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Jonasnuts

Dilemas da maternidade

Factos:

 

1 - O puto não é habitualmente muito dado a abraços, pelo que acolho alegremente (e de braços abertos) todos os que, por sua iniciativa, me dá.

 

2 - O puto está a meio do tratamento de desparasitação capilar (tem piolhos, ou teve há pouco tempo, pronto).

 

Situação do dilema:

 

Percebe que fez cagada. Decide assumir a coisa. Diz: desculpa mãe. Abre os braços e vem direito a mim, pronto a diminuir drasticamente a distância que nos separa, encostando a sua cabeça à minha.

 

Arriscamos os piolhos ou dizemos: deixa lá isso filho?

 

Estou para aqui cheia de comichões, e neste momento não posso garantir que sejam comichões imaginárias.

O erro de George Orwell

Já lá vão uns anos valentes desde que li o 1984, mas penso que me lembro do essencial, para me permitir o título do post.

 

E afirmo que Orwell se enganou na sua previsão. Não há nenhuma entidade que nos registe e nos imponha determinadas regras, que siga os nossos passos, que nos tolha os movimentos. Não há, mas vai haver, e seremos nós os seus criadores.

 

Somos nós quem, de livre e espontânea vontade registamos os nossos dados, publicamos a nossa geografia e os nossos passos, identificamos os nossos amigos e respectivo grau de conhecimento ou parentesco. O que fazemos, com quem fazemos, quando fazemos e, muitas vezes, como fazemos. E fazemo-lo por iniciativa própria. Porque é giro, e em alguns casos prático, ou porque nos dão algo em troca. Usamos o cartão de débito e o de crédito, a via verde, encomendamos coisas online, damos a nossa morada para participar em concursos, blogamos, facebookamos, twittamos, flickramos, tagamos conteúdos, youtubamos, usamos o GPS e agora, até googlelatitudamos. Achamos que por ser nossa a iniciativa, e não duma entidade central e controladora, a coisa é menos perigosa ou menos intrusiva.

 

Mas não é. Não é preciso ser um génio para centralizar estes dados que, de forma absolutamente pública, vamos espalhando por aí, à espera que alguém os agarre. Confiamos sempre na boa vontade, e nos princípios das pessoas e das empresas a quem abrimos, assim, as portas das nossas casas (e casas aqui é no sentido lato da coisa). Somos no mínimo burros, no máximo, inconscientes.

 

Duma forma mais ou menos sistematizada, os dados já aí estão, à espera que um big brother em potência se lembre de os explorar. O Google é um óptimo candidato a big brother.

 

Agora que o homejacking está tão na moda (no meu tempo chamavam-se assaltos), quero ver quando é que aparece o primeiro caso em que o ladrão confessa ter sabido da ausência dos donos da casa por ter consultado o Google Latitude.

 

Aí vai ser um ai Jesus, um ver se te avias.

 

A minha pergunta é simples. Quando chegar esse momento, ainda será possível fazermos marcha atrás?

 

Creio que não.

Kathy Sierra

Já falei aqui algumas vezes da Kathy Sierra, e do poder que esta mulher tem de escrever, com frequências, coisas que eu penso. É assim uma espécie de alma gémea no que aos utilizadores finais de um servilo diz respeito.

 

Tive imensa pena que tivesse optado por deixar de Blogar, fruto de coisas que agora não são para aqui chamadas. Mas quando blogava, era quase cada tiro cada melro.

 

Reencontrei-a há algum tempo, no Twitter, e, embora haja muita coisa que não me interessa, volta não volta lá aparece um Twitt em que me revejo (e que lamento ser tão curto). O último foi este:

 

"With a few exceptions, the worst mistake a "business blog" can make is to blog about the business."

 

Se não conhecem o Blog, está aqui, não é actualizado, mas é sempre actual (o que levantaria de novo a discussão sobre o que é um blog activo), e para a acompanharem no Twitter, é aqui.

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