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Jonasnuts

Vamos a um grande "supônhamos"

Atenção que este post vai MESMO precisar da vossa imaginação.

 

Vamos imaginar que eu sou "um grupo de investigadoras" do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) da Universidade do Minho que está a desenvolver um estudo para caracterizar os blogueres do Minho, de forma a perceber quem está na blogosfera e quais as suas motivações.".

 

(Claro que quem me conhece sabe que eu nunca teria uma curiosidade tão redutora, e, mesmo que isso acontecesse, nunca me passaria pela cabeça escrever blogueres. Denota, no mínimo, desconhecimento básico sobre o que pretendo estudar, mas pronto.)

 

Depois, parece que mudo de ideias, e afinal o que eu quero mesmo saber é quem e quais são "As vozes femininas na Blogosfera: um olhar sobre a realidade do Minho".

 

Epá, isto é muita gente, mesmo assim. Deixa lá ver como é que eu reduzo isto.

 

O que é que eu faço?

 

Pego em mim e vou a um blog que conheço, chamado Avenida Central, e faço o estudo com base exclusiva nesse Blog.

 

Deixa-me lá recolher os contactos disponibilizados por quem comentou neste Blog (em 53 posts), e deixa-me lá ir a uma das Blogrolls do Avenida Central.

 

Ah, está muito melhor, assim reduzimos a coisa a 153 mails. Deixa lá mandar um questionário aos donos destes mails. Destes 153, há 88 que respondem validamente.

 

Pronto. está feito o trabalho de campo, vamos lá trabalhar nos resultados.

 

Sim senhor, isto permitiu-nos chegar aqui a umas conclusões sumarentas. Mais, permitiu-nos até colocar algumas questões pertinentes. Mas antes vamos às considerações finais (que em linguagem corrente se chama disclaimer) :

 

"Apesar das potencialidades que a blogosfera apresenta para a afirmação das vozes femininas, uma vez que este é um mecanismo de auto-edição, ainda se verifica um baixo nível de participações das mulheres a nível regional.


O ponto de partida para esta análise é um blogue de um homem, com um forte pendor de intervenção regional, o que poderá deixar de fora do blogroll do 'Avenida Central' os bloques com outros centros de interesse, onde eventualmente a presença feminina seja mais numerosa"

 

Elas deve ser mais bebés, bordados e culinária, que isto da intervenção regional é areia demais para a camioneta das senhoras, como se sabe.

 

Então, agora que despachei o disclaimer, bora lá às perguntas filosóficas:

 

"Será que as mulheres estão afastadas da blogosfera ou alguns blogues assinados por homens conseguem maior destaque, mesmo nos meios de comunicação tradicionais, criando a ideia de que elas são menos activas no ciberespaço?"

 

(Agora já não são as mulheres frequentadoras do Avenida Central ou que constem de uma das suas Blogrolls e que tenham respondido ao questionário, de repente são as mulheres, como um todo, que se calhar estão afastadas da blogosfera, e que recebem menos atenção que os homens).

 

 

"Será que os blogues de mulheres se concentram, de facto, em determinadas áreas tradicionalmente conotadas com a esfera feminina ou são os espaços dedicados a outras temáticas que não são (re)conhecidos?"


"Será correcto falar de blogues femininos e masculinos? Porque é que muitas escondem a sua "verdadeira identidade" sob a capa de nicknames?"

 

(Muitas? Quantas? Quem? Quais?)

 

"Será que a blogosfera está a funcionar como um mecanismo de reprodução dos esterótipos que foram sedimentados durante séculos? Ou podemos encarar os Blogues como ferramentas que estão a operar uma mudança social?"

 


Já está suficientemente profundo? Já. Então onde é que eu posso apresentar a "investigação" à  comunidade? Parece que vai haver um encontro de Blogs na Católica, se calhar não era mal pensado. Vou lá, eu, as investigadoras? Sim.

