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Jonasnuts

Passarola voadora

 

Esta passarola é da autoria de Eneko, e foi feita no âmbito da campanha que alguns lustres espanhóis levaram a cabo no sentido de combater um projecto-lei idiota que tentaram aprovar do lado de lá da fronteira, e que acabará por cá chegar, mais tarde ou mais cedo. Fica aqui neste post para enquadramento, e hei-de pô-la algures no template.

 

Chamem-lhe protesto precoce. Ando cá há demasiados anos para achar que não nos tocará, mais tarde ou mais cedo. Vou já protestando.

Precisamos de tenerlos, de preferência no sítio

Quando cá chegar (e vai chegar, não se iludam), espero que tenhamos os mesmo tomates que tiveram os Espanhóis.

 

Podem começar já a traduzir a petição, e a adaptá-la à lei portuguesa. É uma questão de tempo. Os primeiros passos já foram dados, e se nos distraímos, fazem a coisa pela calada.

 

Porque, como diz a Rititi, "hay que tenerlos", de preferência no sítio.

Mnemónicas

Como, presumo, toda a gente, uso mnemónicas. Pequenas coisas que me ajudam a catalogar tudo na minha base de dados mental. Pessoas, objectos, sítios, localizações, cheiros, enfim, tudo o que houver para escrever nesta base de dados de 2 neurónios (não se esqueçam, eu sou loira), tem uma forma muito própria de ser lida, quando é necessário.

 

Isto sem contar com as coisas que lá são escritas sem que eu dê por isso.

 

Tenho uma memória fabulosa. Mesmo. Uso-a bastante no meu dia-a-dia quer pessoal quer profissional.

 

Enquanto as consultas à base de dados são estruturadas, dentro do caos organizado que são os meus dias, em 99% das vezes, corre tudo bem. No entanto, se as consultas à base de dados são inesperadas, ou em contextos pouco habituais, já há mais espaço para que a coisa corra mal, e as mnemónicas não me sirvam de nada.

 

Esta prosa toda para quê? Para explicar que eu conheço muitas das pessoas que leio pela forma como escrevem, ou pelo avatar, ou pelo que o nick, graficamente, me recorda, e vê-las cara a cara nem sempre despoleta o mecanismo certo, o que pode resultar numa aparente imbecilidade (vá, eu gosto de pensar que é aparente).

 

Assim sendo, se durante o Codebits alguém vier ter comigo e disser "olá Jonas, eu sou fulano", e eu fizer um ar ligeiramente esgazeado e ausente, não atribuam a coisa à limitação intelectual, sejam uns queridos, e fiquem a pensar que eu tenho umas noitadas de trabalho em cima, ou que padeço de excesso de blogosfera (embora não ocorra nenhum dos casos).

 

Notem, não é preciso que não nos conheçamos pessoalmente. Já me aconteceu fazer reuniões com um primo, sem me aperceber (nem ele) que somos familiares (e familiares daqueles que passaram férias de Verão juntos).

Como da ignorância nasce a arrogância

Então a história toda, mais coisa menos coisa. O Tribunal solicita a uma empresa que não tem nada a ver com o assunto, a identificação do autor de um Blog do Blogspot. A empresa intimada  responde que não tem a informação e que terão de a solicitar a quem de direito. O Tribunal responde que sim senhor, que solicitará, mas que mantém a intimação para que uma representante do empresa erradamente intimada vá a tribunal, como testemunha, para esclarecimentos genéricos sobre Blogs.

 

A representante da empresa errada desloca-se a Almeirim, e são-lhe colocadas várias questões, pelo colectivo de juízes, pela advogada de defesa e pela delegada do ministério público (e cada questão mais idiota que a primeira, mas pronto, isso é o menos).

 

A todas as perguntas a resposta foi, à semelhança do que já tinha sido comunicado ao tribunal, blogspot, blogspot, blogspot, blogspot, não sei, não conheço a estrutura de redes do blogspot, não faço ideia, blogspot, blogspot, blogspot.

 

No final, um "pode ir à sua vida" (sic), nem desculpe, nem obrigado nem porra nenhuma.

 

A isto, muitos podem chamar a justiça portuguesa a funcionar, eu chamo-lhe abuso de poder.

 

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