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Há um ano

por jonasnuts, em 08.07.16

Rita da Nova 🔊-1.jpg

 

Faz precisamente hoje um ano.

 

O Antes

 

Por motivos que agora não interessam, vi-me envolvida na organização de uma acção do SAPO que sai um bocadinho da minha área. Tive de organizar uma sessão de staring contest (jogo do sério), entre pessoas conhecidas, para que fosse usado nas campanhas dos festivais de Verão.

 

aguenta.jpg

 

 

Eu conheço muitas pessoas conhecidas, mas prefiro sempre telefonar a pessoas de quem gosto e a quem acho piada ou por quem tenho admiração e respeito. 

 

Algumas pessoas já estavam apalavradas, e eu só tinha de convidar mais 3 ou 4. Lembrei-me do Guilherme Fonseca, porque já me tinha cruzado com ele no Inferno, lembrei-me do Guilherme Por Falar Noutra Coisa Duarte e lembrei-me da Rita da Nova, que leio há uns anos, quer no(s) Blog(s) quer no Instagram quer no Facebook.

 

Para além destes convidados, havia outros e era preciso emparelhar as pessoas, de forma a que o staring contest funcionasse. Tinha de haver química, para que a coisa tivesse piada. O objectivo era um vídeo curtinho, em que um deles, ajudado pelo comentador de serviço que mandava umas piadolas, se desmanchasse a rir.

 

No dia 8 de Julho, fomos para estúdio.

 

Tudo estava a correr bem com o staring contest. As pessoas chegavam, eram emparelhadas, falavam um bocadinho antes de começarmos a gravar, para aliviar o ambiente e depois punham-se uma à frente da outra. Uns demoravam mais que outros, mas o vídeo mais longo que tínhamos era de uns longos 5 minutos.

 

O Durante

 

O Guilherme Fonseca chegou, à hora marcada. Eu tinha pensado emparelhá-lo com a Rita da Nova. Mais ou menos da mesma idade, os dois giros que se fartam, os dois talentosos e, julgava eu, fartinhos de se conhecerem.

 

Nada. À minha afirmação "vais ficar com a Rita da Nova" recebo um "quem é a Rita da Nova?". Não queria acreditar. Nem ele (nem, de resto, todos os presentes) sabiam quem era a Rita da Nova. Estava chocada, eu. Burros.

 

O Guilherme estava com pressa, porque tinha um compromisso logo a seguir.

 

Recebo um telefonema, da portaria "está aqui uma senhora para si". Era a Rita. Lá fui eu buscá-la, à portaria. Aproveito para lhe dizer, "vais ficar com o Guilherme Fonseca". "Quem é o Guilherme Fonseca?". "Aquele, do canal Q, do Inferno, do Curto-Circuito". Nada, nem um vislumbre de reconhecimento. Não fazia ideia. 

 

Bom, estavam em igualdade de circunstâncias, ao menos.

 

Entramos no sítio das gravações e procedo às apresentações. Rita é o Guilherme, Guilherme é a Rita. "Tens noção que vais perder?" é a primeira coisa que o Guilherme diz. Olhei para a Rita e pensei com os meus botões "talvez te lixes, Guilherme, talvez te lixes".

 

Depois do quebrar o gelo, lá se sentaram à frente um do outro, com a mesa pelo meio, e deu-se início à gravação.

 

Estávamos a contar com um vídeo de, vá, 3 a 5 minutos.

 

O animador esforçou-se. Tinha conseguido, com êxito, desmanchar os anteriores concorrentes em tempo record (alguns em meros segundos), e estava confiante.

 

Guilherme e Rita impávidos e serenos. Nada os demovia. Sérios que metia dó.

 

Passaram 5, passaram 10, passaram 15, passaram 20. O animador olhava para mim, perguntando-me em silêncio "isto está mesmo a acontecer? O que é que eu faço?". "Continua, respondo-lhe eu, mentalmente". Passaram 30, passaram 40. O animador desiste. O resto da equipa também. Deixámos tudo a gravar e fomos beber café.

