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Jonasnuts

Formação em redes sociais

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Workshop/Oficina de formação

 

Introdução à gestão profissional de redes sociais.

 

E em que é que consistirá a formação?

 

Para já, consistirá numa turma pequena. 8 pessoas é o número máximo. É um número suficientemente pequeno para que cada um possa sentir as suas necessidades específicas endereçadas. Por outro lado, é gente suficiente para que haja debate. E o debate é sempre importante.

 

Começamos às 14h00, terminamos às 18h00. Mais coisa menos coisa. A meio lanchamos. 

 

Em Lisboa, no Chiado.

 

Inclui uma introdução onde apuramos o que é uma rede social.
Passamos pelas principais redes sociais.
Pensamos de que forma é que cada entidade deve estar (ou não) em cada uma delas.
Pensamos em objectivos, estratégia, targets e, muito importante, aferição de sucesso. 
É inevitável passarmos por números, KPIs, insights.
Blogs, Facebook, Twitter, Instagram, Linkedin e Youtube.
Afloramos o Pinterest e o Vero e outras que tais.
 
Para quem é esta formação?
 
É para quem quer gerir uma marca, online. Seja uma marca própria (um blog, por exemplo) seja a marca da empresa.
É para quem já assegura a gestão das redes sociais da empresa, porque tem jeito, mas sente que precisa de saber mais.
É para o sobrinho com jeito para os computadores, que criou o facebook da empresa e agora não sabe o que fazer.
 
É para a empresa que colocou a responsabilidade de comunicação nas redes sociais na mão da desgraçada da estagiária, que tem formação em gestão e não pesca nada de redes sociais. 
 
É para quem quer as bases.


Quem quiser mais informações, é usar o jonas@jonasnuts.com

Formação

Este é o primeiro de dois posts.

 

O segundo vem já a seguir (auto-link).

 

Há muitos anos que dou formação. De diferentes maneiras, todas informais.

 

Dei formação quando no princípio das internets era preciso explicar o conceito, era preciso explicar às pessoas o que significava o caracol do mail, era preciso explicar o que era uma homepage e para que é que servia o Terràvista.

 

Dei formação a todos os trainees que me passaram pelas mãos, e ainda foram alguns.

 

Dei formação a muitos bloggers que chegaram até mim só com vontade de ter um blog.

 

Sempre fui boa formadora - não sou gaja de falsas modéstias - por dois motivos; porque gosto genuinamente de ajudar e porque sinto empatia com as dúvidas das pessoas. Na grande maioria dos casos, são dúvidas que já foram minhas e que já tive de esclarecer para mim, ou já foram perguntas para as quais andei à procura de respostas.

 

Já fui desafiada para dar formação sobre inúmeros temas (até sobre RGPD), mas só dou formação sobre temas que, de facto, domino e com que me sinto à vontade. Porque as minhas formações ou workshops não são estáticos, eu não chego, debito a apresentação e já está. As minhas formações têm debate, e perguntas e respostas e mãos na massa. Não se resumem à keynote (ou ao powerpoint, como quiserem). Aliás, até prefiro que saiam do sítio e que fujam e que sejam dinâmicas e que sirvam os propósitos de quem lá está. E gosto de aprender.

 

Há uns anos comecei a investir mais nesta área da formação. Organizei 3 acções de formação, que adapto conforme o cliente e tenho andado pelo país, contente e alegre a dar formação em empresas, escolas, instituições, etc...

 

Comunicação e estratégia digitais.

Prevenção, antecipação e gestão de crises no digital.

Criação e gestão de comunidades.

 

E gosto. Muito. É gratificante. Realiza-me.

 

Tenho sido desafiada a criar acções de formação, workshops, whatever dedicados a particulares. Tenho andado a adiar, a adiar, a adiar, mas há pouco tempo os astros alinharam-se, surgiu uma encomenda e vai ser já no próximo fim-de-semana (falo disso mais detalhadamente no post que se segue auto-link). Vamos ver como corre.

 

Gosto de partilhar conhecimento. Sempre gostei. Sempre o fiz, informalmente. Fazê-lo de forma estruturada e formal é só mais uma forma de partilha.

 

Mas, por mais estruturadas e formais que sejam, agora, as minhas acções de formação terão sempre, sempre, sempre, uma ponta de rasgo, de fora do sítio, de interacção, de batatada e de caos. 

