Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Jonasnuts

Cara DECO #PL118

Vejo no vosso site, que se congratulam com o trabalho que têm vindo a desenvolver desde 1974.

 

Gosto, sobretudo, de ver a vossa descrição "Entre informação prestada ao consumidor, tomadas de posição sobre diversas polémicas na sociedade portuguesa, [...], representação perante os poderes públicos, a DECO tem-se desdobrado em diversas frentes."

 

Sou uma consumidora atenta, exigente, cumpridora e relativamente bem informada. Já tive alguns conflitos de consumo e, devo dizer-vos, este Blog foi-me mais útil que a vossa existência.

 

A bem dizer, no que diz respeito à informação prestada ao consumidor, a única vertente do vosso trabalho que me chega, é a do SPAM. Se querem ser dignos do nome que têm, e se querem poder dizer que representam os consumidores perante os poderes públicos, não fujam com o cu à seringa, quando são chamados a integrar grupos de trabalho de debate de um projecto de lei, como aconteceu com a mais recente polémica na sociedade portuguesa, o projecto de lei 118/II neste momento em debate na Assembleia da República.

 

Representantes da DECO estiveram presentes numa das reuniões preliminares, há uns anos, e não voltaram a aparecer. Informem-se. Ganhem competências, se as não têm (e, nesta área específica, o que têm são grandes lacunas), e façam aquilo que é suposto, defendam os consumidores.

 

No meio desta polémica do Projecto de Lei 118/II, uma excelente oportunidade para vocês aparecerem, e intervirem e denunciarem, a informação que decidem enviar-me, é.... SPAM. Mas não é um SPAM qualquer, é SPAM com brinde.

 

 

Se não querem persistir na irrelevância, façam o vosso trabalho, aquele..... de defesa do consumidor. Porque nos últimos anos, o que tenho visto da vossa parte não tem sido defesa do consumidor, tem sido ataque às caixas de correio. Electrónico e não só.

 

#pl118 Gabriela Canavilhas vintage

 

 

 

Para o caso do vídeo ser apagado, aqui ficam as declarações de Gabriela Canavilhas, no tempo em que era ministra da cultura.

 

A nossa herança cultural tem hoje novos meios de expressão, o mundo digital, que se encontra disponível para todos. Os conteúdos culturais e os seus criadores têm direitos de protecção que importa preservar e assegurar. Mais importante do que a produção de legislação de protecção dos direitos de autor e direitos conexos é a consciencialização de todos, em particular dos jovens cidadãos, para a importância da valorização da produção cultural. Esta iniciativa tem a vantagem, para além de pôr os jovens em contacto com a criação directa que é uma das iniciativas e das actividades mais ricas e mais enriquecedoras do ser humano, é também a importância de os envolver directamente nesta causa, fazendo com que desta forma a entendam e a percebam melhor e a abracem, esta causa que é deles e de todos nós."

 

Via @pedrocs (autor do Blog português mais antigo ainda em actividade, o Macacos sem galho)

Cara Gabriela Canavilhas (por causa do #pl118)

Cara Gabriela Canavilhas,

 

Acabo de ouvir as declarações que fez aos microfones da TSF, e, para que não restem dúvidas, transcrevo a peça da TSF, palavra por palavra (declarações dos entrevistados em itálico, as de Gabriela Canavilhas em itálico e bold):

 

"Para a Associação Nacional para o  Software livre, não há dúvidas, este é um daqueles casos em que paga o justo pelo pecador, Octávio Gonçalves da Direcção da ANSOL, concorda que os direitos de autor devem ser protegidos e pagos, mas lamenta que mesmo os que não fazem cópias de forma abusiva, sejam penalizados. O Projecto de Lei falha, diz, porque assenta num pressuposto errado.

 

"Este projecto de lei parte da observação de que os cidadãos têm hoje à sua disposição mais dispositivos e com maior capacidade de fazer cópia privada. Sendo assim, a primeira falha deste raciocínio, reside no facto de a partir da observação anterior, se concluir que o cidadão faz mais cópias privadas, e, obviamente isto não é verdade.". A deputada socialista Gabriela Canavilhas, primeira subscritora do documento e antiga ministra da cultura, assume que a prioridade era rever a lei para que os autores sejam devidamente pagos pelo seu trabalho, mas admite que a nova taxa para a cópia privada seja motivo de preocupação para muitos: "Compreende-se que, enfim, numa situação em que tudo aumenta, e ainda por cima com a recessão económica e com impostos cada vez mais a exigir mais esforço dos contribuintes, é natural que estejam preocupados, e eu também estou, obviamente, e o Partido Socialista também está. Acontece que a situação pretende remediar e acudir a um problema que é grave e que há muitos anos não tem sido resolvido, que é a situação dos autores, porque Portugal está abaixo do meio da tabela em relação aos outros países da Europa no que respeita à contribuição per capita para sociedades gestoras de direitos autorais." A proposta do PS para alterar o regime jurídico da chamada cópia privada, prevê que seja cobrada uma taxa aplicada no preço de aparelhos e suportes analógicos e digitais de armazenamento e reprodução, que irá reverter a favor dos autores registados. Ou seja, pens, computadores, CDs, leitores e gravadores de vídeo e áudio ficarão mais caros devido a esta compensação equitativa, como chama o projecto de lei.

 

Para o Director da ANSOL, os preços serão demasiado penalizadores. "Define a adição de 2 euros, por exemplo, a cada gravador de CDs, €4 a cada gravador de CDs e DVDs e de 2 cêntimos por GB a partir de 150GB. Ou seja, nos dias de hoje quase que é impossível comprar um disco inferior a 150'GB significa que um disca externo de 1TB ou 2TB vá, que custa actualmente 100 euros vai passar a custar 140 euros, mais iva, claro".

 

Gabriela Canavilhas desdramatiza, diz que havemos de nos habituar aos novos preços "Os leitores de K7 todos esses instrumentos que servem ou serviam para gravar analogicamente, nós também pagamos, nós pagamos uma taxa equivalente àquela que se está agora a pedir aos equipamentos digitais, relativamente aos analógicos. Só que nós já não nos apercebemos disso, está incluído no preço. Como também no futuro, aqui em breve, estará incluído nos equipamentos digitais e rapidamente nos habituaremos a estes novos preços."

 

Mas Octávio Gonçalves não se conforma, o Director da Associação para o Software Livre pegou na máquina de calcular e prevê grandes despesas para quem tem negócio aberto: "Nós temos um problema grave com este projecto de lei, eu vou-lhe dar um exemplo, um data center que tenha 10 servidores e cada servidor tiver 2 discos de 2 TB isso vai implicar um custo financeiro para essa empresa na ordem dos 3 mil euros só em discos."

 

Gabriela Canavilhas concorda que há casos em que a conta vai pesar, mas serão uma minoria "O meu computador portátil custa 700 e tal euros, passará a custar mais 9 euros, portanto, vale a pena (riso) tanto alarido por causa disso? Em aparelhos maiores, a diferença não é significativa, numa pen não é significativa, sobretudo em CDs para se gravar em casa fotografias, também  não é significativa"

 

Octávio Gonçalves diz que o projecto de lei vai mais longe na injustiça, porque uma vez que a taxa é aplicada a todos por igual, vai até penalizar quem queira guardar fotografias pessoais num disco externo: "Vamos imaginar o seguinte cenário, a senhora vai para férias, tira umas fotografias, para já, já está a ser penalizada porque comprou um cartão SD para meter na sua máquina fotográfica, já foi penalizada aí, porque já foi aplicada aí a taxa de cópia privada no seu cartão SD da máquina, ainda comprou um disco externo para depois guardar  as suas fotografias,  foi aplicada nesse disco externo a taxa da cópia privada e mediante o tamanho do disco externo, pagou mais ou menos". 