 

Regressados do café, mantinha-se o jogo. Nenhum dos dois dava o braço a torcer. Decidi intervir e tentar eu desmanchar a coisa, assim como assim o vídeo já teria de ser editado, cortava-se a minha voz na edição. Olhei para eles. Caiu-me a ficha e disse, "o vosso primeiro filho terá de se chamar Jonas se for um rapaz ou Mª João se for uma rapariga". Nem assim.

 

Passaram os 50 minutos, a hora, a equipa de filmagens já só queria terminar aquilo, que já era fim do dia. 1 hora e 10 minutos e eu chego à conclusão de que não sairão dali nunca. Nenhum deles alguma vez dará o braço a torcer. Nenhum deles capitulará.

 

Chego-me ao pé deles e explico "meninos, não podemos esperar mais, proponho levar-vos ali para uma sala de reuniões onde podem continuar a vossa cena, e nós prosseguimos com o nosso trabalho". Nada. Nem olham para mim. Ninguém quer desistir. "Temos que terminar, e eu declaro-vos um empate técnico, sem vencedores nem vencidos". 

 

Só assim é que consegui acabar com aquele namoro, que se prolongou, em silêncio, durante mais de uma hora.

 

 

O Depois

 

O Guilherme continuava atrasado para o seu compromisso, mas, estranha e curiosamente, não manifestava muita pressa para sair. A Rita, mais despachada, ainda teve pachorra para tirar uma foto para o Instagram do SAPO, e depois saiu.

 

Instagram.jpg

 

O Guilherme descansou por uns momentos, sentado numa cadeira, parecia que tinha levado um enxerto de porrada. Lá se recompôs e saiu, rumo ao compromisso para o qual estava agora irremediavelmente muito atrasado.

 

As pessoas que estavam no estúdio entreolharam-se e eu, desbocada, verbalizei o que toda a gente estava a pensar: "isto vai dar molho". 

 

Tive muita curiosidade acerca do desenrolar da coisa, mas fiquei quietinha, só à procura de pistas. A primeira chegou em forma de likes. A Rita postava qualquer coisa, em qualquer lado, mesmo no sítio mais obscuro, e lá estava um like do Guilherme. 

 

Desconfiei que alguma coisa se estava a passar quando vejo um post de um brunch, no mural do Guilherme, e desde aí tenho acompanhado à distância. Acho que nunca mais estive pessoalmente nem com a Rita nem com o Guilherme, depois de dia 8 de Julho de 2015. 

 

É óbvio que nada tenho a ver com o assunto, fui só um instrumento do acaso, mas é impossível não me sentir o pontapé de saída, o primeiro nó da trança. 

 

Dirão vocês, que sorte eles têm, porque o momento em que se conheceram está registado, em 1h10 de footage. Nope, têm azar, porque, por ser demasiado longo, o vídeo não foi aproveitado e foi irremediavelmente apagado (era MUITO pesado) de todos os sítios por onde andou. E se eu procurei por ele. É um dos meus desgostos.

 

Parabéns, meninos. Já sabem, ou Jonas ou Maria João :)

 

 

 

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Walk down memory lane

por jonasnuts, em 10.06.16

SAPO - Paginas Gratuitas (1).jpg

 

Quem me conhece sabe que sou uma maricas. Sou uma maricas com pessoas, e sou uma maricas com projectos que de alguma forma marcaram. Sou uma maricas com os meus meninos. Sejam pessoas, sejam serviços.

 

Há projectos nos quais estive envolvida que fazem parte da minha vida. O Terràvista, claro, mas também as Homepages do SAPO, os Blogs do SAPO, a MEO Cloud e, num patamar um bocadinho diferente, o SAPO Fotos.

 

De todos, o único de cujo falecimento tive de tratar, foram as Homepages do SAPO. Já aqui falei disso (auto-link).

 

Fui para o SAPO em 2000, fazer as Homepages, juntamente com o Eduardo. Contrataram-me para fazer a coisa, e depois disseram, "não temos equipa técnica, trate disso". E eu tratei. Foi um no-brainer.

