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Jonasnuts

O meu nome

Isto a propósito da minha novela hoje durante parte da tarde, na DGV.

Eu sou muito susceptível, com o meu nome. Se me querem deixar mesmo irritada, o melhor que têm a fazer é chamarem-me Maria José. Por causa do Nogueira, é frequente chamarem-me Maria José Nogueira Pinto.

Nunca tive uma relação fácil com o meu nome, sempre o achei enorme, demasiado grande, mas é o meu, portanto, eu posso não gostar, mas os outros têm mais é que o respeitar, direitinho e completo.

Maria João de Carvalho Pereira e Loureiro Nogueira

Sim, são só árvores, o que diz muito acerca da minhas ascendências Judia, e depois de Cristão Novos.

Na escola, para abreviar, chamavam-me Maria João Madeira. E escrever o meu nome, completo, em todos os documentos, pontos, testes, exames e afins, sempre deu uma trabalheira. O meu filho tem um nome próprio, um nome do pai e um nome da mãe, assim, por esta ordem. É quanto baste.

Mas nos meus documentos, gosto do nome direitinho, com o de e com o e. Manias.
Até hoje, que me lembre, só houve uma ocasião em que, embora a contragosto, lá deixei passar a ausência do e. No casamento da minha irmã, em que fui madrinha de improviso (a madrinha a sério estava presa no trânsito), o burro do caramelo do cartório embirrou com a minha mãe. Estava com pressa, estava na hora de fechar o estaminé.
Quando chega à altura de ler a coisa, para toda a gente ver se estava tudo certo, lê o meu nome, como testemunha, e eu pensei de imediato, tunga, já te lixei o esquema. No final do pró-forma, faz a pergunta, está tudo correcto? e nem espera pela resposta, que a pressa é muita. Interrompi-o, sem apelo nem agravo, olhe que não, não está tudo correcto, o meu nome está errado. Faz um ar entediado, e vai ver o BI. Engole em seco, e confirma o erro. Já se estava a ver a ter que ir passar tudo à máquina outra vez, e a colocar as folhas de químico no meio. Olhou para mim e disse, ah, se não se importar que vá assim.....
Ainda abri a boca, mas olhei para a minha irmã, e a cara dela dizia tudo (não-me-faças-passar-vergonhas-à-frente-desta-gente-toda-com-essa-coisa-ridícula-e-tonta-
do-meu-nome-tem-de-estar-correcto-com-e-e-de!s). Deixei estar.

Foi a única vez.

Hoje, a carta de condução voltou para trás. Faltava o e.

Back at work

De regresso ao meu local de trabalho, depois de duas horas e meia na DGV, que já não se chama DGV.

Para preencher o livro de reclamações é uma odisseia à parte, por isso optei por não fazer o post a partir do telemóvel, que já estava a ficar sem bateria.

Então, temos de sair da DGV e voltar a entrar, mas na porta ao lado. Identificamo-nos perante um segurança que não sabe escrever (pelo menos o meu não sabia, escreveu mal o meu nome, deve ser apanágio da DGV), e depois ele preenche um papelinho que temos de levar ao 3º andar.

Chamamos obviamente o elevador. Mas o elevador não vem. O elevador da DGV não vem quando se chama. É preciso que quem sobe se lembre de carregar no botão do R/c, para mandar o elevador para baixo. Está-se mesmo a ver para onde é que eu mandei o elevador, certo?

Lá cheguei ao 3º andar, lá preenchi a reclamação, enquanto ouvia as senhoras, por trás do contraplacado a dizer "mais uma a reclamar, como se isso servisse de alguma coisa....coitada", o que cai sempre bem. Como estava sozinha, ainda passei os olhos pelas restantes reclamações, e há para todos os gostos.

No final,  tirei a cópia que me cabia, e fui atrás do contraplacado dizer que pode não ser vir de nada, a reclamação, mas que serve pelo menos para a minha paz de alma e para as estatísticas. Uma delas veio atrás de mim "não se vá embora que tem de levar a sua cópia", já a tenho, muito obrigada.

E assim termina a minha saga pessoal na DGV.

Pelo menos por hoje. Vamos lá ver quando é que chega a porra da carta, a casa, e se chega com tudo no sítio.

Competição

Descobri agora que há uma segunda televisão, essa sim, devidamente sintonizada na tvi.