 

Opá, parece que na Católica apareceram uns caramelos quaisquer com umas questões complicadas, será que devemos rever as nossas conclusões, ou, pelo menos, a forma como as comunicamos?

 

Nah, eles não percebem nada sobre o assunto, uma é uma palerma qualquer dos Blogs da SAPO, o outro é um jornalista especializado nesta área de Internet e comunidades. Não percebem nada disto, afinal de contas eu é que sou a investigadora.

 

Vou ao I Congresso Nacional de Ciberjornalismo apresentar isto, em grande?

 

Bora.

 

Pronto, acabou o exercício de imaginação. E agora vou ser má. Desafiei-vos a imaginação, e dei-vos essa trabalheira de imaginar o inimaginável, e afinal de contas, nem era preciso. Está tudo aqui, num blog muito oportunamente chamado Um olhar sobre a Blogosfera.

 

Pelo amor de Deus..... estamos a falar de um universo de 88 pessoas.

 

Apresentar resultados do tipo:

 

"Grande parte dos bloggers inquiridos tem entre 26 e 40 anos (45,9%), é licenciado (40,7%) ou frequenta o ensino superior (30,2%), estando a maioria em situação activa."

 

Ou é falacioso ou idiota. Escolham uma delas.

 

Já na altura do encontro da Católica tinha havido um sururu aqui que depois continuou aqui, e durante a tarde de hoje dei com esta reacção.

 

E depois admiram-se que "a palavra tenha sido negada durante séculos às mulheres"

 

 

Sabem que mais, senhoras investigadoras? Vão para a cozinha. Ou isso ou crochet.

Rádio Comercial

A Rádio Comercial faz todos os anos uma musiquinha de Natal. Para quem ouve Comercial com frequência (como é o meu caso) é giro ouvir as vozes que apresentam os programas, de repente, a cantarem. É divertido reconhecer-lhes as vozes que a cantar ficam diferentes. Há desafinações épicas, como as da Vanda Miranda (será que com brinde continua a desafinar?), e as bocas, e as letras. Este ano fizeram a coisa diferente. Lançaram o réptil (sim, eu sei, é de propósito) a algumas estrelas do panorama musical português, o Palmeirim fez uma letra giraça, e os locutores não cantam.

 

Não está mal, e a verdade é que os cantores que alinharam na coisa, beneficiam. O André Sardet, por exemplo, cuja música não aprecio particularmente, mostra uma faceta humorista que eu não conhecia. O próprio Represas sai disto mais novo. Está giro sim senhor, e divertido. Mas, ó senhores da Comercial, a malta quer é ouvir-vos a vocês (Vanda Miranda incluída, sim). Para desafinarem, para entrarem fora de tempo, para se enganarem na letra. Para o ano estamos combinados, certo? :)

 

Para quem não conhece, há um vídeo da coisa no site da Comercial, e, vá-se lá saber como, apareceu também nos vídeos do SAPO. É este aqui por baixo. (para quem vê por leitor de feeds, está aqui).

 

 

 

A Voz

A voz é um importante instrumento de comunicação. Qualquer publicitário sabe disto, por isso é que os locucutores não somos todos nós, vulgares mortais, mas aquelas pessoas que têm uma voz que foi feita para falar aos nossos ouvidos.

 

As vozes dos spots de rádio, por maioria de razão, são muito importantes. Não têm qualquer suporte visual. Podem ter música de fundo, podem ter uns efeitos lá por trás, mas tem de estar tudo na voz e na entoação. Não chega ter boa voz. É preciso ser-se um actor ou uma actriz, ter boa dicção. Saber vender. Perceber o briefing. Conheço gente com muito boa voz que não daria um bom locutor. E depois há as super vozes. O Luís Gaspar, o Rui Morrison, o Carlos Duarte. O Zé Ramos tinha uma voz fabulosa.

 

Os locutores profissionais de publicidade tinham (têm?) uma tabela de preços. X se é um spot de televisão, Y se é um spot de rádio, Z se for a locução de um filme institucional. Uma voz de companhia bem feita vale bem o seu preço.

