Domingo, 3 de Fevereiro de 2008
Tia
Sou tia de dois sobrinhos lindos, o Vicente (5 anos) e a Teresa (2 anos).
Com a minha irmã de passeio de namoro pelas Itálias tocou-me a mim trabalhar para a vida social do mais velho e levá-lo a uma festa, há bocado. Sabendo que queria muito estrear-se num Smart (para andar à frente) lá levei o Smart.
Quando dá de caras com o Smart, abre-se-lhe um sorriso na cara e sai-lhe uma exclamação de parazer:
- Ó tia Jonas, vamos andar de smartie?
Mais tarde, durante a viagem, reage às indicações do GPS de forma categórica:
- Tia Jonas, tens de comprar outro GPS.
- Então porquê? Não gostas deste?
- Não. Fala pelos cotovelos.
Melhor que isto é a mais nova a cantar O Balão do João.
Ser tia é muito bom, principalmente ser tia destas duas encomendas. Adoro quando me chamam tia.
Sábado, 20 de Outubro de 2007
Smart - Balanço semestral

Fez no início deste mês 6 meses que fui buscar o meu Smart.
Não andei muito. 5 mil e poucos Km.
Mas a ideia inicial mantém-se.
Arruma-se em qualquer lado.
Anda bastante bem.
Os outros carros acham que não anda bem. Metem-se à frente independentemente da velocidade a que o Smart vá. Nas rotundas é limpinho, se vou com o Audi, posso vir a 500 metros que ninguém se mete à frente, se vou com o Smart, posso estar mesmo em cima da entrada, que eles entram na rotunda de qualquer maneira. Deve ser confiança nos travões do Smart (e têm razão), e fé no baixo volume da buzina (e têm razão, que a buzina mal se ouve).
Continua a gastar demasiado.
Continuo a achar que devia ter optado pelo extra da direcção assistida.
Acho um abuso que um Smart, que ocupa metade do espaço de um carro normal, pague exactamente o mesmo valor pelo estacionamento que um carro que ocupa 1 lugar e meio.
E acho piada às empresas que publicitam em Smarts.
Conheço duas.
Nos dois casos, depois de preenchido o formulário, agradecem muito e......népia.
Nem uma resposta. Nem um "muito obrigado, mas o seu percurso diário é demasiado curto, ou fora de áreas interessantes" (que deve ser provavelmente o caso). Nada. Rien. Nicles.
Devem ter pessoas a mais, o que acho óptimo. Só lamento o chá a menos.
Quinta-feira, 13 de Setembro de 2007
Arrumadores de Lisboa
Há muito tempo que não há aqui um post relacionado com condução, nem com mau-feitio.
Este é um dois em um.
Qualquer pessoa que conduza em Lisboa já passou pela experiência de ter uns "arrumadores" a chamar a atenção para lugares óbvios, daqueles que ninguém deixa escapar, a fazer grandes sinalefas, somo se houvesse qualquer possibilidade do lugar escapar à vista. Gosto particularmente quando os senhores esbracejam no meio de um parque de estacionamento, onde é óbvio que há lugares (na maior parte dos casos, pelo menos) e onde nos é cobrado (muitíssimo, por sinal), por esse lugar. Nunca lhes dou dinheiro.
Só quando existe de facto uma mais valia é que dou uns trocos ao "arrumador". Se o lugar era invisível, ou se vai alguém a sair e eu não dei por isso.
Mas, o que me faz mais confusão, são aqueles caramelos que se põem a gritar "troça tudo, troça tudo, agora destroça para o outro lado". Quer dizer, eu nem na instrução precisava de ajuda para estacionar o carro, e conduzia um Mercedes 240D (grande direcção assistida), agora, que tenho um Smart, as instruções são obviamente desnecessárias.
Hoje apanhei um desses gritadores, esbracejadores. No lugar onde estacionei, cabiam 3 Smarts e o senhor insistia em berrar, como se não houvesse amanhã, como se eu estivesse prestes a atirar o carro de um precipício abaixo.
Não resisti. Abri a janela. Esperei que se aproximasse. Dei-lhe as boas tardes e perguntei:
- O senhor tem carta de condução?
- Não, não tenho.
- Eu tenho, muito obrigada.
E não, não lhe dei a moedinha. E sim, ele parou de esbracejar e de berrar.
Quinta-feira, 16 de Agosto de 2007
Constatações várias sobre Barcelona
O tempo hoje está uma porcaria, portanto, não há luz para grandes fotos, mas está mais fresco, o que é simpático.
A Pedreira por dentro é uma enorme desilusão, especialmente se for visitada depois da Batlló.
