assunto, só para dizer mal porque dizer mal está na moda.
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De brunomiguel a 16.09.2008 às 21:38

Correcção:
[...]como diz o Pedro sem saber qual é a minha opinião sobre este assunto, só para criticar porque discriminar está na moda.
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De pedrocs a 16.09.2008 às 21:56

Agora que sei a tua opinião, estou ainda mais confuso.

Dizes: "o casamento devia cingir-se apenas a uma cerimónia religiosa e não ter nada a ver com o Estado, que teoricamente é laico."

Cingir-se a uma cerimónia religiosa? Então mas... eu sou ateu... e agora?

Para casar tenho que... ser religioso? O casamento não existe fora do contexto da religião?
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De brunomiguel a 16.09.2008 às 21:59

Qual a confusão? Para o Estado, não devia haver casamento. O António Dias explica bem a ideia: http://maracuja.homeip.net/blog/comentarios?art=161
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De brunomiguel a 16.09.2008 às 22:08

Tu não precisas de religião para realizares uma cerimónia do género da do casamento religioso (pelo menos do cristão). [A bem dizer, só se precisa de religião para controlar os outros.] Basta-te celebrares a tua união com alguém numa festa com a família e amigos, e não tem que ser nada religioso.
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De pedrocs a 16.09.2008 às 23:29

Desculpa se te interpretei mal, mas foste tu que escreveste, e cito: "o casamento devia cingir-se apenas a uma cerimónia religiosa".
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De Jorge Soares a 16.09.2008 às 21:09

O meu aplauso Jonas, subscrevo completamente. Desde que respeitem os direitos dos outros, as pessoas devem fazer com as suas vidas o que bem entenderem, independentemente de orientações, raças ou credos.

Jorge
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De JP (sim, esse) a 17.09.2008 às 16:11


Deve poder casar quem quer casar, independentemente da sua sexualidade, do seu sexo, e do sexo da pessoa com quem casa. Desde que ambos os nubentes estejam de acordo, que se casem.



Pode casar irmão com irmão? Ou vamos abrir excepção? Irmão com irmão não é incesto, pois não podem ter filhos..
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De pedrocs a 17.09.2008 às 17:34

O incesto não é do basketball?
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De lol a 17.09.2008 às 21:09

CLAP CLAP CLAP

muito bem !
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De theMage a 19.09.2008 às 21:44

JP,

Vamos andar um pouco atrás no tempo. Os casamentos incestuosos (como são designados) são proibidos principalmente por questões genéticas, pois as crias de dois irmãos têm uma maior probabilidade de incidência e continuidade de doenças genéticas, principalmente das recessivas (aquelas que apenas se manifestam quando os dois genes têm a caracteristica que a activa).

Hoje conseguimos verificar uma boa quantidade dessas situações, e já o fazemos, umas antes do nascimento, outras depois, e por isso a questão que originou este tabú já não faz sentido. Conseguimos mesmo verificar se ambos os irmãos têm o gene recessivo (para muitas destas situações), única situação em que estas doenças se manifestam.

Assim, se são irmãos e querem casar, que casem. Há que informá-los que a probabilidade de terem um filho com problemas genéticos graves é maior do que a média, mas, depois, o problema é deles... desde que não peçam rebuçadinhos!
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De JP (sim, esse) a 21.09.2008 às 11:22

Estava mais a referir-me a irmão MACHO com irmão MACHO :), aí é que não há qualquer problema genético.

Mas mesmo irmão com irmã, dá que pensar, não é o mesmo que uma pessoa com deficiência genética ter filhos?
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De theMage a 21.09.2008 às 17:15

JP,

Não vejo que seja relevante trata de forma especial casamentos de qualquer tipo, desde que as pessoas estejam informadas e conscientes das consequências desse relacionamento.

Num casamento homossexual em particular, seja entre irmãos ou entre irmãs, não vejo que essa questão se coloque, uma vez que dele não resulta herança genética, logo a razão que levou à criação do tabu não existe...

Em relação à tua comparação entre casamentos entre Irmãos (se sexo diferentes) e casamentos de pessoas com deficiências genéticas... Em primeiro lugar, todos nós temos deficiências genéticas, na maioria dos casos passivas, claro.

Depois, a descendência entre irmão é mais grave do que a descendência de pessoas com deficiências genéticas activas. Vejamos:

Se dois irmão tiverem (ambos) um gene recessivo que daria origem a uma deficiência genética, o que acontece em 50% dos casos em que apenas um dois pais tem esse gene, e tiverem filhos, os filhos têm 25% de hipótese de ter dois genes com a deficiência (caso em que a doença se manifesta), 50% de hipótese de ter um gene bom e um mau, e 25% de hipótese de ter dois genes bons. Se continuares a ter descendência na intra-familiar, vais rapidamente começar a ter problemas genéticos graves, e quanto mais mantiveres este tipo de descendência, maiores são as probabilidade de várias doenças genéticas se manifestarem na mesma pessoa.

No caso dos descendentes de deficientes genéticos (casados com pessoas que não tenho a doença nem um gene recessivo dessa doença ), os filhos têm um gene bom e gene mau, mas os seus netos (os netos da pessoa com a deficiência genética) têm 50% de hipóteses de não ter já o gene com problema.

Isto é, a descendência não cruzada tem sempre menos probabilidades de ter doenças genéticas do que com descendência entre familiares próximos.
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De theMage a 19.09.2008 às 21:38

Oh Jonas,

Eu, mais uma vez, quase que concordo contigo... Mas se estamos numa de liberalizar o casamento, e acho muito bem que se faça... gostava de deixar uma pequena variante à tua declaração:

Deve poder casar quem quer casar, independentemente da sua sexualidade, do seu sexo, e do sexo da(s) pessoa(s) com quem casa. Desde que todos os nubentes estejam de acordo, que se casem.

Assim acho que fica adequado.
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De pedrocs a 22.09.2008 às 15:38

...e poligamia? Bute nisso?

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