 

Porque sem caos não se vai a lado nenhum.

Cara Samsung

O nosso primeiro contacto tem mais de duas semanas, quando telefonei para um dos teus centros oficiais de assistência técnica

 

O meu frigorífico tem as borrachas da porta a entregar a alma ao criador e a porta já não fecha sem ajuda exterior.

Coisa simples, julgava eu. Afinal de contas, estamos a falar de borrachas.

 

Ao telefone, uma vez apurado o modelo em causa, dizem-me "ah, é um equipamento com mais de 10 anos, não há peças para reparação, terá de comprar um frigorífico novo". 

 

Agradeci. Desliguei. Tentei digerir. 

 

Reforço que estou a falar de borrachas de uma porta. Não estou a falar de peças complicadas.

 

Nem de propósito, vejo pouco depois que a Samsung Portugal tem uma conta de Twitter. E vejo porque a conta de Twitter estava a fazer uma brincadeira qualquer com uns telemóveis. Decido apanhar boleia. E surge o primeiro tweet.

jonasnuts1.jpg

A resposta veio célere (e tratam-me Jonas - muito bem).

 

jonasnuts2.jpg

Ora isto foi no dia 9 de Fevereiro.

Desde este primeiro momento e logo no mesmo dia, fui contactada por mail (onde me trataram por Exma. Senhora Maria Nogueira, claro) e por telefone.

E pediram coisas. O modelo. O número de série. E depois o número de série outra vez. E da última vez queriam que eu lhes enviasse uma prova em como tinha comprado o frigorífico. Foi mais ou menos nesta altura que perdi a paciência.

 

Reforço, mais uma vez, que estamos a falar de borrachas.

 

O senhor que me contacta pelo telefone é muito simpático e educado. Quem gere a conta de Twitter também responde rapidamente. 

 

O problema é a falta de resposta efectiva. A empresa não tem outra resposta para me dar, para além do "se o seu equipamento tem mais de 10 anos, tem de comprar outro".

 

Não tem, mas sabe que devia ter, por isso hesita em dar-me a única resposta que tem para me dar, porque receia estar a meter-se numa crise de social media.

 

Empurra com a barriga.

 

Os desgraçados do Twitter já não sabem o que responder-me.

O senhor com quem falo ao telefone também já não sabe o que me dizer, a não ser que estão a ver, estão a tentar, brevemente dirá alguma coisa.

 

E eu concluo que não têm nada para me dizer porque acham perfeitamente natural que uma pessoa compre um frigorífico novo, porque as borrachas da porta se estragaram. Eu discordo.

 

Até é capaz de ser verdade (que não é) e pode ser que eu tenha de comprar um frigorífico novo (que comprarei, mas não para já), mas depois desta experiência, dificilmente comprarei um frigorífico a uma marca que tem este tipo de posicionamento e de resposta ao cliente.

 

A Samsung, por causa duma porcaria duma borracha, que eu vou acabar por comprar online, perde não uma, mas duas oportunidades.

 

A primeira e mais importante, é a de conseguir satisfazer uma cliente. Mantê-la satisfeita, não tanto pela qualidade do produto (a verdade é que as borrachas se estragaram) mas pela qualidade do serviço pós-venda que, para mim, é pelo menos tão importante como o resto. 

 

Perdeu também a oportunidade de fazer fazer um Digital Done Right.

 

Não percebo porque é que esta gente contrata empresas de estratégia digital, para depois andarem a dar tiros nos pés.

 

Não percebo, sequer, porque é que estão nas redes sociais, quando, claramente, deviam focar os recursos em coisas mais úteis.

 

Como por exemplo, fazer borrachas de jeito.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

Há já muito tempo que critico a presença online de entidades oficiais que estão só por estar. Porque alguém lhes disse que era preciso, mas deixou a conversa a meio e não explicou porquê nem como.

 

Esta questão sempre me encanitou para todo o online, mas mais particularmente para o Twitter.

 

Não me refiro a contas passageiras, em momento de campanha, de candidatos que querem chegar a todo o lado e também com eles a conversa ficou a meio. Ninguém lhes explicou o porquê e o como. Mas essas têm utilidade, póstuma, porque podem ser recuperados os tweets de campanha, depois de eleitos, e dá para confrontar o que foi dito com o seu contrário, que é  que está a ser feito.

