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Jonasnuts

Nunca daria uma boa política

Este post nasce de uma conversa que tive com um amigo, engenheiro de profissão, e que não vou identificar, porque ele sabe quem é e para o caso não interessa nada.

 

No final da conversa concluí: por isso é que tu és bom político, e eu nunca daria uma boa política. Para já porque tenho a entrega dos impostos atrasada e depois, sobretudo, porque tenho uma base de dados onde inscrevo as pessoas, e de onde é muito difícil que saiam.

 

Para que uma pessoa se movimente bem, nos meandros da política (independentemente da sua orientação ser mais à esquerda ou mais à direita), é preciso que tenha uma base de dados com uma razoável dose de auto-regeneração. Que haja uma limpeza higiénica de vez em quando. Que se apaguem memórias das traições, dos atrasos, das mentiras, das facadas, das invejas e das rasteiras. Às vezes é preciso forçar essa limpeza.

 

Eu, tenho uma base de dados onde não há muitos inscritos, é um facto, tenho tido sorte. Mas os que lá estão, estão de pedra e cal, não estou a ver que dali saiam em tempo útil.

 

Sou leal, prezo a lealdade, sou uma mulher de palavra, prezo a palavra dada. Dou o que peço. Quando tenho menos do que o que dou, o caldo entorna.

 

E caldo entornado não é compatível com a política.

Estratégia de combate legal à Emel, parte II

Falei aqui há uns tempos da minha estratégia para, legalmente, complicar o trabalho (ou mesmo impedir) dos funcionários da EMEL.

 

A estratégia é simples, e está ilustrada na foto que tirei ao meu carro, na altura:

 

 

Verifico agora que esta estratégia levanta um pequeno problema, ao nível do funcionamento do ar condicionado do carro. Há 2 semanas começou a fazer um barulhinho estranho que se foi agravando com o tempo. Anteontem já parecia um avião a querer levantar voo.

 

Como não gosto de andar de avião marquei com a oficina para eles resolverem o problema. Deixei lá o carro ontem de manhã, e o prognóstico preliminar era o motor do ar condicionado que precisava de ser substituído. Disseram-me que provavelmente só me conseguiriam entregar o carro no dia seguinte, uma vez que tinham de encomendar o motor, e que demorava a chegar. Mas, a meio da tarde recebo um SMS a dizer que estava pronto, e que podia ir lá levantar o carro.

 

O relatório do mecânico ia direito ao assunto, sem rodeios nem meias palavras: papéis da emel enfiados no motor da sulfagem (sic).

 

Terei de arranjar outra estratégia de combate à emel que não passe por enfiar seja o que for, seja onde for.

Como lidar com o marketing telefónico

Fartos de serem chateados pelos bancos, clínicas de saúde, instituições de crédito, operadores telecomunicações (menos a PT, que a PT não chateia ninguém, como é óbvio)?

 

Estão fartinhos de dizer que não querem responder a inquéritos, e pedem para o vosso número ser retirado da base de dados, e ameaçam fazer queixa à Comissão Nacional de Protecção de Dados, debalde?

 

Aqui está a solução. Já há algum tempo falei aqui do Tom Mabe, e das partidinhas que ele gosta de fazer mas hoje, fruto da quantidade de chamadas que tenho andado a receber, apeteceu-me chamar a atenção para outro vídeo do senhor. Gosto muito de ambos. Acho que vou comprar um gravador, e ter umas conversas interessantes com os senhores do telemarketing.

 

 

 

 

Dilemas da maternidade

Factos:

 

1 - O puto não é habitualmente muito dado a abraços, pelo que acolho alegremente (e de braços abertos) todos os que, por sua iniciativa, me dá.

 

2 - O puto está a meio do tratamento de desparasitação capilar (tem piolhos, ou teve há pouco tempo, pronto).

 

Situação do dilema:

 

Percebe que fez cagada. Decide assumir a coisa. Diz: desculpa mãe. Abre os braços e vem direito a mim, pronto a diminuir drasticamente a distância que nos separa, encostando a sua cabeça à minha.