O pessoal de Barcelona não aderiu às Crocs. Portanto, se dou com um par de Crocs, sei à partida que estou a olhar para uns pés portugueses, principalmente se têm pins. Já as vi à venda (mais baratas do que em Portugal, por sinal).
As minhas Crocs têm sido a única coisinha que os meus pés vêem. Desde o dia 29 de Julho que não calcei outra coisa, e mesmo depois de uns kilómetros em cima (estou farta de andar por aqui), continuam confortáveis e são óptimas. Não estava muito segura de que fossem ideais para andar durante tanto tempo, mas são os melhores sapatos para andar que já calcei na vida. Dou o meu dinheiro por muito bem gasto.
Também não aderiram aos Smarts, vi meia dúzia até agora, e todos eles versão antiga.
Não têm uma loja Apple, mas em compensação têm uma loja Camper, eu sei que para os geeks não é grande compensação, mas para mim é, e já lá comprei uns sapatinhos que tenho dúvidas que cheguem a Portugal.
Há uma marca nova, tipo Zara mas em giro e em bom, chamada Desigual. Ainda não chegou a Portugal, mas cheira-me que é uma questão de tempo. Também já lá fiz umas compritas.
Ainda não sei o que é que vamos fazer hoje, e temos aproveitado as férias para dormir até tarde, que nós não somos do tipo de acordar cedo para ir ver monumentos e afins. Talvez da parte da tarde aproveitemos para visitar de forma mais aprofundada o bairro gótico, talvez não. É fixe, não ter horas marcadas, e é porreiro não haver stress. É uma mudança porreira, depois de um ano inteiro de stress e depois de umas férias em família (que tem mais stress que um ano de trabalho).
Segunda-feira, 11 de Junho de 2007
O poder do Audi TT
Correndo o risco deste Blog começar a parecer-se com um Blog automobilístico (e eu detesto categorização de Blogs) falo mais uma vez de condução.
A experiência de se conduzir um Smart ForTwo e um Audi TT, à mesma velocidade, note-se, numa qualquer auto-estrada é muito diferente.
Não me refiro obviamente à diferença de equipamentos entre um e outro (mais pedal menos pedal os dois vão aos mesmos sítios, mais cedo ou mais tarde), refiro-me à percepção que os outros têm.
Enquanto que eu posso ir a 120Km/h (deixa-me cá manter isto dentro dos limites da legalidade) no Smart, fazer luzes ao caramelo que vai na faixa da esquerda a 90Km/h e ele não sai da frente, com o TT passa-se o contrário. Posso ir a 90Km/h, não fazer luzes, e eles saem da frente como se eu fosse a 200Km/h.
O tuga ainda não percebeu que na maioria dos casos, não é o carro que faz o condutor, mas o condutor que faz o carro.
Quarta-feira, 6 de Junho de 2007
Mudam-se os tempos mudam-se as necessidades

Sempre me fez confusão este tipo de sinalização vertical. Quer dizer, sabia para que é que serviam, para identificar, mesmo que grosseiramente, a intensidade e orientação do vento.
O que me fazia confusão era a utilidade de tal informação.
Agora, que tenho um Smart, já percebo.
É para saber para qual das faixas é que vou, inadvertida e inexoravelmente ser empurrada.
(Já agora, chamam-se mangas de vento)
Segunda-feira, 14 de Maio de 2007
Smart - 1º mês

Depois de um mês (mais coisa menos coisa) já tenho algum feedback de jeito, pelo menos com maior conhecimento de causa.
Ok, é giro e tal. O estacionamento continua a ser a maior vantagem, ainda não estacionei a mais de 15 metros de casa, independentemente da hora a que chegue.
Coisas que eu alteraria se soubesse o que sei hoje:
Comprava com direcção assistida. É um extra, mas apesar de pequeno, a direcção é pesada, pesada, pesada.
Brecagem: Senhores que constroem o Smart, mais brecagem não era mal pensado.
Travões: Os travões não inspiram confiança nenhuma. É preciso carregar "mesmo" com força.
Consumo: Gasta que se desunha. Ainda tive esperanças de que fossem apenas os consumos iniciais. Mas não. Mil e poucos Km e está na mesma. Um depósito de 35 litros dá à rasquinha para 380/400Km, isto se não me puser com avarias, e não acelerar muito. Percursos mistos (cidade e estrada para quem não sabe o que são percursos mistos).
Maior inimigo do Smart: o vento. A mais de 100Kmh, qualquer ventinho o muda de faixa sem apelo nem agravo.
Aviso à navegação: Restantes automobilistas que nunca conduziram um Smart. Saiam da frente, se virem um Smart numa rotunda, dêem-lhe passagem, porque essa coisa de "ah e tal é um Smart, não anda nada, dá tempo de eu meter" não é verdade. Andar anda, travar é que nem por isso, portanto, em caso de dúvida, deixem passar. O mesmo para os caramelos que vão na auto-estrada. Saiam da frente, neste caso, tamanho não importa. Importa, isso sim, o tamanho das "unhas" de quem conduz.
