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Jonasnuts

A AMI salva mais vidas do que as que sabe

O meu filho tem 11 anos. Anda no 6º ano. Aliás, terminaram hoje oficialmente as férias, e foi hoje o primeiro dia de aulas.

 

Todos os anos desde que a criança começou a usar livros, portanto, já lá vão 5, este é o 6º, que eu, como todas as mães e alguns pais, curto o regresso às aulas. Adoro comprar material novo, adoro os dossiers por estrear, os lápis, os estojos, e a parafernália necessária a um regresso às aulas dentro dos parâmetros.

 

Não desperdiço, a mochila do puto é a mesma desde o 1º ano, e vai fazer, pelo menos mais este. Custou €30. Não vou comprar-lhe uma mochila nova só porque sim. A mesma coisa com os lápis de cor e com as esferográficas e com os marcadores (agora chamam-se riscadores), o que está em condições serve para este ano, o que não presta vai para o lixo. Arranjei duas bolhas, na mão direita, à conta de afiar tanto lápis de cor, para ver se estavam todos bons.

 

Mas divirjo.

 

Esta é a parte que eu gosto. Há, no entanto, uma pequena aldeia Gaulesa....não.....há no entanto uma tarefa, chamemos-lhe sacaninha já que o post trata de putos. Forrar o caraças dos livros.

 

Tem de ser com um forro qualquer transparente, senão não se sabe que livro é. O papel autocolante pega-se a todo o lado, cola onde não deve, não cola onde é suposto, o não autocolante escorrega por tudo quanto é lado, e cada livro demora uma eternidade a ser despachado, para ficar em condições. E olhem que eu não sou esquisita, mas convém que o livro abra e feche como é suposto.

 

O ano passado pensei que bastava reforçar os cantos, e que os livros aguentavam. Puro engano.

 

Já tinha andado à procura deste Kit Salva Livros, que por acaso devia ser Kit Salva Mães, mas pronto, não se pode acertar em tudo, mas não encontrei no ano passado e acabei por comprar umas capas da Ambar, que não serviram em nenhum dos livros.

 

Encontrei desta vez (porque perguntei) na Stapples de Cascais. Custa 6 Euros, podia custar 12 ou 24 que eu comprava na mesma. Despachei 10 livros em 15 minutos (mais coisa menos coisa), e aquilo é uma limpeza. Ao princípio parece complicado, mas não, sem fita-cola, sem porra nenhuma, é um tiro.

 

Não estavam expostos, estavam escondidinhos no armazém, guardados para as encomendas dos espertos e das espertas que já conhecem o truque e estão caladinhos sem dizer nada, e devem encomendar resmas destas coisas.

 

Já tenho pena de não ter conseguido comprar mais, e para o ano, em meados de Agosto começo a procurar.

 

Está explicadinho aqui. É por uma boa causa. Mas se não fosse, eu comprava na mesma.

 

Caraças, grande invenção.

Das fardas

Dizem que elas gostam de fardas. Nem todas, pelo menos, que eu sempre detestei.

A escola do meu filho tem 2 desvantagens, uma delas é ter farda. Eu bem lhe chamo uniforme, para ver se descanso a minha cabecinha, mas não, farda é mesmo o nome daquilo.

 

Confesso que se fosse uma farda tradicional, daquelas com calças de fazenda, camisinha branca, pullover e gravata (ou laço), mais os calções com a meia até ao joelho, teria escolhido outra escola (sim, sou assim tão fundamentalista), mas a verdade é que, de todas as fardas escolares que conheço, a da escola do meu filho é a mais porreira. Calças de ganga, t-shirts, sweat-shirts, e a coisa mais cocó que tem são uns pólos (manga curta e manga comprida), com colarinhos, com que embirro um bocadinho.

 

Mas pronto, o puto vai de sweat-shirt, calças de ganga e ténis. Menos mal. Preferia que não houvesse farda, mas pronto.