 

Parte do código já estava feito (e teve de ser refeito, diga-se), encomendado a uma empresa externa. Era uma bosta, percebemos logo. Com base na bosta de código que nos deram para trabalhar, renegociei logo o orçamento. Ainda me lembro, acabadinha de sair do ministério da cultura, onde todos os tostões eram contados, a minha alegria em reduzir o orçamento das Homepages numa catrefada de milhares de contos (era o que se usava na altura). Ninguém, no SAPO percebia porque é que eu estava tão satisfeita. Ok, o dinheiro não era um problema para eles, mas eu vinha formatada doutra maneira. O mail com a redução do preço esteve colado na parede atrás de mim durante uns anos. Ainda o devo ter por aí algures, numa gaveta.

 

Uma das coisas de que gostei no SAPO foi da autonomia Deram-me uma coisa para fazer, deram-me um prazo, que eu aceitei, e depois foram à sua vidinha e deixaram-me a trabalhar, sem grandes interferências.

 

O serviço foi lançado dentro do prazo estipulado, e foi um sucesso imediato. Claro. Pusemos ao nosso serviço aquilo que tínhamos aprendido no Terràvista, e pudemos fazer a coisa de raiz. Cometemos erros, evidentemente, mas foram erros diferentes dos primeiros.

 

Chateou-me o nome. Eu tinha anti-corpos com o SAPO. Porque o SAPO dizia que era o site português mais visitado, e na altura não era, na altura era o Terràvista :) Homepages do SAPO não era uma marca, ou melhor, era, mas era uma marca branca. Gostava que o serviço se tivesse chamado Páginas Tantas. Era para ter sido, mas o Dr. Baldino na altura tinha uma visão para os serviços do SAPO. E ele era tão teimoso como eu. E chefia. Homepages do SAPO ficou.

 

Aquela era uma altura (2000) em que a gestão de produto fazia mais ou menos tudo, excepto o design e o código. Os textos, o customer care, a promoção e comunicação, a dinamização da comunidade, a especificação de novas funcionalidades, a avaliação dos números. Tudo era feito por mim. Continuo a gostar de meter a mão na massa em todas as áreas de todos os projectos em que me envolvo. Continuo a fazer customer care (acho que toda a gente envolvida num projecto deve fazer customer care). Nas Homepages do SAPO nunca deixei de o fazer. Sou a única pessoa com acesso à conta de mail das Homepages (embora haja outras formas de contactar a equipa de customer care do SAPO).

 

Há muitas histórias. Muitas noitadas. Alguns dramas de utilizadores (dramas mesmo). Muitas alegrias. Muitos mails simpáticos. Alguns antipáticos, mas poucos. Muitas explicações do que raio era o html. E o Front Page. 

 

A autonomia nunca se perdeu. Houve um momento, algures entre 2002 e 2003 em que o Celso Martinho (fundador do SAPO, na altura director técnico, mas metia o nariz na parte da estratégia dos serviços propriamente ditos) queria capitalizar para o SAPO o sucesso das Homepages. As homepages do SAPO, o seu conjunto, tinham mais visitantes que a Homepage do SAPO. O Celso achou que seria boa ideia colocar uma "marca de água" em todas as páginas das Homepages do SAPO. Portanto, as pessoas tinham lá os seus ficheiros e os seus sites, e a plataforma colocaria uma marca de água com o logótipo do SAPO, que apareceria por cima (ou por baixo, como quiserem) de todas as páginas desse site. Um disparate.

