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Jonasnuts

Os Chico-espertos

Isto estava a correr tão bem, no meu percurso de erradicação do #mau-feitio, mas é como o Al Pacino, eu tento, mas eles continuam a puxar-me de volta.

 

Recebi hoje num dos meus mails profissionais uma mensagem da IDS Portugal.

 

Se seguirem o link chegarão a uma página com relativo bom aspeto, mas cheia de problemas de comunicação e com erros de ortografia graves, o que nunca é bom prenúncio. O mail, a mesma coisa.

Então, o senhor Tiago Oliveira faz-me saber que a empresa recebeu uma solicitação de registo de um dos meus domínios profissionais, vamos supor que foi o deste blog, mas com a terminação .info. Portanto, diz-me o Tiago, que recebeu um pedido de registo do jonasnuts.info e que, tendo verificado que sou a proprietária do jonasnuts.com, está "sob a obrigação" de me contactar para me oferecer o primeiro direito de registo.

 

Informa-me que, haver outra entidade a conseguir registar o jonasnuts.info "poderá ter consequências de longo alcance para mim, no futuro", mas não explica quais.

 

Vai mais longe e, solícito, informa que, caso eu use do meu privilégio de proprietária original, o pedido que receberam será rejeitado.

 

Se eu aceitar a magnânimo "oferta", terei a primeira opção sobre o domínio e poderei "evitar problemas futuros", mas também fico sem saber que problemas são esses.

 

A mensagem continua, sempre nos mesmos termos e, claro, a pedir dinheiro por este registo.

Isto não é ilegal, mentir não é ilegal, e eles estão a mentir, porque, neste caso em particular, o .info está registado por um terceiro.

 

O que estes caramelos fazem, alegadamente, evidentemente, é mandar o barro à parede, para que as pessoas se assustem e vão a correr registar um domínio, com esta empresa, naturalmente, por 10 anos, que é o que propõem, pela módica quantia de 199.50+IVA.

 

Não é ilegal. É Chico-esperto. É pequenino. É aldrabice. É esparrela. É pobrezinho mora longe.

Provavelmente, também é muito eficaz.

 

Alegadamente.

 

IDS.jpg

 

 

 

 

 

Quando a esmola é grande.....

....o pobre desconfia. Ou devia.

 

T™Artisan® Series 5 Quart Tilt-Head Stand Mixer.jpg

Já não vai a tempo da black friday, nem da cyber monday, mas vai a tempo das compras de Natal.

 

Se virem online promoções daquelas muito boas, muito boas, muito boas, mas mesmo muito boas....... não comprem a correr, dando, de caminho, todos os vossos dados pessoais, incluindo cartões de crédito, mesmo que descartáveis.

 

Esperem só um bocadinho e façam algo simples como usar este site.

 

Scam check for kaxrte.com.jpg

 

 

E depois de usarem o site, usem o vosso senso comum. 

 

Boas compras e não sejam engrupidos. 

 

Não tem de quê.

Caro Al Gore

Noutro dia estive a ver o seu "documentário": Uma verdade inconveniente. Tarde, bem sei, já o começou a promover há muito tempo, e são também já muitos os prémios que ganhou com a coisa.

 

Fui ver o documentário porque acredito no aquecimento global. E, repare, o senhor não foi a única pessoa, ou sequer a primeira, cuja opinião recolhi. Portanto, quando fui ver o seu "documentário", já era uma convertida à causa.

 

Sou toda pela ciência, e pelos factos, e o método científico usa uma metodologia que me atrai. Mas, do método científico, faz parte o espírito crítico. Basicamente, tente não emprenhar pelos ouvidos,. E sou preconceituosa, o que diz muito sobre as contradições que em mim habitam. O preconceito não encaixa no espírito científico. Mas eu não sou uma cientista, posso dar-me a estes pequenos luxos. Já o senhor, não sendo um cientista, gosta de subir aos palcos para receber prémios como se de um cientista se tratasse, e não um mero porta-voz de terceiros. Nada contra quem faz de hub entre a comunidade científica e o resto do mundo, mas quem é porta voz também não pode emprenhar pelos ouvidos.

 

E esta história do preconceito vem a propósito duma idiossincrasia minha. Por exemplo, a revista da DECO proteste faz uns artigos em que avalia produtos e serviços. Se a avaliação que faz de produtos que eu conheço é má, deixando de lado aspectos importantes e integrando outros de menor importância, isso faz com que eu não confie na informação que a mesma revista imprime, acerca de produtos que eu não conheço.

 

Outro exemplo, se uma pessoa dá erros de ortografia, persistentes, eu tendo a desvalorizar aquilo que ela diz.

 

Manias.

 

E é isso que me leva a escrever-lhe esta cartinha. Ali por volta dos 28m30s do seu "documentário", o senhor descreve os efeitos da onda de calor que assolou a Europa em 2003. Nomeadamente, o número de mortos por essa Europa fora. E eu vejo ali o nome do meu país. Portugal. O problema é que à frente do nome do meu país, está assinalado o número de mortes durante essa onde de calor de 2003. Treze mil mortos (13.000).

 

Ora.... eu vivo em Portugal. Sempre vivi. No Verão de 2003 eu estava em Portugal. A bem dizer, não me lembro se fez calor ou se fez frio. Mas, do que me lembro com clareza, é de que NÃO morreram 13.000 pessoas.

 

O seu "documentário" para mim, acabou ali. Não lhe prestei mais atenção, e tudo o que tinha ouvido naquela primeira meia hora foi apagado do meu cérebro. Porque não é com aldrabices que se sustenta um argumento. E se aldrabou com aquilo, o que é que me garante que não tenha aldrabado com o resto? Lá está, o preconceito. Só houve uma coisa que não se varreu da minha memória, o erro, grosseiro. Para o associar a si (prevenindo futuras gravidezes auriculares) e para escrever este post.

 

Um porta-voz valida os factos, antes de os divulgar. Ok, não tem pedal para validar as coisas todas? Peça a uma equipa independente que lhe valide os factos. Bem sei que Portugal é um país pequenino, a que ninguém liga nenhuma, mas, por isso mesmo, por sermos pequeninos, é que a morte de 13.000 pessoas NUNCA passaria despercebida, daria notícias e notícias e notícias.

 

Recomendo vivamente que faça o seu trabalhinho de casa, numa próxima oportunidade. Não por mim, que dificilmente me voltará a conquistar. Mas, eventualmente, por outros, e já agora, a bem da verdade, da ciência e dos argumentos de que é porta-voz.

 

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