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Jonasnuts

3 anos de moto

pcx.jpg

Fez por estes dias 3 anos que comecei a andar de moto.

Mudou a minha vida para melhor e só tenho pena de não ter tomado esta decisão mais cedo. 

Se não fosse a pandemia, nesta altura já teria carta e uma moto um bocadinho melhor, para começar a fazer uns passeios, mas a covid-19 obrigou a uma pausa nesse processo, portanto, ainda ando com a minha rica pcx, que adoro, mas que não dá para grandes passeios.

Tenho cerca de 30.000km no bucho, contas feitas com base numa média de quase 1.000km/mês, subtraindo a porra da pandemia :)

Obviamente já me espetei, está também agora a fazer 3 anos.

Logo na primeira semana, erro de principiante, claro, e a moto ia indo para sucata. Ainda esteve quase 2 meses na oficina, caraças.

Mas depois disso, foi sempre a melhorar e a ganhar experiência e ainda não voltei a cair. Ainda. :)

Recomendo vivamente a todas as pessoas crescidas (têm de ter mais de 40 anos), que queiram poupar dinheiro, tempo, estacionamento e, em simultâneo, divertir-se à brava.

Descubram a vossa alma motard e dêem-lhe asas :)

Caro Obama

Um teu antecessor na casa branca, claramente mais visionário do que tu, escreveu umas palavrinhas às quais deverias dedicar a tua atenção.

 

"They who would give up essential Liberty, to purchase a little temporary Safety, deserve neither Liberty nor Safety."

 

Benjamin Franklin

 

Tradução livre: Aqueles que estão dipostos a abdicar liberdades fundamentais, para obter um pouco de segurança temporária, não merecem nem Liberdade nem Segurança.

 

Link para fonte em inglês, para te facilitar a vida.

Pedidos de Portugal ao Google

Por causa da notícia que refere o número de pedidos que cada país faz ao Google, inflamou-se certa Blogosfera, já a engatar a primeira no discurso da liberdade de expressão, e da intervenção disto e daquilo na liberdade das pessoas.

 

Tenham calma senhores, o Google foi relativamente vago, não especificou quem pediu e o que pediu, e os pedidos, sei-o por experiência própria, são como os chapéus, há muitos.

 

Todos os dias me chegam pedidos de identificação de autores disto e daquilo, e todos os dias me chegam pedidos de remoção de conteúdos. Chegam-me do país e do estrangeiro. Legítimos, portanto, provenientes de entidades com competência para fazerem esses pedidos (os tribunais, em alguns casos o ministério público e a polícia judiciária), uma larga minoria.

 

E acho muito bem que esses pedidos, os legítimos,  sejam feitos, seja a quem for, porque não existe liberdade sem responsabilidade. E se alguém pensa que num determinado post existe um crime (seja ele qual for), deve usar os meios legais ao seu dispor para se queixar. E os meios legais existem, para os conteúdos publicados online, como para qualquer outra plataforma de comunicação que não seja online. A lei aplica-se a todos, e o anonimato de que alguns julgam gozar por aqui, não é tão fácil como isso. Aliás, só pessoas com competências técnicas muito acima da média é que conseguem, de facto, ser anónimas.

 

A mim não me preocupam os pedidos feitos por tribunais (ou por outras entidades competentes), é sinal de que as coisas estão a funcionar como deve ser. A mim preocupam-me sobretudo os pedidos ilegítimos, os pedidos de pessoas que querem saber quem fez o post A, B ou C, para lhe irem pregar um enxerto de porrada, ou o político que não gostou de ler aquilo que o autor do Blog escreveu e quer que seja removido, assim, sem passar por um tribunal. Preocupam-me as pessoas que, apesar de vivermos há tantos anos em liberdade, ainda não sabem o que é a liberdade de expressão.

Já não se fazem PRECs como antigamente

Leio no Público que houve uns gajos da UGT que vandalizaram uns cartazes da CDU.

 

Vai daí, o que é que fazem os gajos da CDU? Apresentem queixa às autoridades.

 

Há 35 anos nada disto teria acontecido.

 

Há 35 anos, os gajos da CDU não teriam abandonado os cartazes, havia turnos para guardar cartazes, e era frequente a guarda de cartazes resultar em cenas de pancadaria.

 

Entre os movimentos políticos que surgiam na altura como cogumelos havia rivalidades profundas, por isso, quando se colavam cartazes, era preciso ficar a guardá-los, para que nenhuma das cinquenta mil facções opostas os removesse. Fazia parte das noites de qualquer cidadão mais interventivo.

 

Se a minha memória não me engana, o meu pai passou algumas noites a guardar cartazes, e algumas vezes chegou a casa com relatos de pancadaria. Os gajos vieram, nós estávamos emboscados e caímos-lhes em cima.

 

Hoje em dia já não...... apresenta-se queixa às autoridades.

 

Amolecemos, é o que é. Já nã se fazem PRECs como antigamente.

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