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Jonasnuts

Os filmes que eu não vi

Deve ser da idade, ou da experiência. Há filmes que eu não vejo. Nem de ficção, quanto mais os reais.

 

A sério, devo ter mais de uma dúzia de DVDs (do tempo em que ei ainda comprava DVDs) à espera de serem vistos. A ficção é sempre uma escolha, a realidade, na maioria das vezes, nem por isso.

 

Não vejo um vídeo online, se sei que me vai deixar na merda.

 

Não vejo os vídeos dos linchamentos.

Não vejo os vídeos de pessoas a serem mortas (por piores que elas possam ser).

Não vejo os vídeos do animal a ser atropleado/maltratado.

Não vejo os vídeas das miúdas a pregarem uma carga de porrada noutra.

 

Da última vez que uma merda dessas me entrou pelos olhos adentro, foi nos tumultos de Londres. Nada de violência extraordinária, mas extraordinariamente violento. Um jovem, provavelmente a tentar recuperar duma porrada, é ajudado por alguns, enquanto outros, aproveitando-se do momento, lhe abrem a mochila que levava às costas e o roubam. Não sabia ao que ia. Vi. Já passou muito tempo (o tempo, nos dias de hoje, passa mais depressa). Mas ainda não me consegui desfazer do sentimento de raiva. E ter raiva não é bom.

 

Não vejo vídeos. Não vivo num mundo cor de rosa, e sei que há pessoas más. Muitas.

 

Mas não vejo. Não preciso.

 

Por isso, não vejo.

 

E não vi, nem vou ver, o vídeo  criança chinesa atropelada, e atropelada, e atropelada.

 

Para quê? Para que quereria eu ver o horror? Porque hei-de eu querer ficar com uma ferida que não desaparece, que deixa marca.

 

Thank you, but no, thank you.

Keep calm

 

(Isto não é um original meu. Foi visto (e nem sequer foi por mim) na manifestação de Sábado passado. Achei que tinha a minha cara. Desculpa mãe, de novo, bem sei que esta não foi a educação que me deste, nem o tipo de linguagem a que me habituaste, mas as companhias estragaram tudo :)

 

Nos dias que correm (e nos outros todos em geral), a verdade é que é algo que detesto que me digam.

 

 

Os bicos dos pés

Há algumas palavras que quero evitar, aqui no Blog, para que não venham cá parar pessoas ao engano, e com vontade de me chatearem. Já tive a minha dose, muito agradecida.

 

Não me refiro a palavrões, vejam lá como isto está tudo trocado. Não me importo de usar umas caralhadas (ai, mãe, desculpa, bem sei que não foi esta a educação que me deste), mas não quero escrever o nome de certas e determinadas empresas. O que, neste caso, é mau, porque vai ser difícil.

 

Quando, no final do ano passado aconteceu o final daquela minha novela, que culminou numa apoteótica última semana do ano, 90% do tempo em que não estive a dormir foi ocupado com o tema, online.

 

Uma das coisas de que me apercebi (quer na altura quer mais tarde), foi a enorme quantidade de consultores em marketing digital que, de repente, saídos do nada, despontavam, quais cogumelos numa sombra húmida.

 

A grande maioria regressou aos buracos de onde tinham saído, assim que a coisa esmoreceu, não sem que, alguns, não tenham, pelo caminho, usado de tácticas pouco éticas, mas isso fica para um dia, MUITO mais tarde, daqui a uns anos, quando eu já for uma pessoa crescida, e já tiver distanciamento suficiente.

 

Um dos procedimentos de alguns destes marmelos passava por irem para o twitter, spammar a hashtag usada, com diferentes tweets que encaminhavam SEMPRE para o mesmo post. É o chamado SEO rafeiro.Tem impacto a curto prazo, é contraproducente a médio e longo prazo.

 

Se temos de auto-promover adnauseum os conteúdos que produzimos, alguma coisa está mal. Se não forem suficientemente bons e/ou relevantes para que sobressaiam pelo seu mérito e têm de usar subterfúgios para captar audiência, é porque algo está mal. E não é com a audiência, é com o conteúdo.

 

Agora, com a história da edp, muito mais distante da coisa (mas atenta), vejo exactamente os mesmo procedimentos.

 

E, por causa disso e por causa do caso edp, pergunto, quem é que valida a qualidade dos social media consultants? Ou dos especialistas em marketing digital?

 

É que eu vejo tanta incompetência, tanta burrice, tanto desacerto, e tanta ignorância persistente que os senhores que no final do ano passado se andaram a pôr em bicos dos pés, se calhar, fariam melhor, se, em vez de bicos dos pés, pensassem noutro tipo de bicos.

 

Se calhar....chegavam "lá" mais rapidamente.

 

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