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Jonasnuts

Bloqueia-mos*

A facilidade com que se aprovam leis para que sites sejam bloqueados sem acesso aos tribunais é extraordinária.
 
O poder judicial não se manifestar acerca desta tendência é, em si próprio, muito esclarecedor acerca da capacidade de acção deste poder judicial, muito envelhecido, muito alheado da realidade, muito fechado na sua bolha. A imagem que habitualmente associamos à justiça, duma mulher vendada, todos os dias faz mais sentido, embora pelos motivos errados. A justiça quer-se cega, mas não se quer burra.
 
Junte-se a isso a quase nula vontade (ou competência, ou ambos) do quarto poder em funcionar como fiscalizador.
 
Estamos então à mercê do executivo e do legislador, portanto, estamos à mercê do junta-se a fome à vontade de comer.
 
Estamos lixados. Com F de cama.

 
 
 
 
* Eu sei como é que se escreve bloqueamos e bloqueámos. O hífen está errado, mas é de propósito.

Ainda os números das eleições

Para não quebrar o ritmo de posts que não interessam a ninguém a não ser a mim, que pareço ser a única pessoa a achar que estes dados deveriam funcionar como "wake up calls" para os órgãos de comunicação social em Portugal (e como é que se diz isto em português? deveriam funcionar como chamadas de despertar?)

 

 

A leitura e restantes dados, aqui.

Não foi só a CNN

De acordo com a Akamai, que é a rede de distribuição de conteúdos (chamemos-lhe assim) da grande maioria dos principais sites de órgãos de comunicação social americanos, todos os sites noticiosos viram os seus gráficos de acessos subir descomunalmente durante a noite das eleições.

 

No pico dos acessos, por volta das 11 da noite (hora americana, claro), eram 8.572.042. Eu repito, oito milhões, quinhentos e setenta e dois mil e quarenta e duas pessoas.

 

E agora, o toque final.

 

Por minuto. 8 milhões e meio de pessoas, por minuto, num record absoluto.

 

 

Se seguirem o link ali de cima podem ver os gráficos, associados aos eventos que têm gerado picos, ao longo dos tempos.

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