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Jonasnuts

Jornalistas modernos

Este post é capaz de chatear algumas pessoas, em especial alguns dos amigos que tenho e que são, em simultâneo, jornalistas.

 

Considerem o disclaimer do costume, que não se julga o todo pela parte, e que um caso são casos, e coiso e tal.

 

A razão pela qual muitas pessoas querem ser jornalistas passa pela imagem que temos do jornalista. Um gajo, que com o poder da escrita (ou da palavra) nos faz chegar os factos. O quem, o como, o onde, o quando e o porquê. Um gajo que escreve bem, que sabe falar. E que é independente e protege, acima de tudo, a Verdade. Por causa deste retrato, que em tempos pode ter sido realista, temos a tendência para acreditar no que vem escrito nos jornais, ou é dito na rádio. Achamos que a parte da veracidade dos factos, a confirmação dos eventos, e a escolha das fontes são trabalho do jornalista. E são. Achamos bem. Isto é, acharíamos bem, se vivêssemos há uns anos.

 

O problema é que o grau de exigência tem vindo a diminuir, e muitas pessoas que se dizem (ou são consideradas) jornalistas já não preenchem os (meus) requisitos mínimos, alguns são mesmo umas verdadeiras bestas. Não sabem escrever, não sabem falar, não sabem usar da melhor forma as ferramentas que têm à sua disposição (nomeadamente a internet), não sabem seleccionar fontes. Gostam muito do copy paste. A juntar a isto, temos o actual ritmo a que vivemos que é muito, mas muito mais rápido que outros ritmos do passado. Acrescentem-se os donos os órgãos de comunicação social e a sua (às vezes não tão escondida como isso) agenda, mais os ódios de estimação, mais as intrigas palacianas, mais os editores, mais as orientações editoriais, mais as pressões e mais o diabo a sete e estamos lixados. Com f de cama.

 

O nome de um jornal já não me chega para garantir a veracidade e isenção de uma notícia. Nem sequer o nome do jornal conjugado com o nome do jornalista.

 

É engraçado que numa época em que a quantidade de informação é cada vez maior, quando os jornalistas seriam mais necessários enquanto seleccionadores da informação relevante estão, pelo contrário, a perder importância e relevância. Por culpa própria também, mas não maioritariamente.

 

Acho que hoje em dia, para se ser jornalista são precisas 3 coisas, um curso qualquer, uma vontade enorme de seguir esta carreira, e uma lobotomia (para perderem toda e qualquer veleidade de quererem pensar pelas suas próprias cabeças).

 

Como é que me mantenho a par da actualidade, tendo em conta a opinião que tenho dos jornalistas em geral? Faço eu a minha selecção. 99% da actualidade acompanho nos Blogs (muitos desses Blogs são de jornalistas, sem filtros externos). São raros os casos em que recorro a órgãos de comunicação social tradicionais. Só para as breaking news, na maioria dos casos.

 

Construí uma rede pessoal de Blogs, através dos quais sigo as notícias. Não se constrói de um dia para o outro, esta rede. E está em constante transformação, saem uns entram outros. Há mais de 2 anos uso este método. E estou satisfeita.

É oficial

Estou farta, fartinha deste template.

 

Não é a primeira vez que o digo, mas desta vez fartei-me mesmo. Vou começar a trabalhar numa nova versão. Portanto, se de repente passarem aqui e virem isto tudo torto, não é bug, é falta de jeito.

 

Este template é, mais widget menos widget, o mesmo com que iniciei as hostilidades há uns tempos. E a foto do cabeçalho, se já era velhota quando a usei aqui, agora mais velhota é. Está na hora de mudar.

 

Não sei para quê, mas está na hora.

Peter Funch

Este senhor teve uma boa ideia, e implementou-a. O conceito é simples. Pega numa maquina fotográfica, e capta uma série de fotos, do mesmo sítio, Mantém o fundo, mas selecciona os elementos que registou noutras fotos (presumo que do mesmo sítio), e compõe uma imagem final.

 

Há uma série delas aqui.

