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O local de trabalho tornou-se ubíquo

por jonasnuts, em 20.12.09

É algo que já sinto (e digo) há muito tempo, mas que o James Tuner define e explica bem melhor que eu.

 

Num artigo em que elege, tecnologicamente falando, o melhor e o pior da década que acaba daqui a uns dias, ele termina desta forma:

 

"

The Workplace Becomes Ubiquitous: What's the first thing you do when you get home at night? Check your work email? Or maybe you got a call before you even got home. The dark side of all that bandwidth and mobile technology we enjoy today is that you can never truly escape being available, at least until the last bar drops off your phone (or you shut the darn thing off!)

The line between the workplace and the rest of your life is rapidly disappearing. When you add in overseas outsourcing, you may find yourself responding to an email at 11 at night from your team in Bangalore. Work and leisure is blurring together into a gray mélange of existence. "Do you live to work, or work to live," is becoming a meaningless question, because there's no difference.".


E isto é tão verdade. Mais verdade ainda quando fazemos aquilo de que gostamos. E se por um lado é uma conquista, esta ubiquidade, por outro lado é um enorme peso.

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Ir ao Codebtis é mergulhar em tecnologia de ponta. As novidades, os protótipos, o ambiente, os geeks, as ideias. Enfim, durante 3 dias, tecnologia é a palavra de ordem. Saímos do Codebits quase em overdose de gadgets, widgets e demais parafernália dos tempos modernos e futuros.

 

Um exemplo, paradigmático, é o momento em que o júri reúne para deliberar (este ano apenas para fazer uns ajustes) e atribuir os prémios de acordo com a votação dos presentes.

 

Gosto da tecnologia de ponta utilizada neste processo :)

 

 

Não se iludam. Parece um vulgar quadro de cortiça com um papel escrito à mão, postits e um marcador, mas na realidade é um quadro digital, e o que é escrito nos postits é enviado por bluetooth para o quadro, onde os nomes dos projectos foram escritos automaticamente à medida que iam sendo ditados. A ilusão de que é cortiça e postits é apenas o sinal do quão avançada é a tecnologia, que pretende assim cativar os mais tradicionalistas. É tudo digital.

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A realidade dos factos

por jonasnuts, em 27.06.08

Este post e, consequentemente, o vídeo, só serão interessantes para quem trabalha em áreas tecnológicas, sobretudo se houver um grande contacto, no âmbito das suas funções, com pessoas cujas competências técnicas sejam, vá, reduzidas.

 

É um vídeo esclarecedor (ou que vem confirmar suspeitas, no meu caso) e pode ser pedagógico. Quanto mais competências técnicas tiver o leitor, mais piada vai achar à coisa.

 

 

 

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As mulheres e a tecnologia

por jonasnuts, em 01.08.07
No planeta onde este blog habita, há a tradição (de um só mês, mas mesmo assim uma tradição), de reunir as tropas (entenda-se, os Blogs) à volta de um tema, e no dia 1 de cada mês, investe-se na coisa. Quando digo investe-se, não me refiro a empenho, investe-se no sentido militar do termo. Dia 1 de Agosto (que é hoje), vai haver uma investida quase geral na direcção das mulheres e da tecnologia.

Não julguem que é por causa do tema em si, mas o tal planeta é maioritariamente constituído por homens, e por isso mesmo, ouvem falar em mulheres, e investem (novamente no sentido militar do termo), o problema é que neste caso, esbarram na tecnologia e pronto, lá tem de sair um post.

Bom, vamos lá.

Primeiro os disclaimers. Sou mulher. Mas não sou fundamentalista do feminismo. Sei que generalizar é perigoso, e acho que a maioria das mulheres conduz mal, já o disse antes.

Pronto.

Posto isto, não acho que as mulheres tenham qualquer dificuldade com tecnologias mas, e há um mas, é preciso que a tecnologia sirva de facto para qualquer coisa, que lhes sirva para qualquer coisa.

Por exemplo, a minha avó usava máquina de costura. Teve de aprender a usá-la. Aprendeu. A minha avó não teria um Blog. Não porque não fosse capaz de aprender, mas porque pura e simplesmente não lhe interessava (comigo é mais ao contrário).

É sobejamente conhecido o estereotipo da mulher que não se entende com uma chave de parafusos, mas também é sobejamente conhecido o estereotipo do homem que não sabe fazer um ovo estrelado. Se tivessem MESMO que usar a porra da chave de fendas, a ver se não a usavam e se não aprendiam. O mesmo para os homens, ante a perspectiva de comerem um ovo cru ou terem de aprender a estrelá-lo (ou a cozinhá-lo de qualquer outra forma), a ver se não aprendiam.

Acho que há muito comodismo. Elas encostam-se a eles e eles encostam-se a elas, o que é quase sempre saudável. Nada a dizer.

O que me chateia é que façam o papel de parvinhas, coitadinhas e outras inhas.

Cá em casa, a maior parte das vezes é uma correria para ver quem é o primeiro a pegar no martelo ou no berbequim (a gente chama-lhe black and decker). Aproveito bastante o know how dele, há coisas que é ele a fazer, mas apenas porque assim poupo tempo e trabalho, se ele não existisse, eu aprenderia, sem problemas.

Gosto de tecnologia, gosto, acima de tudo, do que a tecnologia pode fazer por mim.

Não acho que as mulheres sejam inaptas ou tenham qualquer dificuldade com tecnologia, aliás, basta ver o volume crescente de vendas de vibradores, para se perceber que, tal como os homens, também as mulheres se entendem com tecnologias, e às vezes entendem-se até muitíssimo bem. Haja pilhas.

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O futuro de ontem

por jonasnuts, em 24.03.07
Ando aqui às voltas, à procura de inspiração para uma aula que vou dar na 2ª feira, que foi antecipada em cerca de 30 dias :)

Vou dar uma aulas a alunos do mestrado em comunicação cultura e tecnologia, no ISCTE, e o tema que foi proposto foi:
Como é que as novas tecnologias afectam/afectaram a comunicação (no sentido lato).

Lembro-me das aulas, quando era aluna, e sei do que gostava e do que não gostava, e sempre que dou uma aula, tento que ela seja interessante, divertida e descontraída. Acho que vou começar com um vídeo em que tropecei há pouco, aqui (sim, eu acompanho a concorrência:).

Acho que é uma bela forma de começar.



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