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Jonasnuts

Lisboa parece a casa da D. Lídia

Por motivos profissionais, durante a semana passada passei algum tempo na expo, sim, parque das nações é como lhe chamam, mas para mim aquilo é a expo e mais nada.

 

Morando no outro extremo e tendo de deixar o meu filho na escola, andei a fazer piscinas, o que me permitiu perceber que Lisboa está a engalanar-se para a cimeira da NATO.

 

Ele é bandeiras, ele é buraquinhos de estrada arranjados (mas apenas nos sítios por onde vão passar os VIPs, claro), ele é os jardins tratados, uma festa.

 

Isso recorda-me a casa da D. Lídia. Em dias normais, embora a D. Lídia não deixasse o lixo acumular-se até ao tecto, a casa estava mais ou menos, pronto, boa para os que lá viviam. Mas em dia de receber pessoas, havia longos trabalhos de preparação, arrumação, exposição de bibelots (de preferência ainda com o preço) que voltavam para as prateleiras no minuto seguinte à saída dos convidados.

 

E foi isto que me ocorreu durante as minhas viagens por Lisboa. Uma cidade pimba, que no seu dia-a-dia se borrifa nos seus cidadãos e utentes, mas agora, que vêm aí os estrangeiros, tem de estar em condições para os receber, dando-lhes aquilo que não se esforça por dar a quem cá anda todos os dias.

 

Isto é serôdio, bacoco, saloio, além de pouco inteligente. A minha casa não é o cúmulo da arrumação (longe disso), mas se me serve a mim, serve a quem lá vai. Não ando à pressa a tirar os bibelots (que não tenho), para os expor estrategicamente, nem tiro o serviço de pratos (que não tenho) ou o serviço de copos (que também não tenho) para as pessoas especiais.

 

Especiais somos nós, seus palermas, não são as visitas.

 

E se estamos em contenção, pergunto-me para que é que serve o bandeirame que vejo espalhado pela cidade, senão para gastar dinheiro.

 

Mas pronto, isto devo ser eu e o meu mau-feitio, que gostamos pouco de festas e de nos engalanarmos para as ocasiões.

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