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Jonasnuts

Tron

Tron é um filme de 1982. Tem quase 30 anos. Vi-o quando estreou e adorei. Passou relativamente despercebido. Aliás, era pouco fashion dizer-se que se tinha ido ver e, pior, que se tinha gostado.

Mas eu gostei, mesmo apesar de, na altura, ainda não ser cool gostar do Jeff Bridges, porque, lá está, na altura ele ainda não era o "Dude" nem o Baker Boy . Há pessoas para quem os actores só se tornam bons depois de fazerem filmes com realizadores intelectualóides. Eu, que não sou dessas frescuras, já gostava do Jeff Bridges (e sim, também adorei o Starman).

 

Comprei a edição especial do DVD comemorativa do 20º aniversário, e não alimento muita expectativa em relação ao remake que estão a fazer neste momento. Lá está. Só tem um cheirinho de Jeff Bridges, e tem tudo para se tornar num festival de CGI. Não gosto de festivais de CGI, prefiro, de longe, boas histórias (por isso é que o Avatar, viu-se, mas não entusiasmou).

 

Seja como for, para as novas gerações, é preciso elevar a fasquia, não os obrigar a pensar muito, encher-lhes os olhos com efeitos especiais que desafiam as leis da física e não só, e gastar mais milhões, porque os filmes também vendem pelo dinheiro que custaram.

 

Fiquem com o trailer mais recente.

 

 

 

 

Quem deve pagar a crise são os Chico-espertos

Uma das primeiras palavras de ordem de que me lembro, de miúda, é "os ricos que paguem a crise". Nos últimos dias tenho ouvido com mais frequência "a classe média que pague a crise". E está mal. Quem tem de pagar a crise são os chico-espertos, sejam eles ricos, classe média, remediados ou pobres.

 

Eu explico. Quem tem de pagar a crise é o caramelo que em vez de se pré-reformar negoceia com a empresa uma saída (com indemnização), e depois vai receber o subsídio de desemprego, enquanto espera pelo prazo da reforma. Este gajo vai a entrevistas de emprego (que não quer), porque a isso é obrigado pelo centro de emprego. Não só anda a chular o estado (portanto, nós todos), como anda a fazer perder o tempo a recursos que deveriam estar ocupados com coisas mais produtivas e construtivas.

 

Quem tem de pagar a crise é a cabra que tem o exacto número de filhos que lhe garanta a subsistência com base no abono de família e de outros incentivos à natalidade, enquanto o marido (marido não, que se forem casados o esquema não funciona), o "pai dos filhos" usufrui do rendimento mínimo. E não fazem um boi, porque não querem.

 

Quem tem de pagar a crise é a senhora que é fraca dos nervos, e que está de baixa há 10 anos (enquanto vai fazendo a sua vidinha de reformada), e que no dia em que se pode reformar, deixa o trabalho (onde não ia há 10 anos e onde provavelmente já não a conhecem nem se lembram dela) e reforma-se e continua a fazer a mesma vidinha.

 

Quem tem de pagar a crise é o gajo que manda fechar a varanda e que paga em dinheiro, sem recibo, para ser mais barato, sem IVA.

 

Quem tem de pagar a crise é a besta que recebe dinheiro através de manigâncias e engenharias financeiras, para que os rendimentos não sejam apanhados no "radar".

 

Quem tem de pagar a crise é o gajo que recebe uma pipa de massa, mas como é dono da empresa, declara o salário mínimo.

 

E os exemplos podiam continuar, o português é um povo de chico-espertos, cheio de recursos, desenrascados, e eu tenho para mim que deviam ser estes a pagar a crise.

 

Não deviam ser os tansos que fazem a coisa não só de acordo com as regras, mas de acordo com a sua consciência.

 

E não me venham com as tretas das generalizações. Há-de haver muita gente a receber o rendimento mínimo que precisa de facto dele, e por cada exemplo negativo que dei, hão-de existir muitos no sentido inverso, mas a verdade é que toda a gente conhece casos deste tipo, que estão tão generalizados que já nem se estranham.

 

Mas, como sempre. quem vai pagar a crise, são os tansos. Os da mama, vão continuar a mamar.

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