 

Mas enquanto autora das fotos, como poderei então recuperar o dinheiro da taxa que paguei aquando da compra do dispositivo "Provavelmente terá de ir ao estado, dizer, agora dêem-me cá a minha taxa, porque o autor sou eu".

 

A situação pode parecer caricata mas na prática é o que poderá acontecer. A deputada Gabriela Canavilhas diz que é um mal menor, para se resolver um problema maior "Compreendo que a leitura seja essa e o primeiro impulso seria dizer que não é justo, mas se pensarmos um pouco melhor, é também uma contribuição subsidiada, digamos assim, nós também pagamos uma taxa na electricidade para a televisão, e há pessoas que nunca na vida sequer tiveram uma televisão em casa e pagaram sempre essa taxa. Quem vive num rés do chão paga o condomínio para o elevador, e não usa o elevador"

 

O documento, que ainda vai ser debatido na especialidade, não prevê isenções para particulares,mas a ex-ministra, admite que o assunto possa ser discutido, "Há abertura, com certeza, nós vivemos numa sociedade democrática, o partido socialista é claramente um partido de diálogo, e nós agora, em contexto parlamentar, no quadro da 8ª comissão, vamos criar um grupo de trabalho, para rapidamente, no período máximo de 2/3 semanas, receber os contributos dos outros partidos, receber contributos novos que possam vir neste momento da sociedade civil e de associações representativas de diversos sectores, no sentido de adequar um pouco melhor, alguns detalhes que possam eventualmente poder beneficiar desses contributos."

 

Para já o que a ANSOL quer é evitar que o projecto de lei seja aprovado tal como está "poderá ser aplicada, mas nos moldes que ela já hoje é aplicada, e não aplicada tão cegamente como ela é aplicada agora." O PS esta disponível para recolher todos os contributos, e para quem pensa, em alternativa comprar os aparelhos noutro país, Gabriela Canavilhas lembra que estarão a pagar os direitos a autores que não os nacionais, porque nos outros países, a taxa já está incluída no preço."

 

 

E pronto.....agora eu, que confesso, não sei bem por onde começar.

 

Começo pelo tom. Bem sei, o tom é uma questão subjectiva, mas a mim, ofendeu-me a forma ligeirinha como a coisa foi "explicada", e a "surpresa divertida" na voz de quem, do alto do seu computador portátil de 700 e tal euros (sic), diz, no fundo - isso são peanuts, não percebo porque é que estão tão incomodados. Mas pronto, é o tom, se calhar está nos ouvidos de quem ouve, mais do que na boca de quem diz. Dou de barato.

 

Não sei que diga. Porque, face a estas declarações de Gabriela Canavilhas, só há duas conclusões possíveis, e eu confesso que não sei qual é a que prefiro. Das duas uma, ou a deputada não conhece a lei que assina, ou está a mentir. Confesso, honestamente que não sei o que é prefiro, se uma deputada ignorante se uma deputada que, aos microfones dum órgão de comunicação social, não diz a verdade.

 

Não é verdade que (e passo a citar) "Os leitores de K7 todos esses instrumentos que servem ou serviam para gravar analogicamente, nós também pagamos, nós pagamos uma taxa equivalente àquela que se está agora a pedir aos equipamentos digitais, relativamente aos analógicos.". Não é verdade. Esta lei não propõe uma mera inclusão de dispositivos deixados de fora (por não existirem) quando a lei foi originalmente publicada. Como presumo que a deputada saiba, este projecto de lei, vai muito mais longe que isso. Não só propõe que sejam incluídos novos dispositivos, como reformula completamente a taxação (ainda por cima cometendo erros grosseiros de cálculo que, a serem aprovados, rapidamente transformarão a actual taxa de 3% em taxas na ordem dos 1000% e mais). E fiquemo-nos por aqui, quanto a este ponto, porque eu podia passar o resto do dia a enumerar as questões que este projecto de lei altera, face à lei que está em vigor.

 

 

"Acontece que a situação pretende remediar e acudir a um problema que é grave e que há muitos anos não tem sido resolvido, que é a situação dos autores, porque Portugal está abaixo do meio da tabela em relação aos outros países da Europa no que respeita à contribuição per capita para sociedades gestoras de direitos autorais".

 

A senhora deputada diz que este projecto de lei serve para remediar e acudir a situação dos autores. Lamento, não quero leis que remedeiam, quero leis que resolvam, de forma justa, o problema de todos, não apenas de alguns. Não quero uma lei remediada, sabe? E depois, no início da frase fala da resolução do problema dos autores, mas no final já refere as gestoras de direitos autorais. Como saberá, autores e entidades gestoras de direitos autorais, são coisas MUITO diferentes. Essa parte convém deixar de fora, não é?

 

Acho também extraordinário, que um partido, qualquer partido, mas sobretudo um partido que tem aspirações de governo (de onde saíu há relativamente pouco tempo), apresente ao parlamento, para votação, um projecto de lei para o qual ainda não recolheu contributos das associações representativas dos diversos sectores. Aliás, recordo, tiveram o cuidado de envolver na elaboração da lei, todas as associações que representam uma das partes, a parte interessada. Não me lembro de ver, na lista de entidades consultadas e envolvidas na elaboração da lei, qualquer associação de defesa do consumidor, ou de Creative Commons, ou a própria ANSOL, de que se lembraram agora, à última da hora.

Parece-me um trabalho pouco profissional, e pouco respeitador dos recursos da Assembleia da República e do Parlamento. Primeiro apresenta-se o projecto de lei, ouvindo apenas as partes interessadas, e depois logo se vê se a "sociedade civil" quer intervir. Que vergonha de metodologia.

 

Não são detalhes que vão resolver os vários problema desta lei. O que nasce torto, tarde ou nunca se endireita.

 

Por último, e a fim de contribuir para a sua cultura geral e, para o seu orçamento, caso more num rés do chão, a lei portuguesa prevê que os condóminos que moram num rés do chão, fiquem isentos de pagar quaisquer custos relacionados com elevadores, uma vez que não os usam. Não usam, não pagam.

 

Lógico e justo, não?

 

A evolução das indústrias #pl118

O meu trisavô, Francisco Luís, era ferreiro do Marquês de Santa Iria, a mulher dele, minha trisavó, Leonor do Espírito Santo, era professora e parteira.

 

Presumo que no tempo do meu trisavó e da minha trisavó houvesse muita necessidade de ferreiros e de parteiras (embora menos de professoras), e que eles tenham tido estas profissões porque havia procura deste tipo de competências. Com o passar dos anos, o número de cavalos, mulas, e demais animais que precisam de ferreiro foram diminuindo, sobretudo nas áreas mais cosmopolitas, e, com a chegada do automóvel e dos veículos motorizados, a profissão de ferreiro não se extinguiu, mas especializou-se, modernizou-se, evoluiu, e decresceu para números nada comparáveis aos do auge dos cavalos e dos coches e das carroças.