 

Arriscamos os piolhos ou dizemos: deixa lá isso filho?

 

Estou para aqui cheia de comichões, e neste momento não posso garantir que sejam comichões imaginárias.

O erro de George Orwell

Já lá vão uns anos valentes desde que li o 1984, mas penso que me lembro do essencial, para me permitir o título do post.

 

E afirmo que Orwell se enganou na sua previsão. Não há nenhuma entidade que nos registe e nos imponha determinadas regras, que siga os nossos passos, que nos tolha os movimentos. Não há, mas vai haver, e seremos nós os seus criadores.

 

Somos nós quem, de livre e espontânea vontade registamos os nossos dados, publicamos a nossa geografia e os nossos passos, identificamos os nossos amigos e respectivo grau de conhecimento ou parentesco. O que fazemos, com quem fazemos, quando fazemos e, muitas vezes, como fazemos. E fazemo-lo por iniciativa própria. Porque é giro, e em alguns casos prático, ou porque nos dão algo em troca. Usamos o cartão de débito e o de crédito, a via verde, encomendamos coisas online, damos a nossa morada para participar em concursos, blogamos, facebookamos, twittamos, flickramos, tagamos conteúdos, youtubamos, usamos o GPS e agora, até googlelatitudamos. Achamos que por ser nossa a iniciativa, e não duma entidade central e controladora, a coisa é menos perigosa ou menos intrusiva.

 

Mas não é. Não é preciso ser um génio para centralizar estes dados que, de forma absolutamente pública, vamos espalhando por aí, à espera que alguém os agarre. Confiamos sempre na boa vontade, e nos princípios das pessoas e das empresas a quem abrimos, assim, as portas das nossas casas (e casas aqui é no sentido lato da coisa). Somos no mínimo burros, no máximo, inconscientes.

 

Duma forma mais ou menos sistematizada, os dados já aí estão, à espera que um big brother em potência se lembre de os explorar. O Google é um óptimo candidato a big brother.

 

Agora que o homejacking está tão na moda (no meu tempo chamavam-se assaltos), quero ver quando é que aparece o primeiro caso em que o ladrão confessa ter sabido da ausência dos donos da casa por ter consultado o Google Latitude.

 

Aí vai ser um ai Jesus, um ver se te avias.

 

A minha pergunta é simples. Quando chegar esse momento, ainda será possível fazermos marcha atrás?

 

Creio que não.

Kathy Sierra

Já falei aqui algumas vezes da Kathy Sierra, e do poder que esta mulher tem de escrever, com frequências, coisas que eu penso. É assim uma espécie de alma gémea no que aos utilizadores finais de um servilo diz respeito.

 

Tive imensa pena que tivesse optado por deixar de Blogar, fruto de coisas que agora não são para aqui chamadas. Mas quando blogava, era quase cada tiro cada melro.

 

Reencontrei-a há algum tempo, no Twitter, e, embora haja muita coisa que não me interessa, volta não volta lá aparece um Twitt em que me revejo (e que lamento ser tão curto). O último foi este:

 

"With a few exceptions, the worst mistake a "business blog" can make is to blog about the business."

 

Se não conhecem o Blog, está aqui, não é actualizado, mas é sempre actual (o que levantaria de novo a discussão sobre o que é um blog activo), e para a acompanharem no Twitter, é aqui.

Referrals sociais

Desenganem-se aqueles que acham que vou falar de estatísticas, e de web 2.0.

 

Acabo de descobrir uma forma de identificar as pessoas que lêem este Blog, pelo menos daquelas com que me cruzo pelos corredores e salas de reuniões.

 

As que mantêm uma saudável distância entre as suas cabeças e a minha, são leitores fiéis.

 

As que se aproximam de mim, ignorantes da situação capilar que se vive em minha casa, não lêem este Blog.

 

:)

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