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Jonasnuts

My Blog Log

O MyBlogLog é um widget que se instala no Blog (no caso dos Blogs do SAPO nos componentes, na Personalização intermédia) e que indica quer ao dono do Blog quer aos visitantes desse Blog quem é que por ali andou ultimamente. Obviamente apenas assinala pessoas que tenham subscrito o serviço e estejam autenticadas.

Quem, como eu, teve em tempos esse widget no Blog, fica com um grupo de avatars, das pessoas que passaram no Blog há relativamente pouco tempo.

Não são muitos, os portugueses inscritos no MyBlogLog, ou se são, não vinham ao meu Blog (e não os censuro por isso), porque via ali sempre as mesmas caras, mais coisa menos coisa. E quando entrava uma cara nova, às vezes demorava até sair de lá.

Outro problema era o facto de ser pesado e demorar a carregar.

Mas confesso que a principal razão que me levou a tirar dali o widget não foi o tempo de carregamento da coisa. Foram algumas caras que eu via por ali, de vez em quando. Dei por mim a pedir a amigos, epá, vai ao meu Blog, autenticado no MyBlogLog, para ver se empurras um avatar dali para fora. Não funcionava durante muito tempo, passados uns dias, lá apareciam outra vez as carantonhas.

Pode ser que continuem a andar por aqui, mas assim, se não lhes vejo as caras posso sempre especular e imaginar que se fartaram, e que não passam por cá.

A ignorância é, às vezes, a chave da felicidade :)

Rankings, autoridades, visitas e tops

Sempre me fez confusão a importância que se dá aos números. Não é de agora, já na instrução primária (antigamente era assim que se chamava ao 1º ciclo), dizia eu que já na instrução primária me fazia confusão a importância que se dava aos números. Não temos uma relação fácil, é verdade, e tende a piorar, porque encontro no mundo que me rodeia uma sensibilidade cada vez maior às questões dos números.

Eles disfarçam, e dizem que os números "valem o que valem" mas fazem-se e desfazem-se para terem cada vez mais números.

Vem isto a propósito duma discussão que andou aí pela geekosfera (e não só), sobre os rankings, e sobre os melhores Blogs (basendo-se a lista dos melhores no ranking do Technorati), e etc.

A autoridade do Technorati é baseada em números de links. Sim senhor, se alguém faz um link para um site, está a atribuir-lhe alguma autoridade, mas é uma autoridade exclusivamente numérica. Não é uma autoridade qualitativa. Mas o ranking do Technorati parece estar muito na moda, e já se fazem tops com base neste parâmetro.

Bem sei que para o Google Adsense, e para aparecer nos tops, a qualidade não é um dos factores mais importantes. Afinal de contas até há uns scripts que se põem a correr no Blog que fazem as vezes de visitas. E isso faz com que apareçam nos Tops e, já se sabe, os Tops são um íman de visitas, e é uma espécie de pescadinha de rabo na boca.

Não são muitos os Blogs portugueses que podem dizer que estão nos Tops e nos Technoratis da vida sem maroscas, sem cross linking, sem alfinetes de peito virtuais, sem scripts.

Noutro dia perguntei a dois autores de dois conhecidos e populares Blogs se eles quereriam ocupar os lugares cimeiros de vários tops. Usando SEO de guerrilha (que é como eu chamo ao SEO fajuto) seria fácil e rápido, chegar lá acima. A resposta não me surpreendeu muito, e foi idêntica em ambos os casos, e  apenas confirmou o que eu já pensava destes dois autores. Não, muito obrigado, não ligo muito a tops, e prefiro que seja aquilo que escrevo a levar as pessoas ao meu Blog, e não uma técnicas maradas de inflacionar artificialmente o número de visitas.

Super programadores

Em conversa com um professor universitário, não interessa nem onde nem quando, ouvi uma das coisas que mais me chocaram, profissionalmente falando, nos últimos tempos. E olhem que eu oiço muito bullshit.

O senhor dizia que ao SAPO faltavam super programadores. Aquelas pessoas que, de acordo com a descrição do senhor, têm alguns problemas de relacionamento social, mas descobrem soluções e resolvem problemas. Pessoas para quem (e passo a citar) users are loosers.

Não me lembro exactamente o que é que disse para disfarçar a minha cara de repugnância, mas saí dali o mais rápido que pude.

Muitas vezes perguntam-me porque é que as empresas e o mundo académico não estão mais ligados, porque, de facto, faria sentido. Mas enquanto tivermos professores universitários a destilar este tipo de ensinamento, tentarei manter-me o mais longe possível dos seus alunos.

Um programador, e, já agora, qualquer pessoa que trabalhe num projecto, tem de pensar nos utilizadores do serviço em que está a trabalhar com respeito. Se vem da faculdade a julgar que é superior aos utilizadores, pela parte que me toca vai direitinho tirar fotocópias, que não tenho outro uso para ele.

Nós somos 6, na equipa dos Blogs. Tudo pessoas normais. Bom, estou lá eu, mas para o efeito, considerem-me normal. Ninguém tem problemas sociais, toda a gente fala normalmente, ninguém tem grandes pancadas (novamente neste caso, para o efeito, considerem-me incluída). O facto de sermos normais, permite-nos compreender o utilizador. Como é que um gajo que não percebe os utilizadores lhes vai resolver os problemas?

Eu tinha uma sugestão a fazer ao tal professor, no final do curso, dê aos seus alunos uns formulários de candidatura a um qualquer centro de atendimento telefónico (call centre). É um estágio de desintoxicação que lhes será muito útil.

Mau perder

Sou, provavelmente, a pessoa mais competitiva que conhecem. Mesmo.
Qualquer coisinha dá numa competição, mesmo que os adversários sejam imaginários, ou candidatos compulsivos. Em tudo. E odeio perder.

Sou assim desde que me lembro.

Há poucos minutos constatei uma coisa interessante.

Dizem que, com a idade, vamos deixando de ter mau perder. É mentira.

Aprendemos é a disfarçar.

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