 

Não vou descrever aqui a minha história familiar, embora conseguisse, sem grande esforço e sem ter de subir muito na árvore genealógica, encontrar fotógrafos. A fotografia antigamente, era coisa importante. Só acessível às classes endinheiradas, e mesmo assim, em dias de festa. Operar uma máquina fotográfica era coisa especializadíssima, e o fotógrafo deslocava-se a casa das pessoas importantes, e estas, empinocavam-se todas, para o retrato. Mais tarde, começaram a aparecer as primeiras máquinas fotográficas para uso doméstico. Custavam obscenidades, continuava a ser apenas para famílias ricas, mas a coisa compunha-se. Ainda assim, devido ao custo do equipamento, o mercado dos fotógrafos profissionais manteve-se. Deixaram a itinerância das casas ricas, abriram lojas e foram à descoberta do país, por itinerários mais rurais. Mais uns anos, mais evolução tecnológica, mudanças sociais que tornaram os pobres menos pobres (mas os ricos mais ricos, não interessa), e criou-se uma classe média, burguesa, que compra máquinas fotográficas. Não só estas estão mais baratas, como já há mais gente a ter mais dinheiro para gastar. Meados do século XX, e as máquinas fotográficas fazem parte do dia-a-dia de qualquer família. Senão todos os dias, pelo menos nas férias, e na celebração de ocasiões especiais. Os fotógrafos tinham começado a perder mercado. Evoluíram. Criaram-se áreas de especialização dentro da fotografia. Acho que, nessa altura, não passou pela cabeça de ninguém, taxar as máquinas fotográficas, ou as revelações, ou os rolos, para compensar a diminuição de mercado de trabalho e de negócio dos fotógrafos profissionais. Mas, andando com a história. Passemos aos dias de hoje.

 

A fotografia faz hoje parte da nossa vida por dá cá aquela palha. Longe da ocasião cerimoniosa de antigamente, tiramos hoje uma foto por tudo e por nada, com máquinas melhores, piores, assim assim e mais ou menos. Cá em casa, deve haver cerca de 10, para falar apenas nas digitais. Ah, pois, esqueci-me disso. O advento do digital. Obviamente, revolucionou a fotografia como a conhecíamos. Mesmo na era áurea da foto analógica (chamemos-lhe assim), aquela coisa de premir o botão tinha muito que se lhe dissesse. O enquadramento, a luz, se estava tudo bem, se eram as pessoas certas, o momento correcto. Assim como assim, o resultado não se via logo, e a coisa ficava carota. E, no fim do rolo, mandar para revelar, e esperar umas semanas, até que estivesse pronto. Sim, que essa coisa da revelação primeiro em 48 horas, depois em 24, e, mais tarde, numa hora, são modernices recentes.

 

Com o digital tudo muda. Não só as máquinas são MUITO mais baratas, como não há aqui revelações metidas ao barulho, o resultado é imediato, e tiram-se fotografias a torto e a direito. Muitas marcas evoluíram, muitos novos serviços foram criados, muitos novos fotógrafos revelados (sim, foi propositado), muitas paixões descobertas. Houve, na indústria da fotografia, uma revolução tecnológica que uns conseguiram acompanhar, outros não. A Kodak, curiosamente a empresa que começou o digital, está à beira da falência. Outras, floresceram, apanharam a boleia dos tempos, souberam ler os sinais, optaram pela estratégia certa, investiram na direcção correcta.

 

So far.... ainda não ouvimos falar de taxas em cima do digital, para proteger o modelo de negócio do "analógico".

 

A fotografia não desapareceu. Nem como indústria, nem como arte, nem como forma de expressão, nem como hobbie. Criaram-se nichos. O hype à volta da Polaroid é um bom exemplo, ou a Lomografia.

 

A produção "caseira" está viva, recomenda-se, e, ao contrário do que muitos disseram, faz aumentar a procura, a partilha, a troca. O Flickr, que nem sequer é o maior alojador mundial de fotos (esse é o Facebook, claro), celebrou no passado 4 de Agosto (grande e belo dia) a entrada nos seus servidores da fotografia 6.000.000.000.

 

Nem sequer vou referir a importância desta capacidade de registarmos e de imediato transmitirmos uma imagem, coisa que é fácil com qualquer telemóvel vulgar, nos dias que correm. É lembrarem-se qual foi a primeira foto que apareceu, quando um avião aterrou no Hudson. Ou quando aconteceram os atentados em Londres. Não foram os profissionais, esses chegaram mais tarde. Fomos nós.

 

E, no meio disto tudo, onde é que estão as taxas para proteger o modelo de negócio que o tempo se encarregou de dizimar? Não estão. Com a evolução tecnológica e das mentalidades, a Indústria Fotográfica esmoreceu? Pelo contrário. Uns sobreviveram, outros nasceram, outros cresceram, outros morreram. É assim. Faz parte. Estou certa que qualquer pessoa se lembrará, sem grande esforço, de indústrias, profissões ou actividades que, numa determinada época faziam sentido, e que, com o tempo, deixaram de fazer. Os sapateiros, a distribuição alimentar, a indústria do vestuário (ainda há modistas e alfaiates, ou estão todos a viver à conta das comissões que o pronto-a-vestir lhes paga?). Apareceram outras. Novas formas, novos modelos. A Humanidade evolui, desenvolveu-se. E isto é assim na maior parte dos casos. E é assim que deve acontecer.

 

Quais são as excepções?

 

As excepções são as indústrias que detêm forte poder de lobby, e que, não conseguindo manter a validade dos seus modelos de negócio através da relevância dos seus serviços e produtos, pressionam, gastam dinheiro (rios de dinheiro), para manter vivos os modelos que não subsistiriam exclusivamente através dos seus méritos. Legislam pois então. É (também) para isso que servem os lobbies (forçam, compram, pressionam, chantageiam, whatever, who cares) para obrigar os poderes instituídos a criar leis que lhes protejam o negócio e o estilo de vida. À custa do mexilhão que, claro está, somos nós todos, o povinho.

 

Pessoas dispensáveis, serviços inúteis, parados no tempo, que são travões de nós todos e do desenvolvimento.

 

E é para isso que serve esta lei 62/98, actualizada em 2004, e que está agora a ser debatida na Assembleia da República com o nome de PL118/II, no sentido de ser ainda mais agravada (e vai pesar nos nossos bolsos, não tenham dúvidas). Serve para que os tais poderes instituídos se mantenham, um pouco mais, a travar-nos os passos, e enriquecendo ainda mais pelo caminho.

 

Não se iludam com a história da carochinha de que coitadinhos dos autores e dos artistas. Os criadores e os artistas não são perdidos nem achados no meio desta história, apesar de ser em nome deles que tudo isto vai passar. Que têm de ser remunerados pelo seu trabalho e pelas suas criações. E têm, mas não é com isto que isso vai acontecer. Nem com isto nem com esta lei idiota, que apenas vai servir para que os mesmo de sempre, se encham à custa de todos, artistas e criadores incluídos. É verdade que ainda não vi nenhum a manifestar-se contra esta PL118, mas a verdade, é que também ainda não vi nenhum artista ou criador a defendê-la. Assim, a dar entrevistas e a dizer, seriamente, porque é que acha que isto faz sentido sem que, pelo caminho, atropele os direitos e as liberdades daqueles que são o seu público, os seus clientes. Não vi, nem ouvi. Porque será que anda tudo tão caladinho?

 

A lei vai passar, uma alteração aqui, uma alteração aqui, para corrigir erros técnicos grosseiros e para calar alguns mais afoitos que têm falado acerca do assunto, mas pouco mais. E daqui a uns tempos, vem a ACTA (que o PSD está a preparar, caladinho e na surra) e o português lá vai andando, e vendo a casa dos segredos e os outros que emagrecem, feliz da vida, assim como assim, dinheiro para manter as sanguessugas não vai faltando, parece.

 

Crise? Qual crise. Crise a sério e as pessoas andavam em cima da Assembleia da República, a chafurdar nas coisas que vão ser votadas. Descobriram-se erros grosseiros nesta proposta que, a serem aprovados (e estiveram muito perto de serem aprovados na generalidade), tornariam incomportável a compra dum simples telemóvel, daqui a 2 anos. Quantos mais erros grosseiros estão neste momento na Assembleia da República à espera de ser aprovados? Não sei. Deu-se por este. Há-de haver outros.

