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O meu fim-de-semana

por jonasnuts, em 08.12.13

Gosto muito daquilo que faço. E é uma pescadinha de rabo na boca, a coisa. Gostar muito daquilo que faço ajuda-me a ser melhor naquilo que faço. E eu acho que sou boa naquilo que faço.

 

Há, no entanto, vertentes do meu trabalho que eu odeio. São raras, mas existem, e também têm de ser feitas. Ora, se gostar do que faço me torna melhor, não gostar de algumas coisas, torna-me pior nessas coisas. Isso, aliado ao meu sentido crítico, fazem com que as coisas de que eu não gosto de fazer saiam sempre uma cagada. Bem podem, de fora, dizer: "não está assim tão mau" ou "para quem é, bacalhau basta", ou "já vi pior" ou ainda "vai chegar". Eu não quero que chegue, eu quero que seja excelente. E, venha de lá o mais pintado dizer-me o contrário, eu sei que estou longe de ser excelente nesta matéria. Não gosto disto, pronto, nada a fazer.

 

Não posso dizer do que se trata, mas os meus dias, ultimamente e sobretudo este fim-de-semana, passam por sentir-me um peixe fora de água ou, como ele diz, ando a patinar.

 

 

Espera-me uma noitada de saltos de carapau para o lodo.

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O que é um bom Currículo?

por jonasnuts, em 28.01.13

Não é nenhuma novidade, ver currículos. Acontece-me periodicamente. Aliás, ultimamente, tem-me acontecido muito, porque são cada vez mais os currículos que me chegam à caixa de correio.

 

Neste momento tenho 4 currículos, abertos no meu écran. Todos iguais. Uma formatação que parece ter-se instalado é a coisa do Europass-Curriculum Vitae. É mau, a começar pelo nome.... pretende ser Euro-pass, mas na realidade, não consigo evitar lê-lo como Europe ass. Mas, fosse só isso e não estaríamos mal de todo. É uma coisa tenebrosa, que nem sequer tem bom aspecto, e que transforma todos os candidatos em pessoas iguais, mais coisa menos coisa, mas em mau, em cinzento.

 

 

Isto é horrível. Não me diz nada que uma conversa de 5 minutos não possa esclarecer e, na maior parte, não é relevante, nem critério de selecção.

Qualquer personalidade, originalidade, criatividade, é sugada destes candidatos e, provavelmente, morrem um bocadinho, sempre que enviam uma porcaria destas, anexada a uma carta de apresentação que deve falar em Exmos. Senhores, e em integração da equipa, espírito de grupo, capacidade de aprendizagem, alavancagem disto e daquilo, e mais uma série de expressões facilmente encontradas em qualquer bullshit generator.

 

Nada disto me interessa, quando entrevisto (ou quando fui entrevistada, para dizer a verdade).

 

Quando me preparo para uma entrevista, quero conhecer o candidato, quer ler o Blog, o Twitter, toda a informação pública disponível, quero ver os seus interesses, a forma como usa a língua portuguesa, a forma como comunica, o que pensa e de que forma apresenta os seus argumentos (concorde eu ou não concorde, essa parte é quase sempre irrelevante).

 

Na entrevista, faço algumas perguntas patetas, em cuja resposta, às vezes, não estou particularmente interessada. O clube de que gosta e o signo, por exemplo, são duas das perguntas típicas, mais para ver qual é a reacção à pergunta do que propriamente para saber as respostas. Pergunto se me conseguem tratar por tu (se são muito novinhos, não conseguem, coitadinhos :), e quero saber o que querem ser quando forem grandes. Não é a pergunta típica, o típico é perguntar-se "onde é que se vê daqui a 10 anos)". Eu pergunto ao lado..... para ver a reacção e para saber, nesta resposta estou verdadeiramente interessada. E se têm irmãos, e se têm bichos em casa, e mais o que me ocorrer na altura, dependendo do sítio para onde nos levar a conversa.

 

Às vezes demora, até que eles saiam dos fatos (taditos.... vêm sempre de fato, sem se aperceberem de que não lhes assenta bem - ou pior - apercebem-se, mas não conseguem contrariar), mas quando saem dos fatos, quando relaxam - enfim, o possível - a entrevista transforma-se em conversa e torna-se tão mais útil.

 

Os CVs são muitos. Se são todos iguais, escolhe-se exclusivamente com base nas competências académicas, e na experiência profissional que, podendo ser importantes (sobretudo a experiência profissional), estão longe de ser os critérios que eu mais valorizo.

 

Assim.... se um dia souberem que sou eu que vos vou fazer uma entrevista, tenham em conta que um erro ortográfico, dactilográfico, de construção ou gramatical vos exclui à partida da entrevista propriamente dita. Sem apelo nem agravo. Um CV criativo ganha pontos extra. A facilidade que têm em tratar-me por tu, uma vez feita a proposta, é avaliada. As perguntas que fazem, são importantes. Não gosto de candidatos que não fazem perguntas. Terem Blog ou Twitter é uma ferramenta adicional que vos dá vantagens (mas têm de ser usados, não vale a pena criar um blog ou uma conta de Twitter na véspera).

