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Jonasnuts

Mudam-se os tempos, mudam-se as bolhas

Há uns anos, estiveram na moda alguns tipos de publicidade online que eu achava extraordinariamente invasivas. Não era só eu que achava, a bem dizer.
Foram épicas as discussões e debates entre equipas (a comercial e as outras), e ainda hoje não nos refizemos completamente desses momentos.
Seja como for, os browsers resolveram a maior parte dos problemas, quando tiveram a feliz ideia de desenvolver os pop-up blockers. Depois disso, os pop-up (e os pop-under) deixaram de estar na moda. Porque as pessoas reclamavam com aquele tipo de publicidade, e porque assim que viram como é que funcionavam os pop-up blockers, toca de usá-los.

Os skyscrapers também passaram de moda, mais ou menos, de qualquer maneira, e eu também os achava invasivos.

Agora a coisa já está mais normalizada, e já há formatos mais ou menos standard.

Não percebo é o que é que aconteceu a todos aqueles que antes clamavam contra os pop-ups. Devem estar adormecidos. Ou já não se ligam. E de onde é que surge esta minha dúvida? À reacção generalizada à campanha de publicidade, online, da Optimus.

Andaram com umas bolhas a flutuar em vários sites, num teaser. As bolhas gravitavam em cima do conteúdo que se pretendia ver. Tínhamos de esperar que as bolhas lhes desse a vontade de desaparecer, para fazermos o que tínhamos ido ali fazer. Uma seca. Diria o mesmo se a campanha fosse de outra empresa qualquer. Não tenho nada contra a Optimus, e a campanha está com uma belíssima imagem.

Mas as reacções que tenho visto à bolha são excelentes. Epá que giro, aquilo do magma. Epá a bolha está mesmo bem feita. Ahhh, era a Optimus. Não vi ninguém a queixar-se de que aquilo era uma entropia, que chateava, que era invasivo, e que demorava a desaparecer.

Os tempos mudam. Às vezes para pior.

Ainda andei à procura de uma bolha para pôr a flutuar por aqui, mas não encontrei. Senhores da Optimus, optimizem as vossas campanhas para que elas possam ser usadas em Blogs. É viral (e ser viral, como se sabe, são as palavrinhas mágicas que qualquer empresa que opera na área das novas tecnologias quer ouvir).

KPIs à força

Disclaimer do costume. Esta é a minha opinião, e tal e coisa, e não é obrigatória ou necessariamente a opinião da empresa onde trabalho, das empresas onde já trabalhei nem das empresas onde possa vir a trabalhar, and so on, and so on, and so on. Pronto. Está feito.

Já aqui disse que não sou apologista dos métodos mais tradicionais de gestão, a gestão by the numbers. Olho para os números sim senhor, mas, em primeiro lugar não olho para os mesmo números que o resto dos gestores de serviço que eu conheço e, em segundo lugar, os números apenas servem, na maioria dos casos, para confirmar algo que já sabia ou intuía (conceito difícil de explicar numa reunião com chefias).

Tive um chefe, em tempos, que achava que devia ser ao contrário, que devíamos primeiro olhar para os números, e depois é que tiraríamos as conclusões. Andei durante uns meses valentes a provar-lhe que as conclusões a que ele chegava através dos números, eram as mesmas que as minhas, sem que eu precisasse de olhar para os números. E a única vez em que parecia que eu estava errada, não estava, e tratava-se de um erro na recolha de dados (uma porra qualquer que tinha a ver com a sazonalidade). Já não tenho esse chefe, e também não tenho saudades. As maiores felicidades e sucesso profissional, é o que lhe desejo, sinceramente, mas longe daqui, longe de mim.

Muitas vezes me perguntam, quantos Blogs há nos Blogs do SAPO. Tenho sempre de ir ver, não é um número que eu saiba de cor, ou a que dê muita importância. Sei que estamos no bom caminho porque leio e oiço o feedback das pessoas, nos posts, nos comentários, no mail, no telefone. Olho para os números, mas interessa-me mais a evolução do número médio de posts por Blog do que o número de Blogs propriamente dito. De que me interessa ter muitos blogs vazios? Nada. Interessa-me Blogs com conteúdo, que eu possa promover e destacar. Interessa-me que as pessoas usem a plataforma. E que gostem. Prefiro ter números mais baixos, mas reais, do que números altíssimos, falsos, porque mais tarde ou mais cedo, a bolha rebenta. É inevitável.

Há poucos passatempos nos Blogs do SAPO, e os que há têm sempre a ver com o conteúdo, e não com o registo, ou com obrigatoriedade de se fazer seja o que for. As poucas experiências que fizemos que tinham obrigatoriedades correram, evidentemente, mal.
Quando me obrigam a fazer qualquer coisa, eu não gosto. Não gosto de ser obrigada, gosto de ser convencida, seduzida, levada.  Prefiro passatempos em parceria com utilizadores da plataforma, do que passatempos que dêem prémios por volume de comentários, ou de posts ou de links.

Prefiro que os meus números, para os quais olho pouco, mas olho, sejam de utilizadores reais, que subscreveram o serviço e o usam porque gostam, e não gosto de registos fantasma feitos por pessoas que apenas subscreveram o serviço para ganharem um qualquer brinde. Um serviço online não é a farinha amparo (os mais novos não vão perceber esta boca).

Os números para os quais se olha habitualmente não distinguem o utilizador real do utilizador  do brinde.

Eu distingo.

Time to market ou a velocidade no trabalho

Há tempos para tudo.
E há pessoas mais rápidas que outras.
E há temas mais demorados que outros.

Mas acho que é transversal a todas as empresas que eu conheço, o problema da rapidez (ou falta dela) no topo e no fundo das cadeias hierárquicas. Quer os senhores lá de cima, quer os senhores lá de baixo trabalham sempre mais devagar do que o que os operacionais das empresas precisam.

É o costume, quem se lixa é a classe média.

Só para os mais fanáticos de teorias da conspiração, este post não é um recado para ninguém, dentro ou fora da empresa onde trabalho. É uma constatação e um desabafo.

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