O meu Smart em particular tem um defeito de fabrico na pistola da fechadura do lado do condutor. Defende
ele que, por ser um carrinho, a fechadura não tem canhão, mas apenas uma pistola. Estou à espera que os senhores da
Automar se desenmerdem (como é que isto se escreve?) e mandem vir a peça da Alemanha (deve haver uma Prológica aqui no meio).
Continua a ser esquisito olhar para o lado e ver o puto ali sentado.
Balanço geral, é fixe, é um belo carro de cidade e é divertido de guiar. Não é um bom primeiro carro, porque a caixa é o que se sabe, isto é, não é uma caixa.
Tem um belo arranque, e como ninguém dá nada por ele, ainda tem dado para ver umas caras espantadas e, por último, parece haver entre os condutores dos Smart um qualquer código de irmandade, porque passam a vida a rir-se para mim. Ainda não percebi o esquema.
Quarta-feira, 18 de Abril de 2007
Smart - Semana 1

O meu é preto, mas para efeitos de ilustração, vai dar ao mesmo.
Uma semana depois já constatei várias coisas:
Que continua a ser estranho, olhar para o lado e ver o puto mesmo ali.
Que continua a ser estranho eu passar a vida a dirigir-me à parte da frente do carro, ignorando olimpicamente a porta de condutor, porque acho sempre que a porta do condutor é a porta da parte de trás de carro.
Que a mão que leva a chave vai ainda direitinha para a coluna do volante (a ignição é na consola que fica perto do travão de mão).
Que mesmo com aquilo em mudanças automáticas, a mão direita passa a vida a caminho da manete das mudanças.
Que os outros carros ignoram o Smart na proporção inversa do reconhecimento que fazem do Audi A3. Se levo o Audi saem da frente, se levo o Smart mantêm-se à minha frente, e ninguém os tira dali.
Que gasta mais do que o que eu pensava, mas pode ser que seja desta fase da rodagem.
Que o facto de ter um pára choques em plástico, em fibra digo, dá imenso jeito quando chegamos ao carro e verificamos que nos deram uma porrada que meteu aquilo dentro. É só pôr a mão por dentro do pára choques, empurrar com força, e volta ao sítio.
Que o conceito de insonorização é ainda desconhecido, pelo fabricante.
Que ainda agora o fui buscar e já tenho de o levar à oficina, porque há um problema qualquer com a fechadura da minha porta.
Que é um óptimo carro de cidade, mas para quem mora na linha de Cascais, recomendo a Marginal, em vez da A5, principalmente se têm de passar pela subida do Monsanto.
Que o facto de se estacionar praticamente em qualquer lado, é absolutamente fenomenal. Ver os queixos caídos de quem assiste à operação do estacionamento num lugar onde não cabe mais nada é divinal.
Prontos....a modos que a primeira semana é mais ou menos isto.
Quinta-feira, 12 de Abril de 2007
Smart - Dia 1
Pois é, finalmente fui buscar o Smart.
Os atrasos com a matrícula não foram, afinal de contas, da responsabilidade da DGV que, segundo me disseram, responde no próprio dia, o mais tardar, no dia seguinte. Parece que os senhores da Mercedes é que gostam de ter por lá os papeis a descansar.
Primeiras impressões, pronto, é giro e é funny. O ponto de embraiagem é fabuloso, anda pouco, gasta pouco, e faz muitos barulhinhos. Ouve-se tudo o que se passa lá fora, mesmo com as janelas fechadas, e foi para estes carros que se inventaram os DVDs portáteis, uma pessoa precisa de se manter ocupada, enquanto vai na auto-estrada a 80Km/h. É estranho olhar para o lado e ver o puto ali sentado.
Os meus carros anteriores foram, por ordem de entrada em cena, um Renault 5C (sem travões, e foi neste carro que eu aprendi a reduzir, não foi na instrução), um Renault 5 TL, um Clio (o primeiro Clio, bela cagada), um Twingo (óptimo carro, só precisava de um bocadinho mais de potência), um Mégane Scenic, um Volkswagen Touran. Depois, por afinidade, conduzi com muita frequência um Audi A3 2.0 TDI Sport (grande carro), e, ultimamente, um Audi A3 SportBack (dos novos já com 170 cavalos). Também por afinidade tenho à disposição um Audi TT (também dos novos), que já conduzi, mas que não conto voltar a conduzir tão cedo.
Tendo em conta os últimos termos de comparação, tenho de encontrar outra forma de estar e de apreciar a condução.