 

Expliquei ao Celso que era um disparate e que as pessoas iriam reclamar (e com razão) e que em user generated content nunca queremos colocar a imagem da nossa marca, porque nunca sabemos o que é que lá vai aparecer. Os meus argumentos não o convenceram, e as várias reuniões que tivemos acerca desse assunto acabaram sempre da mesma forma "faz lá o que te estou a dizer, e põe a marca de água" e eu respondia, "ok, vou então tratar disso". Até hoje. De tempos a tempos lá voltava o Celso à carga, e eu dizia que havia muito para fazer (e havia), mas que trataria assim que possível. Pelos vistos, nunca foi possível. Hoje é brincadeira entre ambos. Às vezes pergunta-me "já trataste da marca de água?" e rimo-nos, ambos. Ainda hoje não concordamos sobre o impacto e a razoabilidade do pedido :)

 

A exploração comercial das Homepages também foi uma luta. Tantas visitas chamaram a atenção do Director Comercial, o João Paulo Luz, que queria à força banners, e pop-ups e pop-unders, e skyscrapers e o raio que o parta, a que eu sempre fui alérgica, sobretudo em user generated content. Neste caso a estratégia da promessa não cumprida não iria funcionar, e a recusa teve de ser feita de outra forma, sobre a qual não posso falar, mas que foi eficaz. Até ao fim, as Homepages do SAPO nunca tiveram nem publicidade nem marca de água.

 

Os destaques e as categorias eram uma labuta. Toda a gente queria destaque (ainda hoje, noutros serviços), e era frequentemente acusada de serem sempre os mesmos destaques (uma acusação comum, para quem quer que seja que faça destaques), e até acusações de receber subornos para atribuir categorias "óptima" e "excelente". Uma vez dei uma desanda tão grande a um utilizador que me telefonou com essa acusação, que todo o open space parou e ficou a ouvir, a achar que eu ia ter um ataque cardíaco de tão alterada que eu estava.

 

As Homepages autenticavam usando o NetBI. A única razão pela qual os servidores do NetBI ainda estão em funcionamento, é a existência das Homepages. Acho que agora o NetBI pode morrer também.

 

Aprendi muito, com as Homepages e com os seus utilizadores. Foram as Homepages que me permitiram, no SAPO, ganhar know how (e capital político) para fazer outras coisas, os Blogs do SAPO, por exemplo e, mais tarde, a MEO Cloud. 

 

Agora que estamos na fase final de descontinuação do serviço (ainda não terminou, ainda há customer care para fazer, tentando que o encerramento tenha o menor impacto possível), este post serve de homenagem ao serviço (eu avisei que sou maricas), de registo de algumas das peripécias e lutas de que os utilizadores não se aperceberam (nem tinha de se aperceber), e para agradecer, a todos os que de alguma forma me ajudaram a levar este serviço a bom porto.

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Dr. Baldino

por jonasnuts, em 03.02.14

Aqui há uns tempos, por ocasião do 10º aniversário dos Blogs do SAPO, referi quase pela primeira vez neste Blog (auto-link) o Dr. Baldino.

 

Assim, com um doutor no início, apesar de no SAPO não usarmos os títulos, há aquelas pessoas a quem o doutor parece pertencer. Nunca me habituei a chamar-lhe outra coisa, apesar das insistências. Da mesma forma que ele nunca me chamou Jonas, apesar das insistências. Dr. Baldino, Mª João.

 

Era pouco mais velho do que eu, apesar dos cabelos brancos enganarem.

 

Sem ele, o meu percurso profissional não teria sido o mesmo, no SAPO. Teria sido outro, mas não teria sido o mesmo. Duvido que existissem Blogs no SAPO, sem o Dr. Baldino.

 

O Dr. Baldino morreu no sábado. Nos últimos 5 anos vimo-lo a lutar. E se ele era um lutador. 

 

Durante quase uma década trabalhei de perto com o Dr. Baldino. Para além do Benfica, havia outra característica comum. A frontalidade. O Dr. Baldino não mandava recados. A subtileza não seria o seu forte. Aquilo que muitas pessoas consideram um defeito eu considero uma virtude. Com o Dr. Baldino, não havia enganos. Ninguém tinha dúvidas acerca do que realmente pensava. A voz forte ajudava. Só um surdo podia alegar desconhecimento. E uma descasca do Dr. Baldino, não se esquecia. Nem as gargalhadas :) Ora se juntamos duas pessoas frontais (ele e eu), a coisa pode dar para o torto, e às vezes deu, mas havia respeito mútuo (e uma diferença hierárquica que ajudava a resolver as coisas, claro :)

