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Workshops

por jonasnuts, em 30.05.17

Gosto muito de aprender a fazer coisas de que gosto. 

 

É esquisita, a frase, mas é verdade. Gosto de aprender sozinha, ler sobre o assunto, talvez até praticar, e depois fazer um workshop, para ver se ando perto ou se ando longe.

 

É assim com o da culinária, que ando a tentar fazer há uns tempos (não, ainda não recebi o cheque da Academia Vaqueiro (auto-link)).

 

É assim com o da camisola que estou a fazer neste momento, com a Rosa.

 

Quem me conhece sabe da minha panca por colheres de pau (auto-link). Não me perguntem porquê. Apenas gosto de colheres de pau. Gosto de as comprar, gosto, sobretudo de ver alguém a fazê-las e, um dia destes, vou ver se gosto de as fazer.

 

E foi precisamente a Rosa que me falou num workshop de colheres de pau. Fui ver.

 

Desktop.jpg

 

 

É no sábado, lá estaremos :)

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A porra da gola

por jonasnuts, em 18.10.14

A porra da gola foi algo que eu vi há uns tempos, no Facebook da Retrosaria. Na altura ainda era só a gola que eu queria fazer, ainda não era a porra da gola.

 

Fiz o download das instruções, dei uma vista de olhos, e não pareceu muito complicado.

 

Fui à Retrosaria, comprei a lã numa cor de jeito (o amarelo é fixe, mas não posso usar amarelo, fica-me mal, pareço deslavada). Comprei um azul escuro meio acinzentado. Mais as agulhas.

 

Chegado o momento de começar o trabalho, olho para as instruções. As tais que não pareciam complicadas. 

Montar 39 malhas, tricotar 3 meia, torcida de 9 malhas, 3 meia, torcida de nova malhas, 3 meia, torcida de 9 malhas, 3 meia. 

 

Chega o momento de confessar uma idiossincrasia. Como aprendi a fazer malha por livros ingleses, não sei o que raio é meia e o que raio é liga. Sei o que é knit e sei o que é purl. E tenho sempre de ter uma legenda. Meia=knit, liga=purl. E não consigo decorar isto. 

 

A porcaria do torcido de 9 malhas é que me estava baralhar o esquema. Volto atrás nas instruções fornecidas pelo fabricante da lã, que deve achar que todas as tricotadeiras sabem tudo, incluindo descodificação avançada. Sigo as instruções dadas para a trança central até perceber o funcionamento da coisa. Mas tive de fazer e desmachar e fazer e desmanchar. E fazer contas. 

 

Portanto, para quem quiser fazer a porra da gola, aqui ficam as instruções que escrevi para mim.

 

Material necessário

3 novelos de Rosários 4 Bulky Light (as instruções do fabricante mandam comprar 4 novelos, mas para mim, 3 novelos chegaram e sobraram).

1 par de agulhas Nº 12

1 agulha de transporte para as tranças.

1 contador de voltas

 

Demora aproximadamente 4 horas a fazer (vendo um filme em simultâneo)

 

Instruções para as tranças:

 

Trança por trás:

Colocar 3 malhas na agulha de transporte, deixando depois a agulha de transporte atrás do trabalho.

Trabalhar 3 malhas.

Tirar as malhas da agulha de transporte colocando-as na agulha da esquerda.

Trabalhar 6 malhas.

 

Trança pela frente:

Trabalhar 3 malhas.

Colocar 3 malhas na agulha de transporte, deixando a agulha de transporte à frente do trabalho.

Trabalhar 3 malhas.

Tirar as 3 malhas da agulha de transporte, colocando-as na agulha da esquerda.

Trabalhar 3 malhas.

 

Instruções para a porra da gola:

 

Montar 39 malhas.

1 - K(nit)

2 - P(url)

3 - K3+trança por trás+K3+trança por trás+K3+trança por trás+K3

4 - P

5 - K

6 - P

7 - K3+trança pela frente+K3+trança pela frente+K3+trança pela frente+K3

8 - P

 

Repetir de 1 a 8, por 12 vezes (para ter 12 tranças).

Rematar.

Coser as duas extremidades (que é o que ainda me falta fazer).

 

Pronto. Assim, apesar de, para mim, ser a porra da gola, não tem de ser a porra da gola para quem quiser fazer a coisa sem ter de usar a porcaria das instruções fornecidas pelo fabricante da lã.

 

 

 

 

 

 

 

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Presente de Natal

por jonasnuts, em 25.12.11

Meu para a minha sobrinha. A pedido da própria. Stress, porque não sabia se as sobras da lã necessária chegavam (e não dava para comprar mais, porque têm de ser importadas e já não havia tempo). Tudo funcionou :) E ela gostou, que é o mais importante :)

 

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Fazendo meias

por jonasnuts, em 21.08.11

Deu-me para aqui, nas férias. Bom, não foi bem nas férias, que já tinha comprado material há muito tempo, na Retrosaria (e com o material umas instruções). Mais um presente de Natal da minha irmã (um livro e lã de meias). Já tinha começado mesmo uma das meias, mas levantou-se um valor mais alto.

 

De modos que foi nas férias. Tricotar meias. Com 5 agulhas de duas pontas. À partida parecem ser agulhas a mais, mas é fácil de apanhar o jeito. As primeiras 2 meias foram feitas com terminadores no início. Já tenho um par feito e outro meio feito.