 

Refiro-me a contas de Twitter de entidades oficiais. Como por exemplo a da Autoridade Tributária, que neste momento é @Aut_Trib_Adua mas que em tempos foi @dgci. Mudou de nome, os erros persistem.

 

Foi por isso que na semana passada estranhei muito quando recebi uma notificação de que a conta de Twitter do Governo de Portugal tinha passado a seguir-me. Esquisito (enfim, critérios de seguimento censuráveis :).

 

PeoplefollowedbyRepublicaPortuguesa.jpg

 

Fiquei curiosa e segui de volta. Dei o benefício da dúvida.

 

Esta manhã reparo que o @govpt faz um tweet com o número a contactar, para se obter informações sobre pessoas envolvidas no acidente de trânsito, em França. Pensei, olha..... estes gajos não estão a dormir. Fiz RT e depois fui ver mais coisas que tivessem dito. Podia ter sido uma coisa isolada. Nestas coisas, de tão escaldada, desconfio sempre.

 

E é quando vou ver que deparo com interactividade. Sim, interactividade. Alguém fez uma pergunta à conta @govpt, e a conta respondeu. Em tempo útil.

 

RepublicaPortuguesaonTwitter.jpg

 

Não é montagem, podem ver aqui.

 

Fiquei muito agradavelmente surpreendida e, claro, tweetei sobre a coisa:

 

jonasnutsonTwitter.jpg

 

A julgar pelas estatísticas (na meia hora de vida que o meu tweet tem), não fui a única a ficar agradavelmente surpreendida, a gostar, a aplaudir e a querer mais. E isto num feriado, de manhã.

 

TweetActivityanalytics.jpg

 

Pois, senhores do governo. Fizeram muito bem. Por um lado. Porque, o que há mais por aí são contas de Twitter de entidades do governo, a precisar que lhes seja dado o mesmo tratamento que estão a dar a esta.

 

E como já vimos que sabem fazer a coisa bem feita para uma, queremos a coisa bem feita para todas.

 

Mãos à obra.

Alegadamente

A história tem 3 ou 4 dias. Chamaram-me a atenção para o caso via Facebook. Conta-se em 3 tempos.

 

A Lúcia comprou um voucher à Odisseias, para um serviço a prestar pela Poneilândia. Quando tentou marcar o serviço que tinha comprado, não gostou da experiência do atendimento.

 

Até aqui nada de mais. Uma cliente, insatisfeita, que contacta a página que é, ao que tudo indica, a oficial da empresa, e desabafa.

 

Mas é aqui que pára a normalidade e começa o insólito.

De repente, aquela que parece ser a conta oficial da empresa, desata a fazer likes, e a comentar de forma..... inusitada.

 

É a primeira vez na vida que vejo o que aparenta ser a marca oficial a fazer like a uma reclamação. Mas não fica por aí, também comenta.

 

É todo um novo modo de gerir uma marca nas redes sociais, e todo um novo significado para a palavra "beijos".

 

Retomamos a normalidade, e seguem-se duas dezenas de comentários de pessoas incrédulas com a situação. Mais incrédulas ainda quando se apercebem de que os seus comentários de estupefacção e críticas estão a receber likes, de quem? Pois claro, de quem está a gerir a conta que aparenta ser a oficial da Poneilândia.

E podíamos ter ficado por aqui, mas não. Regressa o insólito.

 

Obviamente segue-se uma catrefada de comentários, de pessoas que entre o divertidas e o estupefactas, comentam a inépcia de quem gere aquela que parece ser a conta oficial da marca.

 

E os senhores que estão do lado de lá, dispostos a subir a parada a cada comentário.

 

Cada cavadela, cada minhoca.

Mas, calma, ainda falta a cereja no topo do bolo.

 

 

Portanto, aquilo que tudo indica ser a conta oficial da empresa no Facebook, sugere a pessoas indignadas, os serviços de um gigolo profissional. Confesso, é a primeira vez que assisto a esta estratégia de gestão de marca nas redes sociais.

