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Jonasnuts

Formação

Este é o primeiro de dois posts.

 

O segundo vem já a seguir (auto-link).

 

Há muitos anos que dou formação. De diferentes maneiras, todas informais.

 

Dei formação quando no princípio das internets era preciso explicar o conceito, era preciso explicar às pessoas o que significava o caracol do mail, era preciso explicar o que era uma homepage e para que é que servia o Terràvista.

 

Dei formação a todos os trainees que me passaram pelas mãos, e ainda foram alguns.

 

Dei formação a muitos bloggers que chegaram até mim só com vontade de ter um blog.

 

Sempre fui boa formadora - não sou gaja de falsas modéstias - por dois motivos; porque gosto genuinamente de ajudar e porque sinto empatia com as dúvidas das pessoas. Na grande maioria dos casos, são dúvidas que já foram minhas e que já tive de esclarecer para mim, ou já foram perguntas para as quais andei à procura de respostas.

 

Já fui desafiada para dar formação sobre inúmeros temas (até sobre RGPD), mas só dou formação sobre temas que, de facto, domino e com que me sinto à vontade. Porque as minhas formações ou workshops não são estáticos, eu não chego, debito a apresentação e já está. As minhas formações têm debate, e perguntas e respostas e mãos na massa. Não se resumem à keynote (ou ao powerpoint, como quiserem). Aliás, até prefiro que saiam do sítio e que fujam e que sejam dinâmicas e que sirvam os propósitos de quem lá está. E gosto de aprender.

 

Há uns anos comecei a investir mais nesta área da formação. Organizei 3 acções de formação, que adapto conforme o cliente e tenho andado pelo país, contente e alegre a dar formação em empresas, escolas, instituições, etc...

 

Comunicação e estratégia digitais.

Prevenção, antecipação e gestão de crises no digital.

Criação e gestão de comunidades.

 

E gosto. Muito. É gratificante. Realiza-me.

 

Tenho sido desafiada a criar acções de formação, workshops, whatever dedicados a particulares. Tenho andado a adiar, a adiar, a adiar, mas há pouco tempo os astros alinharam-se, surgiu uma encomenda e vai ser já no próximo fim-de-semana (falo disso mais detalhadamente no post que se segue auto-link). Vamos ver como corre.

 

Gosto de partilhar conhecimento. Sempre gostei. Sempre o fiz, informalmente. Fazê-lo de forma estruturada e formal é só mais uma forma de partilha.

 

Mas, por mais estruturadas e formais que sejam, agora, as minhas acções de formação terão sempre, sempre, sempre, uma ponta de rasgo, de fora do sítio, de interacção, de batatada e de caos. 

 

Porque sem caos não se vai a lado nenhum.

Os especialistas

TweetDeck.jpg

 

A palavra especialista sempre me encanitou, sobretudo quando usada na primeira pessoa.

A minha bio de Twitter é uma sátira a todos os que se auto-apelidam de especialistas, de gurus, de influenciadores, de trend setters e demais parafernália linguística e sinonímia. A parte do "Grafiter que usa pontuação" foi um presente inadvertido de um grande poeta português.

 

Com a desvalorização gradual dos títulos académicos (chegaram à conclusão de que qualquer imbecil faz uma licenciatura) tem havido o movimento contrário das categorias de competências(?) profissionais.

Por isso é que já não é a primeira vez que vejo anúncios a pedir especialistas para estágio. Qualquer pessoa é um especialista.

 

Por exemplo......na apresentação de resultados do primeiro ano do Atelier Digital da Google houve 35.000 indivíduos (trinta e cinco mil, por extenso, para não acharem que foi erro) que levaram para casa (e para os CVs e para o Linkedin) o diploma de "Experts em redes sociais". Só em Portugal.

 

Eu repito: Trinta. E. Cinco. Mil.

 

Trinta e cinco mil alminhas que estão, provavelmente, convencidas elas próprias de que são especialistas porque, afinal de contas, até fizeram um curso da Google que é, como se sabe, a entidade que mais sabe sobre redes sociais, já com provas dadas na matéria. E a Google diz que são especialistas. E se a Google diz, é porque é verdade.

 

E isto sem falar nos especialistas instantâneos self made. 

 

Um especialista é uma pessoa que se especializou. Para se especializar precisou de tempo. Não há especialistas instantâneos. Um curso não faz um especialista. 

Um especialista é raro. É como as divas (auto-link). 

 

Um especialista é alguém que dedicou muitas horas e muitos dias a estudar e a aprender e a fazer e a errar e de mãos na massa sobre um determinado assunto. E quando eu digo muitos, são mesmo muitos. Não é uma licenciatura. Não é um workshop. Não é uma pós-graduação cujo valor académico é o oposto do preço que custa.

 

Ou então é alguém com muita lata. Desses conheço muitos.

 

Isto há-de ser mais amplamente aprofundado em posts que tenho para aqui alinhavados sobre formação e sobre recursos humanos e sobre congressos e oradores, mas este dos especialistas estava atravessado há uns tempos. Foi hoje. 

Workshops

Gosto muito de aprender a fazer coisas de que gosto. 

 

É esquisita, a frase, mas é verdade. Gosto de aprender sozinha, ler sobre o assunto, talvez até praticar, e depois fazer um workshop, para ver se ando perto ou se ando longe.

 

É assim com o da culinária, que ando a tentar fazer há uns tempos (não, ainda não recebi o cheque da Academia Vaqueiro (auto-link)).

 

É assim com o da camisola que estou a fazer neste momento, com a Rosa.

 

Quem me conhece sabe da minha panca por colheres de pau (auto-link). Não me perguntem porquê. Apenas gosto de colheres de pau. Gosto de as comprar, gosto, sobretudo de ver alguém a fazê-las e, um dia destes, vou ver se gosto de as fazer.

 

E foi precisamente a Rosa que me falou num workshop de colheres de pau. Fui ver.

 

Desktop.jpg

 

 

É no sábado, lá estaremos :)

Bordadeira

 

Pois que me meti num workshop para aprender a bordar. Nada que eu não te pudesse ensinar, disse logo a minha mãe, provavelmente com razão.

 

Mas no Sábado de manhã, eu diria mesmo, de madrugada, lá estávamos nós na Retrosaria. Foi a primeira vez que fui a um workshop sem saber absolutamente nada. O ponto cruz não é para aqui chamado, porque do que percebi, é um parente pobre do bordado. A bem dizer, o ponto cruz faz-se com uma agulha que não pica, e esta, dos bordados a sério pica que se farta. E não, não uso dedal (nem o dedal evita as picadelas, seus ingnorantes, o dedal serve para empurrar o cu da agulha).

 

Claro que a esta hora já tenho imensos planos para fazer isto, e aquilo e aqueloutro, e no Natal é tudo despachado a bordados e já tenho o linho, e as linhas, e o papel químico, e o papel vegetal, e os lápis e a régua e o raio que o parta e a caixinha para meter isto tudo. Nada de expectativas. Se for como o tricot e como o crochet, Natal, sim, mas no mínimo de 2015.

 

Quem quiser experimentar, a professora foi a Joana Caetano, e o workshop foi no sítio do costume.

 

Espero que os próximos não fiquem tão tortos :)

 

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