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Jonasnuts

Jonasnuts

A caminho da carta

Jonasnuts, 31.08.20

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O que me chateia mais, no facto de estar a resolver testes de exame como se não houvesse amanhã, é o desperdício de tempo. Porque uma pessoa não está a aprender nada a não ser a identificar que respostas é que os senhores querem receber. 

Enfim, também se aproveita o tempo para receber dicas de moda.


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E é isto, a minha vida. Que desperdício de tempo.

 

 

 

 

 

Vuelvo Al Sur

Jonasnuts, 30.08.20

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Cheguei hoje à conclusão de que tenho uma lacuna grave (aliás tenho mais do que uma) na minha cultura geográfica de proximidade. 

Dei conta de que não conheço o lado de lá, a margem sul, no fundo, não conheço a vista para que olho todos os dias, da janela do meu quarto.

E percebi isso porque passei a manhã do lado de lá, primeiro no Seixal e depois no Barreiro, mais exatamente na Praia Norte do Barreiro, onde tirei esta fotografia.

 

Se a ponte estava ali, e o Cristo Rei acolá, o mar ali no meio, o meu cérebro tinha um nó. Ainda demorou um bocadinho, até conseguir ajustar o processador e deixar de estranhar, tanto.

Já tenho mais reconhecimento a sul marcado para a semana que vem.

 

A Sul, está-se muito muito muito muito bem.

 

Salamaleques

Jonasnuts, 27.08.20

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Nunca gostei de salamaleques. Não são a minha praia. São contra natura. 

Há, no entanto, pessoas que não vivem sem. E que, amiúde (adoro a palavra amiúde, quase tanto como debalde), amiúde, dizia eu, confundem salamaleques com boa educação, respeito e profissionalismo.

 

São as pessoas que gostam muito do "Exmo. Senhor Doutor", e do "Atenciosamente" ou do "Antecipadamente grato", "Faria o obséquio", "Fazer a fineza", "Vossa Excelência" e coisas do género. Acham que um mail iniciado por "Caro Arquiteto" é sinal de respeito, falhando a ironia de que, para mim, quanto maior for o salamaleque, maior é a falta de respeito e desprezo.

 

Reparem, não tenho problema em começar um mail com Exmo. Senhor Professor Doutor qualquer coisa, se for esse o cargo e o estatuto da pessoa que contacto e com quem não tenho qualquer tipo de relação. Ou  em comunicações formais e institucionais usar o tratamento compatível, mesmo quando são pessoas que, noutros ambientes, trato mais informalmente. Não gosto, mas não me custa, é a norma, e vai demorar até que a norma se desconstrua.

 

O que me chateia é o salamaleque dispensável. O salamaleque que é exigido porque se é administrador de condomínio. Um salamaleque sem qualquer significado e apenas valorizado porque aquela pessoa não tem noção de que fala com os pés e come de boca aberta.

 

Às vezes, cada vez mais vezes, não estou para me chatear e mando um mail cheio de salamaleques, de tal forma artilhado que os desgraçados têm dificuldade em perceber o que é que se pretende, no meio de tanta armadilha linguística e de tanta inutilidade.

Outras vezes, cada vez menos, mas ainda acontece, apenas os mando à merda, ou pior. Muitas vezes sem que percebam. Ainda sabe bem :)

A caminho da carta

Jonasnuts, 25.08.20

Perfil de Jonas | Bom Condutor-2.jpg

 

Já deito exames pelos olhos. As aulas de código servem para esclarecer dúvidas que surgem enquanto faço exames. O que raio é um carreto?

Sou a única gaja da turma (so far, que aquilo é muito flutuante). No final juntamo-nos cá fora à conversa. Já toda a gente sabe exatamente que moto vai comprar, mesmo aqueles que nunca se montaram numa moto (e sim, há um miúdo de 18 anos que nunca se montou numa moto, mas que vai aproveitar a boleia da carta de carro e despacha já tudo. Já lhe ofereci a minha, para ele experimentar, mas teve medo). Gozam imenso comigo, porque não quero mudanças automáticas. Quando lhes explico que mudanças automáticas, para mim,  é coisa de velho (menos tu, Luís), não me percebem. 

Enfim..... são só 4 aulas de código, não dará para muito mais conversa. Mas ao menos não são uma valente seca.

 

 

A caminho da carta

Jonasnuts, 18.08.20

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Já deito testes pelos olhos e é-me impossível não olhar para o português das perguntas.

Há perguntas que são absolutamente imbecis, esta é uma delas:

"Uma das desvantagens de alguns capacetes integrais é o embaciamento da viseira. Concorda com esta afirmação?"


As opções de resposta são "sim" ou "não". E, em termos de língua portuguesa, qualquer uma delas está correta, porque o que me estão a perguntar, é se concordo. A única pessoa que sabe se eu concordo ou se não concordo, sou eu. 

Se me perguntassem se a afirmação está correta......... seria diferente. Mas perguntam-me se eu concordo.

E, escalando; o que é que esta merda tem a ver com código? A viseira embaciar ou não embaciar, em capacetes integrais, é tema de pergunta de exame por alminha de quem?

Claro que embaciam........ e para se resolver o problema, pergunta-se a quem percebe da poda (auto-link), e recebe-se a resposta (Pinlock). 

Depois vai-se à loja, no meu caso a Motoponto, e vamos o caminho todo a dizer "é pinlock, não é ziplock, que isso são os sacos de ir ao congelador", "é pinlock, não é ziplock que isso são os sacos de ir ao congelador", chegamos à porta, pegamos no telemóvel, verificamos mais uma vez o nome da coisa "pinlock", entramos e somos de imediato atendidas e dizemos: boa tarde, preciso de um ziplock. (true story).


A caminho da carta

Jonasnuts, 17.08.20

Já estou farta de fazer exames. Ainda bem que começam hoje as aulas de código :)

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Mantenho e reforço a opinião de muita pergunta mal parida, imbecil, idiota e até mesmo aquelas cuja resposta contraria aquilo que faço na estrada, mas pronto, o objetivo é passar no exame, mais nada.

Tanto trabalhinho por fazer, para uma associação que levasse este tema a sério....... e sim, melhorar substancialmente a qualidade das perguntas (e não estou a falar de ortografia e construção, vá), seria um passo fixe na direção certa.

Mas, para já, concentremo-nos em fazer a coisa.

 

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