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Jonasnuts

Retiro o que disse..... quer dizer.... afinal, nem por isso.

Há pouco tempo disse aqui que não percebia a estratégia da revista Lux, com aqueles spots de rádio absolutamente obscenos sobre o fado Maddie McCan.

Não retirando aquilo que disse, porque mantenho, afirmo agora que, pelo menos, já percebo.

Percebo a estratégia, e percebo porque é que funciona. Percebo porque na história deste Blog, foram poucas as vezes em que o número de visitas ultrapassou os 400. A média é, mais coisa menos coisa, 200. Estava eu a olhar para os gráficos, e vejo ali um pico, no dia 11. Já nem me lembrava do que tinha escrito, tive de ir ver. E lá estava ele. O post da Lux, onde referia o nome da criança. Claro que veio tudo (provavelmente, nem fui ver) de pesquisas feitas por pessoas que querem encontrar a solução do puzzle online. Estranhamento vem-me à memória Os Vampiros, do Zeca. Sei que não era a estes vampiros que ele se referia, mas assenta bem.

A estratégia funciona porque é o que as pessoas querem. Querem mais criancinhas, mais TVI com "reportagens" incendiárias, mais mortos, mais feridos, mais sangue. Mão na anca, faca na liga.

Por isso funciona. Porque os imbecis não se cansam de consumir "informação" acerca disto e de outros dramas. Para se distrairem da sua vidinha miserável, onde já nem no football e nas "mines" conseguem afundar a sua insignificância.

Aplicassem a outros temas o mesmo fulgor predatório com que se empenham em descobrir mais um minúsculo detalhe sórdido acerca da vida dos outros, e estariam muito melhor.

Recursos humanos

São o melhor de cada empresa, e todas as empresas que conheço apregoam isto em todas as acções motivação dos seus colaboradores.

Eu concordo. As empresas, sem as pessoas, não valem de grande coisa.
Mas levo o conceito um pouco mais além.
Neste momento preparamo-nos para integrar mais uma pessoa na equipa onde trabalho.
A nossa equipa é estranha, e tem uma vida e uma filosofia muito próprias. Somos diferentes das outras equipas que eu conheço. Não estou a dizer que somos melhores, somos diferentes. Temos um equilíbrio muito próprio, uma dinâmica instalada e, uma vez integrado na equipa, um elemento mesmo que saia, não sai (sim Joana e Isa isto é para vocês).
Por isso, integrar uma nova pessoa numa equipa que já tem códigos próprios, cumplicidades, onde toda a gente já sabe o que esperar dos restantes, quais as suas fragilidades e quais as suas forças, o seu forte e o seu fraco, integrar uma pessoa nova numa equipa já rodada não é tarefa fácil. O Pedro foi a sorte grande (quando houver blog para linkar, avisa). Encaixou que nem uma luva. Estamos a tentar a sorte grande outra vez, passado menos de um ano.
Por isso, quando há um candidato a entrevistar, é toda a equipa que faz a entrevista, toda a equipa participa, uns mais conversadores que outros, porque também é assim que somos quando não estamos a entrevistar pessoas.

Da experiência que temos, até agora (e o Pedro pode falar disto dos dois lados da barricada, também ele foi entrevistado pela equipa toda), é muito positivo. Para nós. Para o candidato, pelo menos para aqueles que temos entrevistado até agora, a experiência não parece ser tão pacífica. O ambiente é super informal, não é inquisitório, trata-se apenas de uma conversa onde, mais importante do que descobrir competências ou habilidades, é sobretudo importante ver a forma como o candidato reage e lida com perguntas diferentes, feitas por pessoas diferentes. É sempre uma galhofa e o ambiente é bem disposto, mas o nervosismo dos candidatos tem sido evidente. Será que preferem um ambiente mais formal e cinzento? Com uma mera repetição verbal do que já vem escrito no CV?
Temos pena. Não somos nem formais nem cinzentos. Somos bem-dispostos.

E só estamos à procura da sorte grande, outra vez.

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