 

Há bocado, a comprar as coisitas que faltavam para compor o guarda roupa deste ano, numa loja que só vende fardas para escolas, e enquanto esperava na enorme bicha para pagar, ouvia duas mães, daquelas enfeitadas colares e pulseiras que fazem barulho e ferem os olhos. Apontavam para a zona onde está arrumada a roupa da escola do meu filho e dizia uma delas "olhe para aquilo, calças de ganga, parece que os miúdos vão todos os dias para as obras". Olhei, sorri, e anotei mentalmente a imbecilidade, mas fiquei caladinha. Coitadas. Mas passado um bocadinho, voltam à carga, "olhe para o material daquelas sweat-shirts, tão rafeiro" (é algodão, normalíssimo).

 

Pronto, já tinha feito a minha boa acção do dia, ficando calada da primeira vez, não sou a Madre Teresa.

 

Sorri docemente para elas, apontei para as minhas coisas em cima do balcão, onde estavam umas das tais calças de ganga e uma das tais sweat-shirts de material rafeiro e disse, "olhe, o meu filho anda nessa escola, e eu prefiro que ele ande vestido mais à vontade, do que ande desde pequenino de camisinha e gravata. Tem muito tempo para ser monótono, lá para os 30, acaba o curso de gestão, casa com uma dondoca, e nessa altura terá a oportunidade de andar de gravatinha e camisinha escolhidas pela mulherzinha, mas para já, prefiro que seja mais livre".

 

Coitadas...não sabiam onde é que se haviam de meter.

 

Lá paguei e vim embora, deixando-as certamente a comentar a falta de chá que têm as mães dos rapazes que andam nas obras.

Leituras

E, adivinhem lá qual é um dos livros que o puto vai ler na escola, neste seu 6º ano (2º ano do ciclo, para os mais antiguinhos)? Os miseráveis. Sim, esses, os do Victor Hugo.

 

Eu que ando a ver, debalde,  se ele se interessa pela leitura com coisas como Harry Potter, e Dragões e sei lá que mais (já fui a todas), agora vou ter de lhe comprar Os Miseráveis.

 

Querem ver que é com os clássicos que o gajo lá vai? Ou isso ou passa a odiar ainda mais a leitura (provocando assim um maior e mais profundo desgosto nesta mãe, que se há coisa que eu gostava de ver o meu puto a fazer com gosto, era ler).

 

 

M'espanto às vezes, outras m'avergonho

Bem sei que este título foi celebrizado por uma personalidade blogosférica (e não só), mas neste caso representa muito bem o meu estado de espírito face ao vídeo incontornável destes dias.

O link do vídeo, para qualquer incauto que por aí ande mais distraído, está aqui, é ir lá ver. Refiro-me obviamente ao vídeo da sala de aula, em que uma professora e uma aluna se digladiam para gáudio de quem assiste, impávido e sereno (e registando a coisa para a posteridade, abençoado Youtube, só tenho pena que a escolha de plataforma não tenha sido outra).

Não sou professora, nem nunca fui (a não ser pontualmente), e ainda bem, não só porque não tenho vocação e preservo muito a minha (já pouca) sanidade mental, como não duraria nem dois dias. Não é para mim.

Tenho no entanto contactado com muitos professores ao longo da minha vida, primeiro como aluna, agora mais recentemente como mãe de um estudante, e pela vida tenho encontrado professores.

Só se espanta com aquelas imagens quem está distante do panorama nacional. Há uns anos (mais de 10), vi e foram-me descritas cenas semelhantes e piores, que aconteciam vulgarmente numa escola primária (repito, primária) da grande Lisboa. lembro-me de ter visitado essa escola, onde uma amiga dava aulas (e era directora), e recordo-me de ficar espantada com a falta de respeito que era palpável. Estamos a falar de uma escola primária, reforço, onde os miúdos tinham 6, 7, 8, 9, 10, 11 anos, por aí (sim, havia mais velhinhos, porque se tinham atrasado).

Cá para mim andou toda a gente a ver muito high school musical, e muito O.C. e agora está tudo escandalizado, porque nas nossas escolas são possíveis cenas como aquelas que atingiram hoje as luzes da ribalta. Wake up, aquilo era para meninos. Há casos de professores a acabar nas urgências dos hospitais, professores com carros vandalizados, psicologicamente ameaçados por alunos e respectivos pais, é uma selva.

Portanto, não se espantem tanto, não se escandalizem com tanta facilidade, há tanto mais com que se podem, verdadeiramente escandalizar, as instalações das escolas, os pais das criancinhas, as criancinhas, os professores, as políticas..... é capaz de ser mais fácil enumerar as coisas que não escandalizam.

