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Jonasnuts

Blogs de empresas

Depois da conversa desta tarde e, principalmente, depois da conversa depois de chegar a casa, cheguei a uma conclusão, sobre os Blogs de empresas.

Não há Blogs de empresas. Por trás de um Blog, há sempre uma pessoa, ou um grupo de pessoas. E não me venham falar do Blog do Jonathan Schwartz o CEO da SUN, porque o Blog não é da Sun, é do Jonathan, que por acaso é o CEO da Sun, e que fala na primeira pessoa. A SUN disponibiliza uma plataforma, e incentiva os seus colaboradores a produzirem conteúdos para os seus Blogs. Não há ali um único Blog de empresa. Há um conjunto de Blogs, de colaboradores de uma empresa, aos quais é dada visbilidade, na homepage do site da Sun.

E o caso do Robert Scoble também é, desde o início, um Blog de uma pessoa que, por acaso, quando inicia o Blog, trabalha na Microsoft.

Portanto, as empresas, em abstracto, não podem ter um Blog. Podem e sobretudo devem, estar atentas ao que se diz nos Blogs, e responder. E aqui coloca-se a questão principal. Responder como, onde, quem? Se a resposta não tiver um nome, uma identificação, uma pessoa por trás, e se se tratar de uma resposta assinada pela "equipa de apoio a cliente" ou pelo departamento de marketing" tem pouca ou nenhuma eficácia. Em alguns casos pode mesmo ser contraproducente.

E estamos assim em terrenos pantanosos. Blogs pessoais, de colaboradores das empresas que dão voz às empresas? Qual é a empresa que quer colocar nas mãos dos seus colaboradores a responsabilidade de comunicar, em nome da empresa, na Blogosfera?

Principalmente se for uma empresa muito grande, está lixada. Com f de cama.

E assim sem querer, respondo a uma pergunta que eu própria coloquei aqui, há uns tempos. Quanto vale uma camisola vestida? Neste caso, vale muito.

É porque é destes colaboradores, de camisola vestida, que as empresas precisam, se querem entrar como deve ser, na Blogosfera. Sem subterfúgios, sem graxa, sem papas na língua se for caso disso. E com liberdade para o fazerem.

Essa é a verdadeira questão. Como é que as empresas promovem os Blogs enquanto ferramenta de comunicação, e potenciam a utilização desta nova forma de comunicação com os seus clientes e potenciais clientes, abrindo mão dos velhos hábitos de comunicação centralizada?

Simples. Só têm de comunicar bem, dentro de portas. Manter os colaboradores satisfeitos e motivados. E reconhecer o valor acrescido que esses colaboradores representam para a empresa.

Pois.... afinal não é simples.

Cabeleireiro

Antes de acharem que vou começar já a falar sobre o debate desta tarde, e sobre a Blogosfera e a oportunidade (ou ameaça, ou desafio) que esta representa para as empresas, um post mais dentro dos critérios editoriais habituais deste Blog (ia-lhe chamar chafarica, mas depois lembrei-me do Macaco).

Quem me conhece sabe que não sou de grandes produções. Não uso maquilhagem (o que de mais parecido tenho com os produtos habituais é um baton para o cieiro que sempre que preciso dele está ressequido e seco, de tanta falta de uso), não vou ao cabeleireiro com frequência, não uso saltos altos, colares, anéis, pulseiras e demais acessórios são coisa com que não perco tempo, excepção feita para os brincos, mas esses não dão trabalho e uso-os ininterruptamente durante anos e, de manhã não demoro mais de 2 minutos a escolher  que vou vestir.

Há no entanto alturas em que é suposto produzir-me um bocadinho mais, e lá encaixo uma ida ao cabeleireiro quer na agenda quer no orçamento.

O meu cabelo é encaracolado. Há quem lhe chame despenteado. Também serve. Quando vou ao cabeleireiro, aliso-o, ou melhor, alguém o alisa por mim. Coisa rápida. É o famoso brushing. Mas, como saberá qualquer pessoa que tenha passado por uma experiência semelhante, as profissionais desta área devem ter andado todas na mesma escola, mais, todas na década de 80.

Isto porque, SEMPRE que saio do cabeleireiro, e depois do já referido brushing, venho de lá como se tivesse uma peruca na cabeça, e digo peruca para ser simpátic, porque aquilo parece um capacete. Uma coisa toda muito alta, muito alevantada, muito pouco natural. Se repararem bem, às portas dos cabeleireiros às vezes damos com pessoas a puxar o cabelo para baixo, debalde (adoro a palavra debalde). É preciso dar tempo ao tempo, é preciso que a humidade faça o seu trabalho, e que a passagem frenética das mãos pela melena surta o efeito e consiga, literalmente, fazer baixar a crista.

Hoje foi um desses dias. Lá saí eu do cabeleireiro, parecia uma Sue-Ellen nos tempos áureos do Dallas. De tal forma que senti uma vontade imperiosa de entrar numa boutique (era assim que se chamavam os pronto-a-vestir) e comprar um blazer, daqueles com ombros enchumassados.

Felizmente, consegui controlar o impulso.

Pequena pausa para publicidade



Para quem não sabe, o concerto do David Fonseca está esgotadíssimo.

É grande, a procura de bilhetes.

Neste momento, a única forma de conseguir bilhetes para o concerto (que é já no Sábado) é através da participação num passatempo dos Blogs do SAPO (e não sao comuns, passatempos nos Blogs do SAPO).

Quem quiser muito, pode tentar acertar nas perguntas que o Pedro desencantou :)

Mais informações, aqui.

Hoje às 15

Vou participar nas Conversas Unicer.

O tema é interessante, e além disso, interessa-me. Blogosfera, um problema para as empresas, ou um novo universo para as relações públicas?.

Vai ser interessante participar no debate, principalmente porque, tanto quanto julgo saber, o ambiente vai ser informal, e o público vai poder participar activamente.


Às 3, no Museu da Electricidade.

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