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Jonasnuts

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Farmácias nas urgências

Jonasnuts, 26.01.08
Tenho um puto saudável. Raramente fica doente, e até hoje não teve nada de extraordinariamente grave. No entanto, é uma criança normal, portanto, já fui às urgências de hospitais, algumas vezes.

Sempre que saio das urgências de um hospital, com o puto e com uma receita para aviar (porque é que se aviam receitas?), penso sempre a mesma coisa. Porque é que estas bestas não têm uma porra de uma farmácia já aqui? Se houvesse farmácias nos hospitais, eu podia comprar logo os medicamentos e o puto começava o tratamento mais cedo. Mas não. Das duas uma, ou vou pô-lo a casa, e depois volto a sair para ir comprar a coisa, ou passo numa farmácia, com o puto doente, e compro os medicamentos.

Agora, que existe a intenção de abrir farmácias nos hospitais, levantam-se algumas farmácias, contra esta medida (notícia aqui).

Pela parte que me toca, podem levantar-se à vontade. Levantem-se, dirijam-se à saída e não voltem a chatear. Mafiosos.

Isto divide-me

Jonasnuts, 25.01.08
Sou fanzoca do Djokovic. Já aqui falei dele antes.
Até há bocadinho, torcia por ele para ganhar o Open da Austrália.

Isto divide-me.

Mas no fim, peço muitas desculpas ao Maradona, mas continuo a torcer pelo puto, de 20 anos, que esteve no Estoril Open, que parece ser um bacano, tem sentido de humor e que é do Glorioso Benfica.

Nunca deixo de me admirar

Jonasnuts, 25.01.08
Só no meu iPod é que isto pode acontecer.
Grândola Vila Morena, por Zeca Afonso ao vivo no Coliseu, imediatamente seguido do Bem bom das Doce.

E depois de ter estado aqui a sussurrar em cada esquina um amigo, em cada rosto igualdade, agora dou as horas, uma da manhã, bem bom, 2 da manhã :)

Não admira que este pessoal me olhe de lado.

(Ah, e às vezes danço, sentada na minha cadeira, e raríssimas vezes, pego numa caneta, à laia de microfone, e canto, sem cantar para não incomodar os outros. Devo fazer uma figura linda de headphones e caneta à frente da boca, a abrir a boca como um peixe.)

E se de repente eles começarem a gostar de ténis

Jonasnuts, 24.01.08
De repente, há pouco tempo, comecei a ver posts sobre ténis. Sem perceber muito bem porquê, os ânimos blogosféricos exaltaram-se, com o ténis, vários exemplos, mas este sobressaiu mais.

Hoje percebi porquê. Quando vi fotos das finalistas do Open da Austrália.





Maria Sharapova e Ana Ivanovic.
E tudo se resume à pergunta do costume.
Gentlemen prefer blondes?

Pela parte que me toca. Go Djokovic, go!

Em Bruxelas não gostam deste Blog.

Jonasnuts, 24.01.08
Mão amiga envia-me a útil informação. Este Blog, sim, este mesmo, tão cândido e respeitador, colide com as sensibilidades dos senhores de Bruxelas, mais propriamente com o hotspot do lounge da SAS no aeroporto de Bruxelas.
Dizem que tem Adult Materials, e barram o acesso.



Se acham que tem conteúdo adulto, esperem pelo post que estou a preparar. Provavelmente impedem-me de entrar em Bruxelas, um dia em que me passe pela cabeça visitar a cidade.

Sinal de que estou no bom caminho :)

Quando eu for grande, quero ser tubarão.

Jonasnuts, 24.01.08



Isto não tem nada a ver com o meu filho, que quando for grande quer ser cozinheiro, guitarrista de rock, mecânico e pai (sim, em simultâneo).

Isto foi algo que me ocorreu hoje a ler um post de um Blog que não quero referir :)

Quais são as características que identificam (pelo menos no nosso imaginário) o tubarão?

Predadores topo de gama, instinto assassino, força bruta, implacáveis, inteligentes, e raramente deixam escapar uma vítima, para além de serem, esteticamente quase perfeitos. Uma vez identificada a vítima, nadam à volta dela em círculos cada vez mais pequenos, encurtam o cerco, investem a matar com um sucesso quase sempre total.

Apesar de ser aparentemente uma contradição, muitas vezes elogiam-se os dotes profissionais de alguém com uma postura mais agressiva, e com um cargo upa upa na estrutura hierárquica de uma empresa, comparando essa pessoa a um tubarão. Ok, compreende-se.


Mas, pensemos em conjunto, exorto-vos (andava para usar esta palavra há muito tempo). Um tubarão com estas características todas, mas depois com uma pobre dentadura, perdia a eficácia, não era? O que perdia em eficácia ganhava em ridículo. Ora, como se sabe, o ridículo faz rir.

E eu tenho-me rido muito ultimamente. É vê-los, aos tubarões wannabe, a identificarem as suas presas, rodeá-las, sondá-las (às vezes namorá-las), fechando o cada vez mais o círculo.

E depois arremetem, numa investida solavancosa, abrem a boca e os dentes são de leite. Não fazem mossa, fazem cócegas, divertem. O ridículo diverte. Afastam-se estes tubarões com um gesto de mão, às vezes ligeiramente enfadado, e continuamos em frente, na direcção certa.

Deve haver poucas coisas que me divirtam mais, do que tubarões wannabes a identificar presas que não são para o seu bico, e não verem isso mesmo, e a fechar a boca no vazio.

Peixinho

Jonasnuts, 23.01.08

- Olá mãe.
- Olá filho. Foi boa a escola, hoje?
- Foi.
- Novidades, há?
- Há. A professora comprou 2 peixinhos e uma tartaruga, para a sala, e estivemos a escolher os nomes.
- Boa. E então como é que se chama a bicharada?
- A Tartaruga chama-se Shrek. Um dos peixinhos chama-se James Bond, e o outro peixinho chama-se Hitler.
- Hitler? Mas quem é que teve essa feliz ideia de chamar Hitler ao peixe?
- Fui eu.
-  ?
-  ?
-  ?
- Mas tu sabes quem foi o Hitler?
- Sei. Foi um ditador Alemão.
- Mas onde é que aprendeste isso?
- No Gato Fedorento.


Sim, este diálogo aconteceu. Há 3 dias. O peixe já não se chama Hitler, o puto já sabe o que é um ditador, já sabe o que é aquele ditador fez (tanto quanto é possível explicar o inexplicável a uma criança de 9 anos) e também já sabe que dar o nome a um bicho ou a alguém ou a alguma coisa é uma forma de homenagear o dono original do nome. Tão depressa não volta a ver Gato Fedorento.