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Jonasnuts

Jonasnuts

A minha memória é curta

Jonasnuts, 18.12.08

Pelo menos para algumas coisas. Há uns tempos, mais precisamente há 5 anos, mais coisa menos coisa. Decidimos ir à Disney com os miúdos todos. Voltámos vacinados, julgava eu. NUNCA mais, enquanto me lembrar, volto a viajar com putos, para um sítio onde não possa meter tudo dentro do carro e voltar atrás. De tal forma foi a coisa que nesse ano, nas férias, fomos passar férias a meia dúzia de km de casa.

 

Pois, passou relativamente depressa. Depois conto.

Sair do país com menores

Jonasnuts, 14.12.08

Desde há algum tempo que é mais difícil, ou, pelo mais burocrático, sair do país com menores. Há uns anos fui à Disney de Paris, levámos os putos e mais nada. Tive o cuidado de ligar antecipadamente para o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, para saber se era preciso alguma coisa, e a resposta foi rápida, é para a Disney de Paris? Tem bilhetes de ida e volta? Não há problema, não precisa de nada. No aeroporto nem olharam duas vezes (à saída), e toca a andar.

 

Já este ano fui outra vez à Disney com o puto, e telefonei outra vez, e agora já era preciso uma declaração, assinada pelo pai do menor, em como autorizava a saída. No prob. Arranja-se a declaração, e assina-se, e autentica-se a assinatura num notário. No aeroporto pediram de facto a declaração, e viram-na com atenção. Acho muito bem.

 

Agora.....descubro que isto não é assim para todos. Isto só é assim para quem é solteiro.

 

A minha irmã saiu do país com a minha sobrinha, sem que fosse necessário qualquer declaração do pai, a autorizar a saída. Porquê? Porque é casada. Não interessa se é casada com o pai da criança (como é o caso) ou com outra pessoa qualquer, através do bilhete de identidade só sabem que é casada, não sabem com quem. Mas saiu, sem problemas.

 

 

Acho muito bem que existam restrições legais e burocracias relacionadas com a saída de menores do país, não percebo é porque é que é uma restrição que apenas se aplica aos pais e mães solteiros. Se é casado é boa pessoa, se é solteiro quer raptar a criança?

Ensaio sobre a surdez

Jonasnuts, 07.12.08

Viajar com crianças, a partir de uma certa idade, deixa de ser fácil. Ao princípio é fácil, na maior parte dos casos o ronronar do motor e o balanço da estrada embala-os, e é raro não adormecerem. À medida que vão crescendo, passam a estar mais atentos, e quando crescem um bocadinho mais, passa-lhes a atenção e chega a impaciência. É aí por volta dos 7 ou 8 anos. Quando é que chegamos? Ainda falta muito? Quanto tempo é que falta? Repetindo esta frase até à exaustão, de 10 em 10 segundos.

 

Se são dois (como é o caso), brincam. Onomatopaicamente. Ruidosamente.

 

Foi o caso, ontem.

 

Nós, os da frente, fartamo-nos das onomatopeias. Ontem adoptámos uma nova estratégia. Quanto mais altas as onomatopeias (de explosões, de movimentos de karaté, de mortos e feridos), mais nós subíamos o volume da música.

 

Não sei quem é que ganhou a competição, mas chegámos todos ao destino um pouco surdos.