 

Eu gostei muito desta (mas foi difícil escolher).

 

 

Via Gajo.

 

 

Os decotes, os perfumes, a "recomendação" e o incêndio blogosférico

Este vai ser compridinho.

 

Sempre gostei de me vestir à vontade. Calças de ganga, ténis, t-shirt ou sweat-shirt, e está a andar (a roupa interior não é relevante para o tema).

 

Acredito vivamente que a forma como a pessoa se veste não determina a sua competência, mas acredito em igual medida que os portugueses não pensam da mesma maneira. Se pensassem da mesma forma, a gravata teria sido abolida há muito, e este é só um dos exemplos de coisas que vestimos por causa das convenções sociais.

 

Quando comecei a trabalhar em publicidade, não sabia muito bem qual das áreas deveria seguir. Sabia que não queria ser copy, e que não podia ser visualizadora, mas tinha em aberto o contacto, a produção, o tráfego e a média. Tráfego e média estavam excluídos à partida, que eu preciso de coisas diferentes. Portanto, ou contacto ou produção. O contacto trata de fazer a ponte entre a agência e os clientes, o produtor trata de fazer a ponte entre a agência e os fornecedores. Confesso que tive dúvidas, cada trabalho tem as suas vantagens e desvantagens. O que acabou por me fazer optar pela produção foi o dress code. Para ser contacto eu teria de andar sempre empiriquitada, para ser produtora eu podia andar mais à balda. Baldas foi.

 

Isto tudo para chegar onde?

 

Se eu quero ter uma profissão que implica representar a empresa/instituição/organismo junto dos seus clientes/utentes, tenho de ter, à partida, algum discernimento em relação ao que posso e devo fazer para que essa representação seja positiva. E isso inclui o que visto. Não há liberdade, na medida em que as convenções não o permitem. 90% dos meus sapatos são ténis (sapatilhas para quem está mais a norte, embora eu já não faça ballet), mas em dia de reunião com parceiros, ou se vou representar a empresa num evento, penso duas vezes no que visto.  E tento vestir-me de acordo com as circunstâncias, mesmo que isso implique não ir de ténis ou de calças de ganga.

 

Claro que é tudo muito subjectivo, e aquilo que para mim é razoável, para o parceiro do lado pode ser intolerável, mas há os limites básicos do senso comum. É frequente entrar num elevador do meu local de trabalho, e sair de lá a cheirar ao "Opium" da drogaria do Sr. Mendes, porque alguém decidiu tomar banho naquilo e empestar tudo à sua volta. É corriqueiro ficar com dores de cabeça, só de me aproximar de algumas das pessoas com quem partilho o espaço de trabalho, tal é a quantidade de perfume que carregam. O contrário também acontece, às vezes paira um cheirinho a suor requentado que não se aguenta. Fazer o quê? Incluir na lista dos deveres dos trabalhadores o banho matinal?

 

Chateia-me que haja códigos que impõem determinadas regras de vestuário, mas chateia-me ainda mais que sejam precisos esses códigos. Estamos a perder o senso comum e o discernimento. Liberdade? Sem dúvida. Sempre. Mas liberdade significa anarquia? E a liberdade dos empregadores? Não estão no direito de não quererem ser representados por pessoas que não correspondem à imagem que pretendem transmitir?

 

E, convenhamos, a blogosfera masculina incendiou-se com a coisa, porque imaginava a Scarlett Johansson atrás do balcão da loja do cidadão. Se tivessem imaginado antes a D. Miquelina, mãe de 3 filhos, avó de 4 netos, a seguir pela enésima vez a dieta milagrosa da seiva da vida para perder em 3 semanas os 25Kg que tem a mais, se calhar não se incendiava tanto. Vá, acendia um fósforo.