 

Claro que a resposta também depende da pergunta, e a capacidade do candidato em adaptar-se a diferentes circunstâncias é importante. Há uns anos, coloquei um anúncio de trabalho, num Blog. Não foi publicado em mais sítio nenhum, só ali. Recebeu dezenas de respostas. Fizemos meia dúzia de entrevistas. O anúncio dizia "Colaborador precisa-se - Este é um post de 1 de Abril, mas não é mentira", e a resposta veio no mesmo dia, num mail cujo subject era "Colaborador oferece-se". Entrou na onda, ganhou a possibilidade de ser entrevistado. Saiu-se bem, apesar do incomum da situação (ser entrevistado por 6 pessoas em simultâneo - nas minhas equipas, a entrevista para novos membros é feita por toda a equipa). Seleccionamo-lo 30 segundos depois dele ter saído da sala. Não nos demos mal. Ainda cá está e, ao que consta, satisfeito.

 

Para CVs criativos, podem ver a onda neste link, ou neste (um dos meus CVs favoritos).

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O Natal

por jonasnuts, em 22.12.12

Este ano.... começa agora.

 

Árvore montada, nem vê-la. Cheguei a colocar a hipótese de comprar uma insuflável, e deixar a do costume na arrecadação. Não comprei a insuflável (uma mulher tem limites), mas a do costume, ainda está na arrecadação.

 

Presentes, só para a miudagem e pouco mais.

 

O único presente que não prescindi de fazer, com calma, foi o da minha mãe. Depois mostro, que é o máximo.

 

Comida? Ainda não comprei.

 

Compras? Quase nada.

 

Consegui fazer uma máquina de roupa, e já me sinto vitoriosa.

 

O Natal é depois de amanhã, mas eu só vejo nuvem à frente.

 

Amanhã é um bom dia para compras, não é? Digam que sim, por favor :)

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Away

por jonasnuts, em 09.11.12

Ando desaparecida. A razão de ser explica-se facilmente.

 

 

 

 

E mais uma coisita acerca da qual não posso falar muito, mas que me vai deixar away até, pelo menos, 10 de Dezembro.

 

Até lá, a banda sonora pode dar umas pistas.

 

 

 

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O local de trabalho tornou-se ubíquo

por jonasnuts, em 20.12.09

É algo que já sinto (e digo) há muito tempo, mas que o James Tuner define e explica bem melhor que eu.

 

Num artigo em que elege, tecnologicamente falando, o melhor e o pior da década que acaba daqui a uns dias, ele termina desta forma:

 

"

The Workplace Becomes Ubiquitous: What's the first thing you do when you get home at night? Check your work email? Or maybe you got a call before you even got home. The dark side of all that bandwidth and mobile technology we enjoy today is that you can never truly escape being available, at least until the last bar drops off your phone (or you shut the darn thing off!)

The line between the workplace and the rest of your life is rapidly disappearing. When you add in overseas outsourcing, you may find yourself responding to an email at 11 at night from your team in Bangalore. Work and leisure is blurring together into a gray mélange of existence. "Do you live to work, or work to live," is becoming a meaningless question, because there's no difference.".


E isto é tão verdade. Mais verdade ainda quando fazemos aquilo de que gostamos. E se por um lado é uma conquista, esta ubiquidade, por outro lado é um enorme peso.

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Eu hoje tinha planos

por jonasnuts, em 18.09.09

Tinha o meu dia tão bem planeadinho, quase ao milímetro.

Pelos meus planos passava uma chegada cedo ao trabalho, uma manhã calma, os feeds, os twitts, um post neste Blog, os destaques, a mudança de um cabeçalho (não deste Blog), uns telefonemas, um almoço calmo com ele, uma reunião agradável, sair cedo, ir buscar o puto, levá-lo onde é suposto, esperar calmamente, casa e jantarecos. Uma sexta-feira calma, por ser o último dia da 1ª semana de aulas. Uma sexta-feira calma, para começar bem o fim-de-semana que se quer calmo.

 

Eu hoje tinha planos.

 

Cheguei cedo ao trabalho (ainda não eram 9 da manhã), e foi assim que liguei o computador que o meu dia, tão bem planeadinho, e eu que nem sou de grandes planos, começou a seguir o seu próprio plano, que não o meu.

 

Quem me manda fazer planos?

 

Não foi um dia mau, um bocadinho antes do almoço começou a acalmar, e consegui ter a tal reunião agradável e consegui fazer as coisas do puto, a horas. Não foi um dia mau, mas foi um diazinho filho da puta.

 

 

 


P.S.: Ainda estou para saber porque é que os senhores do Flip, que é o que usamos para o corrector ortográfico dos Blogs, consideram "puta" um erro ortográfico. É para escrever com maiúscula, é?

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O pergunta do título do post é descaradamente roubada ao Enrique Dans, que há bem pouco tempo a colocou no seu Blog (que recomendo).

 

Ia comentar por lá, e até perguntei se o deveria fazer em português ou em inglês (já que o Blog é escrito e comentado, maioritariamente em castelhano), mas depois achei que dava um comentário demasiado grande (apesar de ter recebido resposta, simpática e em tempo recorde, de que os meus comentários seriam bem-vindos em português, deitando por terra o mito de que os espanhóis não entendem o português :).

