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Jonasnuts

Os políticos e as políticas

Quanto mais vejo o que nos rodeia, politicamente falando, mais acho que estamos a ficar cada vez mais parecidos com os Estados Unidos, e não pretendo com isto fazer um elogio.

 

Aquela política de baixaria, e da instrumentalização dos órgãos de comunicação social (nisso os americanos ao menos são mais honestos e dizem logo ao que vão), com intrigas palacianas, com manobras de diversão (e não são das que fazem rir), com puxa cordelinhos aqui e dá trela acolá, com manipulação da informação.

 

Acredito que é para a baixaria e devassa tipicamente americanas que caminhamos, politicamente, a passos largos.

 

E, se querem saber, nem me importaria muito, se tivéssemos o reverso da medalha.

 

Mas não temos. Temos o pior dos dois mundos. Os salamaleques, os exmos senhores deputados, as cortesias, os pontapés por baixo da mesa, as fofocas, os perus inchados, os momentos solenes, os discursos vazios, a demagogia.

 

Mas depois, não temos o Jon Stewart, nem o Bill Maher, nem o Colbert. Não é que falte material, como já vimos, material é mesmo o que não falta. Mas falta sermos um país maior, com mais gente e, por isso, mais livre, sem que ninguém se sentisse ameaçado porque gozou com o senhor que está agora na cadeira do poder, e que tem na mão o sim ou sopas do financiamento do próximo programa.

 

Nesse, como noutros aspectos, temos TANTO a aprender com estados unidos, país com que gozamos com aquele arzinho superior de europeu com pedigree. E eles são tão mais livres. Têm tanto mais e melhor por onde escolher....

Para os geeks

Porque sei que passam aqui alguns geeks (ao engano, é verdade, mas passam), fica aqui um link para um pedido de colaborador. E é de um júnior que andamos à procura.

 

Antes de seguirem o link, notem que procuramos alguém para trabalhar na equipa dos Blogs do SAPO, logo, a minha equipa. Tendo em conta a principal tag deste Blog, eu usaria de alguma parcimónia e reflexão, antes de enviar o CV.

 

Mas pronto, o vai sair (entrou júnior, sai menos júnior), precisamos de um júnior para o substituir. Se quiserem saber como é que é, trabalhar na equipa dos Blogs, perguntem-lhe. Responderá a verdade. Não só porque faz o género dele, mas porque, se formos a ver, o que é que eu posso fazer se ele der uma resposta torta? Despeço-o? :)

Para o Natal

Sim, eu sei que é cedo, mas nestas coisas, nada como fazer a lista atempadamente e resolver dessa forma o stress dos entes queridos que não sabem o que me oferecer (porque sou esquisita e porque já tenho tudo - ambas afirmações falsas, claro).

 

Além disso, isto encomenda-se e pode ser que demore a chegar e pelo sim pelo não, fica dado o recado e depois não se queixem que não sabem.

 

Quero uma coisa destas:

 

 

É um fitbit.

 

É gadget, é pequenino, deve ser baratucho. Prenche os requisitos.

 

E aqui está a forma como lá cheguei, que também é geek q.b. - TecChrunch

 

 

É tão giro que, na volta, não espero pelo Natal :)

Ensitel - Take 7

Quem passa por aqui com mais frequência, e tem pachorra para ler tudo (eu não teria) saberá que eu tenho (na realidade tive) um conflito de consumo com a Ensitel (o site está em baixo com muita frequência, não fui eu que me enganei no link).

 

A coisa meteu tribunal e tudo, e há ali uns links na barra lateral para quem não tem nada para fazer e quiser aprofundar a coisa. Mas aviso já que não tem grande interesse, a não ser que pretenda torna-se cliente desta empresa e nesse caso, recomendo, para que tenha noção do que pode vir a ser a sua experiência.

 

Pela parte que me toca, a coisa estava fechada, arquivada e encerrada, com o único desfecho possível, para mim. A Ensitel perdeu uma cliente, e, já agora, uma belíssima cliente, que passo a vida a comprar telemóveis e respectivos periféricos e gadgets, quer para mim quer para terceiros. Mas pronto, estava fechado o capítulo Ensitel, neste Blog e na minha vida.

 

Eis senão quando, começam a aparecer comentários nos posts da Ensitel. Ora os comentários, habitualmente, são mais frequentes quando publicamos o post. Entram nos primeiros tempos de vida do post, e depois, à medida que o post vai ficando mais para baixo, porque entram outros, vão perdendo notoriedade, e, consequentemente, comentários (além de que já ninguém tem pachorra para me ouvir falar da Ensitel, quanto mais para deixar comentários à minha prosa).

 

E os comentários são lindos. Tudo gente diferente, pelo menos no nome, já que o IP é sempre o mesmo. Gente que, pelos comentários que deixa, se percebe que não leram os posts (não os condeno, mas nesse caso, não comentem).

 

Enfim, provavelmente porque este Blog aparece bem posicionado quando se faz uma pesquisa por Ensitel, a coisa deve ter chamado a atenção. Então e o que é que fazemos? Perguntam eles. Vamos lá aos comentários, desancamos a gaja, e ainda parece que temos clientes fiéis que nos defendem e que dizem que nós somos os maiores dos bonecos da bola. Boa ideia.

 

Mas o IP senhores, o IP, denuncia-vos. É sempre o mesmo. Seja qual for o dia e a hora a que deixam os comentários, e apesar de assinarem sempre com nomes diferentes, o IP é sempre o mesmo.

 

Vá lá.....toca de fazerem os comentários a partir de casa de cada um, que assim os IPs passam  a ser diferentes e pode ser que eu fique na dúvida (nem por isso, mas pronto).

