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Os motards, esses vândalos

por jonasnuts, em 27.09.11

Tenho mais de 20 anos de carta de condução. Mais importante, são mais de 20 anos em que conduzo diariamente. Já tenho muita auto-estrada atrás de um volante, e percursos urbanos idem.

 

Gosto de conduzir, e conduzo bem.

 

Não sou ceguinha e, portanto sei, como sabe qualquer pessoa com 3 dedos de testa e que conduza, que a maioria das mulheres tem tiques universais de condução que colidem com o sistema nervoso de qualquer condutor mais afoito. Tudo isto só para explicar que, sendo gaja, e condutora, não padeço, felizmente, do mal que assola a grande maioria das mulheres condutoras, portanto, não acho que a estrada seja toda minha, não acho que os retrovisores sirvam para retocar a maquilhagem, e não acho que o mundo inteiro está às nossas ordens, e tem de viver e andar ao nosso (lento, arrastadíssimo) ritmo.

 

Ora, que a maioria das mulheres conduz que é uma merda (deixemo-nos de politicamente correctos) é uma verdade universal, há epítetos semelhantes para os taxistas (a um nível diferente), para os velhotes, e para mais uma ou duas categorias de condutores. E são daquelas verdades que ninguém, com dois dedos de testa, contesta, lá está.

 

No entanto, há uma afirmação comum que me encanita. É a do título do post. Não é raro ouvir-se que os gajos das motas são uns vândalos, umas avantesmas, uns aceleras, uns resvés campo de ourique, mal encarados, razias, mal educados. Enfim, a escória dos condutores.

 

E isto, meus senhores, a minha experiência não confirma. Muito pelo contrário.

 

Se cedemos passagem a um condutor, em 90% dos casos as motas agradecem, em 90% dos casos os carros estão-se cagando. As motas (e sim, eu que são as motos) são confrontadas (literalmente) com os piores condutores do mundo (mudança de faixa, de repente, sem sinalização e sem verem se lá vem alguém), e mesmo assim...... acho que nunca vi uma mota passar-se dos carretos.

 

Pedem desculpa quando erram, agradecem quando devem, são cordiais, facilitam, são mais solidários (entre si, evidentemente, era o que mais faltava), pelo que não percebo de onde é que vem a ideia de que os condutores de motas são uns vândalos.

 

A sério..... o trânsito (pelo menos em Portugal) seria tão mais fácil, se houvesse mais motas. E não digo isto por causa da ausência de carros. Os condutores de motas são, genericamente falando, uns senhores.

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Trânsito em dia de tolerância de ponto

por jonasnuts, em 13.05.10

Em Fátima deve estar o caos, pelo menos se todos os carros que hoje NÃO estiveram, como de costume, na Marginal de Lisboa lá estiverem.

 

Os habituais 45 minutos que levo a chegar à escola do puto transformaram-se em 15 + meia hora parada à porta da escola.

 

Foi toda a gente para Fátima ou tolerância de ponto é um mero eufemismo para "podem baldar-se à vontade"?

 

É-me indiferente.

 

Venha mais vezes, Bento XVI, a mim deu-me um jeitaço, e adoraria que fosse sempre assim. Os reais 15 minutos que demora a fazer o percurso, em vez dos 45 que habitualmente dura a viagem.

 

(Por outro lado, o número de acessos aos Blogs e à Internet vão decrescer dramaticamente).

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Escolha difícil

por jonasnuts, em 10.12.09

É algo com que me deparo TODOS os dias, logo pela manhã, na carneirada de trânsito que segue na direcção de Lisboa.

 

E escolha eu o que escolher, nunca fico satisfeita com a escolha.

 

É melhor encaixar-me na categoria dos tansos, ou na categoria dos chico espertos?

 

Não gosto de chico espertos. Os palermas que acham que sabem mais do que os outros, e que pensam que são mais importantes, ou que a pressa deles é mais urgente que a minha.

 

Por outro lado, irrita-me pelo menos o mesmo, o gajo (ou a gaja) que deixa passar os chico espertos.

 

É uma verdade universal que só há chicos espertos porque há outros tantos tansos a facilitar-lhes a vida (ou, pelo menos, a não a dificultar).