Lembro-me quando decidiu lançar-se em mais um desafio, e deixar o SAPO para ir para a TMN. No SAPO, a consternação foi geral. Houve mesmo quem tivesse feito cara feia, quer ao Dr. Baldino quer a quem o veio substituir :)

Mas nunca deixou de ser um SAPO, e veio muitas vezes visitar-nos, e sempre escreveu sobre as coisas novas que íamos lançando. Era uma daquelas pessoas que, mesmo saindo do SAPO, nunca saiu.

 

Há uns meses mandou-me um sms. Lacónico. À Dr. Baldino: "Não quero perguntas. Mande-me todos os usernames e passwords de coisas que eu tenho no SAPO". Referia-se a usernames e passwords de contas nos Blogs do SAPO, no SAPO Fotos, no SAPO Vídeos, etc... Percebi a parte do "não quero perguntas" e cumpri a instrução, também eu lacónica. Recebi um "obrigado e até sempre". 

 

Hoje, prestamos homenagem ao Dr. Baldino. O seu legado no SAPO é incontornável. Não é, no entanto, aquilo de que mais orgulho tinha. 

 

A família, sempre a família. Com a mulher constituiu a melhor equipa (palavras dele), e o trabalho desta equipa resultou no seu maior amor. Os filhos, sempre os filhos, de quem tinha um orgulho desmesurado.

 

Eu conheci um Dr. Baldino que eles não conheceram, eles conheceram um pai à séria. Nem toda a gente tem a mesma sorte.

 

Godspeed Dr. Baldino.

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10 anos

por jonasnuts, em 04.11.13

 

Há 10 anos e qualquer coisa, num corredor do SAPO, o Dr. Baldino (sem link porque ele não gosta) disse-me assim: Óh Maria João (das poucas pessoas que não me trata por Jonas), Ó Maria João..... isto dos Blogs é um fenómeno muito interessante, e nós devíamos ter uma plataforma de Blogs. Trate lá disso.

 

Esta foi a especificação inicial. 

 

Eu argumentei. Ó Dr. Baldino, isso dos Blogs é uma treta, isso não são mais do que homepages, com uns perlimpimpins (não estava desprovida de razão, tecnicamente falando). 

 

Bottom line, manda quem pode, obedece quem deve. E eu obedeci.

 

Por motivos que agora não interessam para nada (mas que eu não esqueço), optámos por uma plataforma tecnológica tenebrosa, o Movable Type (na altura também não havia muito mais escolha), e, faz hoje dez anos, lançávamos os Blogs do SAPO.

 

São, no SAPO, um dos meus projectos de vida profissional.

 

Dei muito aos Blogs, e os Blogs deram-me muito a mim (quer pessoal quer profissionalmente).

 

Hoje, noutro projecto, tento desligar-me, cortar o cordão umbilical, sei que estão bem entregues, os Blogs do SAPO. Mas é difícil.

 

Não é todos os dias que um filho faz 10 anos.

 

Parabéns, Blogs do SAPO :)

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18 anos

por jonasnuts, em 04.09.13

O SAPO faz hoje 18 anos.

 

Conheço-o há 18 anos, lembro-me do nascimento, lembro-me dos primeiros passos e, desde há 13 anos, é onde eu trabalho.

 

Já fiz muita coisa, no SAPO. Comecei por estar ligada às Homepages, passei pelo mail, pelo apoio a cliente, pelos Blogs, pela Homepage, pelo Radar e por mil e uma coisas. Agora na CloudPT. Já tive ofertas para sair, daquelas tentadoras. Não saio. Adoro trabalhar no SAPO. O ambiente é fabuloso. Informal. Cheio de coisas novas. Todos os dias.

 

Não é todos os dias que se faz 18 anos.

 

O Celso, o pai do aniversariante, explica a coisa, e emociona-se. O pai da criança ainda está no seu primeiro emprego.