 

Era (é?) um campo onde era difícil entrar. Muitos locutores de rádio tentavam fazer uma perninha na publicidade (que aquilo rende uns trocos valentes), mas não conseguiam.

 

Isto vem a propósito de publicidade. Um spot de rádio que tenho ouvido por estes dias na Comercial.

 

Então, os senhores da Packard Bell tentaram poupar uns trocos nas locuções, e foram fazê-las a Espanha. Com vozes espanholas, de caramelos que acham que conseguem disfarçar o arreganhar assanhado do castelhano. No tempo em que andei pelas publicidades tentaram impingir-me por várias vezes vozes galegas. Eram os senhores da Braun. O galego e o português são muito parecidos, diziam-me. Só se for para o vosso ouvido castelhano, respondia-lhes eu. Nunca passou.

 

Algum produtor com menos tomates não teve pedal para dizer a mesma coisa aos senhores da Packard Bell, e lá teve de engolir a locução num sotaque tão visivelmente castelhano que no fim, quem ouve, tem vontade de dizer, prossupuesto (e o prossupuesto deve ter sido mais baratucho, pois deve).

 

A agência que aceitou aquilo prestou um mau serviço ao sei (teimoso, aposto, e teso) cliente.

 

Senhores da Packard Bell, só há uma pessoa em Portugal a quem nós admitimos o sotaque alarve das vozes do vosso spot de rádio. Chama-se Vasco Lourinho e foi durante muitos anos o correspondente da RTP em Madrid.

 

Ora, uma vez que nenhuma das vozes é deste senhor, ocorre-me dizer-vos que vão à mierda, e mais um bocadinho e ainda vos dizia onde é que podiam meter os Packard Bell.

A Caça

Gosto de os encontrar. Ou reencontrar. Vasculhar-lhes as entranhas. Esmiuçar tudo. Conhecer a fundo. A minha prodigiosa memória, para estas coisas, ajuda. Demoro tempo. Vou devagar. Para isto tenho eu paciência. É o jogo do gato e do rato. Mas o rato não sabe que é rato. Não sabe que está a ser preparada uma emboscada, lenta, muito lentamente. De tempos a tempos transformo-me em presa, amedronto-me. Vou, não vou? É agora? Não, espera. O momento certo é o segredo. O método tem resultado. Só caças quem gostas. Quando caçaste quem não gostavas, só pelo tamanho da presa, saiu-te o tiro pela culatra. É agora. Pausa. Respira fundo. Prepara o tiro.

 

Espera, espera. Espera tudo o que tiveres de esperar. Nem mais nem menos. E no fim, no momento de saltar, o peso da responsabilidade, a descarga de adrenalina. Pode demorar. Quando se clica em "enviar" não se pode voltar atrás, e é naquele disparo que se gastam todas as munições, é naquele botaneco que está o tudo ou o nada, o sim ou as sopas. O gozo ou a desilusão. Mais gozos que desilusões, até hoje, até ver.

 

Gosto de os encontrar. Hoje encontrei mais um.

 

 

 

Bichos do mato

Sempre fui bicho do mato. E sempre fui impaciente. Sempre preferi ficar em casa, ouvir a minha música e dançar na minha sala, a ir para a bicha da discoteca in, fazer olhinhos ao porteiro, para que este me deixasse entrar. Aliás, com um destes simpáticos agentes da autoridade privada tenho uma história que ilustra bem o ponto de vista que pretendo expressar neste post.

 

Ia eu toda lampeira a entrar pelo Plateau adentro (quando estava na moda, parece), e o senhor aproxima-se de mim, barra-me a entrada, põe-me a mão no ombro e diz com aquele arzinho de administrador de condomínio recém-eleito "penso que não nos conhecemos". Não gostei do ar, nem da mão no meu ombro (vai lá pôr a mãozinha no ombro da puta que te pariu, espera aí que eu já te lixo), e limitei-me a sorrir de volta, retorquindo-lhe "é natural que não nos conheçamos, eu não me dou com porteiros". Obviamente nem tentei entrar depois disso. Dei meia volta e fui-me embora. No dia seguinte expliquei às pessoas com quem ia ter o que se tinha passado, e recebi de volta uma expressão que conheço há muito, rolar de olhos, suspiro, esta gaja não tem cura.