 

 

E por isso é que eu gosto de um blog sem rótulos

Este Blog não é político, embora eu por vezes fale de política, não é geek, embora eu às vezes fale de coisas mais geeks, não é um baby blog embora eu às vezes refira os putos, não é um blog erótico, embora eu faça posts com imagens de senhoras menos vestidas, não é um blog de humor, embora eu faça posts com essa tag, nem é um blog de moda, embora eu escreva às vezes sobre acessórios de moda, não é um blog pessoal na medida em que escrevo pouco sobre intimidades e não é um blog de motores, embora às vezes eu fale sobre carros (e podia continuar com o mesmo padrão.....).

 

E é disso que eu gosto. De não ter espartilhos.

 

Por isso, gosto de ver que tão depressa cá chegam pessoas que pesquisam por playboy, como chegam pessoas que pesquisam por bimby, e por smart e por crocs e por cemelhas, e por tó zé brito e por ensitel.

 

É isto meus senhores, é isto. Como diria a minha avó Zita, é um blog Vários Lindos.

A Bimby

Pediram-me para fazer um post mais a sério sobre a Bimby, para que, quem não tem uma, possa perceber o funcionamento da coisa.

 

Devo desde já dizer que não trabalho para a Bimby, não recebo comissões de nenhum género, e que este post é escrito do ponto de vista duma utilizadora normal. Gosto de cozinhar, mas detesto a cozinha do dia-a-dia. Nunca fui grande doceira. Ele ofereceu-me uma Bimby, nos anos.

 

Ao princípio tive receio que fosse mais um gadget daqueles que usamos nos primeiros tempos, mas que depois ficam a ocupar espaço e a acumular pó na despensa, mas não. Continuo a usar quase diariamente (tenho-a há cerca de 4 meses).

 

Mudou a minha vida? É um milagre? Tornei-me dependente? Não. Mas ajuda bastante, e faço coisas que de outra forma não faria (manteiga, esparregado e limonada, por exemplo).

 

A coisa é simples de usar. Tem as velocidades, as temperaturas e o tempo. Cada receita indica qual a ordem pela qual os ingredientes devem ser adicionados, qual a temperatura, o tempo e a velocidade a que devem rodar as lâminas, uma balança, um acessório para cozer coisas usando o vapor (varoma) e apita quando termina.

 

À medida que vamos fazendo as receitas, vamos aprendendo a adaptar a coisa ao nosso gosto, como em qualquer outra receita. Por exemplo, a lasagna da Bimby leva cenoura, e tem um tempo de refogado menor do que a minha lasagna. Faço lasagna na Bimby, não meto cenoura, e refogo durante mais tempo. Adapto a receita ao gosto cá de casa.


Uma receita típica da Bimby diz o seguinte:

Ingredientes:

400 gr. de espinafres.

2 dentes de alho.

30 gr. de azeite.

50 gr. de farinha

200 gr. de leite

1 colher de sopa de vinagre


Coza os espinafres, cobrindo-os com água e programando 8 minutos, temperatura 100 e velocidade 1. Escorra-os e reserve. Deite os alhos no copo e pique-os na Velocidade 5. Junte o azeite e programe 4 minutos, temperatura varoma, velocidade 2. De seguida junte os espinafres e salteie-os no azeite com alho, 3 minutos, temperatura varoma, velocidade 2. Adicione a farinha e  leite e programe 20 segundos na velocidade 7. Programe mais 7 minutos, temperatura 100, velocidade 2. Por fim, bata alguns segundos na velocidade 4 ou 5, para homogeneizar o esparregado até à consistência desejada e tempere com o vinagre.

 

Esta é a receita base. Eu ponho mais uma ou duas cabeças de alhos, e ponho um pouco menos de azeite. Ponho menos farinha, porque uso Maizena, e ponho sal (que não vem na receita).

 

Ao princípio é preciso ver sempre as instruções, mas passado algum tempo de utilização, para as receitas que fazemos com mais frequência, já nem é preciso olhar para os livros.

 

O que é que eu faço que não fazia? Esparregado, manteiga, feijoada, dourada ao sal, leite-creme, limonada, gelados.

 

Coisas que eu fazia mas que passei a fazer na Bimby? Arroz (é um descanso, aquilo apita quando chega ao fim, e nem tenho de me chatear com  a coisa), sopas (ficam excelentes porque aquilo quando tritura, tritura mesmo e as sopas ficam mesmo aveludadas).

