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Jonasnuts

Violação

É ler aqui, aqui e aqui.

 

Tudo mulheres.

 

Sobre o caso do violador que não foi condenado (e chamo-lhe violador porque foi provada a violação, mas também lhe poderia chamar João Villas Boas).

 

Os 3 posts que linko ali em cima resumem mais ou menos tudo o que penso acerca do assunto, resta-me acrescentar uma pequena nota pessoal.

 

Ali por volta do fim do ano, quando aconteceu aquele caso que me colocou nas bocas do mundo (sim, por causa da Ensitel), muitas foram as pessoas que me contactaram (twitter, facebook, mail, sms, telefone). Muitas (mas mesmo muitas) dessas pessoas instavam-me a que deixasse correr o processo (era uma providência cautelar, eu não era perdida nem achada para decidir da continuidade ou não, mas isso agora não interessa para nada). Achavam essas pessoas que NENHUM tribunal me condenaria, porque eu não tinha feito nada de mal.

 

Eu respondia, escaldada, que nestas coisas (como em muitas outras) é tudo uma questão de sorte, e vai-se a ver e calhava-me um juiz justo e eu tinha sorte, ou calhava-me um troglodita e eu tinha azar. Apesar de não estar nas minhas mãos, sempre preferi que a coisa se resolvesse fora dos tribunais. As pessoas com quem troquei opiniões sobre esta matéria não percebiam a minha posição. Quem não deve, não teme, diziam-me. E eu cá para mim, não devo, mas temo. E as pessoas a insistirem, e que se ia fazer história, e eu, à rasca.

 

Como disse aqui há uns posts, as generalizações são perigosas, por isso, desta vez, não caio nas generalizações. Na profissão de juiz há-de haver bons e maus profissionais, até acredito que os primeiros sejam a maioria, mas, lamentavelmente, não sabemos com o que contar, porque é uma questão de sorte. É uma roleta russa. Calha um juiz justo, porreiro, calha um imbecil, está tudo lixado.

 

A justiça não devia ser justa?

 

Devia. Mas não é.

 

Eu tive sorte, não foi preciso que a justiça se metesse no meu caso. 

 

A mulher que foi violada, não teve a mesma sorte, precisou da justiça, e esta, falhou-lhe.

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