 

Eu não sou nem tansa, nem chica esperta. O problema é que não há uma fila de trânsito alternativa para as pessoas como eu. Se me ponho na fila dos tansos, não deixo entrar chico espertos, mas irritam-me os chico espertos que entram à frente dos tansos atrás de quem eu vou e que, coitados, por mais luzes ou apitadelas, continuam a ser verdadeiras madres teresas e a deixar entrar os chicos espertos. Nem percebem a que é que se devem os sinais de luzes (a senhora está com um problema nos faróis, já ouvi a um - e estava a ser sincero).

 

Ser chica esperta é fácil, mas colide com a minha maneira de pensar, e colide com o que quero ensinar ao meu filho, que vai ao meu lado no carro, no que concerne ao respeito pelos outros.

 

Mas é uma decisão difícil, ensino o puto a ser um tanso ou a ser um chico esperto?

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É a promessa de alguns candidatos à presidência da câmara da capital.

 

É mentira.

 

Nenhum presidente da câmara de Lisboa pode resolver o problema do trânsito de Lisboa.

 

Terá de falar com o presidente da Câmara de Oeiras, com o presidente da Câmara de Cascais, com o presidente da Câmara de Sintra, com o presidente da Câmara da Amadora, já perceberam onde quero chegar, certo? E depois de se porem todos de acordo, têm de ir todos juntos falar com o Governo. Mas isto de se juntarem presidentes de Câmara de "cores" diferentes já é uma impossibilidade, e ainda por cima irem falar com o Governo, que terá uma "cor" diferente da de alguns deles, enquadra-se na categoria dos mitos, neste caso, urbanos.

 

E não me venham com a treta da melhoria dos transportes públicos, e da criação de ciclovias. Em relação ao primeiro,  não pode passar só por isso. Têm de se criar parques de estacionamento nas zonas limítrofes, têm de se criar disparidade de horários, têm de se deslocalizar as empresas para fora de Lisboa, e tem de se melhorar a oferta de habitação em Lisboa. E em relação ao segundo, o maradona explicou tudo num post que já apagou e que eu tive a genialidade de preservar para a posteridade.

 

Não é criar mais entradas em Lisboa, é criar condições para que as pessoas não tenham de ir morar para fora de Lisboa. Casas más, velhas, caras, com a única vantagem de serem em Lisboa, e com o velho a ser classificado de pitoresco em forma de argumento de vendas. Ah, eu moro num bairro típico de Lisboa. Ya, e das duas uma, ou és rico e basicamente reconstruíste a casa para ela não cair com um vendaval e de caminho fizeste a mesma coisa às do lado, pelo sim pelo não, ou és um teso, e está tudo pintadinho e bonito, mas leva com uma rajada de vento mais forte e esburaca-se, e a instalação eléctrica é do tempo da maria cachucha, e as canalizações ainda são no bom velho chumbo, que é para trabalhar para a saúde. Em alternativa, pode-se sempre ir morar para uma casa construída de raiz há relativamente pouco tempo, em Lisboa, mas nesse caso, siga este link e boa sorte.

 

Não é aumentar o parque da carris, é pôr o actual parque a cumprir a porra do horário e, de preferência, alargá-lo, e a ir a sítios onde não vai.

 

É tornar a coisa viável e razoável.. Enquanto nas minhas contas do final do mês, sair ela por ela levar o carro ou não levar, eu vou levá-lo. É mais rápido, é mais confortável, é mais simples.

 

Se eu for buscar o meu filho de transportes, demoro, no mínimo, uma hora a chegar onde ele está. Mais outro tanto até chegar a casa.

 

Se fizer a mesma coisa, de carro, demoro, à mesma hora, 40 minutos.

 

Portanto.....qualquer candidato que tenha como promessa de campanha, resolver o trânsito de Lisboa, mente.

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Caros senhores da Emel

por jonasnuts, em 03.10.09

Adoro o vosso novo slogan "Há 15 anos que a EMEL trabalha para que ninguém estacione a sua vida” (é irónico, percebem?), mas permitam-me um pequeno esclarecimento.

