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Jonasnuts

Avenida de Madrid

Isto é um post mais para auto-referência que outra coisa, enquanto não tenho tempo (e disponibilidade mental) para escrever.

 

Hoje, de manhã, entreguei ao senhorio as chaves da casa onde os meus avós viveram muitos anos. O meu avô até morrer, a minha avó até ter de ir viver numa casa onde está mais acompanhada. Foram os primeiros inquilinos do prédio (o nº 6, já agora), em 1948.

 

Naquela casa (e naquela rua) aprendi muita coisa, e sei que, sempre que por lá passar, vou olhar para a janelas do 3º andar.

 

Depois pararei, e beberei um café no Sr. José.

 

Mas não será a mesma coisa.

We are the world

Isto é todo um novo conceito, da memória dentro da memória. A minha adolescência visitada por duas vezes, em simultâneo, no mesmo vídeo. Os mais novinhos não vão perceber a piada, e vão fazer um grande duh?, mas quem tenha mais de 30 anos, vá, 35, vai deliciar-se/horrorizar-se/ comover- -se/rir à gargalhada.

 

 

 

 

As melhores notícias!

Aqui há uns tempos falei aqui das minhas canções de infância. Não eram as canções tradicionais, eram canções de intervenção. Tudo o que é mais conhecido foi reeditado em CD (os vinis ficaram "esquecidos" em casa do meu pai), mas havia pérolas da altura que não tinham sido reeditadas e não havia maneira de conseguir recuperar as músicas, a não bocadinhos aqui e ali, online.

 

Hoje, no trabalho, pareceu-me ouvir algures no open space, os primeiros acordes da Internacional. Fui atrás, e foi então que dei com isto:

 

 

Opá, então não é que reeditaram em CD os 4 álbuns do GAC? O que eu procurei pelo Pois Canté! cujas letras, ainda hoje, passados tantos anos, sei de cor.

 

Já adicionei ao meu iTunes e vou comprar os CDs propriamente ditos, que isto são relíquias a preservar.

 

Relações com coisas

E não me refiro nem a essas relações, nem a essas coisas.

Refiro-me às relações que criamos (crio?) com objectos.

Por motivos que não interessa aprofundar, estou a esvaziar uma casa onde vivi durante uns anos valentes, e onde estavam quase todas as minhas coisas (lixo) provenientes de outras moradas que fui tendo ao longo da minha vida.

Desde que adquiri o direito à propriedade de coisas, que tenho dificuldades em deitá-las fora. Portanto, digamos que acumulei uma razoável quantidade de lixo. Como o metro quadrado não é barato, a minha actual casa não comporta todo o meu espólio, há que fazer uma selecção.

Hoje passei o dia a rever e a recuperar memórias, e a deitá-las fora. Deitei fora muita coisa, uma amálgama de envelopes do banco, por abrir, de 1987, recibos de vencimento, material de economato de projectos por onde passei, fotografias de pessoas com quem partilhei algum do meu tempo, enfim, um sem fim de pequenas coisas que, em dado momento, foram importantes.

O mais difícil de deitar fora foi, curiosamente o meu vídeo Betamax, de mil novecentos e oitenta e qualquer coisa, junto do qual passei looooongas horas, a gravar videoclips (na altura chamavam-se telediscos), e que usei para gravar o Live Aid (sim, tenho o DVD, mas a gravação original com os comentários portugueses tem outro sabor).

O coitado sofreu muito às minhas mãos. E a Toshiba tinha ali uma máquina robusta já que, para passar o que passou e apenas dar o real berro mais de 20 anos depois, não é para todos.

Mas era inevitável. Depois de muitas horas de utilização extrema, uns anos de armazenamento em condições abaixo do deplorável, a sua alma tinha de ir ter com o seu criador. E foi. Deixei-o ali, ao lado do caixote do lixo. E custou-me.

Porque é que criamos este tipo de relações com este tipo de objectos?

Ou sou só eu que, como diz o Pedro a quem visita o SAPO, sou um pouco diferente?

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