 

Crise? Qual crise? A comunicação social digladia-se em guerras de aventais e quejandos, sobre as quais não tem qualquer poder de influência. Ahhh, mas é uma cacha, e a outra do jornalismo de investigação que encontra não sei quem que chacinou não sei quantas, mas afinal já não chacinou ninguém, e o povinho lá vai, anestesiado, com as novelas, as de ficção e as outras.

 

Crise? Qual crise?

 

A única que vejo, é a dos valores. O resto, vem por arrasto.

Caro Tozé Brito (claro que mete a #pl118)

É com muito gosto, e penalizando-me pela demora, que retomo a nossa correspondência. (Ver 1ª carta, ver 2ª carta).

 

Gostei muito da entrevista que deste ao Jornal i, e gostei, sobretudo, porque significa que te encontras bem de saúde. Quanto ao resto, como já sabes, estamos em lados opostos da barricada.

 

Gostaria de te felicitar, também, pelo oportuno e espectacular sentido de oportunidade, uma sorte, um acaso, que o Jornal i tenha decidido, de repente, entrevistar-te, bem como a outros tubarões (e o termo é carinhoso, evidentemente) da indústria fonográfica. Ser media bitch não é para todos.

 

A entrevista que deste, carece de muitas coisas, nomeadamente de factos reais, completos, verdadeiros e honestos. Por exemplo, a quebra de 38% nas vendas de CDs, vinis e DVDs musicais não teve qualquer impacto na venda das músicas. Não sei se sabes, mas há uma coisa chamada iTunes (para dar apenas um exemplo), que vende música, sem que seja necessário um suporte físico. Há também serviços como o do Spotify (para dar apenas um exemplo), em que tu pagas para ter o direito a ouvir música, sem que tenhas de ter qualquer suporte físico, e há, ainda, a Amazon (para dar apenas um exemplo), onde muitos portugueses (yours truly, por exemplo) compra os poucos CDs que lhe apetece comprar. Há anos que não compro CDs. E DVDs, musicais ou dos outros, vêm de fora. Mais variedade, mais qualidade, sobretudo, menos DRM. Nunca deixei de comprar música. Confundir-me com pirata, ou querer fazer-me passar por criminosa é coisa que me irrita. Solenemente.

 

Também não concordo contigo, quando dizes que daqui a 10 ou 15 anos não haverá pessoas a viver da música. Eu reescreveria a tua frase, dizendo que, espero ardentemente que, daqui a 10 ou 15 anos, as únicas pessoas a viver da música sejam aqueles que de facto estão envolvidos na criação e interpretação da música, dispensando as indústrias parasitas que a evolução do tempo, da tecnologia e das mentalidades se encarregará de expulsar de um processo com o qual já nada têm a ver, e onde estão apenas para tentar preservar, à força da legislação, um modelo de negócio que já não faz sentido.

 

Até há uns anos, os autores, criadores, artistas, sabes, aqueles que de facto produzem aquilo que as pessoas querem consumir, dependiam das grandes empresas. E dependiam de várias formas. O equipamento profissional para gravação das músicas estava nessas grandes empresas, a distribuição passava por essas grandes empresas, e a promoção, a mesma coisa.

 

Mas, a evolução tecnológica, mudou radicalmente o panorama que em cima te descrevi (e que tu tão bem conheces), hoje, qualquer pessoa pode ter em casa um estúdio onde produz e grava com muita qualidade. Com a Internet, pode fazer o seu site, promovendo o seu trabalho. Pode pegar no mail, e mandar samples das suas músicas para as rádios. E pode criar a sua legião de fãs (umas maiores, outras mais pequenas), à medida que o seu trabalho vai sendo conhecido e divulgado, pelas redes sociais, a famosa web 2.0 é uma importante ferramenta de comunicação, e vocês, não a dominam. Um autor, pode fazer tudo isto, sem que haja um CD envolvido, sem que vocês sejam necessários, transformaram-se num peso morto.

 

O vosso modelo de negócio, tornou-se obsoleto; o da exploração de conteúdos alheios, e em vez de evoluirem, vocês optaram por estagnar, cobrir a cabeça com os cobertores, e usar lobbies para que a legislação proteja o vosso negócio (e estilo de vida, convenhamos), já completamente ultrapassado.

 

 

Por último, um desabafo. Que merda de jornalista te tocou na rifa. Sem fazer quaisquer perguntas de jeito, oportunas, aquilo que qualquer pessoa com dois dedos de testa teria perguntado, nesta altura do campeonato, com a PL118 em cima da mesa e nas bocas do mundo, enfim, tu deves ter gostado, foi fácil, lá está, foi meter a K7 e dizer aquilo que já dizes há uns anos, mas a verdade é que trabalho jornalístico, ali, não há. Bem sei que não tens culpa, que uma pessoa não escolhe nem encomenda as perguntas que lhe fazem.

 

Ou será que escolhe?

 

Um abraço, e um dia destes tomamos um café.

Os links do #PL118

É tarefa impossível, mas como falei da grande blogosfera política que, como se sabe, está longe de ser a única blogosfera, tento aqui concentrar os links de todos os posts que encontrar acerca deste Projecto de Lei do PS, que vai ser debatido na especialidade, na Comissão de Educação, Ciência e Cultura.

 

Pelos motivos óbvios, não me vou linkar a mim própria vou linkar o que escrevi acerca do assunto, mas assinalando o auto-link.

 

Obviamente, trata-se de um work in progress, indicações de coisas que me tenham escapado, são muito bem-vindas nos comentários, ou via twitter. A ordem é cronológica inversa (como a dos blogs). No final da lista, as primeiras coisas a terem sido escritas, no início da lista, as mais recentes.

 

O mesmo post, mas para o que tem sido escrito na Comunicação Social Tradicional.

 

17 de Abril

 

Jonasnuts: #PL118 O que realmente interessa - Take 4 (Auto-link)

 

29 de Março

 

Bitaites: Descobri que gosto de azeitonas

 

26 de Março

 

Bitites: Subsídios é no QREN, s.f.f - #pl118

 

 

23 de Março

 

Notícias Avulsas: Caiu a PL118!

 

22 de Março

 

Aberto até de madrugada: PL118 Retirada... Por Agora

 

iPhil: Foi só o início! #PL118

 

Bitites: Parasitagem III - #pl118

 

Jonasnuts: #PL118 Os próximos passos (Auto link)

 

Air Diogo: Bye bye #pl118

 

Software Livre: #pl118 retirado, mas voltará à ribalta

 

 

21 de Março

 

Há e não são verdes...: #pl118 Cenas dos próximos episódios

 

(IN)Directas: Ganhou o Bom-Senso!

 

Der Terrorist: Eles vivem

 

Jonasnuts: #PL118 - O estado da nação (Auto link)

 

 

20 de Março

 

 

Causa Vossa: Lei da cópia privada

 

16 de Março

 

iPhil: A matemática da pirataria #pl118

 

7 de Março

 

Paula Simoes's Blog: [Uppdate]  Apreciação e votação do relatório de actividades do GP sobre p #pl118

 

6 de Março

 

iPhil: Os verdadeiros números | #PL118

 

Paula Simoes's Blog: Apreciação e votação do relatório de actividades do GP sobre o #pl118 amanhã, às 14h30

 

3 de Março

 

Me: Portuguese government want in copyright battle party

 

2 de Março

 

Jonasnuts: #PL118 - Audiências secretas (Auto link)

 

Victor Domingos: Contra o absurdo do #PL18, marchar, marchar!