 

E já agora, uma informaçãozinha de muita utilidade, os Blogs do SAPO têm corrector ortográfico nos comentários. Podem usar à vontade, que não pagam mais por isso.

For dummies

Eu acho que para se comprar um livro for dummies, é preciso que não se seja dummie. Porque os verdadeiros dummies, não sabem que são dummies. Isto parece muito socrático, mas é verdade.

 

Tenho a pretensão de achar que não sou burra, mas adoro brincar e gozar com os esterótipos, É burra porque é loira, é burra porque é mulher.....

 

Tenho uma t-shirt (velinha, velhinha, velhinha) que diz "I'm naturally blonde, please speak slowly".

 

Gosto sempre de ver a reacção das pessoas que, normalmente, não me desilude.

 

Hoje, precisamente hoje, tenho uma t-shirt dessas.

 

 

Não se percebe bem, mas diz "with all this, who needs brains".

 

Com a pontaria que eu tenho, sou chamada à administração, para explicar qualquer coisa, ou apresentar um power point.

Tricot, crochet, maternidade e tiro com arco

Isto de ser mãe tem os seus quês. Disse ao puto que se ia acabar a mama do ano passado (em que não praticou nenhum desporto), e que este ano ia ter uma actividade física qualquer.

 

Andámos à procura da actividade certa. Futebol (já fez) não gosta, ténis (já fez) cansa muito, natação (fez desde os 2 anos) não precisa e tem a desvantagem de molhar, hóquei não deu, por ser demasiado velho.

 

Eu preferia um desporto de equipa, que isto de ser filho único é tudo muito bonito, mas depois ficam-lhe a faltar competências mais sociais (é um bicho do mato, como a mãezinha, o sacana), mas, já sei por experiência que se a escolha for só minha, corre mal. Tinha de ser uma coisa escolhida por ele. Assim como assim já sabe que, o que escolher, faz até ao fim, não há cá desistências a meio.

 

Julgava eu que, desporto de equipa ou desporto individual, pelo menos, ninguém lhe tirava a actividade física, até que ele deixa cair a bomba. Tiro com arco. Tiro com arco? Mas isso nem te mexes. Não me interessa, é um desporto, olímpico e tudo. Diz que é bom para a concentração, e se há puto com espaço para evoluir nesse capítulo, é o meu. Veremos no final da temporada.

 

Pronto...lá está, no tiro com arco, às segundas quartas e sextas (o que me dá cabo dos meus finais de dia). Vou buscá-lo, vou pô-lo, espero uma hora cá fora (só entrei da primeira vez para falar com o professor), e depois vamos para casa, onde chegamos quase à hora de (fazer o) jantar.

 

Naquela hora, em que a minha mente divaga por acidentes com arcos e flechas (e mais para mais o puto tem um nome com tradição no tiro com arco), não tenho muito que fazer. Uns sudokus no iPod, livros, revistas. Mas sentia-me um bocado inútil (e ver as mães, sempre as mães, quase sempre só as mães a levar as criancinhas, não ajuda). Pensei em capitalizar aquelas 3 horas semanais.

 

É desta que relembro o crochet que a minha avó me ensinou, e faço os presentes de Natal duma catrefada de gente. Até já sei qual é o projecto, que vi aqui e cujo resultado final me pareceu excelente. (De referir que a minha avó era uma artista, caraças. Lá está, capitalizava as longas horas de espera típicas do seu trabalho, e fazia verdadeiras obras de arte, uma delas, feita de encomenda para o meu "enxoval" às vezes aterra na minha cama).

 

Primeiro dia de tiro com arco, e toca de ir ali perto comprar as lãs e a agulha. A senhora da loja deve ter pensado que lhe tinha saído a sorte grande, olhe, dê-me um novelo de cada cor, se faz favor.

 

Pensei eu, burrinha, que se tinha aprendido a tricotar com o Knitting for dummies (e a coisa correu bem), com o crochet ia ser mais fácil, não só porque a minha avó me ensinou o básico, mas também porque já tinha o Crocheting for Dummies. Mas parece que sou mais dummie do que o que julgava, porque a última fila daquela coisa não fica com os double crochets que é suposto. Já tentei todas as combinações, e fica ou com espaços a mais ou com espaços a menos.

 

Já fiz mais de quase 20 hexágonos, mas não tenho nenhum, porque empanco sempre no mesmo sítio, e desmancho tudo.

 

Já me arrependi amargamente de ter escolhido aquele cor de rosa para experimentar, que já deito cor de rosa pelos olhos.

 

Mas, acima de tudo, gosto do ar ligeiramente enojado que as mãezinhas frequentadoras daquele ginásio selecto fazem, quando me vêem de agulha de crochet na mão. Acho que vou começar a levar um lenço na cabeça, e começar a ler as instruções alto, e a falar achim, para jugarem que sou a criada de casa do menino (é difícil, porque não dá para dizer crochet sem ser achim, e porque as instruções são em inglês). É engraçado, que já me acontecia com o tricot, mas com o crochet o ar de asco é maior.

 

Tenho de me fazer convidada para um encontro qualquer de crocheteiras, para ver se alguém me tira a dúvida (que deve ser uma coisa básica, obviamente), para ver se ponho aquelas 3 horas a render.

 

Enquanto isso não acontece, e uma vez que já esgotei todas as possibilidades e combinações de pontos que me ocorreram, em vez do crochet levo o 2666. Por mais page turner que aquilo seja, tenho ali para, pelo menos, 2 semaninhas.

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