 

 

 

Parabéns SAPO.

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Away

por jonasnuts, em 09.11.12

Ando desaparecida. A razão de ser explica-se facilmente.

 

 

 

 

E mais uma coisita acerca da qual não posso falar muito, mas que me vai deixar away até, pelo menos, 10 de Dezembro.

 

Até lá, a banda sonora pode dar umas pistas.

 

 

 

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Ontem foi dia de dar

por jonasnuts, em 22.06.12

Já tinha escrito sobre a acção de recolha de potenciais dadores de medula, que decorreu ontem, no SAPO, quer para pessoas do SAPO, quer do resto da PT quer de pessoas de fora.

 

Tendo estado envolvida noutras acções deste género, para ser precisa, mais uma, há cerca de 3 anos, são inevitáveis as comparações e, já agora, algumas dicas para quem esteja a fim de promover ou dinamizar acções semelhantes nos respectivos locais de trabalho.

 

A metodologia

Em primeiro lugar, estas coisas só são possíveis, se a empresa onde trabalharem tiver abertura para este tipo de acções, e consiga disponibilizar os recursos (um gabinete com uma secretária  e algumas cadeiras) e, mais importante, que permita que os seus colaboradores gastem aquele tempo, mais a azáfamas e corrupio que obviamente provoca uma acção deste género.

 

A organização da coisa propriamente dita não é difícil, contacta-se o CEDACE e agenda-se a acção. Eles são impecáveis. O difícil não é isso. O mais complicado é levar as pessoas ao local onde é feita a recolha. Não basta um mail para a lista de distribuição de mail da empresa, nem basta afixar cartazes a dar conta da acção. Eu acredito numa sensibilização mais personalizada. Para este efeito, dá jeito haver uma ou duas pessoas chatas, que se disponham a não fazer mais nada durante o tempo de duração da recolha. Estas pessoas têm de estar informadas, porque as questões são muitas, e é preciso desmistificar alguns preconceitos (já lá vamos). Depois, basta garantir que a equipa que faz a recolha não tem momentos parados. Se há apenas 2 ou 3 pessoas na fila, é preciso ir buscar mais. Dar o formulário para preenchimento, para que seja só chegar, falar com quem estiver a fazer a triagem, para ver se o formulário está correctamente preenchido e para algumas perguntas sobre situações que constam da lista de exclusão, e depois, se passar na triagem, passar ao 2º membro da equipa do CEDACE para fazer a recolha propriamente dita. Não demora mais do que 10 minutos por pessoa, em média.

 

Os preconceitos

Curiosamente, há muitos. Importa por isso esclarecer os potenciais doadores. No SAPO tivemos sorte, porque da recolha de há 3 anos, resultaram 2 doações, portanto, 2 pessoas que já passaram pelo processo de doar (e de salvar uma vida), e que, ao partilharem a experiência, e a facilidade com que todo o processo decorre, ajudaram a sensibilizar os que ainda não eram dadores.

 

As grandes dúvidas prendem-se com o processo de recolha, na eventualidade de virmos a ser chamados.

Para já, mesmo depois de inscritos como potenciais dadores, ninguém é obrigado a dar. Pode mudar de ideias mais tarde.

Depois, importa dizer que a probabilidade de se vir a identificar alguém compatível, é muito reduzida. Para muitas pessoas isto é um alívio, para outras um stress. Eu, por exemplo, gostava, verdadeiramente de poder ajudar alguém quem precisasse. Não me interessa quem, adulto, criança, velho, novo, português, estrangeiro, branco, negro, homem, mulher..... indiferente.