 

28 de Fevereiro

 

Jonasnuts:#PL118 o adiamento, do adiamento, do adiamento - Take 2 (Auto link)

 

Copyfón!co: (in)correspondências pop – É só artistas, mas dos outros

 

Paula Simoes's Blog: Do comunicado do GP do PS sobre o #pl118 cc/ @czorrinho

 

27 de Fevereiro

 

Há vida em Markl: Do prémio

 

Doce: Motivos para amar a PL118

 

 

26 de Fevereiro

 

Think: PL118 Dissecado

 

25 de Fevereiro

 

iPhil: Hugo e o preço dos bilhetes #PL118

 

24 de Fevereiro

 

Aberto até de Madrugada: Infográfico PL118

 

21 de Fevereiro

 

iPhil: Mais 30 dias e a Petição Anti-#PL118

 

2 Dedos de Conversa: "tu és polícia, tu és ladrão"

 

20 de Fevereiro

 

Jonasnuts: #PL118 - O adiamento, do adiamento, do adiamento (Auto link)

 

 

19 de Fevereiro

 

Que Treta: Treta da semana: essa é que é essa...

 

Julio Garcia: As gravadoras, os direitos de autor e os SOP da vida

 

16 de Fevereiro

 

Tablets & Cª: Projecto de lei 118: a confusão entre direitos de autor e o roubo dos consumidores

 

15 de Fevereiro

 

Gilberto Pereira: direito de resposta – email aberto a João Cândido Silva #pl118

 

Gilberto Pereira: email aberto a João Cândido da Silva (Jornal de Negócios) #pl118

 

PC Manias: Ai Tozé, Tozé... como estás desactualizado

 

O Insurgento: Estamos em ano de triplicar a receita dos autores

 

O Insurgente: Andam monstros à solta

 

Blasfémias: A Moda dos Sistemas Fiscais Paralelos - (Matem o Monstro /Parte III)

 

há um gato no telhado: #pl118 carta de apresentação aos senhores da #spa (podem utilizar esra informação nos vossos estudoso futuros sem aviso nem referência)

 

14 de Fevereiro

 

Google +: Nelson Cruz

 

Contra Factos & Argumentos: Leiam, leiam que eu ainda estou em estado de choque...

 

Que Treta: PJL 118-XII, parte 3: conceitos

 

Google +: Sérgio Carvalho

 

Aberto até de Madrugada: Luta Anti-PL118 Continua

 

O Insurgente: Coisas que fazem os socialistas esquecer a coerência intelectual

 

O Insurgente: Da coerência intelectual dos socialistas II

 

Paula Simoes's Blog: Resposta a Tozé Brito #pl118

 

O Insurgente: Da coerência intelectual dos socialistas

 

Jonasnuts: Caro Tozé Brito, bem-vindo ao debate público sibre o #pl118 (Auto link)

 

Tozé Brito: De uma vez por todas

 

13 de Fevereiro

 

Bitites: Parasitagem - II - (Proj. Lei 118/XII do P.S.)

 

Que Treta!: PJL 118-XII, parte 2: externalidades positivas

 

Giberto Pereira: A ambiguação do interesse #pl118 #ACTA

 

Notícias & Destaques: A (in)justiça do #PL118

 

11 de Fevereiro

 

Jonasnuts: Caros deputados do Grupo de Trabalho que debate o #pl118 (Auto link)

 

iPhil: A descoberta to Twitter

 

10 de Fevereiro

 

A Storm of Ions: As posições do #pl118

 

9 de Fevereiro

 

O Insurgente: Deco: Lei da Cópia Privada promove o enriquecimento ilegítimo dos autores

 

Que treta!: PJL 118-XII, parte 1: o prejuízo da cópia

 

Estado Sentido: Os socialistas só estão felizes a intrometerem-se nas esferas de liberdade individual dos outros

 

Cachimbo de Magritte: Os Piratas das Canavilhas (II)

 

Há e não são verdes: Criatividade subsidiada e #pl118

 

8 de Fevereiro

 

Doce: PL118 - Take III

 

Blasfémias: Ainda o Monstro

 

Aventar: Proxenetia digital com #pl118

 

A loja do Mestre João: Lei da Cópia privada tira 2 milhões de euros por ano das escolas

 

7 de Fevereiro

 

Xico Rocha: no facebook

 

Doce: De volta à PL118

 

Jonasnuts: #PL118 - Sociedade Civil (Auto link)

 

Aberto até de madrugada: PL118 Prestes a ser discutida

 

6 de Fevereiro

 

Jonasnuts: #PL118 - O alvo não é a spa, nem a agecop, nem os artistas, nem Hollywood, são os políticos (Auto link)

 

Artigo 58: caraças: é por ser socialista que a malta não pode gostar da #pl118

 

5 de Fevereiro

 

Sem-se-ver: Triste gráfico este...

 

Designarium: Infografia sobre os argumentos mais “quentes” na questão da PL118

 

4 de Fevereiro

 

Dreams Im Code: #PL118 - Algumas notas

 

Bitaites: Bardamerda ou não, eis a questão

 

3 de Fevereiro

 

O Insurgente: Há quem resista no Parlamento à lei da Cópia Privada

 

iPhil: Entrevista a Gabriela Canavilhas - #PL118

 

O Insurgente: Lei da Cópia Privada ou taxa sobre multi-utilização

 

O Vigia: Esta Semana (2012/05) – Prossegue a guerra contra o #PL118; Grécia perto da absoluta probreza; #FraudSachs vai acompanhar privatizações?

 

O Insurgente: Lei da Cópia Privada ou taxa sobre multi-utilização

 

Frescas e boas: Contra os canhões, marchar, marchar

 

2 de Fevereiro

 

Quem sai aos seus: Para não ser acusada de ser uma cabeçuda

 

FU-Bar: Comentário ao 1º post a favor do #Ppl118

 

Quem sai aos seus: E um postzinho chato, apetece?

 

Bruno Tavares: Transcrição da entrevista da deputada Gabriela Canavilhas ao Notícias SAPO #pl118

 

Julio Garcia: A guerra mundial dos direitos autorais e o PL118 português

 

Os dias úteis: Copy Tax

 

1 de Fevereiro

 

Um Gajo no Carro: PL118

 

Geek Rambling: O hai Portugal! It's a trap!

 

Paulo Pinto: Uma coisa que me confunde os neurónios

 

Há e não são verdes: Água Benta na #pl118

 

Aventar: Uma carta à Sociedade Portuguesa de Autores sobre o #PL118

 

NetFM: #pl118

 

iPhil: Visão do Futuro #PL118

 

Aberto até de madrugada: AGEFE rejeita PL118

 

31 de Janeiro

 

Macacos sem galho: Lutem pelos vossos direitos

 

35mm": Proposta de Roubalheira 118

 

FU-BAR: Assina a petição anti #pl118

 

Giberto Pereira: Santo António e os peixinhos #pl118 #SPA

 

iPhil: Falta de ética

 

Há e não são verdes: Inflamações e outras febres no #pl118

 

iPhil: Enganado e Desiludido #pl118

 

Bruno Tavares: Resposta aos comunicados da SPA #pl118

 

iPhi.: A Voz do Povo #PL118

 

 

30 de Janeiro

 

Que treta!: O pirata, o autor e a carraça (ou a taxa do tacho)

 

egosciente 2.0: PL118, o chamado "devem estar a gozar!"

