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Jonasnuts

Não serve para grande coisa, mas é giro

O NY Times pede aos visitantes que digam, numa palavra, o seu actual estado de espírito. Fazem uma Tag Cloud porreiraço, e até permitem identificar as palavras escolhidas pelos apoiantes de McCain e pelos apoiantes de Obama.

 

Eu diria que, lendo esta Tag Cloud, os apoiantes de McCain está à rasca, e os de Obama estão esperançosos. Mas posso estar enganada. E eles também.

 

Cartão de cidadão

O BI do puto caducou, está na altura de renovar. Preciso dos horários de funcionamento do arquivo de identificação de Lisboa. Vou ao Portal do Cidadão, onde sou informada acerca do Cartão de Cidadão, que substitui o BI, e que até tem site próprio. Lá vou eu, fixe, à distância de um clique.

 

Na Homepage do site do Cartão de Cidadão, pergunto-me se se trata do cartão de cidadão português. É que fico mesmo na dúvida.

 

 

Horários de atendimento, népia. No número de telefone, ninguém responde, não atendem.

 

Deverei procurar por service hours? Opening time?

 

Muito agradecida, ou Thank you very much, para me perceberem melhor.

Portugal dos pequeninos

Portugal é um país pequeno, aí não há novidade. O problema é que a maioria das pessoas não se apercebe que, também neste caso, tamanho importa.

 

Esta introdução que não introduz nada vem a propósito da Wikipédia, e de um episódio típico da Internet Colaborativa, que aconteceu ao Nuno Markl. Nada de especial, nada que não tenha sido resolvido rapidamente. Vai ser uma daquelas histórias para contar aos netos, sobre a vandalização de uma entrada na Wikipédia (wiki-quê, avô?)

 

A Wikipedia em língua portuguesa está pejada de artigos em português do Brasil. Não tenho nada contra, quem lê este Blog sabe que acho o português do Brasil tão bom como o de Portugal, não há cá português de primeira nem português de segunda. São diferentes, obviamente, e prefiro o meu, mas apenas por isso, porque é meu.

 

Mas, porque é que há mais artigos em português do Brasil do que em português de Portugal? Porque eles são mais? São, de facto mais, mas mesmo assim, descontando as proporções, continua o português de Portugal a ter uma presença muito menor do que a "devida".

 

Nós não temos a tradição de contribuir. E quando contribuímos, ficamos com aquilo sob mira, para vermos se lá vai alguém mudar o que nós escrevemos. Somos muito competitivos. Estas coisas da web 2.0 e das ferramentas colaborativas são muito giras de dizer, e de incluir no nosso discurso, para mostrar que somos modernaços, mas a filosofia da coisa, a colaboração, não faz o nosso estilo.

 

Em cima disto tudo, não temos volume. Toda e qualquer ferramenta de colaboração vive do volume. Porquê? Porque as utilizações abusivas são desvalorizadas por esse volume. Se alguém abusa de um serviço de Tags, e se se tratar de um serviço com uma enorme massa de utilizadores, é preciso que o abusador não faça mais nada na vida, para que essa utilização abusiva seja minimamente eficaz. Portanto, dá uma trabalheira. O volume das utilizações legítimas abafa os abusadores. Em Portugal não. Somos poucos, e são poucos os que usam ferramentas de comunidade. É fácil (embora cada vez menos), uma meia dúzia de utilizadores idiotas conseguirem poluir um serviço que, se fosse usado por mais pessoas, seria mais dificilmente desvirtuado.

 

Assim, meia dúzia de chico-espertos conseguem inviabilizar a eficácia e a utilidade de um serviço e mais, quando arranjamos formas de os impedir de abusarem, refilam, reclamam, alegam direitos, e liberdades de expressão. Irritam-me bué, estes tansos. Normalmente, tolerância zero.

 

Concluindo, somos pequeninos de duas formas. Não só porque somos poucos, mas também (sobretudo), porque se há coisa que temos muito, é chicos-espertos.

 

Moral

Tenho dificuldades em dar explicações ao meu filho.

Não só porque já me esqueci de 90% do que aprendi quando tinha a idade dele, mas, principalmente porque me falta a moral para fazer a apologia da utilidade de algo que eu sei que não terá utilidade nenhuma.

 

Falta-me sobretudo a moral para lhe enfiar na cabeça matérias que eu própria detestava.

 

Geografia é um dos casos. Mas recordei  as cordilheiras ibéricas, e as áreas climáticas, os vales, as montanhas, os planaltos, as planícies, os celtas, os iberos, os celtiberos e os lusitanos, mais os fenícios, os gregos e os cartagineses. E os nómadas e os sedentários e agro-pastoris (não por esta ordem).

 

Confirma-se. Continuo a detestar.

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