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Jonasnuts

Cara Miramax

Sabendo à partida que nunca lerão isto, mas não querendo deixar passar em branco esta questão, informo desde já que a ideia de revisitar Brideshead Revisited é palerma.

 

Brideshead Revisited sem Jeremy Irons não é nem Brideshead nem Revisited.

 

Comprem o DVD da série. Pronto.

Aos sindicatos dos professores

Caros senhores representantes dos professores,

 

Como cidadã comum, devo informar-vos que tenho acompanhado a vossa luta e os vossos esforços, no sentido de se fazerem ouvir pelos senhores do Governo.

 

Ainda como cidadã comum, devo dizer-vos que a mensagem que têm passado, não corresponde, creio, à realidade.

 

Depois de ouvir as notícias, durante o dia de ontem, a ideia que fica é que os professores não querem ser avaliados e não querem dialogar. Ficou também a ideia de que o governo está aberto ao diálogo e à cooperação.

 

 

Já me disseram aqui no Blog que não é bem assim, que os professores não concordam com o modelo proposto pelo Governo, mas que não estão contra o facto de virem a ser avaliados. É o modelo e o processo que estão errados, não o conceito de avaliação.

 

Os senhores estão, portanto, a fazer chegar a mensagem errada aos cidadãos que, como eu, são comuns. Pode ser que seja uma mensagem compreendida pelos professores, mas as pessoas vulgares, como eu, não sabem disso.

 

Saberão também que, por mais autocarros que tragam para Lisboa e para o Terreiro do Paço, se não tiverem o apoio ou a compreensão, daqueles que são, como eu, pessoas comuns, a vossa posição, por mais correcta que esteja, fica fragilizada.

 

Bem sei que têm alguma experiência em propaganda política, pelo menos daquela que se fazia há uns anos, mas hoje, é preciso mais. Hoje existem consultores de comunicação que podem dar uma ajuda preciosa, para que a mensagem que querem passar seja, efectivamente, a que passa (e não é isso que está a acontecer). Assim de repente, ocorre-me este exemplo.

 

Assim de repente, a mim, cidadã comum, ocorrem-me 3 ou 4 coisas que poderiam ser feitas (e se calhar já estão feitas, mas eu não as encontro).

 

1 - Traduzir para linguagem de pessoas normais a proposta de avaliação do governo.

2 - Responder uma a uma às FAQ disponibilizadas no site do Ministério da Educação.

3 - Dar visibilidade à vossa proposta alternativa, que ainda não consegui encontrar em sítio nenhum (traduzida para linguagem de pessoas normais).

4 - Em circunstância alguma deixarem que os noticiários das televisões abram com declarações bombásticas do tipo "Não estamos disponíveis para o diálogo, não há qualquer possibilidade de acordo". Até pode ser verdade, mas é o tipo de coisa que assim, a abrir um telejornal, não cai bem.

 

Porque, a continuar o actual percurso das coisas, tudo isto passa como uma birra dos professores, que não querem ser avaliados.  E isso não serve a vossa (nossa) causa.

Ajuda, precisa-se.

Estou farta de andar à procura (site do Ministério da Educação, Site da Fenprof, etc.), e não encontro em sítio nenhum o documento que descreve, define e regula o modelo de avaliação dos professores que está na ordem do dia.

 

Marco, esses formulários que estão disponíveis para download seriam um bom começo sabes o url?

 

Sendo parte interessada (sou mãe de um puto que está no 5º ano), e agora que enveredei por este caminho, tendo professores na família próxima e directa, e depois de ler os comentários ao meu post anterior, quero saber do que falo.

 

Alguém sabe?

 

Muito agradecida.

 

Professores, eram mais que as mães

Não sei, de facto quantos foram, mas hoje foi um dia bom para a Brisa. A caminho de Lisboa, pela A1, entre Coimbra e Santarém contei 340 camionetas (deu-me uma soneira desgraçada, que camionetas e carneiros, a coisa vai dar ao mesmo).

 

Quanto às reivindicações, não entendo, a verdade é essa. Uma classe profissional que não quer ser avaliada? Desculpem lá, eu sou avaliada todos os dias, todos os meses, todos os anos. Porque é que os professores (e já agora outros funcionários públicos) têm uma evolução de carreira baseada no número de anos que levam de profissão? Porque é que não hão-de ser avaliados?

 

Mais, porque é que não querem ser avaliados? Do que ouvi, das declarações dos sindicatos, pareceu-me uma posição absolutamente idiota e arrogante. Não há diálogo, não há conversações, queremos a imediata suspensão da avaliação, senão....

 

Reconheço que não deve ser fácil, encontrar um modelo de avaliação justo, mas não é impossível. Formem uma equipa, constituída pelos intervenientes e seus representantes e chegue-se a um modelo, que possa ser ajustado numa fase inicial. Experimentem em Beta, e depois lancem.

 

Gostava de saber porque é que ainda não ouvi nada das associações de pais, nem da Confederação Nacional das Associações de Pais. Não deveriam ter algo a dizer acerca do tema?

 

 

Tal como em qualquer outra profissão, há bons professores e maus professores. É inevitável que assim seja. É a realidade. Toda a gente que já andou na escola teve bons e maus professores. Eu gostava que os professores fossem avaliados. Os bons promoviam-se, incentivavam-se, premiavam-se. Aqueles que tivessem piores resultados seriam apoiados no sentido de melhorarem o seu desempenho, cursos de reciclagem e de técnicas pedagógicas, e, em último caso, sairiam do sistema. Qualquer mau profissional deve ser dispensado, são as regras de mercado a funcionar. Não só não percebo porque é que não querem ser avaliados, como não percebo que os bons professores, que creio serem a maioria, se sujeitam a ser comparados com as maçãs podres do ensino.

 

Não percebo, desculpem lá.

 

 

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