 

Poingg: Antes de atualizarem a lei, atualizem-se vós meus senhores

 

Há e não são verdes: A tentação do disparate #pl118

 

Bruno Tavares: Petição contra o actual Projecto de Lei 118/XII #pl118

 

Ya e coiso e tal: Minority Report ao virar da esquina

 

Aberto até de madrugada: Petição Anti-PL118 (agora a Sério)

 

Jonasnuts: Como prevenir o uso "abusivo" do conceito de cópia privada (Auto link)

 

Jonasnuts: #pl118 - O que realmente interessa - take 3 (Auto link)

 

Jonasnuts: Hoje é dia de petições #pl118 #ACTA (Auto link)

 

Tablets & Cª: Porque o projecto de lei 118 só pode ter um destino: o lixo

 

Quinablog: A mania de seguir os outros! #pl118

 

Bitaites: Muito importante: uma nova petição anti-118

 

Poingg: Cube do Bolinha. Menina não entra

 

iPhil: #PL118 - A Petição

 

 

29 de Janeiro

 

Macacos sem Galho: Não, isto não é aceitável!

 

iPhil: #PL118 e a #ACTA

 

p:este: #pl118

 

Poingg: O memorando da AGECOP sobre a #pl118

 

Era mais um fino: Sobre o #PL118, um pedido de esclarecimento

 

Sixhat: #pl118 – Updated Statistics on the Portuguse Copy Levy discussion

 

Jonasnuts: Reunião do Grupo de Trabalho que debate o #pl118 (auto link)

 

A causa foi modificada: nem sinto necessidade de ir contra os meus valores e informar-me sobre o assunto, pois é por demais evidente que

 

 

28 de Janeiro

 

Bruno Miguel: A aberração chamada PL118

 

Tu-Barão: Projecto de lei 118/XII

 

Cachimbo de Magritte: Os piratas de Canavilhas

 

Certamente: #SOPA, ACTA E #PL118: Indústrias culturais e legisladores escolhem o lado errado da História

 

Boas Intenções: mudam-se os tempos mudam-se as vontades

 

Paula Simoes's Blog: Notas sobre o #PL118 – Da taxa em troca da cópia privada

 

Paula simoes's Blog: Notas sobre o #PL118 – Taxa em troca da cópia privada

 

Fu-Bar: Cara AGECOP, pare de falar em pirataria quando fala do #pl118

 

Paula simoes's Blog: Notas sobre o #PL118 – Do prejuízo ou benefício da cópia privada nos CD

 

Bitaites: Migalhas para os artistas, bolinhos para nós

 

O Insurgente: O estranho mundo dos Direitos de Autor II

 

Aventar: A lei da cópia privada, a árvore das patacas e a ética da SPA #PL118

 

Jonasnuts: #pl118 - O que realmente interessa (Auto link)

 

 

 

27 de Janeiro

 

Boingboing: Portuguese rights society presents lists of supporters for a digital media tax; composer says he never gave consent to be included on the list

 

Internet's Beste Secrets: Portuguese Authors Association Caught Faking Authors Names

 

ABC do PPM: SPA viola direitos de autor de Pinho Vargas?

 

Música portuguesa: Carta aberta a Pedro Abrunhosa sobre o #PL118

 

A Storm Of Ions: Diferenças entre dois países

 

f-world: Florinhas

 

iPhil: Dúvida. #PL118

 

Fu-Bar: Cara SPA, AGECOP e afins…

 

TNT: A Arte da Guerra

 

Poingg: Querido Fernando Tordo

 

iPhil: SPA e a teoria da conspiração #pl118

 

Há e não são verdes: Indefinidas ameaças e veladas promessas #pl118

 

O Insurgente: O estranho mundo dos Direitos de Autor

 

Basfémias: Como é possível???

 

Wonderm00n: Porque não taxar a obra, em vez do suporte? #pl118

 

Gilberto Pereira: é para isto que a #pl118 quer dinheiro

 

Filarmónica Recreativa Cortense: Hanging by a Name - "Ao vivo contra a PL118". Download

 

Há e não são verdes: Atenção à estrada #pl118

 

The Tao of Mac: A bit more on the Portuguese Private Copy Levy

 

Poingg: A prima Música e a #pl118

 

Aberto Até de Madrugada: SPA Falsifica Abaixo Assinado de Autores a Favor da PL118

 

The Third Place: Sobre a #pl118

 

Banha de Cobra: A infame lei da Cópia Privada

 

Celso Martinho: Proposta de Lei 118. Notas avulsas #6

 

Assorted rants, opinions and other venting: #pl118 - alterações. Take 2

 

Que treta!: Palavra puxa palavra.

 

 

26 de Janeiro

 

Surf the Edge: PL118 – strike where it hurts them most, or continue not caring.

 

NetWords: #pl118 social network map

 

Jonasnuts: Prefiro-vos corrompidos, a amorfos (Auto link)

 

O Insurgente: Lista de apoiantes do PL118

 

All about little lady bug: Do #pl118 ou do falso argumento em defesa dos direitos de autor

 

Estórias de um Pinto Viajante: Não, não e não!

 

Bitaites: Erros de sistema*

 

Wonderm00n: Carta aberta a Pedro Abrunhosa sobre o #PL118

 

Bitaites: 106 artistas já assinaram pela SPA, só faltam 24,894

 

Tablets & Cª: Projecto de Lei 118 ou como tornar legal a extorsão

 

Assorted rants, opinios and other venting: #pl118

 

Semiose.net: E assim passa o tempo e com ele a nova gente

 

Gilberto Pereira: #pl118 - não posso mais

 

Semiose.net: Eles são mais de 100

 

25 de Janeiro

 

Der Terrorist: Desculpem que mal pergunte mas...

 

Jugular: A autora que sou

 

Mind Booster Nori: É Um Jogo? (Carta ao Adolfo Luxúria Canibal, sobre #PL118)

 

YaCoiso e Tal: O abaixo assinado da SPA que afinal não é sobre a #pl118

 

Jonasnuts: Obrigada SPA - Lista de autores "apoiantes" do #PL118 (Auto Link)

 

Jonasnuts: Cara SPA, um pedido para vós, a propósito do #PL118 (Auto link)

 

Jonasnuts: O #PL118 na Comunicação Social (Auto ink)

 

Jonasnuts: Cara SPA (Auto link)

 

NES-ESTGL:JS quer mudanças no projecto de lei da cópia privada

 

O Insurgente: #PL118 em três actos

 

Marcos Marado: No artigo da Exame Informática ...

 

Ponto Media: Portugalex apresenta mais uma ideia da brilhante Canavilhas

 

24 de Janeiro

 

GEEKonomic: Os honestos e as verdades privadas

 

Que treta!: O que se discute

 

Aventar: Sacanas com Lei #PL118

 

Private Eye: 10 razões para a #PL118

 

Aberto até de madrugada: As 10 coisas da SPA [#PL118]

 

Há, e não são verdes: 5 coisas que o #pl118 é.

 

Jonasnuts: O #PL118 explicado por leigos, a leigos (Auto link)

 

Celso Martinho: Proposta de Lei 118. Notas avulsas #5

 

BItaites: SPA e o mistério das aspas

 

O Insurgente: E agora vou ali copiar o meu vídeo de casamento antes que tenha de pagar direitos de autor ao Quim Barreiros

 

ABC do PPM: #pl118 ou uma família muito moderna

 

 

23 de Janeiro

 

Lagartos no sótao: Não gosto desta SOPA nem dos tachos novos!

 

31 da Armada: Ainda a cópia privada

 

Webdados: Contra a #PL18, assinar!

 

A loja do Mestre João: 10 coisas que a SPA não sabe sobre a lei da cópia privada

 

Jonasnuts: #pl118 10 coisas que deveria saber sobre a Lei da Cópia Privada (versão corrigida pelos factos) (Auto-link)

 

GIlberto Pereira: #pl118 - quem são os piratas?