Neste caso em específico, eu tinha pregado dois tabefes na aluna e a minha carreira de docente tinha acabado naquela hora.

Gostava de saber o que é que vai acontecer. Aquela professora não tem a menor possibilidade de se fazer respeitar naquela escola (ainda teria essa possibilidade antes do vídeo?), aquela aluna será uma heroína nacional junto da classe estudantil e será, certamente, venerada pelos seus pares.

Portanto, senhoras e senhores, tirem da cara esse ar de virgens ofendidas, isto é uma ligeira, ligeiríssima demonstração do dia-a-dia nas escolas. Querem escandalizar-se a sério? Procurem bem. Às vezes nem é preciso sair de casa.

A escola perfeita....

....não existe, eu sei, mas gostava de encontrar uma que não fosse má de todo, para o meu filho.

Confrontada com a necessidade de encontrar essa escola, fui à procura, e encontrei muita coisa, mas nada que eu queira (ou possa) aceitar.

Assim....vejamos o que eu encontrei:
1 - Escolas que estranham uma mãe querer conhecer as instalações.
2 - Escolas que cobram mais ou menos €1000/mês (esta é a parte do não posso)
3 - Escolas que encerram às 18h00
4 - Escolas que não aceitam meninos a meio de um ciclo.
5 - Escolas que encerraram as inscrições para o ano lectivo 2006/2007 em Outubro de 2005.

Procurei oficiais e particulares, perto e menos perto da zona onde moro. Acho que a maioria dos pais que se importa e que se preocupa acaba por ser obrigado a desistir, não deve haver muita gente com capacidade de resistência para lutar, sozinho, contra o sistema, já para não falar do tempo que se perde (em telefonemas, visitas, reuniões e afins).

Há quem defenda a teoria de que sou exigente demais, e que sou demasiado controladora, e que exijo demais, demasiada informação, eu acho que apenas quero o melhor para o meu filho. Não acho que seja pedir demais. Eu só quero o que é melhor para o meu filho. Não o que querem todos os pais?

Procura-se...

com urgência. Colégio/Escola, 1º ciclo (pode ter mais), que aceite inscrições a meio do primeiro ciclo (do 2º para o 3º ano), na zona de Belém, Paço de Arcos, Carcavelos, e assim (público ou privado, é indiferente).

Pede-se: ensino de qualidade, instalações adequadas, espaços exteriores e interiores arejados, actividades extra curriculares, boas referências baseadas em experiência.

Factores preferenciais: Ter associação de pais, ter site actualizado.

Oferece-se: Mãe cumpridora (paga a tempo e horas), exigente e participativa (vai às reuniões e às festas e a todas as efemérides).

Oferece-se ainda um aluno normalíssimo, com os defeitos e virtudes de qualquer criança desta idade (7 anos), mas lindo de morrer.

Alguém conhece?
Como é que os pais deste país escolhem escolas primárias para os seus filhos?
Por ouvir dizer?
Porque a escola não tem mau aspecto?

Traumatizada por uma experiência (a decorrer) que não foi propriamente a ideal quero mudar o meu filho de escola, mas não me aparecem alternativas.

Sugestões?

Muito bom

Muito bom foi o resultado que o meu filho teve nos seus três testes de final do primeiro período.

A minha parte preferida é aquela em que lhe é pedido para elaborar uma pequena composição acerca do Natal e que reza assim: "Eu no Natal como espareguete e carne, depois vou brincar com o meu amigo. gosto de presentes e depois nos esperamos mesa da cosinha, o pai Natal entra pelo escritorio. O pai Natal vai por os presentes pelo corradour" (O Natal que ele descreve faz agora dois anos, o esparguete não sei onde o foi buscar, porque comeu cabrito, mas pronto).

A parte mais fabulosa (e que já originou uma cartinha à professora) é aquela em que lhe é pedido para completar a frase:

"O marido da minha mãe é o meu ________________"

Por acaso o puto percebeu o que se pretendia, e escreveu "pai" mas........esta pergunta (obsoleta, idiota, retrógrada e discriminatória) deveria ter tido outra resposta. O problema é que a resposta certa seria contabilizada como errada.

A cartinha já está na mochila, e os três "Muito Bom" já cá cantam :)

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