É também importante referir que esta inscrição, com a posterior inserção numa base de dados da nossa ficha genética é apenas um primeiro passo na cena da compatibilidade. Caso sejamos identificados como potenciais dadores de uma pessoa em específico, há mais despistes, para se verificar se a compatibilidade é mesmo mesmo mesmo, ou se é só assim-assim. Em última análise, de acordo com o relatório dos que já doaram, faz-se um check-up completo. À borla :)

 

E agora....... o preconceito-mor. "Ai meu deus, nem pensar porque depois se for mesmo preciso doar, enfiam-nos uma agulha gigante na espinha". Esta é a reacção generalizada, por parte dos que não querem inscrever-se. Eu respeito, obviamente, a opção de cada um, mas ao menos que a opção seja baseada em informação correcta. Há 3 métodos de recolha de medula, e cada caso é um caso:

 

 

Células Progenitoras Periféricas:

Colheita feita no sangue periférico, geralmente a partir de uma veia do braço, através de um processo chamado aférese, em que o dador tem de tomar previamente um medicamento que é um factor de crescimento que vai fazer aumentar a produção e circulação de células progenitoras no sangue periférico.

 

Cordão Umbilical

Há outra fonte de células progenitoras que são as células do cordão umbilical. Neste caso, após consentimento prévio da mãe, quando o bebé nasce são colhidas do cordão umbilical. O cordão umbilical tem uma percentagem muito elevada de células progenitoras mas como a quantidade geralmente é pequena, são utilizadas, sobretudo, na transplantação de crianças.

 

Colheita a partir da Medula Óssea:

Células progenitoras colhidas do interior dos ossos pélvicos. Requer geralmente anestesia geral e uma breve hospitalização.

 

As duas pessoas do SAPO que foram dadores, usaram o processo de recolha periférico, portanto, o primeiro da listinha ali de cima. Basicamente o sangue sai de um lado, passa numa máquina que lá tira o que tem a tirar, e é devolvido à procedência. No fundo, uma espécie de sessão de hemodiálise em que tiram mais qualquer coisa ao sangue. Esta é, obviamente, a explicação não técnica :)

 

A acção foi um sucesso. Apareceram 118 pessoas, com 106 a poderem registar-se, tendo as outras sido excluídas por motivos vários (o mais comum é a hérnia discal). De referir a frustração de quem queria inscrever-se como dador e não conseguiu. É uma merda, querermos ajudar, sentimo-nos bem, mas porque há uma hérnia discal, ou porque fizemos um traumatismo craniano em criança, não podemos.

 

Quanto às comparações com a acção de recolha de há 3 anos, são gritantes, as diferenças. Fez-se notar, e muito, aquilo a que chamei de "o efeito Carlos Martins". Eu explico. Há 3 anos, a grande maioria dos inscritos, eram mulheres. E quando eu digo grande maioria, refiro-me a mais de 90%. Há  anos, a acção decorreu muito pouco tempo depois de ter sido noticiado um caso mais mediático (não por causa dos seus intervenientes, mas por causa do seu poder de mobilização nas redes sociais), o caso da Marta. Mas, depois da Marta, aconteceu um caso ainda mais mediático, o do filho do Carlos Martins. Muito recente, muito divulgado, mesmo em órgãos de comunicação social tradicionais. Isso fez com que esta temática abrangesse um público eminentemente masculino, o do futebol. Não terá sido só isso, evidentemente, mas creio que terá contribuído. Espero que o Carlos Martins saiba que esse foi um efeito colateral positivo do drama que viveu. Nesta acção de ontem, inverteu-se a tendência, e apareceram muitos homens.

Gostei muito de ver o esforço que algumas pessoas fizeram, para superar as suas dificuldades (deve haver uma mística qualquer com as agulhas e a com a recolha de sangue para análises - que é o que aquilo é), e mesmo estando, claramente, à rasca, quiseram passar pelo processo, porque querem ajudar.

 

Correu muito bem, e já está prometida outra, para quando houver mais pré-candidatos.

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Reuniões informais

por jonasnuts, em 29.05.11

Sou uma pessoa muito informal. Sou anormalmente informal, quer na minha vida pessoal, quer na minha vida profissional, que felizmente trabalho num sítio onde são permitidos estes informalismos (não confundir com bandalheira).

 

Mas, mesmo numa empresa informal, a minha informalidade é acima da média. Tão acima da média que quem passa e vê uma reunião dos Blogs do SAPO, acha melhor fotografar a coisa. Desta vez foi a Helena (que é a a Presidente do SAPO).