 

Stuff: A questão de fundo sobre a PL118

 

Hanging by a Name: Ao vivo contra a PL118

 

 

22 de Janeiro

 

Que Treta: A treta da semana: os "direitos"

 

Contra Factos & Argumentos: A #pl118 e o Tribunal de Justiça europeu

 

Contra Factos & Argumentos: Ainda a #pl118

 

 

21 de Janeiro

 

Bitaites: Tacho/118: vais deixar que te explorem?

 

 

20 de Janeiro

 

 

Os comediantes: Vale tudo?

 

Bitaites: A propriedade é um roubo

 

O Insurgente: Bom para os ursos

 

Bitaites: Algumas notas (milhões delas)

 

My Games: SOPA à portuguesa

 

Haja quem opine: Pirata até prova em contrário

 

Bruno Tavares: Links para documentos da SPA #pl118

 

Gilberto Pereira: adenda ao #pl118

 

Há e não são verdes: Argumentar ou ofender? #pl118

 

Júlio Garcia: A PL118, os Políticos e as lições de vida

 

chbm.net: The Gift of music

 

Airdiogo: PL118

 

Blasfémias: Piadas de oportunidade

 

A Storm Of Ions: Gabriela Canavilhas, a deputada heroína

 

 

19 de Janeiro

 

Celso Martinho: Proposta de Lei 118. Notas avulsas #4

 

m.marques.so: The SPA thievery…

 

Os Comediantes: Deus nos acuda

 

O Insurgente: Se o meu livro não tem saída, posso sempre viver da pornografia alheia

 

Forte Apache: #pl118

 

Poingg: A realidade virtual da SPA na #pl118

 

ABC do PPM: Cada um tem a SOPA que merece

 

ANSOL: A #PL118 e a Europa

 

Jonasnuts: Cara SPA (Auto link)

 

Gilberto Pereira: #pl118 a SOPA portuguesa

 

Der Terrorist: Simplificando

 

31 da Armada: Eu também quero jantar com Gabriela Canavilhas

 

31 da Armada: As coisas que eu faço para um dia jantar com a Gabriela Canavilhas III

 

31 da Armada: As coisas que eu faço para um dia jantar com a Gabriela Canavilhas II

 

31 da Armada: As coisas que eu faço para um dia jantar com a Gabriela Canavilhas I

 

31 da Armada: Sobre a lei da cópia privada

 

Webcracy.org: Burla organizada

 

 

18 de Janeiro

 

Bitites: Parasitagem (Proj. Lei 118 do P.S.)

 

Forte Apache: River Plate

 

Pokeralho46: #pl118

 

Blasfémias: Raciocínio tipicamente socialista

 

Estado Sentido: Mas quererá fazer-nos passar por parvos?

 

Bruno Tavares: Será que a Deputada Gabriela Canavilhas acredita no que diz? #pl118

 

Stuff: Mais umas verdades sobre a a Spa e os autores

 

O Insurgente: Socialismo: I´ve got you under my skin

 

Estado Sentido: SOPA e PL118

 

Sixhat: Stop SOPA, PIPA, OPEN and PL118 (especial - dia de blackout)

 

Leituras Azedas: O famigerado PL118

 

 

17 de Janeiro

 

 

Causa Vossa: Gabriela Canavilhas e uma proposta sem cavilha

 

Cachimbo de Magritte: A lei socialista que a maioria tem de parar

 

1711: Eu sou o autor

 

Jonasnuts: Cara Gabriela Canavilhas (Take 2) #pl118 (Auto link)

 

4R - Quarta República: A "lei da cópia privada", uma aberração mais...

 

Esquerda.net: Sobre a partilha: consensos, ou nem por isso?

 

Forte Apache: Dá-me graça!!!

 

Blasfémias: Projecto-Lei nº118: a extorsão

 

Bruno Tavares: Uma visão de futuro em defesa dos autores e da Cultura - Programa SPA 2011-2015 #pl118

 

Há e não são verdes: O que está em causa na #pl118

 

Bitaites: Deixai que venham a mim as copiazinhas

 

A21: Taxas nas Bebidas Alcoólicas para Políticos

 

 

 

16 de Janeiro

 

Movimento Partido Pirata Português: Taxas para Tachos

 

O Insurgente: Ainda o projecto de lei 118

 

Jonasnuts: Cara Fnac. Conheces o #PL118? (Auto link)

 

 

15 de Janeiro

 

Esquerda Republicana: Uma lei que é um desastre

 

ABC do PPM: Imbecilidades (2)

 

Salvo-Conduto: Sentido de oportunidade

 

Tempo livre a mais: #PL118

 

Há e não são verdes: O silêncio do "gado" sobre a #pl118

 

marciana.org: Temos de acabar com os mamões

 

ABC do PPM: Imbecilidades

 

Jonasnuts: WE the people #pl118 (Auto link)

 

Contra Factos & Argumentos: #pl118, CDs, DVDs e PSs

 

Há e não são verdes: #pl118

 

 

14 de Janeiro

 

ZWAME: Projecto de Lei Nº 118/XII

 

Há e não são verdes: Umas coisas sobre a #PL118

 

Macacos sem galho: Proposta cento e dezoito

 

Simplicidade.org: Digam-me

 

 

13 de Janeiro

 

Júlio Garcia: Desenvolvimento tecnológico e a IBM enriquecem a SPA

 

Mecanismos de Revelação: Uma aritmética Desagradável

 

PC Manias: Ex-ministra diz que nos "habituaremos" às novas taxas

 

Senatus: Alarido

 

Que treta: Promiscuidade

 

Há um gato no telhado: O #pl118 visto da minha janela

 

Alunos do Liberalismo: Sobre a lei Canavilhas

 

Blog do Tó Zé: Direitos de autor

 

31 da Armada: eu, que escrevo em blogs, gostava que os meus direitos estivessem salvaguardados

 

Pedro Cavaco: Sobre o #PL118

 

O Insurgente: Projecto de Lei 118/XII: uma aberração que urge travar

 

Contra Factos & Argumentos: Opositores à #pl118 não entendem a visionária Canavilhas

 

Cenas Aleatórias - Outras implicações da #pl118 que não vejo ninguém comentar.

 

12 de Janeiro

 

Blasfémias: Matem o monstro

 

O que é o jantar?: Sobre a nova lei dos direitos de autor....ou, a partir de agora sinto-me com o direito a piratear.

 

Jonasnuts: Cara Gabriela Canavilhas(por causa do #pl118) (Auto link)

 

Smobile: O estado vazio de valores de serviço público

 

chbm.net: Compensação Equitativa

 

 

11 de Janeiro

 

Luís Soares: Algumas notas pessoais sobre a proposta 118

 

Psicanálises: Portuguesas Aberrações (PÁ)

 

 

10 de Janeiro

 

Jonasnuts - A evolução das indústrias #pl118 (Auto link)

 

Jugular: Cópia Digital - mais alguns mitos, mais algumas verdades

 

iPhil: #PL118 - Resposta do Bloco de Esquerda

 

Jonasnuts: Caro Tozé Brito (claro que mete a #pl118) (Auto link)

 

Creative Commons PT: Discussão do Projeto de Lei nº 118/XII (Projeto de Lei sobre a Cópia Privada)

 

Reflexões de um cão com pulgas: Try me.

 

Celso Martinho: Proposta de Lei 118. Notas avulsas #3

 

Aventar: #pl118, é que não faltava mais nada

 

Mind Booster Noori: #pl118 - Resposta ao artigo de opinião de Catarina Martins

 

Aventar: Lei da Cópia Privada #pl118 - todos criminosos até prova contrária (ainda)

 

Há e não são Verdes: PL118

 

 

9 de Janeiro

 

Doce: Por cá ainda não temos um SOPA, mas havemos de chegar lá

 

Blasfémias: A solução óbvia

 

Poingg: DRM na #pl118? Não obrigado

 

Crónicas desta minha vida: A Lei da Cópia Privada

 

Stuff: Uma opinião sobre a #PL118, sobre os autores

 

Nelson Cruz: Vejamos quanto da taxa #pl118 vai efectivamente para autores

 

Há e não são verdes: Não faltava mais nada

 

Forte Apache: É Triste, Mas Isto Impõe (sim, Impõe) Uma Justificação Ética Para Furtar

 

Forte Apache: Representam quem?