 

Quem me estaciona a vida não são os condutores que não pagam o papelucho. Esses estão estacionados em lugares que não chateiam. Apenas o estão a fazer à borla, e isso não me estaciona a vida. Pode estacionar a vossa, mas não estaciona a minha.

 

Quem me estaciona a vida são os cabrões que estacionam na faixa de rodagem, transformando vias de duas faixas em vias de faixa única.

 

E eu, que por acaso frequento ali a zona da Fontes Pereira de Melo, fartei-me de ter multas por não pagar a merda do papelucho, mas não vos vejo com o mesmo empenho a multar os carros que estão estacionados atrás da PT, na praça José Fontana, que fodem (não há mesmo outra palavra e eu não gosto de asteriscos) o trânsito todo.

 

Portanto, não me venham com tretas. Vocês não andam atrás de quem estaciona mal. Vocês andam atrás de quem não paga o papelucho.

 

E se me disserem ah, mas isso não é da nossa competência, isso é da competência da polícia de trânsito (ou psp, ou polícia municipal, ou outros quaisquer), então mudem de slogan, que isso é publicidade enganosa.

 

Bem sei que se trata duma campanha para ver se limpam a vossa imagem, mas a imagem não se branqueia com campanhas, branqueia-se com seriedade e competência (e simpatia, já agora) no serviço que prestam. O vosso serviço é o de venda de papeluchos, não é o de melhorar o estacionamento em Lisboa.

 

Ah, e os vossos papeluchos são obscenamente caros.

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You park like an idiot

por jonasnuts, em 28.03.09

Parece que foi lançada uma campanha contra o estacionamento selvagem em Portugal. Trata-se duma iniciativa que, do que percebi, passa por se colocarem uns autocolantes nos automóveis que estejam mal estacionados, prejudicando os peões. Um autocolantes destes:

 

 

Nestas coisas eu sou muito pouco portuguesinha, e prefiro a versão americana, curta e grossa:

 

 

 

 

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Trânsito, condução e formação

por jonasnuts, em 15.02.08
Por dá cá aquela palha, ouve-se dizer que o que faz falta é mais formação. Seja de professores, seja de médicos, enfermeiros, alunos, técnicos e demais trabalhadores. Ah, pois, isso não está bem, eles precisam de mais formação.

Por estranho que pareça, no que à condução diz respeito, nunca ouvi tal coisa.

Ah, Portugal continua a subir olimpicamente na lista de países com mais acidentes. Ah, a culpa é da velocidade, baixem-se os limites, imponha-se a tolerância zero, encurte-se a trela.

Mas nunca ouvi ninguém falar de melhorar a formação.

Também não conheço ninguém que tenha aprendido a conduzir nas míseras aulas práticas de instrução. Isto é, alguns chegam lá e já sabem como é que funciona a mecânica da coisa. Para que servem e como funcionam os pedais, manetes, volante e demais intumescências. Outros há, como eu, que aprenderam isso na instrução.

Mas isso não é aprender a conduzir, isso é aprender a controlar o carro, normalmente em ambiente altamente controlado, a velocidades perigosamente baixas. Isso não é conduzir.

Eu aprendi a manobrar o carro na instrução, mas aprendi a conduzir cá fora, já com carta na mão. No dia-a-dia do trânsito. Errando, e aprendendo com os erros, os meus e os dos outros. E até tive um instrutor catita, que me levou para a 2ª circular com 6 aulas no bucho, tirou o volante do lado dele (os mais antigos percebem isto), e disse, então vá lá, já que tem a mania das velocidades, ande lá a 100 à hora, para ver se tira isso da ideia. Mas estas ideias mais progressistas, não me ensinaram a conduzir.

Todos os dias encontro avantesmas no trânsito. Não tenho números, mas assim de repente, parece-me estar cada vez pior.

Não se devia investir em formação? Não se devia ensinar as pessoas a conduzir?

E já agora, haver escolas especiais, para pessoas com necessidades especiais. Fazia-se um teste à cabeça, que definiria para que escola é que as pessoas deveriam ir. A maior parte das mulheres iam todas para as escolas almofadadas, e demorariam, pelo menos, 3 anos a tirar a carta. Cambada de lesmas, mariquinhas, enconadas, caraças.