O "meu" carro favorito da lista ali de cima? O Audi A3 2.0 TDI Sport, logo seguido do Twingo :)
Sexta-feira, 6 de Abril de 2007
DGV, feriados, pontes e tolerância (pouca).
A matrícula do meu carro foi pedida na 2ª feira.
Habitualmente, as matrículas demoram 2 dias a chegar, depois de ter sido feito o pedido.
Esta semana, por causa do feriado e do tolerância de ponto (que ainda me hão-de explicar exactamente porque é que lhe chamam tolerância de ponto, devia ser chamada, mais realisticamente de, baldarmo-nos da parte da tarde), dizia eu que, por causa do feriado e da tolerância de ponto, os senhores da DGV decidiram começar logo no início da semana a imbuir-se do espírito de fim-de-semana grande, e basicamente, não fizeram nenhum.
Portanto, não pude ir buscar o carro hoje, e vou ter de esperar por 2ª feira.
A não ser que.....os senhores da DGV, ainda impregnados do espírito do fim-de-semana, decidam passar mais uns tempos sem fazer nenhum.
Proposta para o governo. Criem prazos razoáveis para este tipo de coisas, e multem as instituições que não cumpram os prazos ou, em alternativa, criem prazos, e as instituições que não cumprem os prazos, não têm cá direito a tolerâncias de pontos ou quaisquer outros privilégios (leia-se, baldas) a que não tenham legalmente direito.
E tenho mais uma proposta para o governo, que renderá ao estado mais €€€ do que os impostos, e ainda por cima, sobre um tema que me é caro, mas isso fica para outro post.
Sábado, 24 de Março de 2007
Ir às compras, sem sair de casa.

Não sou uma mulher típica. Não gosto de ir às compras. Detesto experimentar roupa. Não gosto de jóias. Ando com a mesma mala e com a mesma carteira há mais de 2 anos. Gosto de sapatos, mas prefiro os ténis.
Mas gosto de gadgets, e gosto de tecnologia, acima de tudo gosto do tempo que a tecnologia me rende.
Eu explico. Por motivos que não interessa aprofundar vi-me na necessidade de comprar um carro. Procurei online. Experimentei um, mas não era bem aquilo, e cheguei à conclusão que era um investimento mais inteligente comprar um carro novo (saía pouco mais caro do que comprar um em segunda mão, em condições).
Ora, o carro que eu escolhi (embora haja dúvidas aqui em casa sobre se de facto podemos aplicar o termo carro) foi um Smart ForTwo. O Smart ForTwo ainda não tinha saído, pelo que só o podia ver no catálogo, novamente online.
O concessionário que contactei pediu-me uma série de documentos, para aprovar o crédito (julgavam que era a pronto, não?).
Declaração de IRS. Fui buscar ao site das
Declarações ElectrónicasRecibos dos últimos 3 ordenados. Fui buscar ao site do colaborador.
Extracto + NIB + Comprovativo de morada. Fui ao site do meu banco.
BI + NIF. Digitalizei.
Sinal de reserva. Fiz a transferência para a conta do concessionário. Recolhi o comprovativo da transferência.
Peguei nesta documentação e enviei, para o endereço de mail que me tinha sido indicado.
Na "volta do correio" tinha a informação de que o meu processo de crédito tinha sido aprovado, que o carro já estava em Portugal, e a data prevista em que terei, de facto, de me deslocar ao stand, para ir buscar o meu carro novo.
Basicamente, comprei um carro sem quase ter saído de casa :)
Sim, eu sei, só uma mulher faria isto, comprar um carro sem ter inspeccionado, e testado, e experimentado. Mas.....convenhamos, não se trata de um carro a sério, certo?
Domingo, 4 de Março de 2007
Carros usados
Provavelmente vou ter de comprar um carro em segunda mão (as mãos por estrear são mais caras), e optei por um Smart. Ando portanto pelos sites de carros usados, a comparar descrições e preços de carros.
Há algo que me suscita a curiosidade.
Porque é que em TODAS as descrições de Smart que encontro, é referida a existência de "vidros eléctricos à frente"?
Quer dizer......aquilo SÓ tem frente.
Esta questão tem entrada directa na categoria "Questões inexplicáveis" onde faz desde já companhia a outra questão (curiosamente também relacionada com carros), que é o GPS dizer, alto e bom som "na rotunda, vire na terceira à direita". Mas o GPS queria o quê? Que virássemos à esquerda, numa rotunda? Claro que sempre que saio de uma rotunda, e tenho o GPS ligado, sinto-me obrigada a corrigir o GPS. Mas o burro não aprende. Já desisti de corrigir, já só lhe chamo nomes.