 

Celso Martinho: Proposta de Lei 118. Notas avulsas #2

 

Aventar: A Esquerda parlamentar está contra a Democracia

 

Aberto até de madrugada: A Lei da Cópia Privada - Parte 2

 

Penso, blogo existo: Projecto-Lei 118/XII: Reductio ad Absurdum (Ensaio) e Polícia de Pensamento (Breve Nota)

 

Artigo 58: A pedido de várias famílias: porque é que o BE não apoia o #pl118

 

Tao of Mac: On the Portuguese Private Copy Levy

 

O Insurgente: #pl118

 

Nelson Cruz: Já propus no Twitter uma taxa sobre as obras culturais

 

Poingg: A #pl118 esteve hoje na Antena 1

 

Jugular: Cópia Digital - alguns mitos, algumas verdades

 

Bitaites: A lei Minority Report

 

Celso Martinho: Proposta de Lei 118. Notas avulsas #1

 

 

8 de Janeiro

 

Blasfémias: Pena antecipada sibre crime potencial

 

O Insurgente: A lei da cópia privada: custos, benefícios e falta de discussão

 

Poingg: #pl118: O direito à cópia privada e sua taxação

 

Antestreia: A SOPA dos pobres

 

Sixhat: #pl118 Private Copy Levy and the Movies. Something is wrong

 

Tugaleaks: Governo quer aumentar preço de dispositivos de armazenamento com medo da pirataria

 

Contrafactos & Argumentos: O que é que "eles" não entendem?

 

Poingg: Cópia privada na Europa. A propósito da #pl118

 

 

7 de Janeiro

 

Alcides Fonseca: Carta aberta aos grupos parlamentares sobre a propopsta de lei da cópia privada

 

O Insurgente: Follow the money...

 

Ouve-se: Contra a lei da cópia privada

 

31 da Armada: O PSD e o CDS vão aprovar isto?

 

Senatus: Cópia privada

 

Ubuntued Forum: Estado português considera lei que taxa 0.05€ por GB nos HDs

 

Aventar: Lei da Cópia Privada #pl118 - todos criminosos até prova contrária (1.5/2)

 

#pl118 - O silêncio dos "inocentes"

Por motivos que não são para aqui chamados, sendo que um deles é o gosto, acompanho blogs políticos. Muitos. De todo o espectro político. De todas as plataformas.

 

Quanto mais não seja, para me manter informada.

 

E acho extraordinário, que a grande maioria dos Blogs políticos, ou de opinião sobre a actualidade, vou chamar-lhes assim, para ser mais correcta, não tenham, sequer, abordado este tema. Já nem falo dos órgãos de comunicação social tradicionais. Televisões, rádios, imprensa..... todos demasiado envolvidos. Não lhes interessa. Mas os Blogs, senhores? Não deveriam ser independentes dos interesses instituídos?

 

Só posso especular, sobre as razões desta enorme omissão. Não é desconhecimento. Não é falta de atenção. Não é ignorância. Não é falta de interesse sobre o assunto. Aliás, é mesmo o contrário desta última. É excesso de interesse sobre o assunto. E falta de coragem.

 

Excesso de interesse por serem, os próprios, parte interessada ou por conhecerem/serem familiares/amigos de partes interessadas.

 

Percebem que a premissa da lei está errada, percebem que esta proposta do PS, tão apoiada por todos os outros partidos, não tem ponta por onde se lhe pegue, mas como não conseguem encontrar alternativas para substituir o financiamento que a actual lei fornece, e a enorme injecção de dinheiro que as alterações à lei proporcionariam, ficam caladinhos.

 

Compreendo que haja renitência em pegar o boi pelos cornos, e debater o tema a fundo e com honestidade, porque isso faria com que um(?) modelo de negócio de milhões de euros se revelasse obsoleto. Não me refiro à autoria. Refiro-me à exploração da autoria. Quem luta para que esta lei se mantenha, e se agrave, não são os autores, são as eminências pardas das indústrias satélite e parasitas, que nada acrescentam, neste momento, aos autores, mas que querem continuar a enriquecer, à custa dos autores e do povinho.

 

Claro que há alguns autores e produtores de conteúdos a defender a lei, e a dar a cara por ela (e até a assinar a lei ou a pertencer à comissão que a vai analisar, debater e, eventualmente, viabilizar), mas esses querem apenas proteger o seu pecúlio, porque não vêem luz ao fundo do túnel, e porque dá trabalho pensar em novos modelos de negócio, e em novas formas de monetizar devidamente o seu trabalho. E se não vêem num futuro próximo, a possibilidade de alguém pensar a sério no tema, vão-se agarrando ao que têm, que é melhor que nada.

 

Não é uma discussão fácil? Não. É um problema fácil de resolver? Também não.

 

Mas não é criando (e inflacionando) taxas injustas, obscenas e indevidas sobre a população (leia-se, eleitores, consumidores de conteúdos, o público) que vão resolver a coisa.

 

Muito pelo contrário. Só vão agravá-la e criar má vontade das pessoas, em relação a uma questão que só deveria receber simpatia e compreensão, por parte da população.

 

Honra seja feita, aos que afloraram o tema. Parcamente, é um facto, mas, mesmo assim.

 

O Aventar referiu o tema, aqui, aqui e aqui.

O 31 da Armada, aqui.

O Insurgente, aqui, e aqui (este último, numa referência a este post).

O Artigo 58, aqui.

E o Blasfémias, aqui.

 

Escapou-me algum?

#PL118 Os pareceres "técnicos"

De acordo com o líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, vão ser feitas audições, antes das votações.

 

 

Não sabemos a quem é que vão ser feitas as audições mas, a julgar pelo parecer técnico que acompanha a proposta do PS e que foi enviada para a Presidente da Assembleia da República, recomenda-se que sejam ouvidas, as seguintes entidades:

 

Secretaria de Estado da Cultura

Ministério da Economia e do Emprego

Ministério da Solidariedade e da Segurança Social

Associação de Gestão da Cópia Privada

ADAPCDE - Associação para o Desenvolvimento das Actividades em Portugal de Circos, Divertimentos e Espectáculos

Sindicato das Artes e Espectáculos (SIARTE)

Sindicato dos Músicos

Centro Profissional do Sector Audiovisual (CPAV)

GDA - Cooperativa de Gestão dos Direitos dos Artistas Intérpretes ou Executantes

Plataforma dos Intermitentes

REDE (Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea)

Associação de Produtores de Cinema

Associação de Produtores Independentes de Televisão (APIT)

UGT

CGTP  - Intersindical Nacional

Sindicato dos Músicos

PLATEIA

Sociedade Portuguesa de Autores (SPA)

APIT - Associação de Produtores Independentes de Televisão

Observatório das Actividades Culturais

Associação Portuguesa de Editores e Livreiros

 

Não há UMA associação de defesa do consumidor, não há uma associação que represente o Creative Commons, não está ali representado o cidadão eleitor.

 

Isto parece um circo, e estão a fazer de nós palhaços. Vai na volta e é isso, está ali a "Associação para o Desenvolvimento das Actividades em Portugal de Circos, Divertimentos e Espectáculos" para nos representar a todos. Palhaços, mas dos tristes.

 

Pesquisar

No twitter


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2006
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2005
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D