E não me venham com tretas de estatísticas "ah, pois, mas as mulheres têm menos acidentes que os homens". O caraças. A estatística que interessa, não é saber quantos acidentes têm os carros conduzidos por mulheres, mas saber quantos acidentes PROVOCAM os carros conduzidos por mulheres.

Para os mais desatentos, e antes de se porem para aí a bradar aos céus pelos motivos errados. Olhem para o cabeçalho do Blog. A foto que lá está, sou eu. Eu sou mulher, e conduzo bem, que as há a conduzir bem. São é uma minoria.

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Estratégia da Segway

por jonasnuts, em 09.01.08
De acordo com algumas notícias, como por exemplo esta, o limite máximo de velocidade dentro das localidades vai baixar de 50Km/h para 30Km/h.

Das duas uma, ou é um lobby de gajas que está a propor a lei, ou é um lobby da Segway, para aumentar as vendas.

Porra, 30Km/h?
Já a cinquenta eu vou a stressar com a velocidade, quanto mais se baixam para trinta.

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Lisboa - Dakar. Bazem. Rapidamente.

por jonasnuts, em 04.01.08
Senhores do Lisboa - Dakar, temos penas que a vossa diversão tenha sido suspensa e coiso e tal, mas agora, se não se importam, arrumem lá a porra da chafarica e abandonem o estaminé que eu estou farta de empancar no trânsito todas as manhãs e todas as tardes à conta do vosso aparato.

Muito agradecida.

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A polícia de trânsito é nossa amiga

por jonasnuts, em 05.11.07
Detecto um padrão recorrente, neste Blog. Deve haver alturas do ano em que as questões do trânsito me afectam mais, e isso reflecte-se na quantidade de posts sobre esse tema.

Aqui há uns tempos falei aqui do granel matinal à porta do Colégio do Bom Sucesso. Eu resumo. Duas faixas, uma em cada sentido. Um Colégio. Semáforos. Paizinhos e mãezinhas que estacionam os seus bólides em plena via, impedindo a passagem dos restantes carros, de forma a que os seus pimpolhos possam fazer o menor percurso possível entre o carro e a entrada da escola. Se a coisa correr bem, ainda trocam umas palavras amigas com outros pais que ali estejam à mesma hora. Os outros que querem passar, que aguentem, que eu sou mais importante que o resto do mundo, e é essa a mensagem que quero passar aos meus filhinhos.

Esta manhã, quando viro para a rua do referido colégio, já vou a insultar mentalmente estes paizinhos mentecaptos, quando vejo ao longe, nos semáforos, dois agentes da polícia. Suspende-se de imediato o insulto, e começa-se logo a trabalhar no elogio, quer às forças de segurança quer ao Colégio que deve ter tido a iniciativa de promover a estadia dos senhores agentes, a fim de melhorar o tráfego e impedir que paizinhos idiotas, que são uma minoria, façam horrores pela reputação quer da escola quer do resto da comunidade.

Sim, senhor. É assim mesmo.

Rapidamente porém inverto a marcha ao pensamento. Os senhores agentes estão ali por outras razões. Os senhores agentes estão ali para legalizar os actos acima descritos. Mandam parar os carros, para que as mãezinhas possam atravessar. Caramba, temos 2 agentes a fazer a vez de semáforos. Isto é que é eficiência. E de forma ainda mais eficaz. Basta alguém aproximar-se, que pára logo o trânsito, para dar passagem às senhoras. Está vermelho para os peões, mas que se lixe.  São uma espécie de detectores de movimento, mas mais rápidos.,

E não paramos aqui, embora paremos ali, mesmo com sinal verde, fui obrigada a obedecer à ordem de um dos agentes, e parar o meu carro para que uma mãezinha pudesse deixar o seu pimpolho e, não satisfeita com isso, ainda fez uma gloriosa inversão de marcha, sempre com a ajuda e as indicações prestáveis dos senhores agentes.

Quando temos a ajuda da polícia para cometer infracções, a vida fica mais fácil.

Back to basis, vamos regressar aos insultos (mentais), mas agora temos mais destinatários na lista, as mãezinhas, os paizinhos, a escola e a polícia.

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