 

Aliás, a minha mãe e a minha irmã passam a vida a olhar, cúmplices, uma para a outra, quando digo qualquer coisa que lhes faz cair a ficha, aquele ar de "pois, não há nada a fazer".

 

Podia ser que a minha alma gémea me contrabalançasse, me pusesse ali uma meia medida qualquer, me adoçasse os modos, me açaimasse a impaciência, me tolhesse o mau-feitio no fundo. Felizmente que não. Muito pelo contrário. Um diz mata, outro diz esfola, se um tem pouca paciência, o outro tem menos paciência ainda. Bichas,  filas, trânsito, ajuntamentos, aglomerados, manifs, carneiradas, e é vê-los a olharem um para o outro e, muitas vezes sem ser preciso dizer uma palavra, dar meia volta e ir noutra direcção qualquer. Não sabemos para onde vamos, mas sabemos que não queremos ficar ali.

 

Assim que começa a Primavera, começa mais um ciclo. As esplanadas da linha de Cascais começam a encher-se. É o início de dieta de esplanadas, para nós. Porque o que nós gostamos nas esplanadas é da calma, poder fazer uma pausa, olhar para o mar, assim, sem ser de repente. Chegar e estar às moscas. Sentar numa mesa, ser atendidos, esperar o razoável, comer sem stress "ah, há ali pessoas que se querem sentar, vamos lá a despachar", saborear a comida (que é pouco mais que um pretexto), beber um café, fumar um cigarro sem ter de me preocupar com o facto do fumo ir para cima de quem está na mesa do lado. Mais um café. A conta. Bora? Bora.

 

Assim sendo, no Outono começamos a entrar e estado de graça e no Inverno é que é.

 

E esta é a única justificação para que, no último fim de semana de Novembro, quando estavam certamente temperaturas negativas, nós, que não saímos de casa para ir à praia, tivéssemos saído para ir à Marina de Cascais e à esplanada de S. Pedro. Chovia a cântaros. Foi tão bom.

 

 

Respondendo ao meu desafio

Depois de me inspirar no Chachimbo de Magritte, decidi lançar o desafio no Blog dos Blogs. O Pedro já tinha em tempos sugerido que lançássemos temas, propostas de posts, mas eu torci o nariz, sempre achei que nos devíamos afastar da sugestão de conteúdos. Mas, um desafio é diferente (vá, deixem lá passar esta).

 

Então propõe-se que cada um contribua com a sua opinião, sobre a melhor canção de amor de sempre. Claro que é tarefa impossível, cada um tem a sua, ou as suas, mas o giro é isso mesmo. E também é giro ver as diferentes gerações a referirem nomes diferentes. Curiosamente, as gerações mais velhas são mais consensuais e andam ali à volta dos mesmos nomes. Se calhar não são mais consensuais, tinham era menos diversidade na oferta.

 

Bom, era chato lançar um desafio e não contribuir. Portantos...... aqui fica a minha contribuição. A minha canção de amor é:

 

It had to be you. Há muitas versões, devo tê-las todas, mas a minha favorita é a do Harry Connick jr  que faz parte da banda sonora do When Harry Met Sally, que tem aquela fabulosa tradução para português de "Um amor inevitável".

 

 

 

A idade

Sempre adorei a idade que tive. É estranho, mas é verdade.

A primeira vez que pensei no assunto foi enquanto apagava as velas do meu 10º aniversário. Lembro-me exactamente onde estava, o que é que tinha vestido, que penteado tinha, e o meu pensamento enquanto apagava as 10 velas do bolo foram "ena, 10 anos, já posso dizer há dez anos eu fiz isto ou fiz aquilo". Não pensei em desejos. Com 10 anos, não pedi bonecas, nem póneis, nem coroas, limitei-me a expressar interiormente a minha satisfação por já poder dizer, como os crescidos, há 10 anos.