Desde o início que achei piada ao tema, e depois achei que iria gostar de escrever sobre o tema, pelo inusitado. Mas, gato escaldado da água fria tem medo, e a coisa é mesmo tão má, tão má, tão má, que achei melhor contactar directamente a empresa, no sentido de apurar se de facto se tratava duma conta oficial. Telefonei para o contacto disponível no site. Um número de telemóvel. Chamou, chamou, chamou, atendeu o voice mail. Ok. Tentemos o mail. E assim foi. Um mail simples e educado:

"Boa tarde,

Gostaria de saber se a página do Facebook https://www.facebook.com/poneilandia.tocao é uma página oficial da Poneilândia.

Obrigada desde já.

Melhores cumprimentos

Mª João Nogueira"

 

Recebo uma resposta:

 

"Boa tarde, gostaríamos de saber também quem pergunta SFF e o porquê da pergunta, entretanto iremos verificar"

 

Ok... ao menos responderam, e querem saber porquê. Tudo bem:

 

"Boa tarde,

Obrigada pela resposta rápida.

No que diz respeito à sua pergunta, que considero muito pertinente, pretendo escrever no meu Blog acerca de um episódio que está a decorrer na conta de Facebook referida, e não queria correr o risco de atribuir à referida conta o estatuto de conta oficial, se de facto não for oficial e assegurada (ou
com gestão subcontratada) pela Poneilândia. Trata-se de apurar a verdade e os factos, antes de escrever :)

Espero ter esclarecido as suas dúvidas.

Melhores cumprimentos,

Mª João Nogueira"

 

 

Deixa lá ver, pode ser que os senhores não saibam de nada, e estejam a ver agora a coisa pela primeira vez (eu já vos disse que sou uma ingénua do caraças?)

A resposta até veio de forma relativamente rápida:

"Boa tarde, agradecemos que descreva esse episódio, ou enviaremos hoje mesmo este assunto para o nosso departamento jurídico"

Nos intervalos de rir até à exaustão, tenho estado aqui a pensar se não se trata de uma mera má utilização da língua portuguesa. Assim de repente, acho que também é a primeira vez que me ameaçam de forma tão educada. "Boa tarde, agradecemos que" e depois tungas.

Fiquei sem saber, até agora, se aquela conta de Facebook que aparentava ser a oficial, era afinal de contas oficial, oficiosa ou desconhecida.

E falo no passado, porque pouco tempo depois do mail com a ameaça educada, a conta foi apagada. Daí não haver links neste post.

 

Sabem aquelas coisas que são tão más, tão más, tão más, tão más que dão a volta e se tornam o máximo? Esta está lá quase. Quase. Mas ainda não.

Como aumentar a receita

De repente começam a surgir-me MUITAS ideias de como aumentar a receita.

 

Há muita procura para consultoria no âmbito da gestão de redes sociais (ou comunidades), e se não há, devia haver. Nessa matéria posso dizer que sou especialista, sendo uma das pessoas que, em Portugal, há mais tempo trabalha nesta área.

 

Por exemplo, e não me estou a oferecer, o primeiro-ministro está, claramente, necessitado de alguém que o aconselhe nesta matéria.

 

Quem é que, na posse de todas as suas faculdades, faz um anúncio ao país do teor do que foi feito por Pedro Passos Coelho na passada Sexta-feira, e depois vai escrever para o Facebook?

 

A sério..... quem terá sido o génio que lhe recomendou semelhante estratégia?
Terá sido o mesmo assessor que lhe recomendou um divertido fim de noite no concerto do outro, ao som da Nini, e de caminho, a deixar-se fotografar sorridente, saltitante e cantando alegremente?

 

Epá.... muito sinceramente..... se numa coisa básica como é a gestão de um perfil numa rede social a inépcia é tão grande, como é que alguém pode achar que há competências para se gerir um país?

 

 

 

 

 

Redes sociais para políticos

Leio aqui que foi criada uma rede social nacional para políticos.

 

A empresa dona desta rede social diz que "o seu principal objectivo procura promover o encontro entre políticos, políticas e cidadãos".

 

É só a mim que isto soa a imbecilidade?

 

Se os políticos têm necessidade dum espaço para se encontrarem com os cidadãos, eles que venham até ao Facebook, e ao Twitter, que é onde os cidadãos já estão. Porque raio têm de ser os cidadãos a ir até aos políticos? Venham os políticos aos cidadãos. Deixai vir a mim os políticos? :)

 

Para quê criar uma rede social específica para políticos? Funciona por fax, é?