E entretanto a competição dos toques animou-se com a entrada de um concorrente de última hora que tem uns gritos africanos potentíssimos. Aproxima-se velozmente dos líderes.

Esqueçam o negócio da animação

Esqueçam o negócio da animação.

Já existe animação suficiente e, na minha opinião, até um bocadinho demais.

Está a decorrer, ao que parece, o concurso do toque de telemóvel mais bizarro.

Não sei como se vota, mas estou indecisa entre um malhão cantado por aquelas senhoras de vozes estridentes e uma avó que pôs o neto a berrar ao telefone. Não sei mesmo em qual vote, e deve haver mais indecisos porque os concorrentes parecem estar à desgarrada a ver quem é que toca mais alto.

469

469.

À minha frente continua a ouvir-se ressonar.

Se calhar teve de se levantar muito cedo para estar aqui. Na volta já deixou passar a vez.

Eu, pela parte que me toca, por um lado já fui comer qualquer coisa, por outro lado já não posso ouvir a voz do Jorge Gabriel.

Pior que eu está a senhora aqui do lado, que só vai tirar os pontos no dia 28 e só nessa altura é que pode fazer o resto dos exames à barriga. Mas o marido vai melhorzinho da atéoscoloroze. Graças a Deus.

389

389 e já 3 pessoas diferentes me vieram perguntar se eu queria que elas tratassem do meu assunto, mediante o pagamento da módica quantia de 35 euros.

Isto não é um negócio, e uma indústria com intervenientes altamente competitivos.

Pode estar aqui um negócio no âmbito da animação desta gente.

Vai no 345

Vai no 345.

Descobri que estou nas senhas rápidas. Para outros assuntos há aqui pessoas à espera desde as 9 da manhã.

O senhor que esta à minha frente ressona desalmadamente.

A senhora do lado cantarola o jingle do SAPO cujo spot passa na televisão, devidamente sintonizada no canal 1 do estado. Gritos e pessoas a refilar à minha volta.

Eu não refilo, mas reclamarei quando chegar a minha vez.
Peço o livro de reclamações.

Prioridades policiais

Na terça-feira a minha irmã chegou de uma viagem de namoro a Itália. 4 longos dias, sozinha com o marido, para namorarem e verem pedras (demasiadas, de acordo com a opinião dela). Quatro dias inteirinhos em que a minha mãe ficou com os meus sobrinhos. Tudo roxo de saudades.

Chgava às 2h20 da tarde, uma hora aceitável para levar a miudagem ao aeroporto. Peguei no carro dele, e lá fomos, mais o ex-carro da minha mãe, para caber tudo no regresso.

A cara dos putos quando viram os pais, valeu bem a deslocação (a cara dos pais também, mas eu fui por causa dos putos e não por causa dos pais).

No regresso a casa da minha irmã para ir "deslargar" carga e passageiros, encontrei um lugar mesmo à porta. Deve ser o complexo Smart e eu esqueci-me que não estava com o meu carrinho que cabe em qualquer lado, e tentei estacionar num lugar demasiado pequeno para o monstruoso A3. Nas manobras de vira para esquerda vira para a direita cheguei à conclusão de que o lugar era demasiado pequeno quando encostei o meu pára choques traseiro à frente do carro que estava atrás de mim. Não é habitual, e foi um enconstinho, não deixou marca, não nada.

Estavam dois polícias a uns metros de distância, e veio logo um deles, calmamente, estacionar-se de braços cruzados do outro lado da rua a admirar a manobra. Abri a janela, sorri e disse "estou habituada a andar com um Smart". Para mim, a coisa tinha piada.

Não respondeu à brincadeira, respondeu, ah pois, mas o carro de trás não tem culpa.
Desengatei a primeira, puxei o travão de mão, saí do carro e disse-lhe calmamente que o mini encosto não tinha prejudicado o carro de trás.
Ah, mas a senhora é mecânica?
Duh?
Não, e o senhor, é?

Porra, um encostinho de merda, o carro de trás nem se mexeu, e o gajo vem embicar comigo, a perguntar-me se eu sou mecânica?

Faria muito melhor se andasse atrás dos palermas que, meia dúzia de metros mais abaixo, no mesmo dia, roubaram o carro da minha mãe.

Estúpido.

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