Dedicado aos trolls
Caros trolls, leiam este artiguinho e pensem duas vezes antes de voltarem a trollar.
Cá, como lá, mais tarde ou mais cedo, vai acontecer :)
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Caros trolls, leiam este artiguinho e pensem duas vezes antes de voltarem a trollar.
Cá, como lá, mais tarde ou mais cedo, vai acontecer :)
Tenho para mim que, na maioria dos casos, dizer que uma pessoa é simpática, não é propriamente um elogio, e este post não é excepção.
Já aqui falei de trolls, aqueles palermas que infestam caixas de comentários com provocações, insultos, assédio, etc., na tentativa de sei lá o quê; terem uma vida?
Mas acho que nunca aqui falei dos simpáticos. São trolls na mesma, mas disfarçam a trollice com simpatia.
Ao contrários dos trolls tradicionais, nunca acrescentam nada com o seu comentário. É mais do mesmo. Concordam serenamente. São, tipicamente, elogiosos e até bajuladores.
Não se enganem, estes simpáticos não estão interessados no que vocês escrevem, nem estão interessados em concordar, discordar ou acrescentar ao que vocês escreveram. Estes trolls disfarçados ouviram dizer algures que, participar, comentando, em muitos blogs, lhes dá mais tráfego e relevância, porque as pessoas seguem os links que vão deixando nos comentários, dando-lhes visitas.
Engano, claro, as pessoas só seguem links nos comentários, se o comentário for minimamente interessante, mas pelos vistos isso não é óbvio para os simpáticos.
Têm proliferado, estes caramelos, ultimamente até aqui têm andado (devem andar desesperados, coitados), deixam comentários simpáticos com, tem toda a razão, ou gostei muito disto (mesmo que o post seja sobre cemelhas), e mais nada.
Mal por mal, prefiro os outros. Ao menos sempre acrescentam alguma coisa. Merda, mas mesmo assim alguma coisa.
Ainda não percebi muito bem qual é a estratégia para os simpáticos (para os outros tenho uma estratégia definida que nunca falhou até hoje). Vamos ver, se este post não é o início duma estratégia anti-simpáticos.
Sim, eu sei, usar palavrões faz-nos descer nos rankings dos motores de pesquisa, mas eu borrifo-me nessas coisas.
Quero falar dos desgraçados e desgraçadas que andam por aí, coitados, sem mais nada para fazer a não ser poluir a vida dos outros. É que só mesmo a falta de vida própria é que pode mover pessoas a entrarem em blogs alheios e poluírem a coisa. Mais do que poluir, perseguem, chateiam, assediam, incomodam.
Não me refiro aos trolls que são, habitualmente, meramente chatos, e com os quais se pode bem, e que até se enxotam de forma relativamente fácil, esses até dão algum prestígio a um Blog, que, para ser digno desse nome, tem que ter um troll. Neste momento não tenho por aqui nenhum, mas já tive alguns, sim senhor.
Não é a esses que me refiro, refiro-me aos que identificam um alvo, e perseguem o autor ou autora de um blog, através dos comentários. Quando falo em perseguição, não estou a exagerar na escolha da palavra, são terroristas do comentário e, pior, são daquelas pessoas que destilam tanto ódio naquilo que escrevem que só podem ser doentes, e vai-se a ver e aquilo até extravasa para fora do blog e depois um dia aparece-nos um destes doentes à frente, e é um sarilho.
São vários os exemplos de pessoas que não têm pachorra e pura e simplesmente não permitem comentários aos seus posts. Em tempos achei que blog para ser blog tinha de ter comentários, mudei de opinião entretanto, conforme fui conhecendo os meandros.
Conheço pessoas que tinham os comentários moderados e, fartos de lerem tanto lixo, decidiram pura e simplesmente deixar de ter comentários. O Nuno Markl, depois de anos a criar calo e a imunizar-se contra estes filhos da puta (é que não há mesmo outro nome), fartou-se quando a coisa extravasou para a família (e neste caso, eu vi as amostras, e aquilo dava um caso de polícia).
Conheço quem hesite, mas persista na coisa.
E conheço quem deixe de ter o Blog pura e simplesmente. Compreendo perfeitamente. Quando me perguntam qual deve ser a duração de um blog a minha resposta é sempre a mesma, um blog deve durar enquanto for uma fonte de prazer para o seu autor. Assim que deixar de ser uma fonte de prazer, para passar a ser uma fonte de preocupações ou de stress, é acabar com ele, direitinho, sem apelo nem agravo.
Foi o que fez a Cocó. Nem sou suspeita, que o Blog está na concorrência, tenho muita pena, mas compreendo a decisão. Sei que muita gente dirá que desistir é dar uma vitória aos filhos da puta, mas não é. Vitória, neste caso, é a Cocó viver a sua vida, sem uma fonte adicional de stress (já que nessa área, parece que fontes não lhe faltam), e sem ter de passar a vida a pensar que lhe vai aparecer um maluco à frente, ou a passar tempo com a família preocupada em olhar por cima do ombro num just in case.
E quem é que são os filhos da puta? São aqueles que cá fora, irl (in real life) não partem um prato, ninguém dá por eles nem pela sua frustração, são calados, anónimos, cinzentos, paradinhos, anémonas, inferiores, complexados, invejosos. Não conseguem afirmar-se. Pudera.
Aproveitam então a sua santa ignorância de acharem que são anónimos (ó santíssima ignorância, que estas coisas descobrem-se tão facilmente) e online assumem a sua verdadeira forma, e azucrinam a vida duma pessoa.
Há casos em que a coisa é "bem" feita, já que roça apenas a ilegalidade, não havendo motivo para, através da lei (reparem que disse, através da lei), se ir mais além, mas, a maioria dos casos de assédio que tenho visto, dão casos de polícia bem cabeludos.
Mas, razão tem a Cocó. Não está para se chatear, nem aturar malucos, nem deixar que estes tenham qualquer importância na sua vida.
Quem fica a perder? Nós, que líamos a Cocó (e outros tantos que já fizeram o mesmo), e que vamos deixar de ler (pelo menos no Blog).
Por isso, não se animem os filhos da puta. A Cocó teve a elegância (e a inteligência) de se borrifar para vocês.
Mas andam cá alguns, que não são nem tão elegantes, nem tão inteligentes como a Cocó, e que perderam qualquer coisa com o assunto.
Não se esqueçam disso ó filhos da puta, e não se esqueçam também que há um pássaro brasileiro chamado cacalharás.
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