 

Caro Governador Civil de Lisboa

Não nos conhecemos, mas decidi ler a entrevista que deu à última Visão, provavelmente porque o enfoque era dado, nos títulos e imagens que acompanhavam a entrevista, em temas que me interessam, Facebook, redes sociais enquanto ferramentas de trabalho, etc.

 

Devo desde já esclarecer que não sou uma crente em tudo o que leio e sei, por experiência própria, o quão deturpadas podem ser afirmações que fazemos, quando as lemos mais tarde impressas em qualquer jornal ou revista.

 

Não dou, por isso, demasiada importância ao que leio, principalmente se for escrito na comunicação social tradicional. Assumo-me como descrente, além de que a minha opinião vale o que vale, que é pouco ou quase nada. A minha opinião tem apenas a enorme vantagem de ser a minha, o que apenas me beneficia a mim.

 

Li no entanto algo que, não sendo novidade quando dita pelos novos adeptos das novas tecnologias, suscita habitualmente em mim um levantar de sobrancelha, a saber:

"Para ele, o envolvimento de um político nas redes sociais permite, em muitos casos, antecipar situações, perceber quais as opiniões dominantes. "Às vezes até dá para saber quais vão ser os assuntos em destaque no dia a seguir", diz".

 

É verdade, mas apenas parcial, e pode ser uma falácia.

 

Senão vejamos, não é a maioria dos portugueses que tem acesso à Internet, portanto, a opinião dominante não pode ser recolhida, a não ser por extrapolação que, como se sabe, tem muitos perigos, é uma espécie de generalização teoricamente científica e, como se costuma dizer, as generalizações são perigosas.

 

Notemos ainda que, os que têm acesso à Inernet são pessoas com um maior poder de compra (embora esta tendência esteja a ser absorvida pela massificação) e que pertencem a uma classe social que não é, infelizmente, a da maioria dos portugueses. Novamente, opiniões dominantes por extrapolação.

 

Não esquecer que, para além de tudo, dos que estão online, será uma imensa minoria, aquela que emite opinião relevante ou que ultrapasse o domínio exclusivamente pessoal. A sério. A grande maioria dos Blogs, não são dos políticos, ou de intervenção social, ou de opinião. Se quiser aprofundar esta minha última afirmação, é ver uma coisa que escrevi há uns tempos.

 

Portanto, quem anda online não é a maioria, é uma minoria privilegiada, a maior parte não produz conteúdo e, não esquecer que no meio de tão pouca gente, meia dúzia de intervenientes podem fazer a diferença. É por causa disto que parte da sua afirmação é verdadeira, dá de facto para saber "quais vão ser os assuntos em destaque no dia a seguir" mas apenas porque as redes sociais e blogosféricas são muitíssimo frequentadas por jornalistas (e ainda bem, se quer mais uma opinião minha).

 

E, por último, além de tudo o que já referi antes, convenhamos que, para seguir um político no Facebook é preciso que esteja interessado no que essa pessoa possa ter para dizer e, como sabemos, a grande maioria dos portugueses não se interessa pelo que os políticos têm para dizer (não vale contar com  o número de participantes nos Fórum da TSF que são especialistas em fazer um enorme número de vozes diferentes. Parecem muitos, mas são poucochinhos).

 

Isto já está muito comprido, mas está quase a terminar e assim como assim ninguém leu até aqui.

 

Eu percebo o sentimento de deslumbre com a aparente proximidade que as "novas" tecnologias proporcionam, a sério que percebo, melhor do que gostaria. É extraordinário o potencial enquanto ferramenta de comunicação. Mas há que atingir um ponto de equilíbrio e, sobretudo, não nos deixarmos cair no logro de que estamos todos ligados, e que as pessoas que nos seguem e que nós seguimos representam um todo.

 

É um abismo onde se cai, e de onde se pode demorar algum tempo a sair.

 

Para um conhecimento mais profundo do que, de facto, pensa a maioria, é comprar os jornais desportivos, lê-los num café, de preferência um estabelecimento que tenha uma televisão sintonizada num noticiário da TVI ou nas tarde da Júlia, e estar de ouvido atento aos comentários e às notícias que prendem a atenção das pessoas. Aí sim, vai sentir o pulsar da nação.