 

Nunca desejei ter nem mais nem menos anos. Todas as idades foram fantásticas, com os seus prós e contras. Sempre me fez confusão os problemas que as mulheres têm com a idade. A minha mãe andou vários anos a fazer 39 (o que me baralhou as contas até hoje, que preciso sempre de fazer as contas ao ano em que nasceu), e apesar de ser uma mulher muitíssimo interessante, a coisa da idade pesava-lhe. Outros tempos.

 

Quando se faz 30 dizem-nos ah, agora é que é a sério. Aos 31 chegam os comentários originais "que grande 31", aos 33 ouvimos o óbvio comentário acerca da idade de Cristo, aos 35 dizem que agora é que atravessámos a meia-idade, quando chegamos aos 39 dizem-nos para curtir este último ano das nossas vidas.

 

Bom, não sei se sou muito diferente do resto das pessoas, e sou uma mulher do meu tempo, tempo em que as mulheres de 40 anos não têm bigode, não se vestem de preto, não se escondem por baixo de umas roupas que as fazem parecer uns sacos de batatas. Parece que antigamente as mulheres chegavam aos 40 e pronto. Já estava. Quando é que chegam os netos?

 

Hoje é diferente, pelo menos comigo. Com os tais 40 (e os 39 e os 38 e etc.) não tenho uma personalidade muito diferente do que tinha há 20 ou 25 anos. As características base continuam cá, algumas mesmo mais apuradas. Continuo teimosa, impetuosa, frontal, lamechas, preguiçosa, desorganizada, refilona, trabalhadora (quando faço algo de que gosto), trapalhona (quando faço algo de que não gosto), desarrumada, curiosa. Mas já pego no garfo mais acima, e não precisei de me casar (private joke). Sou mais segura, de mim e dos outros. E sei fazer melhor as coisas. Portanto, sou mais bem desarrumada agora do que era antes.

 

Portanto, meninas e meninos de 20 anos (ou menos), quando olharem para as pessoas mais velhas, não imaginem uns cotas. Imaginem alguém que é mais maluco que vocês, conhece mais maluqueiras do que as que vocês vão conhecer proximamente, tem €€€ para pôr em prática uma série de coisas que ainda estão na vossa wishlist e provavelmente já concretizou um porradão daquelas coisas que estão ainda no reino das vossas fantasias, alguém que tem mais e melhor sexo, alguém que pode ouvir música alto, e tocá-la mais alto ainda , alguém que chega a casa às horas que quer e que não tem horas para comer e, por último, ainda tem pedal para vos dar uma ratada em qualquer joguinho de consola.

 

Só deixo um pedido, não me lixem, não me tratem por senhora. A senhora é a minha mãe, ou a outra que está no altar.

Ensaio sobre a surdez

Viajar com crianças, a partir de uma certa idade, deixa de ser fácil. Ao princípio é fácil, na maior parte dos casos o ronronar do motor e o balanço da estrada embala-os, e é raro não adormecerem. À medida que vão crescendo, passam a estar mais atentos, e quando crescem um bocadinho mais, passa-lhes a atenção e chega a impaciência. É aí por volta dos 7 ou 8 anos. Quando é que chegamos? Ainda falta muito? Quanto tempo é que falta? Repetindo esta frase até à exaustão, de 10 em 10 segundos.

 

Se são dois (como é o caso), brincam. Onomatopaicamente. Ruidosamente.

 

Foi o caso, ontem.

 

Nós, os da frente, fartamo-nos das onomatopeias. Ontem adoptámos uma nova estratégia. Quanto mais altas as onomatopeias (de explosões, de movimentos de karaté, de mortos e feridos), mais nós subíamos o volume da música.

 

Não sei quem é que ganhou a competição, mas chegámos todos ao destino um pouco surdos.

 

 

 

 

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