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Jonasnuts

Do design

Recentemente, numa reunião de trabalho, entre técnicos e "produto", discutia-se a homepage de um determinado serviço. Identificámos os problemas que queremos resolver, as áreas que queremos ter, quais os conteúdos a que queremos dar mais destaque.....enfim, o típico.

 

No final, um dos presentes diz: então agora vamos fazer o desenho?

O desenho? Mas não está aqui nenhum designer, digo eu. Sim, eu sei - respondem-me -  mas vamos dizer onde é que queremos as coisas. Não, replico, isso é da competência e responsabilidade do designer, ele é que tem as competências para dizer onde é que entra o quê, e explicar porque é que essas escolhas resolvem os problemas que temos para resolver.

 

Não é a primeira vez que encontro esta ideia, que parece ser generalizada, que os designers são os gajos que fazem os bonecos.

 

Um designer não precisa de ter jeito para desenho, sequer. Um designer tem de saber onde arrumar as coisas. E há vários tipos de designer. Um designer de interiores não sabe desenhar um site, e o designer de um site não sabe necessariamente desenhar uma aplicação, e este último se calhar não sabe fazer um logo.

 

Mas todos eles têm de saber arrumar as coisas certas, nos sítios certos, de forma a que as coisas funcionem como queremos, mas em bonito. Forma E função.

 

Adoro o pessoal que vai passar o briefing do design com papel e lápis na mão, e explica aos designers que têm de arrumar as coisas desta maneira, e pôr uns bonecos. Vejo logo se o designer é bom ou é mau. Se fica com um ar atarantado e surpreendido (ou zangado), é bom, se fica com ar de quem fará exactamente o que se lhe pede, ou é mau ou já desistiu, o que faz dele mau.

 

Gosto de designers refilões.

Os egos das estrelas

No âmbito da minha profissão, contacto muitas vezes com pessoas conhecidas, figuras públicas. Sejam conhecidas por terem talentos especiais sejam conhecidas por serem muito fotografadas, toca-me de tudo.

 

Este contacto tem vindo a confirmar uma ideia antiga; quanto maior é o talento, menor é a arrogância e a prepotência. Mas não cessam de me espantar os exemplos que recebo, quer de pessoas mais talentosas quer de pessoas menos talentosas (e há obviamente excepções dos dois lados).

 

Julgar-se-ia que pessoas com mais reconhecimento seriam mais exigentes ou menos bem educadas. Mas é precisamente o contrário. Quanto mais conhecidas e talentosas, mais resistem a solicitar favores que outros assumem como um direito.

 

Isto tudo porque recebi um mail encaminhado pelo suporte geral. Um cliente que perguntava se podíamos dar alguma assistência na personalização do Blog. Olho para o remetente original e vejo um nome sonante, daqueles com talento reconhecido e, mais, com o qual já há contactos estabelecidos. Esta pessoa já tinha trocado mails comigo, e sabe quais são as minhas funções nos Blogs do SAPO.

 

Respondo ao mail, e digo, então não podias ter-me contactado directamente?

Resposta?

Obrigado pela simpatia, mas não queria incomodar.

 

É uma diferença brutal, em relação às exigências que por vezes nos chegam, de estrelinhas de luz mais fosca.

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