 

E sim, isto é mesmo uma reunião dos Blogs do SAPO.

 

 

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Fixe. Então agora que está tudo animado mas por outras razões, acho que já posso contar aqui uma história com quase 10 anos. É verídica e eu sei, porque aconteceu comigo.

 

Há mais ou menos 10 anos, farta de estar a trabalhar onde estava a trabalhar, decidi mudar de trabalho. Queria manter-me na mesma área e, há 10 anos, tal como agora, só há único sítio de jeito para trabalhar naquilo de que gosto, o SAPO.

 

Não conhecia ninguém no SAPO. Enviei um mail, uma auto candidatura. Uma carta de apresentação informal, o meu CV e o endereço que usei era o geral do SAPO.

 

Sabendo o que sei hoje, e conhecendo a pessoa que estava responsável por ler os mails que chegavam à caixa de correio, sei que foi um milagre o mail ter sido visto, lido, respondido e que tenha sido marcada uma reunião.

 

Lá fui eu, mais compostinha que o habitual e com um dilema na alma. Os CVs requerem que explicitemos o estado civil, e sim senhor, lá estava o meu estado civil, solteirinha da silva.

 

No entanto, eu tenho um filho, e já na altura o tinha, e é a minha prioridade, e já na altura era. Eu queria que os senhores soubessem que eu tinha um filho e, no momento em que ele precisasse de mim, fosse qual fosse a hora, eu largava tudo e ia. No matter what.

 

Achei que era justo explicar a um potencial empregador com o que é que poderia contar, de mim. Camisola vestida, dar o litro, trabalhar fora de horas mas, a prioridade é o puto.

 

E assim foi, depois duma entrevista que foi mais uma conversa informal do que outra coisa, cheguei ali à fase dos finalmentes e disse-lhes isso mesmo. Meus senhores, está aí que sou solteira, e é verdade, mas tenho um filho, e a minha prioridade é o meu filho, se ele disser "ai", eu vou. Era um risco, mas preferi corrê-lo do que enganar os gajos.

 

Fui contratada na hora. Tipo, 5 segundos depois de ter dito aquilo. Anos mais tarde, a pessoa que tomou a decisão de me contratar disse-me "Jonas, eu tinha poucas dúvidas, mas aquela tua tirada tirou-me as poucas dúvidas que eu tinha, de que eras a pessoa certa".

 

 

Ah, mas isso é a excepção na PT, e o gajo que te contratou já deve ter saído ou não manda nada. Não sei se é a excepção, mas o gajo que me contratou é administrador com presença na Comissão Executiva.

 

Embrulha.

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Nova Homepage do SAPO

por jonasnuts, em 18.11.09

 

 

Trabalho no SAPO quase há 10 anos. Já passei por umas tantas Homepages (mudamos de homepage uma vez por ano, mais coisa menos coisa), e de há 10 anos para cá, muita coisa mudou, e a Homepage não foi excepção. Há no entanto, algo que se mantém, a trabalheira.

 

Já houve homepages que demoraram 9 meses, esta demorou um pouco menos.

 

Sei que está a ser preparado um documento onde se explica detalhadamente (bom, tão detalhadamente quanto possível) a metodologia e os processos utilizados para chegarmos à nova homepage do SAPO (mantenham-se atentos a este link), e um dos passos finais (mas não o final) é o lançamento em beta, com novo questionário, de forma a que as respostas ao questionário possam ser integradas na passagem para produção.

 

E tem sido neste processo que tenho estado envolvida (na sua fase final, pelo menos), por causa dos destaques dos Blogs, que são da responsabilidade da equipa dos Blogs, a que pertenço.

 

Eu gosto desta nova homepage. Mudava umas coisitas, mas não muitas. O roxo é como a Coca-cola; primeiro estranha-se, depois entranha-se. Mas não acreditem no que eu digo, vejam-na, e respondam ao questionário, ou digam qualquer coisa nos comentários :)

 

 

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