 

Confesso que, chamar um par às 2 meias que emparelham é uma força de expressão. Não só porque o fio que escolhi vai mudando de cor, como ficaram com tamanhos diferentes. E ficaram aldrabadas, cada uma à sua maneira. Portanto, é um par que não emparelha e que vai confundir a já confusa mente da minha empregada (a tal que arruma cuecas do meu filho na minha gaveta de roupa interior).

 

Há muita coisa online que ajuda. Mas a prática é a melhor professora. A 1ª meia ficou uma merda, a 2ª ficou um bocadinho menos mal, a terceira já está apresentável, e a quarta, que vou iniciar daqui a bocadinho, espera-se que seja um pouco melhor ainda.

 

Há muitas meias por fazer e algumas são bem giras. Se a coisa continuar a correr cada vez melhor, e uma vez que estamos em crise, vão sair meias giras, feitas por mim, para todos os adultos da família, no Natal. Não é que saiam baratas, mas têm um efeito anti-stress extraordinário. É muito relaxante, fazer meias. Quer dizer.... a partir do meio da terceira, pelo menos, que nas primeiras duas, a malta anda ali um bocado aos papéis.

 

 

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Às especialistas de tricot

por jonasnuts, em 13.07.09

Então como é que eu compro, em Lisboa (ou a uma distância razoável), uns novelos de Debbie Bliss merino aran, em cinzento, em vermelho e em azul?

 

Ou há algo que substitua na perfeição este tipo de lã?

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Rua da Conceição

por jonasnuts, em 01.06.09

Depois do meu post sobre o tricot, decidi seguir a recomendação mais referida nos comentários e fui à Rua da Conceição.

 

Vocês desculpem lá, mas não era bem naquilo que eu estava a pensar. Pedir agulhas circulares em bambu e receber olhares estupefactos de "agulhas quê?", como se eu fosse maluquinha, não era o que eu tinha na ideia.

 

À enésima loja lá consegui encontrar, mais ou menos, o que eu queria, mas eu gostava era dum sítio onde eu não tivesse de encolher a barriga para entrar, e onde pudesse andar com um cesto das compras a espreitar prateleiras cheias de coisas, e gostava de não precisar duma lista de coisas a comprar, gostava de comprar as coisas só pelo prazer de as manusear e para isso elas não podem estar metidas em gavetas, longe da minha vista e das minhas mãos. E gostava de saber para que é que servem as coisas esquisitas que aquela malta tem nas montras.

 

Gostava de um espaço onde eu pudesse ir à procura de um projecto divertido para fazer, e encontrasse tudo logo ali, e onde a senhora que me atendesse me explicasse que ali a meio do projecto ia precisar de aprender uma técnica nova e que havia uns workshops porreiros, e onde eu pudesse gastar rios de dinheiro, e onde me pudesse sentar e beber um chá enquanto escolho entre uma catrefada de livros.

 

Se calhar ando à procura duma coisa que não há, mas lá que dava jeito, lá isso dava. Uma Fnac, mais pequenina, mas só com coisas de craft. Pronto, era isso, que esta coisa de entrar em 250 lojas em 45 minutos é parecido com aquelas viagens aos Açores, descubra as 9 ilhas em 3 dias.

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Da lã e seus gadgets

por jonasnuts, em 27.05.09

Gosto de fazer tricot. A minha mãe ensinou-me, há muitos anos, mas depois reaprendi (relembrei-me?) através dos livros. Como em português não há nada de jeito, tive de optar pelos livros ingleses. Knitting for Dummies é a minha bíblia. Desenhos giros quer para crianças quer para adultos, em português, desconheço. Só vejo aquelas revistas cheias de coisinhas do mais pimba possível, logo, compro livros ingleses, pelo que até há uma vantagem em ter aprendido os termos em inglês. Não distingo a liga da meia, mas reconheço o knit e o purl. Isto dos tricots é um mundo.

 

Claro que depois para fazer os trabalhos é mais difícil, porque os materiais recomendados nas instruções não se encontram em Portugal. Fiz uma camisola para o meu sobrinho com algodão comprado em Portugal, mas usando instruções de um livro inglês. Foram mais as vezes em que tive de recomeçar do as que gosto de me lembrar, até atinar com as medidas certas. Também pode ser porque sou maçarica, não ponho essa hipótese de lado.

 

Comprar os básico é relativamente fácil, o Corte Inglês costuma ter alguma coisa, excepto as lãs, que são tenebrosas e poucas. E a minha pergunta, se aqui passar alguém entendido na matéria é: Onde é que há, em Lisboa, um sítio onde se entre com uma lista de material, e se saia de lá aviada com as coisas certas? Que tenha as cores, e as agulhas circulares em bambu, e aquela peça para fazer cordões, e o coiso de fazer pompons, e os trava-pontos, e os terminadores de agulhas, e aquelas coisas todas giras que encontramos nos sites ingleses?

 

Caraças, para fazer dois sack-boys para os putos, tive de encomendar a lã de Inglaterra, e não há meio de chegar.

 

Sim, há instruções para fazer o Sack Boy, do Little Big Planet em tricot.

 

 

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