 

Quem quiser, é seguir o link para o site da Bimby.

 

E pronto, está feito o post Crónicas Femininas do ano.

Bichos da seda

Quem não se lembra de ter em casa, bichos da seda? E de alguém ter de ir à florista mais próxima, buscar folhas de amoreira, que é o que aquela bicharada come. E assistir à metamorfose das lagartas, e os casulos, e as borboletas, e os ovos e regressar tudo ao princípio de novo. Até alguém se chatear e mandar a caixa de sapatos pela janela fora.

 

É tão lindo. E tão educativo para as crianças. É uma experiência única.

 

A minha mãe arranjou 5 bichos da seda o ano passado. Tão pequeninos que eles eram. E tão poucachinhos.

 

Tenho Bichos da Seda para dar. Quase 200 (diz a minha mãe). Estão de boa saúde, e desparasitados.

 

Alguém quer?

 

UPDATE (05/06/16) - Este post é de 2009, mas continuo a receber com alguma frequência perguntas sobre os bichos da seda de que aqui falei. Vou, por isso, fechar os comentários a este post, e informar quem aqui venha e não consiga comentar, que não, já não tenho os bichos da seda de que falei há uns anos.

 

 

 

 

Centro de Arbitragem de conflitos de consumo

Sim, é mais um post sobre o conflito de consumo que tenho com a Ensitel.

 

Segui as instruções da advogada e escrevi à Ensitel a expor a situação e a denunciar o contrato e a dar um prazo (razoável) para a devolução do valor pago pelo telemóvel. Cartinha registada e com aviso de recepção. Recebi uma resposta com mais material dissuasor, e as regras da Nokia, e os danos devido a mau uso e mais bulshit do mesmo estilo. Respondi de volta, informando que não havia nenhum dano no telemóvel passível de ser associado a uso indevido. Fiquei sem resposta, claro.

 

A advogada já me tinha dito que seria pouco provável conseguir a resolução por esta via, mas recomendou-a na mesma, de forma a que num tribunal se verificasse que eu tinha tentado todos os meios, antes de recorrer à via judicial.

 

O passo seguinte, ainda na mesma perspectiva, foi expor a situação ao Centro de Arbitragem de Conflitos de Consumo de Lisboa. Lá fui ontem, à hora do almoço.

 

Dizem-me que a Ensitel tem um protocolo com o Centro em como aceita à partida todos os pedidos de mediação. Deixei cópias de toda a documentação e disseram-me que, rapidamente se resolveria o problema.

 

Quanto tempo é que demora esse rapidamente? Um mês e meio, dois meses. É engraçada a subjectividade do conceito de rapidez. 2 meses é uma eternidade. são 2 meses (mais os outros dois que quase leva este assunto) em que não vou poder usar um equipamento que comprei. Mas dizem-me que aí, nada a fazer. Vou fazendo posts.

 

A ASAE já me escreveu, na sequência das reclamações que apresentei. Dizem que estão a estudar o assunto.

 

A Ensitel tem o aparelho do seu lado. Os prazos, o tempo que demoram os processos, os trâmites legais. Pensando bem, eu já andaria feliz da vida a usar o meu telemóvel novo há muito tempo, se o pusesse a arranjar na Nokia. É com isso que a Ensitel conta.

 

Vejo mais pessoas com o mesmo problema, pode não ser a mesma avaria técnica, mas é o mesmo tipo de atitude da Ensitel, de descartar responsabilidades, e de lavar as mãos dos problemas que criou aos seus clientes. Vejo também que, como eu, mais pessoas querem exactamente a mesma coisa. Extinguir a relação comercial que as une à Ensitel. Quem trata assim os seus clientes não deve admirar-se com o facto destes quererem fugir o mais rapidamente possível de qualquer relação com a empresa.

 

 

(Veja também Ensitel take 1, Ensitel take 2, Ensitel take 3, Ensitel take 4, ou salte directamente para o Ensitel take 6)

 

 

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