À atenção dos senhores políticos recém chegados às redes sociais

É tempo de eleições, que é o mesmo que dizer é tempo de novos perfis no Facebbok, no Hi5 (sim, dão tiros ao lado, com o Hi5 mas coitadinhos, não sabem), no Twitter....é vê-los, aos políticos candidatos que, de repente, acordam para as redes sociais ou para, como eles lhe chamam, a web 2.0. Já ouvi, a minha candidatura é web 2.0. Estou em todas as redes sociais.

 

Não percebem. Já expliquei como é que deveriam fazer a coisa mas, naturalmente, desvalorizaram a minha opinião, porque eles é que são os entendidos.

 

Vamos lá ver se dito doutra forma, por outra pessoa com muito mais currículo do que eu, conseguem perceber:

 

 

Via Meia de Leite.


Encontra-se trabalho através das redes sociais?

O pergunta do título do post é descaradamente roubada ao Enrique Dans, que há bem pouco tempo a colocou no seu Blog (que recomendo).

 

Ia comentar por lá, e até perguntei se o deveria fazer em português ou em inglês (já que o Blog é escrito e comentado, maioritariamente em castelhano), mas depois achei que dava um comentário demasiado grande (apesar de ter recebido resposta, simpática e em tempo recorde, de que os meus comentários seriam bem-vindos em português, deitando por terra o mito de que os espanhóis não entendem o português :).

 

Eu sou uma céptica dos serviços sociais. Parece ser contraditório, o facto de, profissionalmente, estar ligada a alguns serviços que têm uma forte componente social, mas se calhar é mesmo por causa disso. Ou então é porque não gosto de embarcar em rebanhos, e gosto de pensar pela minha cabeça.

 

As redes sociais, "profissionais" como o LinkedIn permitem-me identificar uma série de contactos profissionais, mais algumas características das minhas competências. Tudo muito fácil, clica-se num botão para adicionar alguém à nossa lista de contactos, clica-se noutro botão para autorizar que alguém nos adicione, escrevem-se recomendações mais rapidamente que um mail, e em menos de três tempos temos um perfil sumarento, cheio de nomes de pessoas que nos conhecem profissionalmente, mesmo que apenas nos conheçam vagamente, por termos, em tempos, partilhado o mesmo espaço de trabalho. À semelhança de muitos serviços sociais, os números são importantes, quantos amigos é que tem? Quantos contactos é que tem? A quantos grupos pertence? Quantas recomendações positivas? Este tipo de serviços, se forem bons, até nos indicam perfis com os quais podemos ter algum tipo de ligação (tipo, trabalham na mesma empresa), e normalmente não se enganam, embora trabalhar no mesmo edifício não seja, em alguns casos, grande ligação profissional. Eu trabalho num edifício onde estão mais 2.000 pessoas. Partilhamos geografia, mais nada.

 

Quando preciso de contratar alguém para a minha equipa, peço um CV, que me dá o percurso profissional e a experiência (e as habilitações académicas que normalmente desvalorizo), e peço o endereço do Blog. O Blog diz-me mais sobre a pessoa do que um perfil no LinkedIn. Claro que dá muito mais trabalho, e demora muito mais tempo, mas conhece-se melhor a pessoa.

 

Na equipa dos Blogs do SAPO há 6 pessoas. 3 estão lá desde o início (eu, o Hugo e a Claudia), os restantes foram chegando. A todos foi pedido o endereço do Blog, no momento do primeiro contacto. Fiquei a saber mais sobre essas pessoas através do seus Blogs (ou da ausência de Blog, não é Tó? :) do que através dos seus CVs.

 

Digam-me sinceramente, se alguém ler o meu CV (que eu não estendo, e reduzo ao essencial e pertinente), fica a saber alguma coisa sobre mim? Muito pouco. Se tiver a pachorra de ler este Blog, ficará a conhecer-me muito melhor (momento em que abandona a ideia de me contratar, é um facto, quase ninguém gosta de contratar pessoas com mau-feitio :).

 

Não são apenas as competências técnicas que contribuem para a decisão de contratar um novo elemento para uma equipa. Quando ando à procura de alguém quero saber mais coisas. Quero saber se se integrará bem na nova equipa, sem desestabilizar. Quero saber se é boa pessoa. Quero sumo, não quero cascas.

 

As redes sociais dão-me cascas disfarçadas de sumo, os Blogs dão-me sumo do bom. Dão mais trabalho, mas, até hoje, tem corrido bem, e já contratei pessoas exclusivamente por causa do Blog. Foi na mouche.

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