 

Eu sou uma céptica dos serviços sociais. Parece ser contraditório, o facto de, profissionalmente, estar ligada a alguns serviços que têm uma forte componente social, mas se calhar é mesmo por causa disso. Ou então é porque não gosto de embarcar em rebanhos, e gosto de pensar pela minha cabeça.

 

As redes sociais, "profissionais" como o LinkedIn permitem-me identificar uma série de contactos profissionais, mais algumas características das minhas competências. Tudo muito fácil, clica-se num botão para adicionar alguém à nossa lista de contactos, clica-se noutro botão para autorizar que alguém nos adicione, escrevem-se recomendações mais rapidamente que um mail, e em menos de três tempos temos um perfil sumarento, cheio de nomes de pessoas que nos conhecem profissionalmente, mesmo que apenas nos conheçam vagamente, por termos, em tempos, partilhado o mesmo espaço de trabalho. À semelhança de muitos serviços sociais, os números são importantes, quantos amigos é que tem? Quantos contactos é que tem? A quantos grupos pertence? Quantas recomendações positivas? Este tipo de serviços, se forem bons, até nos indicam perfis com os quais podemos ter algum tipo de ligação (tipo, trabalham na mesma empresa), e normalmente não se enganam, embora trabalhar no mesmo edifício não seja, em alguns casos, grande ligação profissional. Eu trabalho num edifício onde estão mais 2.000 pessoas. Partilhamos geografia, mais nada.

 

Quando preciso de contratar alguém para a minha equipa, peço um CV, que me dá o percurso profissional e a experiência (e as habilitações académicas que normalmente desvalorizo), e peço o endereço do Blog. O Blog diz-me mais sobre a pessoa do que um perfil no LinkedIn. Claro que dá muito mais trabalho, e demora muito mais tempo, mas conhece-se melhor a pessoa.

 

Na equipa dos Blogs do SAPO há 6 pessoas. 3 estão lá desde o início (eu, o Hugo e a Claudia), os restantes foram chegando. A todos foi pedido o endereço do Blog, no momento do primeiro contacto. Fiquei a saber mais sobre essas pessoas através do seus Blogs (ou da ausência de Blog, não é Tó? :) do que através dos seus CVs.

 

Digam-me sinceramente, se alguém ler o meu CV (que eu não estendo, e reduzo ao essencial e pertinente), fica a saber alguma coisa sobre mim? Muito pouco. Se tiver a pachorra de ler este Blog, ficará a conhecer-me muito melhor (momento em que abandona a ideia de me contratar, é um facto, quase ninguém gosta de contratar pessoas com mau-feitio :).

 

Não são apenas as competências técnicas que contribuem para a decisão de contratar um novo elemento para uma equipa. Quando ando à procura de alguém quero saber mais coisas. Quero saber se se integrará bem na nova equipa, sem desestabilizar. Quero saber se é boa pessoa. Quero sumo, não quero cascas.

 

As redes sociais dão-me cascas disfarçadas de sumo, os Blogs dão-me sumo do bom. Dão mais trabalho, mas, até hoje, tem corrido bem, e já contratei pessoas exclusivamente por causa do Blog. Foi na mouche.

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Prazo de validade

por jonasnuts, em 23.10.08

Há uns dias encontrei um antigo colega. Trabalhou comigo no SAPO, há cerca de 8 anos, e depois saiu. A meio da troca de galhardetes da praxe ele sai-se com um bombástico:

-Então e tu? Onde é que estás? Claro que já não estás no SAPO, certo?

 

E eu sorri e confirmei o impossível. Ainda estou no SAPO.

 

Ultrapassei rapidamente a expressão de espanto e estupefacção que me devolveu, continuámos com a conversa óbvia e previsível até ao fim e despedimo-nos.

 

Mas fiquei a pensar.

 

Antigamente, os nossos pais e, sobretudo, os nossos avós, tinham um emprego para a vida. E os que não tinham sonhavam ter.

 

Hoje as coisas estão, felizmente, um pouco diferentes, pelo menos na área onde me movimento, apesar de não haver muitas alternativas de jeito.

 

Mas, quando é que uma relação colaborador/entidade patronal chega ao fim do seu prazo de validade?

 

Como é que se identifica o momento em que se deve começar a pensar em mudar de ares? Quando as pessoas recorrem à nossa memória para identificar a origem de um projecto? Quando temos um arquivo de fotos melhor e mais rico (e mais divertido, já agora) dos colaboradores da empresa?

Quando sentimos que nos habituámos à empresa e esta se habituou a nós?

 

Quando?

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Aos geeks júnior

por jonasnuts, em 08.01.08
Estamos à procura de uma pessoa para a equipa dos Blogs do SAPO.

Potenciais interessados (juniores) há mais informações aqui.

Pronto, isto fui eu a aproveitar-me do facto de saber que há alguns geeks que por aqui passam :)

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Hoje foi o dia

por jonasnuts, em 21.11.07
Não tenho uma filha, mas um filho. De resto, foi mais ou menos isto.

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